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sábado, 26 de dezembro de 2009

Três passarinhos!

A essa altura toda a meia dúzia de gatos pingados por aqui já percebeu que não sou das pessoas mais natalinas. Embora, neste Natal, o meu pouco apego à data tenha sido exagerado: nem árvore, nem enfeites, nem guirlanda pendurada na porta e menos ainda calendário de advento, como faço todo ano pra agradar o pequeno.
Acho que a minha melancolia e meu mau humor me assombram com toda força nessa data. Mas mais do que essas sensações, foi a correria que me atordou.
E fiquei pensando, na antevéspera, que se pudesse pedir um presente provavelmente pediria mais tempo, já que mal consegui preparar meia dúzia de mimos pras pessoas queridas. Desculpem, sou uma reles mortal que entregou a última encomenda no dia 22.
Por ser mortal, sou cheia de ambiguidades: ao mesmo tempo em que precisava de mais tempo, já bradava ao mundo todo que queria amanhecer no ano-que-vem. Que 2009 poderia acabar de véspera, pra que eu acordasse lá na praia, debaixo do guarda-sol e com uma caipirinha na mão.
Acho que somos assim na maior parte do tempo. Se os dias amanhecem chuvosos (e olha que em 2009 a água foi muita), reclamamos. Mas se o sol castiga por mais de uma semana seguida, reclamamos de sua inclemência, sentindo falta do friozinho invernal.
E, claro, durante o inverno, sentimos falta das saias com regata, sorvete e rasteirinha. Pura contradição ou, leia-se, pura humanidade.
No meio de tantas reclamações, esquecemos de viver o dia, aproveitando seus momentos de sol e chuva. E o Natal é o ápice de tudo isso. Reclamamos o tempo todo do consumo exagerado, do shopping cheio, da correria, da comilança. Ou da árvore escassa de presentes, do tempo escasso, da grana pouca, do preço abusivo do panettone. Nada nunca é o bastante.
Não vou aqui fazer a apologia da ética cristã-ocidental. Só fico pensando se não é o momento de relaxar as queixas e exigências. De deixar pra lá a falta de tempo e de dinheiro. Na nossa eterna insatisfação, nós esquecemos que o presente maior já foi recebido e está em cada dia que amanhece, chuvoso ou ensolarado.
Então, o desejo natalino atrasado deste blog que trata das coisas pequenas e corriqueiras é que possamos perceber a beleza e o amor do cotidiano, da vida de todos os dias. Juro que estou aqui, do meu lado, tentando junto. E até posso ouvir um reggaezinho de fundo!
Se eu fosse candidata a miss universo, pediria pela paz mundial. Mas só um pouco de amorosidade e gratidão por tudo que temos e somos já seria bom nessa hora...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Curtinhas

Ainda não consegui encerrar o ano e me preparar para o Natal, acreditam?
Estou mais atrasilda e ausente do que nunca. Não fiz nenhum dos presentes da família e dos amigos e sinto uma ânsia terrível, uma vontade de pular esse Natal e partir direto pro dia 02 de janeiro de 2010, de preferência, numa praia bem tranquila.
Mas terei que encarar os fatos sem drama e com o pouco da objetividade que me resta.

Enquanto isso:
* foi formatura de 9°ano dos filhotes, qua agora partem para outros vôos, outra escola, tudo novo. Acho que parte da ânsia é por eles, pois meu coração de mãe fica na torcida, querendo que venha tudo de melhor pros meus amores.
* as meninas do superziper fizeram um craftcast comigo e com o pessoal bacana do Bazar Severina & Amigas. Apesar do meu nervosismo na hora, até que falei bonitinho (e, pra quem vier com o papo de que tenho voz infantil, saiba que você não estará sendo original...).
* tá rolando presente de Natal meu via de(coeur)ação. Vão lá conferir as regras do sorteio, valendo um MIAU muito fofo aqui desta casa!

