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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Política da boa vizinhança

A reforma na casa do meu vizinho terminou, graças aos céus. Sem mais britadeiras, poeira, nem radinho tocando pagode no último volume. Thank God!
Mas o melhor de tudo foi pedir (e ganhar) na maior cara-de-pau os banquinhos de apoio dos pedreiros. Sim, aqueles bem toscos, feitos de madeira de construção. Vizinho fez a cara que marido faria mais tarde naquela mesma noite, querendo dizer algo assim: "o que essa louca vai fazer com isso?".
Mas claro que ele não disse nada. Afinal, manda a política da boa vizinhança que a gente seja educado com os vizinhos (ainda mais os de muro).
Moramos aqui já tem 13 anos e devo dizer que esses são os melhores vizinhos de muro até agora. Chegamos a pensar que a casa do lado tinha algum tipo de maldição, que tinham enterrado uma cabeça de cavalo debaixo do concreto tamanha a falta de sorte, pois já moraram por lá uns tipos bem esquisitos.
O primeiro casal até que era bacana. Tinham um filhinha fofa, eram educados, tudo ótimo. Porém (sempre tem um porém!), a moça era professora de bateria. Mamãe, que martírio era aquilo. Aula de bateria pra iniciantes ninguém merece. E o marido tocava guitarra. E o estúdio de som deles não vedava porcaria nenhuma.
Depois deles veio a Dona Codorna. Não sei, nem quero saber o nome dela; a apelidamos assim pelas formas arredondadas, pernas bem finas e pela pose empinada.
Mas faço aqui uma mea culpa: não acho que tenha sido justo o apelido, afinal, codornas são um bichinho meigo. E a véia era o cão chupando manga. E ouvia forró no último volume nos churrascos que promovia invariavelmente aos sábados à noite. E gritava estridentemente, como gritava.
Num desses churrascos, lá pelas duas da matina, resolvi mandar pro espaço a polidez e chamei o segurança que, coitado, foi escorraçado (falei que a véia era dureza?) e ela ainda gritou bem alto: "aumenta o volume que hoje esses 'RECARCADOS' vão ver só!". E dá-lhe forró.
Mas recalcados em geral acordam cedo, ainda mais os que tem filhos bem pequenos. Então, no domingo pós-forró nossa vingança se resumiu a duas caixas de som montadas em cima da janela e voltadas pro quarto da vovó festeira às sete da matina. O som escolhido à dedo? Jimi Hendrix, com direito a solos de guitarra de cinco minutos e muitos "fuck you in the ass"... e, claro, saímos pra passear com os pequenos.
Juro que foi a única vez em que tomamos uma providência tão drasticamente moleca e mal-educada. Mas o gostinho foi bom, confesso.
Depois dela veio o casal que brigava. Também não lembro o nome deles e não deu tempo de dar apelido (acho que eles devem ter se separado). Certa vez, a briga foi à distância; a moça estava viajando à trabalho ou algo do tipo. E o cara ligava e nada de encontrá-la. Já meio nervoso, discutiu com o atendente do hotel; logo depois, a moça ligou e foi aquele quebra-pau telefônico, acusações nada sutis, xingamentos cabeludos, tudo num volume que não dava pra evitar ouvir.
Horas mais tarde, fui receber a pizza que havíamos pedido e lá estava o vizinho no portão, também esperando entrega. Com o ar mais plácido do mundo, me disse boa-noite e falou que também havia pedido pizza porque a esposa havia viajado e tal. E ainda completou: "como minha esposa faz falta!". Dá pra entender um ser desses?
Por sorte, tenho conseguido manter um currículo de bom comportamento com os vizinhos de todos os lados, embora na última tempestade marido quase tenha colocado tudo à perder. Naquele mesmo esquema de polidez e solidariedade, quando um raio quebrou a árvore na divisa entre as duas casas arrebentando os postes de energia, foi aquele fuzuê pra recolocar e religar a luz, o que foi feito por um mesmo eletricista.
O que sei é que a história rendeu muita conversa, que deixei a cargo do homem da casa, que estava de férias.
Quando dei por mim, meu simpático marido já estava combinando um cruzeiro familiar com o povo aqui do lado. E me imaginei num navio, no meio do oceano, sem ter como fugir da curiosidade da vizinha. Quase tive uma síncope!
Enfim, com vizinhos o melhor é manter uma distância discreta e cortês, afinal, o cara mora do teu lado, ouve até os pums do cachorro e sabe como ninguém da sua vida. E, embora eu não ouça forró no último volume, nem xingue (muito alto) o meu marido, nunca se sabe o tipo de absurdo que pode acontecer por aqui.

p.s.: depois mostro os bancos de construção.

