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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Coisa de adolescente...

O bom de ter sido mãe jovem é que eu e meus filhos (com 13, quase 14) nos divertimos juntos. Talvez por um traço meio síndrome de Peter Pan da minha personalidade, gosto de muitas coisas que eles também curtem, o que facilita. E acabo levando junto amigos queridos deles, que viram habitués daqui de casa.

Há uns dias fomos todos (caçula à tiracolo) ver o pocket show da Mallu Magalhães na Fnac, com direito a autógrafos depois. Ela é absolutamente fofa, canta e toca ao vivo (shame on you, loiras de playback da Disney!) e dá um abraço apertado de quem ainda conserva um jeitinho ingênuo e doce de menina.
No meio da confusão toda, com um bando de adolescentes afoitos, uma repórter de um jornal daqui de Campinas veio conversar comigo (ela já havia entrevistado a minha filhota Bia), pois nos achou "estilosas". Dias depois, li no jornal minha suposta fala: "(...) não é nenhum sacrifício. Canto e venho junto com meus filhos porque adoro a Mallu!"
Na verdade, acho que não falei nada disso. Ou melhor, acho que não expressei verbalmente nada disso, mas nem me importei porque bem poderia ser uma fala minha. Não tenho problema com a tietagem. E acho uma grande bobagem torcer o nariz porque ela ainda é tão menina. Talento e amor não tem idade.



Também fomos ver Coraline. Uma graça. Bem do tipo que a família toda ama. E tem aqueles detalhezinhos CRAFT que me conquistam por si só. A trilha também é bem bacana.

Agora, de vez em quando rola um mico... levei a galera pra ver a préestreia de Twilight... ô, tristeza! Bando de adolescentes doidas, gritando o nome do vampiro gostosão a cada cena.
Nesse caso, confesso que prefiriria só ter lido o livro.

Borboleta



De vez em quando, uma peça demora a ser produzida. Fica ali, me esperando, como se estivesse encantada. E não é por falta de vontade, nem nada assim. Mas acontece!
Essa bolsa borboleta demorou, mas ficou pronta e tá doidinha pra voar num campo de erva cidreira...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cozinha vermelha: a missão, parte 3

As mudanças na cozinha foram baseadas em rearranjos, detalhes baratos e uma única grande compra que deve chegar logo (e, claro, mostrarei aqui!).
Em cima do móvel renovado com o oilcloth de bolinhas, coloquei uma estante de madeira baratinha da Leroy Merlin, que pintei com esmalte fosco (acho que é coral) branco barbante.
Nela coloquei bules, latinhas, pendurei canecas que gostamos de usar no dia-a-dia. O destaque ficou para o pinguim de geladeira, que compramos há um tempão atrás na feirinha da Pça. Benedito Calixto, em São Paulo. Ele andava perdido e solitário no alto da geladeira.


Não teria como trocar os azulejos agora. Então, a solução prática, bacana e barata foram os adesivos, que imitam o desenho de azulejos portugueses. Comprei
aqui.


E, pra arrematar, finalmente encontrei o lugar certo pro meu pôster antigo, comprado na feirinha de antiguidades de San Telmo em Buenos Aires:


Em cima do armarinho vermelho, ficam em destaque objetos que eu adoro: a lindinha garrafa térmica, o espremedor de laranjas que era da avó do meu marido e a balancinha vermelha.
E a mini-saga continua...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Cozinha vermelha: a missão, parte 2

Como já comecei a contar, o cinza da cozinha precisava ser banido. E o (agora vermelho) armarinho foi o começo de tudo. Sempre me surge um ímpeto de mudar as coisas nos momentos mais impróprios e sei o quanto isso é enlouquecedor para quem tenta me acompanhar (pobre marido!), mas quando baixa o bicho carpinteiro, pintor e arrumador, juro que não consigo parar! É algo como uma força irrefreável da natureza...

Claro que impera (alguma) racionalidade nesse processo e eu não poderia sair gastando nenhum dinheiro, ainda mais considerando todas as contas de início de ano. Então, não seria uma reforma, mas pequenas e pontuais mudanças.

Ao lado da pia, tenho um móvel com rodízios feito pelo marido, todo pensado pra guardar nossos livros de receita e alguns eletrodomésticos. Adoro esse móvel, por todo o capricho com que foi feito e pensado, mas o tampo de compensado estava se desfazendo por conta da água da pia. Trocar o tampo exigiria esforço e tempo que não seriam meus, então busquei outra solução.