Vou lá terminar 2009, mas logo mais eu volto!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Invasão!


E a invasão felina continua, lá na loja.
Ainda dá tempo de colocar o seu miau debaixo da árvore!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brigadeiro, simples assim!

Não ando lá muito light, diet menos ainda. Meus finais de semana tem sido bem doces, em mais de um sentido da palavra.
E, no último sabádo, fui num encontro que acabou sendo só de meninas, com direito a histórias engraçadas, muitos pãezinhos doces e e até um amigo secreto instantâneo. Senti até um certo incômodo nos olhares do povo do café, tamanho o volume de risadas da mulherada (felicidade em alto volume incomoda, eu sei).
Depois do longo café, uma passada num bazar e dou de cara com... mais açúcar!
Não deu pra resistir a tanta doçura: saímos de lá cada uma com a sua panelinha azulzinha:

Achei a idéia simplesmente encantadora. Não pelo conteúdo, pois embora eu adore brigadeiro, no momento em que comprei a panelinha estava na maior overdose de açúcar, sem vontade nenhuma.
O que mais me atrai na Maria Brigadeiro é a simplicidade da ideia e como, apesar de quase óbvio (já que o docinho é presença marcante em 10 entre 10 festinhas), vender brigadeiros possa ser algo tão inovador, para o qual ninguém tinha atentado ainda. Claro, os sabores foram enriquecidos e a forma de apresentação é impecável. Mas o mais legal é alguém ter voltado o olhar para a simplicidade do docinho. Fico achando que é um resgate do que é simples e, ao mesmo tempo, tão importante na vida da gente. Tem aquele gostinho de lembrança festiva lá da infância, ainda mais na panelinha azul (da A de Aurelia).
Voltei pra casa e dei o brigadeiro pro meu caçula, que devorou, achou delicioso mas nem deu bola pra panelinha, que ficou pra mim.

Depois de tanto doce, jurei pra mim mesma que me esforçaria para ter uma semana frugal. Afinal, junto com toda a histeria natalina vem a glutonice da época.
Só não vou me preservar das pequenas grandes emoções da semana que, certamente, serão carregadas de açúcar. Conto depois.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eu acho que vi um gatinho...


Esse e mais outros gatinhos fofos, disponíveis lá na loja.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Atualização: pinguins e sinhaninhas

Pinguins e sinhaninhas que acabaram de chegar lá na lojinha!




Papai Noel

Esse ano, Papai Noel chegou mais cedo. Fui muito presenteada no último sábado, lá no Bazar Severina & amigas. Pra começar, o ateliê da minha amiga Pri é puro encanto, cheio de detalhes lindos, tudo bem cuidado e bem pensado. Cheguei lá e já dei de cara com amigas de todos os dias (quer recepção melhor que essa?).
E, aos poucos, foram chegando blogueiros, tuiteiros, clientes que viram os anúncios do evento internet afora.
Fiquei feliz demais em ver o sucesso todo do evento e, mesmo correndo o risco de deixar alguém de fora, lá vai meu muito obrigada para a Lu, dorosmarino e prezzemolo, que veio lá de Ribeirão; a Paty, sempre; a Paula, nova amiga véia-de-guerra; a Simone Izumi, do chocolatria que senti como se já conhecesse de longa data e de muitos cafés com bolo; as meninas do superziper, Andrea e Claudia (ainda não conhecia a Claudia e me surpreendi com sua fala tranquila e seu sorrisão!), pelo apoio e divulgação; a fofa Mari, do maricotinha; a Adriana Simizo, minha amiga não-mais-secreta; a Tati, queridona saudosa; a Tatalina, que finalmente conheci; a Leide, que levou a fofa Sophia pra eu conhecer; aos divertidos Vitor Hugo, do prato fundo e Nathy, do bistrô pregui, a Elisa, do marcamaria; a Roberta (@fabbrica); a Grazi e Dani, do baby bum e a tantas outras pessoas que por lá passaram. Um agradecimento super especial para a Priscila e sua família, que organizaram o bazar mais bacana ever!
Outro agradecimento cheio de balõezinhos de coração, para o meu amado Gu, que me incentiva, me ajuda, me atura e me faz cafuné.
E, para provar que o bom velhinho existe e de vez em quando chega até antes para quem foi bonzinho o ano todo, o meu pequeno foi presenteado com uma doce casinha, da queridona tia Paula.
Fala se não é o sonho de qualquer João e Maria da vida?
E foi devorada com gosto pelo bom menino!
Obrigada, Paula!
E, claro, obrigada aos amigos e clientes que sempre dão um jeitinho de se fazerem presentes, de uma maneira ou de outra.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Atualização: kits