44 comentários:

Valda disse...

ola´, dei boas risadas com este post, vizinho realmente são um assunto serio! bjus...

Beti Copetti disse...

É uma maravilha não ter vizinho assim perto! Tomara que esta tranquilidade continue aqui pelo meu lado!!!

Marta Diniz disse...

Ri muuuuito! Agora, passo aqui sempre, pois é certeza de boas risadas...kkkk
Na minha opinião, Dona Codorna mereceu o Jimi Hendrix nas alturas. Adorei!!!
Eu tenho sorte com os meus vizinhos. São legais, coisa e tal e mantemos aquela distância discreta reciprocamente.
Abraço.

Susi disse...

Ri a beça,as historias de vizinhos sao sempre engraçadas,claro, depois que passa.
Vc descreveu tao bem que consegui imaginar cena por cena.
abraço

Taia Assunção disse...

Muito bom, dei boas risadas. Sempre tive sorte com vizinhos Graças a Deus, mas sempre mantive uma distância segura. Mamãe sempre me ensinou isso...rsrsrs. Como voltei para o Brasil agora, acabei de me mudar (30 dias). Moro quase na esquina e temos uma praça para contornar e chegar em casa, o vizinho de muro que mora na esquina se recusa a fazer isso e entra na contra-mão...isso tem que arrepiado os cabelos. Não só por ser insensatez, mas porque minha filha passa de moto todos os dias para ir a faculdade e ele entra na contra-mão de Ecoesporte. Perigoso não?! :( Beijocas!

Bebel Maes disse...

Vizinho é coisa séria...eu, pelo menos, não tenho muita sorte!!
Faz +- um ano, me mudei para Jaraguá do Sul e encontrei um vizinho totalmente sem noção!!
Ele é pedreiro aposentado e a esposa diarista, já viu né. De dia é aquela barulheira de martelo, serra, furadeira e afins; final de semana, que são os dias que temos para descansar é um tal de esfrega, esfrega, lavajato e etc. Claro que tudo isso embalando num som tipo...sertanejo corno. Socorrrrrooooooo!!!!!
Mas esses dias o cúmulo do cúmulo aconteceu. Meu querido vizinho simplesmente começou a queimar papel embaixo da minha janela do quarto e deu aquela fedentina.
Que cara mais absurdo. Fiquei enlouquecida e fui obrigada a chamá-lo à sua sã consciência perguntando-lhe se ele não achava que era muita falta de educação e respeito o que estava fazendo!
Com a maior cara lavada ele me perguntou se eu não tinha mosquitos no quarto! (ha ha ha velho sem noção). Pedi que isso não se repetisse mais.
Graças, ele está quietinho por enquanto e não sei até quando.
Espero que se mude hheheheheheh

Beijos

Ps: Ri muito com sua história.

ana sinhana disse...

Bebel, barulho e sertanejo corno é de doer!
Das duas uma: ou vc se muda, ou pega o povo pra trabalhar (assim pelo menos o barulho é produtivo!).

Taia, sabe que disso eu tenho muito medo? Moro em condomínio e tem muita gente que dirige achando que é terra de ninguém, especialmente os mais novinhos.

Susi, ainda bem que passa. E garante umas boas risadas!

Marta, fazer o que, né? Sou da opinião que se a vida nos dá o limão, melhor fazer a caipirinha logo do que ficar reclamando!

Beti, vc nem conta, pq mora no paraíso!

Valda, legal tê-la por aqui, ainda mais dando risada!
Bjs

luciane disse...

Ana,
Já tive cada vizinho! Entre tantos motivos, este foi um dos que me fez mudar para uma chácara beeem longe da "civilização". Hoje meu vizinho mais próximo fica a uns 500 metros da minha casa e longe da minha vista... tão bom!
E uma vez eu já usei a tática do som no último volume! Eu aluguei uma casa na Ilha do Mehl, uma paraíso aqui do Paraná e para minha surpresa na casa ao lado abriu uma igreja pentecostal... gritos e hinos o dia todo no último volume (isso porque a casinha tinha não mais que 10m2, mas o pastor precisava de microfone). Eu pedi educadamente para baixar e nada... não tive dúvida, tasquei-lhe um AC/DC no último, exatamente como vc, com as caixas quase dentro da igreja!
Mas a história é longa e acabou quando um pastor pregava e disse "agora vamos defenestrar nosso senhor Jesus Cristo" e eu chamei a polícia, porque jogar Jesus pela janela já era um pouco demais!
Hoje dou risada, mas me estressei tanto!!!!
Beijos
Lu

Leticia disse...