Há tempos eu penso em maneiras de incorporar na casa as antigas toalhas plásticas do tempo da vó Amélia e foi a solução perfeita: fiz uma capa de oilcloth (oleado?) e cobri a parte de cima do móvel.
Escolhi o plástico à dedo. Nas lojinhas daqui da nossa terra, temos algumas opções e devo dizer que muitas são horrorrosas. Coisas como estampas de pratos cheio de comida, incluindo coxas de frango, pizza, arroz e feijão (argh!).
Achei uma de fruta bonitinha, e foi minha primeira opção mas, santa internet! Encontrei no www.etsy.com opções bacanas e optei por um vermelho com bolinhas brancas:


O armarinho vermelho, como já disse, entrou no lugar da mesinha de parede (e também das minhas estantezinhas de tempero, antes penduradas em cima da mesinha). A saída foi resgatar uma mesa de madeira antiga, que ficava no fundo de casa. Ainda preciso pensar numa reforma do tampo, que envergou pela exposição ao sol, e na pintura das pernas da mesa. Por agora, a solução foi mais oilcloth achado no etsy: cobri a mesa com uma toalha, apenas recortando a volta com tesoura de picote.


Para acompanhá-la, comprei duas cadeiras e três banquinhos na enlouquecedora LIQUIDA da ETNA. No lugar onde encaixei a mesa havia um gabinete de três portas que foi pra despensa e mais três portas suspensas, que foram pro fundo de casa guardar tranqueiras e ferramentas. Na parede, coloquei as prateleiras de tempero, enfeitadas com o fiozinho de luz que mostrei aqui.


Com a mesa na cozinha, senti que a casa ganhou um espaço precioso, como se passasse a nos acolher. Afinal, é na cozinha que a rotina da casa começa, com o café quentinho e é lá que o dia termina, com um marido cansado e faminto que chega pra receber um carinho e me contar como foi o dia.
A nossa cozinha vermelha é pequena sim, mas é hospitaleira e simpática, tem um aconchego bom, cheirinho de café e comidinhas e muita alegria pra receber amigos queridos.
E as mudanças vermelhas continuam!

Domingo-folia!


Domingão de carnaval à tarde... dia de jogo no Pacaembu, coisa irresistível para parte da população masculina daqui de casa.
O normal seria bufar um pouco, me conformar com a falta de programa e ir terminar alguma costura. Que nada!
Numa conversa rápida com uma amiga querida, propus ao marido de nos dar carona, ao invés de carregar o carro com amigos-torcedores-sofredores-botafoguenses. E lá fomos eu e o pequeno, munidos de saudades e da maquininha de fazer waffle.
Delícia de tarde de carnaval!

Para os waffles, bata no liquidificador:
1 1/2 xícara de leite
3 ovos
6 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1/2 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de amido de amilho
1 colher (chá) de sal
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Os da foto foram assados na maquininha, mas acho que numa frigideira de teflon também funciona.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Alala-ô-ôôô-ôôô!!!

Curtinhas:

Hoje tivemos matiné de carnaval aqui em casa ao som de Norah Jones quando meu vizinho (sósia do Barack Obama!) dava um tempo na sonzera dele. O cara tava animadão desde 8 da matina sem parar... ninguém merece!
Na verdade, mais do que qualquer folia a gente queria mesmo era comemorar o retorno do Xan, amigo muito querido, pra terras sousenses depois de 3 longos anos na Bahia. A Leiloca, minha companheira de martinis, veio antes com a filhota. Benvindo de volta à casa, Xan!

Conversávamos coisas de mulherzinha, eu, Leiloca e Telma, quando falei do blog, do quão legal é a experiência de escrever bobagens aqui. Então, lá veio a Telma, com aquela sua fleuma de terapeuta...
E, aqui, abro um parêntesis: como é que eles conseguem falar tão claramente e, ao mesmo tempo, sem entonação? Isso sempre deixa pairando a dúvida se o que ouvi foi afirmado ou perguntado. E ela me solta essa: "bom isso... escrever é algo muito usado no tratamento de pacientes psicóticos".

Algum tempo depois, marido solta outra: "tava lendo o (seu) blog... vc é tão engraçada quando escreve"!

Então, essa que vos fala, diretamente da madrugada de carnaval, é a paiaça-doida de plantão... hahahahahaha... mereço... humpf!
Boa folia!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Era uma vez um armarinho...