Esses e outros kits novinhos em folha, lá na lojinha.
Para dar aquela luz na hora de escolher as lembrancinhas de Natal!



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Receita de amizade?


Quem me conhece sabe o quanto sou arredia quando se trata de intimidade e amizade. Simplesmente porque acho que tal relação não pode ser algo unilateral, pois pressupõe troca, disposição em aceitar o outro, carinho, cumplicidade.
Com o passar dos anos, percebo que meu grande desafio pra ser uma pessoinha um pouco melhor é ser mais tolerante, pois pisadas na bola sempre me incomodaram muito. E, com o incômodo, vem a birra e a mágoa. Mas estou tentando aprender.
Certa vez, há muitos anos atrás, uma pessoa bateu na porta da casa em que eu morava e disse que queria ser nosso amigo. Nunca rolou, pois por mais que a oferta fosse sincera, pois aquilo foi bem estranho. Acho que só daria certo se fosse entre crianças de 06 anos, brincando no tanque de areia da praça. E só rendeu algum desconforto e piadas internas. E, até hoje, de uma forma ou de outra, acho engraçado pensar em pedidos forçosos de amizade. Nem nos meus momentos mais solitários eu conseguiria fazer isso.
Não me entendam mal. Talvez seja meu lado cafajeste, como o cara que chega pra terminar o namoro e fala baboseiras do tipo "você é perfeita, o problema sou eu, preciso de espaço, vamos dar um tempo" e blá-blá-blá. Não rola, não consigo e até me culpo, simplesmente por não sentir nenhuma culpa.
O fato é que amizades se conquistam de forma inesperada, em pequenos gestos e, sem a gente se dar conta, a afinidade vira cumplicidade. E a troca do dia-a-dia torna essencial a presença daquela pessoa na sua vida.
Nas relações virtuais não poderia ser diferente. Depois de virar macaca velha, aprendi que é preciso ter cuidado redobrado. Demarcar espaços, pra depois não ficar reclamando. Sim, porque se há invasão, é por permissividade e oversharing, como diz uma sábia amiga minha.
E assim vamos aprendendo a encontrar nossos pares, pessoas que podem vir a ser boas amigas na vida real. Sem cobranças, intrigas ou tramas novelísticas. E tudo começa com uma pequena troca, um comentário no twitter ou no blog, uma idéia em comum, gostos parecidos, mesmas profissões.
Foi desse jeito simples que comecei a me relacionar com a galera dos crafts e comida. Crafts pelo fato óbvio de ser minha área. Comida, por ser uma paixão que, cá entre nós, tem tudo a ver com crafting. De vez em quando, quem passa por aqui pode até achar que tenho a pretensão de ser food blogger. Nem, mas mantenho os pés na cozinha, com muito prazer.
Então, topei entrar num amigo secreto entre crafters e foodbloggers, organizado em conversas pelo twitter. E, ao longo da brincadeira, encontrei pessoas bem bacanas.
No sábado, tive a alegria de receber o presente em mãos da minha amiga não mais secreta, a Adriana, do kanten. E não me contive! Parecia criança recebendo o presente!
Na foto, a Isabel, do La Sucrerie, que foi nos visitar; a minha amiga véia de guerra (na verdade, parece que a véia de guerra da amizade sou eu, mas tudo bem!), a Paty; euzinha, cansada, com olheiras e descabelada, mas feliz da vida com minha jarrinha, e a queridona Adriana.
Na baita sacolona que recebi, era presente que não acabava mais. A jarrinha a Adriana desenhou à mão, em vermelho pra combinar com a minha cozinha (fala se isso não é delicadeza demais pro meu coração?), com o tutorial do superziper.
Guloseimas da Liba, rapidamente surrupiadas pelas crianças aqui em casa (tive que esconder pra conseguir a foto).
Uma vasilha antiguinha daquelas com tampa comprada na Paula Souza, totalmente a minha cara! E amarela, a cor que tenho introduzido em detalhes aqui na cozinha de casa (e a Adriana nem sabia!).
E a vasilha veio recheada de delícias que eu adoro (casquinha cristalizada de limão, chazinho de camomila e cocadinhas) e de um desafio: fazer kanten!
Cartão com a receitinha e cartão fofo, impressos pela Adriana (com link lá no kanten).