Moro no mesmo prédio a 28 anos... conheço desde criança todos! Agora vou me mudar e posso dizer que a minha futura vizinha é dureza! Tem uma filha pra lá de mal educada, que grita e chora horrores... além deles escutarem música no último volume (não sou preconceituosa, porque poderia ser qualquer uma, mas é música religiosa - independente do credo, porque não parei para prestar atenção).
E provavelmente não tem coifa na cozinha, tanto que ela adora compartilhar o cheiro das papinhas da filhinha com todos os vizinhos (complicado quando temos visita...).
Vou ter que começar um trabalho de boa vizinhança urgente... apesar da minha má vontade!
Beijos!

Nana disse...

rs nem falo do meu vizinho que tem um cachorro que só late, meu marido ama cachorro, masssssssssss... está pensando em um jeito para o vizinho calar aquele cachorro kkk
Aninha, me tira uma dúvida, qual a máquina de costura que vc usa para trabalhar?!
Estou vendo aqui algumas para comprar, mas são tantas.
Dá dica?!
Obrigada :0)
Bjss

Adri disse...

menina, você tem a verve da crônica no sangue! humor na medida certa... as palavras fluem, plácidas e majestosas, quando você tecla. adoro te ler!

Eliene Vila Nova disse...

Amiga barulho é de matar, mas manter a politica da boa vizinhança não é nada fácil, como tudo na vida precisa de muito jogo de cintura.
Ontem tive que lavar toda minha casa, pois quando meu vizinho faz obra, os funcionários empurram a poeira toda pra minha porta, contei 1 2 3 e antes de fazer a minha vontade e mandar eles praquele lugar, preferi limpar a casa.rsrsrs
Um dia abençoado e estou curiosa para ver os banquinhos, beijos.

é... A Fernanda! disse...

Ana vc é ótima... me diverti muito com a historia... mas vizinho é dureza mesmo:: are baba!!rs Bjo grande.

harumi disse...

adorei (de novo!) o seu post! vizinhos são um capítulo à parte da nossa vida, né? eu tenho uns que às seis da manhã de sábado já estão se xingando... e parece que foi aberta a temporada de construção no meu prédio. mas isso eu conto outra hora.... hehe..
quero ver os banquinhos! vai sair arte daí, nào? mal posso esperar!!!! (^.^)
beijocas.

ana sinhana disse...

Harumi e Eliene, nem sei o que vou fazer com os bancos ainda! mas, logo que descobrir, conto pra vcs!

Fernanda, é jogo duro mesmo! Mas a gente vai levando, né?

Adri, para de me deixar sem jeito? tem nada disso não. a vida é que é engraçada mesmo, eu só compilo!

Nana, eu uso máquina Brother. Mas, outro dia, experimentei uma Janome numa loja e fiquei com vontade de trocar. As duas marcas são parecidas, mas a Janome parece aguentar tecidos muito grossos com uma facilidade maior. Agora, depende muito do que vc quer fazer.

Letícia, respira fundo e dá-lhe política da boa vizinhança!

Lu, a gente se estressa, mas que acaba sendo engraçado, isso acaba!
Bjs

Laély disse...

Ana: você também é cheia de história.
Não imaginaria você, em toda a sua polidez, colocando o som de Hendrix nas alturas e cantando:
"fuck you in the ass"...Coisa de "recarcada"...rsrs
Acho que tenho sorte, porque não tenho vizinhos; pelo menos, não muito próximos. Como moramos em um morro, o vizinho mais próximo, fica mais abaixo e é muito gente fina. O único filho, é um amor, e muito amigo do meu menino do meio.
No apê de Vitória, descobrimos que nossos vizinhos de porta, são 2 jovens estudantes, educadíssimos e até meio parentes, por parte do marido. Além de uma fofa senhora, professora aposentada, que mora no fim do corredor. Como política de boa vizinhança, já levei pão e biscoitos para os dois. E você? O que fez para melhorar suas relações com os vizinhos anteriores? Vai ver, eles acham que vocês são pessoas muito anti sociais. "Recarcado" é pouco...rsrs
Agora, nada mais justo, como indenização pela bagunça da reforma na casa do vizinho, ganhar o resto da obra, para você fazer, sabe-se lá que tipo de arte.
Abraço, arteira!

ana sinhana disse...