Tudo começou com um armarinho branco e maltratado pela tempo no meio do meu caminho. Todos os dias, eu passo de carro em frente a uma oficina de móveis em frente a um ponto de ônibus (impossível de estacionar) e, há tempos, o movelzinho cheio de possibilidades me chamava a atenção. Mas resolvi ser racional e ignorar essas possibilidades, pois nem tinha onde colocá-lo.



Quando o móvel sumiu da frente da loja, fiquei meio triste (a gente desiste das coisas racionalmente, mas...). Quase na véspera do Natal, quem reaparece no meu caminho? O próprio! Ainda feio e maltratado. Anotei de cabeça o telefone da oficina, cheguei em casa e comecei a negociar. Horas mais tarde, lá estava ele no meu quintal, esperando pela lixa e tinta nova.

O engraçado é que, sempre que olhava de longe, já o imaginava vermelho, mesmo sem saber bem qual seria seu destino.

Uma coisa levou à outra e acabei decidindo que era hora de colocar mais cor na minha cozinha, toda branca e cinza. Construímos a casa num momento difícil da vida,ambos jovens mestrandos, com gêmeos recém-nascidos e um baita desespero pra fugir da maior conta do mês, o aluguel. E todas as decisões foram em prol da economia e funcionalidade.

Claro que, aos poucos, mudamos e melhoramos muitas coisas na casa, mas a cozinha continuava branca e cinza. E sem mesa propriamente dita, só uma mesinha de parede, que servia como um apoio instável. Nunca gostei daquela mesinha, apesar da sua praticidade. E foi a própria que acabou dando lugar pro meu armarinho "novo"!

Depois de limpo, lixado, imperfeições corrigidas com massa, lixado de novo, veio a cor. Escolhi um tom de vermelho não muito vivo do catálogo da Coral e mandei ver com rolinho de espuma, porque queria a cor sólida. Cortei as prateleiras de vidro, bem como os vidros laterais e da porta (apesar da dúvida por conta do peso do vidro). Todas as partes complicadas, de colocar os vidros e a porta, foram solucionadas e feitas no capricho pelo meu complacente e amado marido!

Coloquei um puxador de louça, com arzinho vintage-romântico, branco com florzinhas vermelhas. E pendurei mini-frutinhas de pano ganhadas da feira da minha querida amiga Lu.



É certo que o povo daqui de casa achou um absurdo quando apareci com ele, mas como já estão acostumados com as minhas excentricidades, aceitaram resignadamente!
E, agora, lá está ele: um armarinho antes desprezado, feio, sujo e sem vida virou peça de destaque: renovado, vermelho e charmoso!
E foi esse o resultado:


Claro que não parei por aí, e depois conto mais das mudanças vermelhas na minha cozinha!
Bom carnaval a todos!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bem zen!

Update totalmente zen lá na loja!













Ele está no horário nobre. E logo deve estampar até tapa-sexo de passista de escola de samba. Mas apesar da banalização promovida pelo folhetim das nove, não há como não se encantar pelo representação do mítico Ganesha, deus hindu com corpo humano e cabeça de elefante. Amplamente cultuado mesmo fora da India, ele é o destruidor de obstáculos, símbolo do intelecto e das soluções lógicas.

Para ler com as crianças e se encantar com o colorido das ilustras, eu indicaria O cabeça de elefante, que tenho em casa e acho lindo, mas parece estar esgotado, mesmo na editora (uma pena).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Quente demais!!!



Não sou das pessoas mais calorentas, mas hoje não tá dando... impossível levar a vida à sério num calor desses.
Alguém aí, por favor, liga o ar-condicionado do mundo?
Uma frentezinha fria, please?
Maldito efeito estufa...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cara de jaca!



Há um tempo atrás, se eu tivesse que fazer uma lista do tipo things-I-hate-most, definitivamente jaca seria o top of the pops. Sempre detestei o cheiro excessivamente doce, a aparência, a textura gosmenta. Chegava mesmo a ter repulsa pela pobre. Isso sem falar no abuso de uma fruta enorme que nasce numa árvore alta... Honestamente, nessa a mãe natureza tava desatenta!
Eu detestava tanto que não deixava meu marido (coitado!) comprar.
Jaca? na minha geladeira? Nunca! Vai empestear tudo com aquele cheiro de Bubaloo mutante...