Tudo tão detalhado, tão cheio de delicadeza, que só posso agradecer e dizer que estou encantada. E, de novo, percebo que se não há receita para se conquistar novos amigos, muitas amizades podem sim começar pelo estômago.
Valeu, Dri. Espero ansiosamente pelo encontro comilança!

Em tempo: essa foi apenas uma das gratas surpresas do bazar de sábado. Depois volto para contar mais sobre as pessoas queridas que conheci.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fica a dica!


Nem vou me desculpar pela ausência, porque é chover no molhado. Admito e volto logo que puder, com as postagens e as atualizações da loja, inclusive os esperados gatinhos. E aventais, luvas e outras belezuras para deixar debaixo da árvore no dia 24/12!
É que, para quem vive do que faz, o final de ano é duplamente cruel: primeiro, porque não tenho férias remuneradas, nem 13° salário. Mas tem os bazares. E amanhã terei o meu último esse ano, lá na terra da garoa.
Então, fica a dica: apareçam no primeiro Bazar Severina & Amigas!
Com muita gente bacana, comidinhas e oficinas.
Espero vocês!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cerejas de luz


Eu sei que sou meio compulsiva com esses fios de luz. Mas, olha, esses são de cerejinhas... dá pra resistir?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bazar Severina & Amigas

Os gatinhos mais fofos do pedaço estão em clima de esquenta (alguém ainda fala isso?) para super esperado e fabuloso Bazar Severina & Amigas.
Como o próprio nome diz, tenho a honra de ser uma das amigas chique-chique da Severina, ou melhor, da queridona Pri Rigoni, que vai abrir as portas do seu ateliê para um sábado de delícias:

Repetindo as palavaras da Pri:

"ESSE VOCÊS NÃO PODEM PERDER!!!

Tem muita coisa linda e gostosa, e cheirosa, e mimosa!
Tem manicure, gente!! LUXO!!!
Tem comidinhas e bebidinhas suuuper especiais!
Tem oficina de fantasia para os pequenos!!! FOFURA!!!!!
Tem presente pra toda a sua listinha!!!
Tem muito mais!!
Não percam!!!
Vamos adorar receber pessoas queridas!!!!"

Clique e veja como chegar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Catlove!