La, cantando "fuck you in the ass" não, por favor! na verdade, eu nem sabia que tínhamos hendrix em casa!
Por aqui, a gente tem muitos amigos que moram perto. E aí sim a política de boa vizinhança rola solta, com pãozinho e bolinho a toda hora!
E meus vizinhos de muro também são bacanas, com filhos pequenos (um deles, já ficou amigo do Lô).
Mas sim, confesso, sou antisocial. Cheguei num momento da vida em que não me deixo levar e escolho muito bem quem entra na minha casa. Gato escaldado...
Beijos, violinista do telhado!

Pedaço de Amor disse...

Tô com a Beti!!! ahaha! Melhor coisa! E depois eu vou ser vizinha da sogra..ai de mim! kkkkk
Esses banquinhos são os melhores. To com uns aqui, com vontade de forrar de crochê! Porque vc não faz isso também?!

Ah...tadenha da codorna...

Laély disse...

Violinista no telhado, responde:
Sabe que o nome foi até simpático?! Costumo dizer que moramos na cobertura( chique, não é?)

Quanto a ser "anti social"( é junto ou separado?), concordo de que precisamos ser seletivos. Tenho muitos "conhecidos", mas apenas os "amigos", costumam frequentar a minha casa.
(Ana: percebeu que eu não saí daqui hoje, né? É que estou conseguindo abrir poucas coisas na ineternet, aqui no plantão. Fico doidinha, sem o blogger!)

Oficina de acervos disse...

Ana, que engraçcado esse post!

Olha, eu tb já tive bateria do vizinho, mas era aluno, e estudava domingo de manhã. Morava um andar abaixo do meu. Uma vez briguei com o pai dele, e cada vez que o encontrava depois, no elevador, era aquela saia justa. Mas a bateria parou, graças a Deus.
Com relação a bancos de pedreiro, AMO!!!! Tenho até um no meu blog.
Acho o custo-benefício maravilhoso!!! Se rpecisar de ajuda pra pintar, estamos aí!
Bjs

Sofia disse...

Seu blog é delicioso!!! Adoro!!!

Céres disse...

aqui tenho poucos vizinhos, mas sempre algum com reormas. principalmente nesta época.
mas eu fiquei com a mesa da construção aqui da minha reforma. os banquinhs não houve jeito hehehe
bjs

Fernanda de Oliveira disse...

Oi Ana, já vi você em vários blogs que sigo ou visito, mas hoje, em especial, vi no blog Decoracasa e resolvi, finalmente, vir fazer uma visitinha. Como AMEI o que encontrei por aqui, tô me tornando sua seguidora tá.

AMEI tudo aqui. Você é uma artista de mão cheia. Mas, tenho que confessar, adorei o post sobre a vizinhança... rsrs... muuuuito bom mesmo.

Eu, pelo menos por enquanto, ainda não tive problemas com meus novos vizinhos (hoje faz 1 semana que me mudei para a casinha nova), e fiquei imaginando ter aquela velhinha do forró como vizinha... affffff, ninguém merece hein!

Se quiser, venha me fazer uma visitinha tb, acho que você vai gostar: minha-casinha-nova.blogspot.com

Beijinhos...

ana sinhana disse...

Oi Fernanda, obrigada! E boa sorte com a casinha nova!

Oi Céres! Vc, Beti e Elô não contam, pq moram em paraísos terrestres!

Oi Juliana! já fui lá no teu blog conferir o banquinho! E bem que eu ia gostar de uma ajuda... lixar madeira de construção vai ser dureza!

Oi Sofia, obrigada!

Oi Elô! Como já disse pras meninas, vc nem conta. Porém, ser vizinha da sogra é coisa pra mulher muito corajosa! hehe
Boa sorte!

Oi La! Que bom, assim tive o prazer da visita duas vezes!
Bjs

Paty disse...

Isso me lembrou um fato engraçado, saindo numa noite de sábado, esperando o elevador qdo abri a porta o vizinho saiu só de samba-canção todo gordito com uma pizza na mão, disse: Boa noite! E eu toda sem graça respondi: Bom dia! kkkkkkkkkkkkk!

ana sinhana disse...

Paty, imagino a sua cara!!! kkkkkkkkkkkkkkk
Esses seus vizinhos ficam sempre muito assim, à vontade, né?
bj

Kira! disse...