Mas, quando estava grávida do meu caçula fomos para Ubatuba e já na estrada congestionada lá estavam muitas delas penduradas, ó cheiro chegando lá de looonge. Veio aquela vontade inexplicável de traçar um pedaço daquela fruta horrorosa... pedi pro marido parar. Ele ignorou. Pedi mais enfaticamente e ele me disse que não, pois "você detesta jaca, lembra? jaca fede, jaca gruda. Portanto, não vou parar pra comprar jaca"!
Mesmo grávida e com os hormônios à flor da pele, tive que concordar. Coitado, ele estava certo. Foram anos e anos privado de comer um gominho de jaca pela megera pançuda sentada no banco do passageiro! Vingança e jaca são pratos que se comem frios...

Guardei a minha vontade e comprei uma jaca inteira no supermercado na volta pra casa (afinal não queria um filho com cara de jaca... hahahahahahaha).

Ainda lá na praia, aprendi com uma amiga que é cheia de truques e dicas, especialmente de cozinha, a Adriana, que o doce de jaca também é facinho e delicioso. Me disse ela:
"Coloque os gomos da jaca madura na panela de pressão com açúcar (acredito que não muito, só o suficiente para caramelizar), tampe e leve ao fogo. Conte 5 minutinhos após levantar pressão e desligue".
Não testei ainda, mas já ouvi elogios dos amantes dessa fruta esquisita, mas muito saborosa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lanternas



A semana já começou pauleira... correria total!
Então, só uma palinha de segundona, com a carteira de lanternas que logo mais irá pro update da loja!
Boa semana, galera!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Na cozinha!



Sabe quando o dia se divide entre um compromisso de manhã e outro à tarde?
E entre os dois, qualquer coisa que vc comece vai ficar inacabada... ainda mais numa tarde de chuva... então, nada melhor do que procrastinar até a hora de sair!!!
Atividades bem mulherzinha: chazinho com bolo na cozinha, vídeo do Jamie Oliver (cortesia do cunhado que minha irmã me trouxe hoje de manhã!) e muito papo furado!
Perfeito para uma meia tarde cinzenta.
Bom findi!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Carteiras na loja!

Finalmente, lojinha começando a ficar atualizada!



















Não entendo...

O que move um ser a sair num fim de tarde gelada, debaixo de uma garoa fina e constante, pegar estrada, pagar pedágio pra ir a um obscuro estádio de futebol de uma cidadezinha perdida xingar a mãe do juiz, do técnico, do goleiro e da torcida adversária?
Me diz, o que?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Acqua & chocolat



'cause "she likes brown with blue,
likes fixing things with glue"!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quitanda

Vai maçã aí, freguesa?
Tem por unidade e tem por kilo, tem vermelha e tem verde!!!
E moça bonita não paga, mas também não leva!!!!







sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nomes e flores



Ontem fiquei pensando sobre nomes e como eles podem (ou não) representar o que somos e como agimos. Será que os nomes que recebemos ao nascer já indicam sinais, será que são garantia de algum tipo de predestinação?
Não sei. De qualquer forma, não acho que o Um Dois Três de Oliveira Quatro (se é que ele existe mesmo) necessariamente tenha se tornado contador, ou que a Dona Tides (ou Bucetildes) seja comandante de algum bordel por aí, nem que o Necrotério Pereira da Silva seja dono de funerária mas, vamos e venhamos, nomes são para sempre e mesmo não sendo sinal de predestinação podem gerar muita confusão, raiva e revolta na vida de quem recebe.

Como naquela música do Johnny Cash, "A boy named Sue". Em geral, as músicas dele têm jeitão marginal e rude, falam de revoltas, prisão, assassinos e afins. Mas o folk é dos bons e essa letra ainda tem um humor nas entrelinhas e uma saída das boas pra revolta do garoto cujo pai batizou com nome de mulher antes de abandonar a família. Vejam só alguns trechos (omiti as partes do arranca-rabo entre pai e filho, talvez um pouco sangrentas pra estômagos delicados!):

"Well, my daddy left home when I was three,
and he didn't leave much to ma and me,
Just this ole guitar and an empty bottle of booze.

Now I don't blame him 'cause he run and hid,
But the meanest thing that he ever did,
Was before he left he went and named me Sue.

Well, he musta thought that it was quite a joke,
An' it got a lot of laughs from lots a folks,
Seems I had to fight my whole life through.
(...)
I grew up fast and I grew up mean,
My fist got hard and my wis got keen,
I roamed from town to town to hid my shame.

But I made me a vow to the moon and stars,
I'd search the honky-tonks and bars,
And kill that man that gave me that awful name.
(...)
He was big and bent and grey and old,
And I looked at him and my blood ran cold, and I said,
"My name is Sue! how do you do! Now you gonna die!"
Yeah that's what I told him.
(...)
And he said, "Son, this world is rough,
And if a man's gonna make it he's gotta be tough,
And I know I wouldn't be there to help you along.