Para quem ama felinos.
E para quem ainda não ama também, porque é impossível resistir a essa fofurinha. Com a vantagem de não miar, não entrar no cio e nem afiar as unhas no sofá!
Em breve, mais uma sinhanice em cores e estampas variadas.
Bom findi!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Coração emprestado


Essa semana os filhos grandes foram viajar com a turma de escola para comemorar o fim do ano, aliás, do 9° ano. Sem dúvida, um marco na vidinha deles, que já estão sentindo o peso das mudanças que virão.
E eu fiquei aqui, com o coração na mão. Não sei bem quando, mas acho que me transformei na minha mãe, aquela chata que me mandava carregar agasalho, guarda-chuva. Que implicava com meus amigos esquisitos e torcia o nariz pras minhas amigas de tênis encardido.
Na verdade, acho que sei quando a transformação começou. Quando o caçula nasceu, há mais de sete anos atrás, eu estava daquele jeito de quem recém pariu: disforme, chorona e com os peitos pingando leite.
De todas as maravilhas de ser mulher, tem coisa menos sexy do que aquele algodãozão enorme de colocar no peito quando vc tá amamentando? Pior que isso, só a cinta-segura-a-pança-que-vai-cair. Nem mudando o nome daquele bege horroroso pra "nude" o treco fica bacana.
Enfim, estava eu péssima no meu pós-momento sublime, que ficou pior ainda porque tive paralisia facial logo depois do parto. E eis que um dia fui levar o carro para lavar, tarefa do cotidiano que vira um momento de lazer maravilhoso quando você tem que dar de mamar a cada 3 horas.
Deixei o carro e fui tomar um café. Quando volto, o menino do lava-rápido me surpreende com uma conta com uma valor bem maior do que eu costumava pagar. E, claro, achei que estava errado e perguntei o por que daquele exagero. E o moço responde: "dona, você tem um furgão!"
Paguei a conta, entrei no meu "furgão" e voltei pra casa chorando feito idiota. E pensando que ainda ontem estava me formando e, de repente, tenho 3 filhos, 1 marido e 1 furgão!
Daí pra frente, assumi de vez. Mergulhei de cabeça no papel, sem medo de ser feliz. E fui subitamente dotada de super poderes telecinéticos, adivinhatórios e meteorológicos. Se sai da minha boca um "leva agasalho que vai esfriar", mesmo no maior calor, a frente fria chega. Isso sem falar no guarda-chuva (ser mãe é ter linha direta com São Pedro, gente!).
Brincadeiras à parte, sei que enchi o saco dos dois, falando de todos os perigos naturais, sobrenaturais e sexuais. E eles fizeram a mesma coisa que eu fazia, reviraram os olhos, dando uma bufadinha de leve e se entreolhando.
Não sei bem o que se passa, mas nem me sinto constrangida como um dia pensei que ficaria, se estivesse no lugar da minha mãe. Sou daquelas que dá bronca na frente dos amigos (aliás, dou bronca nos amigos também) e que fala dos assuntos constrangedores à mesa (se bem que marido é muito mais expert nisso do que eu).
Talvez haja coisas que não mudem de geração em geração. E ser mãe, e toda a dor e amor que vem junto com a maternidade, é uma delas. Se tivesse uma receita de ser mãe, diria que ela é daquelas mais tradicionais, amarelada pelo tempo e escrita à mão em pergaminho.
E ter os filhos longe, em lugar desconhecido, é mais ou menos como mandar o coração emprestado, embrulhadinho no papel da receita ancestral. Não tem jeito, terei que me acostumar, eu sei. E nem tenho nenhuma frase de efeito, nem nada engraçado para terminar esse texto. Simplesmente porque ainda não sei onde tudo isso termina.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Kit Apagão



Para quem perguntou, já tem lá na loja dois Kits Apagão, uma mais fofo que o outro!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma luz!

Tem horas em que os nós por aqui ficam tão intrincados que é difícil desenrolar sozinha. E um ateliê de costura não poderia ter outra padroeira, senão ela, né?
O oratório com a Desatadora agora ganhou do ladinho um presente para enfeitar e guardar as velinhas e fósforo.

Se vc não é devoto, o kit apagão tem a utilidade prática de dar aquela luz quando as turbinas de Itaipu falham. Além de ser um charme na hora de escolher aquela lembrancinha natalina.