Aqui os vizinhos são uma beleza, de um lado evangélicos mas daqueles 'na deles'...do outro o mais recente, uma família (mãe, pai, filho, esposa do filho, 3 crianças, e o filho mais novo!) de japoneses, no começo foi difícil achei que era sacanagem dormiam o dia todo e a noite iam arrumar a calha da casa..DO LADO DA MINHA JANELA...mas acho que eles se acostumaram com o fuso-horário, e até montaram um ' mercadinho ' que foi uma mão na roda aqui perto de casa! haahahah
Mas acho que os vizinhos problematicos aqui, somos nós. Maridon toda guitarra até altas horas (por mais que eu diga, NÃO haha), eu não sei falar baixo...cachorro escandaloso...hahaha
Pois é!

Beijos

Ana disse...

Adorei o seu post. Me fez lembrar da casa em frente a minha. Santo Deus, só mora tipo esquisito, é claro tirando a minha mãe, que alugou a casa uns meses. Acho que foi a melhor visinha naquela casa que já tive até hoje. Bjocas

PS: tem selinho pra você lá no meu blog.

Kelly Reis disse...

Ana amei seu post, ri muito das histórias de vizinhos.
Nunca tive problemas assim não. Claro que sempre há um mal-estar básico, tipo o vizinho que não poda as plantas do muro e invadem seu telhado, ou o cachorro que não para de chorar a noite, ou crianças que entopem suas calhas com os mais diversos objetos atirados no seu telhado... mas tudo sem stress.
Mas tudo quando é tratado com uma boa conversa (com educação, claro) se resolve.
bjs

Nani Veiga disse...

Olá!!
Tem selinho lá no blog pra você...
Bjs
Nani

ana sinhana disse...

Nani, obrigada pelo carinho!

Kelly, na conversa é sempre melhor!

Ana, mãe vizinha é bom (de vez em quando!).

Kira, nada na vida é unilateral, né? Vai saber o que os vizinhos acham da gente...
Bjs, bom findi!

Fernanda de Oliveira disse...

Oi Ana, tem selinho pra vc lá no meu blog... espero que goste de ganhar selinhos... rs

Beijinhos e lindo fds pra vc!

Milena disse...

Tenho vizinhos muito especiais.Meus sogros,eles são ótimos pois,moram em Fortaleza e eu no Rio,então só uma vez por ano estão aqui.O resto do ano o apartamento não tem ninguém e é em cima do meu,portanto nada de barulho,sossego garantido.Barulho só quando meus filhos sobem juntos para fazer algo lá.Mas não tenho culpa com relação aos meus filhos,moro no primeiro andar e não incomodo ninguém.Embaixo de mim,só a garagem.
Bom fds,

Festas disse...

ta dito, olha porque vc não vira escritora, garanto que vais fazer o maior sucesso, pensa nisso, bju. adoro suas historias, moro em portugal e aqui vizinho a gente nem conhece, nem o que mora de porta, mais adorei sua historia....
meu blog- festastematicas.blogspot.com

Aninha Portela disse...

Adorei seu post kkkkkkkkkk

eu moro em predio , graças a deus nao sao chatos nao , mas qnd os meninos em cima de mim começam a jogar bolinha de gude na hr do cochilo dps de almoço da vontade de botar musica 7 hrs da manha como vc fez kkkkkkkkkkkk. vizinho de garagem eh um porre tb , cola o carro na linha perto da sua garagem , sei nao viu . beijoos

Fatima Guimaraes disse...

Hahahahahahahaha!!! Já pensou em escrever um livro???
Agora venho sempre aqui "ouvir" suas estórias...hahahahaha
Bjus

Booh disse...

Oie depois passa no meu cantinho... tem um presentinho pra vc
Bjsss

Véia da Teia disse...

e os bancos??? peloamorrrrr!
hahahaha!

Micheline matos disse...

fazia tempo que não vinha aqui me deliciar com seus textos e fotos, sempre tão inspirador.Menina eu amei aqueles pinguins de tecido, vc já voltou a fazer? vi na quitanda mas tinha acabado.Beijos, bom findi!

Edna Fadinha disse...

Essa coisa de vizinhos é uma caixinha de surpresa.Mas já fiz mesma coisa que vc com a velha do forró.Tem coisas que não dá para ficar quieta e fingir que nada aconteceu.
Bjs

Claudia disse...

Hahaha! Morri de rir com a dona codorna! Mas e aí? Mostra os banquinhos pra gente.