So I gave that name and I said goodbye,
I knew you'd have to get tough or die,
And it's that name what helped to make you strong.

Now you just fought one hell of a fight,
And I know you hate me and ya got the right,
To kill me now and I wouldn't blame you if you do.

But you oughtta thank me before I die,
For the gravel in your gut and the spit in your eye,
'Cause I'm the ------- that named you Sue."

Well, what could I do, what COULD I do?
Well I got a choked up and threw down my gun,
Called him a pa and he called me a son,
And I come away with a different point of view.

I think about him now and then,
Every time I try and every time I win,
And if I ever have a son,
I think I'm gonna name him,
Bill or George anything but Sue!
I still hate that name!"

De fato, um garoto com nome de mulher só poderia crescer com ódio no coração. Imagina chamar um filho de Suellen?
Pobre coitado!

Aqui em casa, como ambos (eu e marido) fomos (ele ainda é) professores universitários, a coleção de esquisitices de lista de chamada é grande.
Agora no começo do ano marido recebeu um comunicado da reitoria com o pedido de um aluno para evitar grandes constrangimentos... o fato é que no registro do tal aluno consta algo como Luiz Carlos, mas ele optou por ser Fernanda... coisas do mundo de hoje!
Só sei que o marido anda se policiando pra evitar a gafe...

Enfim, tudo isso é pra dizer que o jardim de casa, volta e meia é cuidado por pessoas com nomes singulares. Meu jardineiro anterior era o Seo Gentil. O ex-atual, que pretendo nunca mais contratar, era o Sr. Divino.
Gentil e Divino ou, ainda (adj.) delicado, amável, agradável: um jovem gentil. / Cavalheiresco, garboso, elegante, galhardo, bem-proporcionado, gracioso. E (adj.) pertencente a Deus; proveniente de Deus: a misericórdia divina. / Fam. Sublime, perfeito, maravilhoso.

O primeiro sumiu sem deixar vestígios mas, de fato, era um senhor muito educado. Tanto que, dizem as más línguas, abusou dos seus dotes de cavalheirismo por aí e sumiu (informação adquirida pela minha fiel escudeira, também dona de um (sobre)nome sui generis: Petróleo...). Fofocas e maledicências à parte, o fato é que fiquei sem jardineiro e numa casa com gramado, em tempos de chuva a coisa complica.
Contratei, então o Seo Divino num momento de emergência. Na verdade, marido o contratou, sem saber que eu havia dispensado logo depois de feito o orçamento (ele cobrava simplesmente o dobro do anterior, totalmente fora da média para um jardim nem tão grande, nem tão pequeno). Tudo bem, íamos ter a festa de fim de ano, o quintal estava uma selva. Era uma emergência!
E marido, coração mole, ainda me dá uma gorgeta pro homem na hora de pagar!
Tá certo, era Natal...

Passou janeiro, a grama cresceu de novo e cá estávamos com a impressão de que uma onça iria pular do meio dos jasmins direto no nosso cangote em alguma noite sem lua. Chamamos de novo Seo Divino, que havia me prometido um "precinho bão" dessa vez.
Muito quietinho, fez o serviço e eis que, no fim do dia, me apresentou a conta e quase caí pra trás!!!
Algo assim como uns 70% de um salário mínimo... plus da gorgeta do marido incorporada, "mais um tantinho por conta das duas caixinhas de mudinha que a senhora, dona Ana, pediu preu prantá em vorta da casinha dessa veiz".
Mudinha? Muda fiquei eu. E bege e, logo depois, vermelha de raiva.
Divino... sublime, perfeito e maravilhoso... sei.

Só me restou pagar e dar uma de Pollyana, pensando no quão lindas estão as dálias vermelhas que comprei na ida ao Ceasa, junto com as malfadadas caixas de mudinhas...

Definitivamente, nomes não ditam regras de conduta. A não ser no caso da minha avó, que era Amélia e odiava o bordão daquela música, mas era uma mulher de verdade e cuidava sozinha do próprio jardim.

Fontes:
http://algunsnomesestranhos.blogspot.com/
http://vagalume.uol.com.br/johnny-cash/a-boy-named-sue.html
http://www.dicionariodoaurelio.com/
http://www.youtube.com/watch?v=M89c3hWx3RQ

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Jardim lilás



Bolsa-carteiro, modelo novinho!
Essa já tem dona mas... encomende a sua!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Carteiras