Nem sempre é hora de pedir luz. Mas sempre é hora de agradecer a luz, mesmo que ela esteja lá no fim do túnel.
Então, acenda uma vela, um incenso, ofereça flores. Faça um prece, recite um mantra. Tenha fé.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

News

Queridos e queridas, essa semana começa o Bazar Panacéia 2009, numa das lojas mais bacanas da Vila Madalena.

Os pinguins mais fofos do Pólo Norte estarão lá, prontos para alegrar as geladeiras descoladas nesse Natal.
E, por falar em pinguins, hoje deveria haver uma prometida atualização dos fofos lá na loja, mas não consegui por alguma impossibilidade técnica não-identificada. Então, para maiores informaçoes, entrem em contato:
atelier.sinhana@uol.com.br





domingo, 22 de novembro de 2009

Primeiro vestido


Já disseram que o primeiro sutiã a gente não esquece. Mentira, nem me lembro do meu. Mas lembro dos vestidos lindos que a vó Amélia fazia pra mim. E isso sim é uma lembrança boa.

Lembro de um branco, com peito cheio de detalhes de sinhaninhas marrom, amarela e laranja, manga fofinha parecendo de princesa. Vestido mais lindo, mesmo com alguns detalhes que torturavam a mini virginiana já naquela época: a vó não ligava muito se o pano era branco e a linha de baixo era preta. Sentava na máquina e mandava ver. E o vestido aparecia, como mágica, pra festa de aniversário da amiga da neta no fim da tarde.

E foi com esse vestido branco que ganhei meu primeiro beijo. Esse sim, inesquecível. Especialmente para o menino, que veio de sopetão e encostou a boca na minha. Levou um tapa na cara tão, mas tão estalado, que cantou parabéns na festa com um vergão vermelho no rosto, com a marca dos cinco dedos desta mão que agora digita.

Uma pena que as crianças cresçam e, no afã de virar adulto logo, a gente esqueça de guardar os vestidos no baú (porque os sutiãs vão todos pro lixo!). Só tenho um, cor de laranja, que minha mãe guardou e eu pude usar na minha filha.

Vão se as roupas, mas fica a sensação mágica da vó fazendo o vestido, assim como minha mãe talvez tenha sentido com vó Sinhana dela. Acho que essa magia me manteve longe da máquina por muito tempo, mas hoje vejo que não tinha jeito e assumo: adoro costurar.
Mas nunca tinha me aventurado pelo mundo das vestimentas, até ontem. Tomei aquela decisão que venho ruminando há meses: sentar e fazer um vestido.
Para isso, comprei livros, consultei oráculos e pedi ajuda aos universitários ou, no caso, a melhor costureira viva que conheço: minha mãe.

E ontem passamos a tarde colocando o projeto no papel, depois no pano. Minha mãe com aquela vontade louca de assumir o comando no melhor estilo deixa-que-eu-faço-sozinha (conheço alguém que é exatamente assim, mas não lembro quem exatamente...). Foi um processo meio frankestein: tirei a idéia da cava nadadora das costas de uma saída de banho; o corpo, mais ou menos adaptado da idéia do livro da foto (o Weekend Sewing da Heather Ross, totalmente recomendado pra quem quer se aventurar nas primeiras costuras). Minha mãe inventou o molde, eu cortei e costurei. E, de quebra, ainda aprendi com a mestra como fazer um viés perfeito. Como o modelo é soltido, foram poucos os ajustes, todos feitos no corpo.