Patricia Cardoso disse...

haahahahahahaahha

ANa, seus textos sao otimos.. qdo eu e tiver tempo (oi?) vou revirar os arquivos do seu blog pra ler os outros.. jaaajaj! eu adoraria nao ter vizinhos por perto.. adoraria. mas qse impossivel, morando em SP, ne? detalhe, meu vizinho de muro eh um cara mega nojento (leia, seriamente, tarado!) grrrrrr
bjus

ana sinhana disse...

Pat, vou esperar sentada vc ter tempo, mulé!
Agora, num sei o que é pior: a dona codorna ou o vizinho tarado! páreo duro (sem intenção alguma de trocadilho!)! hahahahaha

Claudia, não tive tempo nem de tirar os coitados do lugar! quem sabe no próximo feriado...

Edna, de vez em quando, uma vingancinha inocente dá gosto, né?

Micheline, a primeira leva de pinguins já foi, mas acabei de postar uns novos.
Bjs meninas, boa semana.

Gabi disse...

Olá Ana!

Sempre passo por aqui, mas não com a frequencia desejada...

Acabo de me mudar de casa (mudança na terça passada, aqui em SP, dia do quase-diluvio) e o proprietário da casa em que eu morava, me disse ontem, que vão sentir muita falta da gente (o irmão dele mora duas casas depois da minha) eu+marido+3 cães+2 gatos. Que eramos ótimos vizinhos e tal.
Falou sorrindo e com sinceridade. Disse-me tb, que se voltarmos para o bairro, para irmos falar com ele, pois se a casa estiver desocupada, está sempre a disposição.

Eu nem sabia de uma coisa assim,
fiquei feliz e MUITO surpresa com o
comentário.

Não costumo dar muita sorte com vizinhos. Tive alguns ótimos e outros péssimos...

Na última casa, o problema era o frango frito (casa que vende o tal do frango), a chaminé deles era colada na varandinha e do meu quarto. Se tinha um lindo domingo de sol e eu ia estender a roupa... só na parte da manhã, pq depois do almoço, a roupa ficava cheirando fritura... Além do quarto, é claro...

Fora que eu ouvia TUDO o que eles falavam ao telefone (eles conversavam perto da janela)
Eu tenho horror de ficar sabendo da vida dos vizinhos. Morro de vergonha de encontrar com eles, depois de ouvir um bate-boca ou quebra-pau entre eles.

Na casa anterior, eu tinha uma familia que brigava muito, todos os dias.
E a mãe chorava a manhã inteira, ouvindo as musicas envangélicas e pedia "Deus, expulsa o demônio da minha casa" (acho que ela se referia ao marido) e o marido por sua vez, ficava gritando com ela, chamando ela de louca.

Nessa rua, todos tinham cães nas casas, o que achei ótimo, pois tenho as minhas e assim ninguém fica reclamando de ninguém.

Só que cada vez que a mulher (a vizinha do demonio) atendia a porta ou falava alto na garagem, um das minhas cachorras latia e MUITO para ela.
Acho que a voz da mulher incomodava a cachorra.

E a mulher, ficava gritando "cala a boca, que inferno esse cachorro latindo". Aí que a Belly latia mesmo para a mulher.

Detalhe: o labrador dela, não era nada silencioso e nem manso.
Mas as cachorras não latiam para ele.

Tive uma familia que morava na casa de baixo, que tb era, muito desarmônica. Pais, um casal de filhos e a moça tinha um menininho.
Uma vez tb tivemos um enrosco do tipo música alta.
Eles estavam brigando tanto, que eu e minha mãe já estavamos nervosas (as outras vizinhas eram duas irmãs, bem senhorinhas e tb já estavam assustadas).

Eu coloquei um cd de musica clássica e coloquei BEM alto. Liguei o aspirador e fui faxinar a casa.

Não é que o homem surtou e começou a bater na porta de casa e quase arrombou a porta?
Chamaram a polícia para conter o homem. Tipo, era 10:00 da manhã de um sábado de verão.

E as minhas vizinhas senhorinhas comentando depois: "Era uma música tão bonita, pq ele ficou nervoso?"

Dos muitos dos vizinhos que tive, esses dois, foram os mais estressantes.

A casa que moro agora, não tem paredes geminadas. (tô amando!)
E até agora, está tudo muito tranquilo. Quero me manter quietinha tb, para que eles não se desgradem da gente.

As cachorras tem latido bastante, pois tem muito barulho novo e muita criançada passando em frente de casa, durante o dia.

Bom é isso.
Obrigada pelo espaço do comentário-post.