Fiz um único detalhe, que foi o pesponto em linha verde, feito com ponto zigzag, que eu adoro e acho que combina com modelinhos assim, simples e meio brejeiros.
O vestido saiu, me deixou toda orgulhosa apesar da simplicidade. E nesse domingão de calor, já está arrematado e em uso. E eu, pronta para o próximo projeto: uma calça de pijama pro marido que, na verdade, deveria ter sido meu primeiro projeto, pois foi a idéia de presente de dia dos namorados que me motivou a comprar o livro.
Então, que venham calças, saias e outros vestidos.
Obrigada, vó, obrigada mãe.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fúria de uma titã

Filho mais velho ficou doentinho no começo da semana e faltou na escola. E, no auge do tédio, deve ter vindo ler este blog. E me saiu com esse comentário à mesa do almoço: "olhando o blog da mamãe parece que a gente é uma família tããão legal"...
Junto com um perplexo "e não somos?" já engatei o discurso do quanto a vida é boa, o quanto tem famílias por aí muito menos favorecidas. E nem tanto em grana, porque isso é difícil pra todo mundo, mas em amor e blá-blá-blá-blá, whiskas sachet.
E ele me olhou com aquela carinha linda, porém irônica (ironia é herança do pai, claro!) e disse um "é..." muito vago, só pra encerrar o assunto e comer em paz.

Mas falemos a verdade, pura e absoluta. Ninguém aqui está interessado em saber que eu estou num mau humor do cacete, que minha garganta arranha e essa tosse seca não para de me encher o saco. Que a casa tá uma bagunça e o ateliê idem. Que até as maritacas andam me irritando com o barulhão e com o fato de que estão comendo as lichias ainda verdes.

Nem que ontem eu quase tive uma síncope tentando fazer um depósito no caixa do bradesco, que não aceitava de jeito nenhum, só aparecia "conta não encontrada". Banco ingrato, maldito, que raiva e grrrrrrrrrrr.
(detalhe que descobri mais tarde: a conta era do itaú, não do bradesco...)

E ninguém quer se dar conta de que eu queria ir ao cinema, passear com o marido, namorar. Mas a copinha-sei-lá-o-que tá na semifinal, momento de apoiar o time, sair com aquelas camisetas e bandeiras horrorosas, viajar 250km e torrar debaixo do sol. Afinal, tudo pelo time que só dá alegria (nem sempre pros próprios torcedores).
Nem querem saber que amanhã é feriado em tudo que é município, menos na cidade vizinha, onde o marido trabalha.

Também não vão querer saber que não tenho vontade de me aproximar da cozinha. Que estou no auge da preguiça e mais um pouco o jantar mais elaborado possível será miojo com salsicha, que é o menu tiração-de-sarro-da-cara-da-mamãe. Explico: sempre que eu capricho, eles falam "mas bem que poderia ser um miojo com salsicha. Então será. Vou colocar um pacote de salsicha crua no meio da mesa e um de miojo em cada prato. E cada um que cozinhe o seu. Humpf.

Enfim, tem momentos em que que dá vontade de puxar a cordinha e pedir pro busão parar, porque eu quero descer. E quem for perfeita e tiver o trabalho em dia (mencionei que a bancada de trabalho aqui parece zona de guerra?), a casa linda e cheia de bibelôs limpinhos, bolo cheiroso em cima da mesa e a conta bancária em ordem, que atire a primeira pedra.

Quando minha filhinha era bem pequena, sempre saía com aquelas máximas que nos faziam rir uma semana. Certa vez, estávamos numa fazenda e era vaquinha pra cá, galinha pra lá, porquinho acolá. E ela, toda pequenininha, soltou a frase perfeita:
"A natureza é maravilhosa, mas às vezes ela fede".
Só que ninguém quer saber disso. Fedor não dá ibope.
Então, deixo aqui a minha tentativa de melhorar meu próprio humor, só pra não dizer que não falei das flores:

E juro que não foram roubadas, nem arrancadas num momento de fúria do canteiro da vizinha.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Verdinha


Bolsa verdinha, que já, já vai encontrar sua dona. Mas, se você quiser encomendar a sua, entre em contato: atelier.sinhana@uol.com.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quitutes e quituteiros

No último sábado, fui para SP a trabalho. E, como não sou de desperdiçar boas oportunidades, aproveitei para me encontrar com blogueiros mais que queridos. Foi uma almoço com direito a muitos petiscos no boteco, o Pirajá, altamente recomendado pelo bom atendimento e deliciosas iguarias (o bolinho de arroz recheado com camarão estava assim, divino!).
(foto surrupiada da Paula)

E a companhia não podia ser melhor: minha amiga véia de guerra, um gourmet apaixonado por doces, que mudou de casa e de blog e agora escreve aqui e a animadíssima quituteira e food stylist do the cookie shop. O Renato nos abandonou mais cedo (terá sido o excesso de hormônios femininos à mesa?) e perdeu a parte dos doces lá na doceria mais charmosa que conheço, a Brigadeiro.
(mais uma foto surrupiada da Paula)

Entre bolinhos, bebidinhas, bom papo sobre vida e comida e muitas risadas reafirmei, por um lado, um laço do coração com a amiga de infância internética. Com ela, já ri e briguei muito, já dividi histórias, já pedi ombro, já ofereci abrigo.
Por outro lado, ambas percebemos o quanto temos em comum com essa nova amiga, ex-produtora de TV que ralou um monte, foi demitida e hoje está com os dois pés na cozinha, com muito açúcar, afeto e talento.
E com o mesmo carinho e desprendimento com que oferece receitas maravilhosas no seu blog, a Paula ainda levou presentes. Sim, daqueles de babar: cookies, docinho de nozes no potinho e duas caixinhas de bluberry.
Embora eu tenha sido a piada do domingo à noite no twitter, quando contei que só comi um dos cookies e perdi os outros na viagem de volta, atesto e dou fé de que estava maravilhoso. O doce, nem devia contar, mas devorei tudinho, em pequenas colheradas.
E as blueberries foram parar na minha receita de sempre de muffin, a infalível, a versátil, a melhor de todas. Quem me deu foi uma moça americana que conheci há um tempo, mãe de uma coleguinha de escola dos meus filhos. Mudei um pouco a receita, pois achava um tanto seca. Hoje é o meu coringa pro lanche rápido e, no caso de domingo, a solução perfeita pra levar de sobremesa num café da tarde na casa da comadre.
Então, já que o assunto é comida, lá vai a minha humilde contribuição:

Muffin infalível:
1 xícara bem cheia de manteiga
1 xícara de açúcar (uso 3/4)
2 ovos
1/2 xícara de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de fermento em pó
usei uma caixinha de blueberries
Bata o açúcar com a manteiga. Junte os ovos uma a um e bata mais. Junte a farinha, fermento, sal e bicarbonato já peneirados, alternando com o leite. Incorpore as frutinhas à massa.
Encha 3/4 das forminhas de papel (n°0), já ajeitadas em assadeira própria para cupcakes ou naquelas forminhas de empadinha.
Leve ao forno quente, fazendo o teste do palito.
Para essa receita, substitui o leite pelo suco de duas laranjas, e mais a raspinha de uma delas.

Observações: muitas pessoas perguntam o segredo para o cupcake ficar assim, perfeitinho. Acho que o principal é nunca usar as forminhas de papel sem o apoio da assadeira, para garantir o formato bonitinho.
Para incorporar blueberries ou qualquer outra fruta à massa, o legal é enfarinhá-las de leve antes. Assim elas não ficam depositadas no fundo.
Bati o bolo à mão. A massa é bem simples e não necessita da batedeira, desde que a farinha seja peneirada e colocada aos poucos.
A xícara medidora era de 240 ml.
A receita rendeu 16 bolinhos.

Mesmo longe de ser uma receita elaborada e linda como as da Paula e do Renato, fiz meus muffins com todo o gosto. E com aquela alegria de poder compartilhar as coisas simples da vida com as pessoas queridas que encontramos pelo caminho.

Bom-dia!

Um café, um bolinho e uma promessa: depois volto com a receita!
Bom-dia e boa semana.