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sábado, 31 de outubro de 2009

Lembranças na parede

Não consigo planejar muito longamente as minhas invenções aqui em casa. Quando dá tudo certo acho que é pura sorte, porque por mais que o marido fique me pedindo calma antes de sair furando, pendurando ou martelando, realmente não dou conta.
Quando a idéia chega, fico com um comichão danado de ver tudo pronto. Nunca espero a tinta secar 24h antes da segunda demão; nunca deixo a massa descansar por 3h, nunca meço o lugar onde pretendo colocar algum móvel e, sobretudo, faço uma breve leitura dinâmica das instruções das embalagens.
Isso tudo rende alguma frustração, furos desnecessários pelas paredes e algumas receitas perdidas. Mas eu não aprendo. A não ser nos casos em que realmente não tenho a mínima idéia de como fazer, como foi o caso do papel de parede que coloquei atrás da chapeleira aqui na sala de casa.
E olhando minha parede de memórias ainda em construção, vejo que poderia ter planejado melhor:

E até tive chance de fazer isso, pois mudei tudo de lugar quando pintamos a sala, recentemente. Mas recomecei a colocar as fotos de família em torno da gaveta de tipos, presente super bacana que ganhei de uma amiga amada e que acomoda todas as miudezas que encontramos pelo caminho. E distribui os retratos em torno dela, sem pensar muito.
Tem o meu retrato feito pelo meu artista preferido no momento, que enfeita muitos cantos da minha casa e foi pintado especialmente para o dia das mães (reparem como estou linda, com as pontas dos meus cabelos assimétricas bem do jeito que são mesmo!):

E tem a receita de queijadinha da avó do marido, escrita à mão, que guardo no meu livro de receitas. Minha grafic designer predileta fez a arte e eu pendurei junto da foto da minha avozinha, logo abaixo da foto da sogra na praia nos bons tempos (fiufiu):

Esses dias li lá no blog da La que ela sofre com as tentativas e erros de pendurar quadrinhos na sua sala. Entendi perfeitamente a angústia dela na montagem desses quebra-cabeças.
Mas por mais que eu também me angustie com a minha própria falta de planejamento, acho que a casa da gente não se faz do dia pra noite, por mais que planejemos. A casa é mais que as paredes, mais que as geringonças e móveis acumulados.
E as lembranças e presentes queridos que fazem parte da história de uma casa não chegam todas juntas, de um jeito planejadinho.
Parafraseando o RC, os "detalhes tão pequenos de nós dois...", ou de nós três, quatro ou cinco, chegam aos pouquinhos. E vão enchendo paredes, estantes, porta-retratos.
Como os postais japas que ganhei de aniversário de uma amiga mui querida. Um deles veio lindo e emoldurado em vermelho e está na mesinha, junto com uma das minhas fotos preferidas e com o John e o Paul (bonecos dos Beatles que dei de presente pro marido há uns anos), na espera de um lugar especial pra ser pendurado. Os outros, vou mostrar depois:

Então, olhando de novo para a parede da mesa da minha pequena sala, fico pensando que sempre há de caber mais uma lembrança, sempre há de ter um cantinho pra uma memória querida, assim como sempre arrumamos lugar na mesa pra uma visita inesperada. Pois pra que ter uma casa, senão para acolher, receber e guardar aqueles que amamos e as alegrias que vivemos?

Bom feriado!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Meu maior pesadelo...

Eu sou um bicho caseiro, ponto. Adoro viajar (e reclamo quando a gente aqui passa muito tempo sem ir pra lugar nenhum), mas adoro mais ainda voltar pra casa.
Não que eu tenha ido longe, nem por longo tempo. Foram só dois dias fora. Porém, pra esses dois dias funcionarem bem, são muito outros dias de horário estendido trabalhando. E quem faz bazares sabe bem como é essa vida de sacoleira moderna.
Enfim, cheguei em casa domingo, quase segunda, louca pra tomar um banho e cair na cama. Dormi feito pedra? Que nada, tive um baita pesadelo, que vou compartilhar com vocês, pedindo as seguintes ressalvas: considerem que eu estava cansada além da conta, dividida entre a agitação de um monte de gente falando comigo e a calmaria do lar e entre as amigas que adoro e minha família amada me esperando em casa.
Então, vamos lá.
Sonhei que eu e marido tínhamos saído pra uma viagem romântica, pra comemorar o aniversário de casório. Lindo, né? Isso se ele não tivesse levado um amigo junto porque precisava terminar algum raio de relatório de trabalho. Humpf!
Chegando lá, ele me fala pra esperar na recepção do hotel, porque o amigo havia preparado um presente pra ele. E, pasmem, era a Helena da novela das nove da Globo esperando peladona no quarto! Pqp!
(aqui, abro o parêntesis pra explicar que não assisto a novela, mas acompanho os comentários das noveleiras no twitter e adquiri ódio mortal da chata da Helena e do marido pelancudo, babão e mulherengo dela)
Claro, entrei em desespero enquanto meu marido se divertia no quarto com a piriguete. Outro detalhe: se fosse na vida real, a essas alturas, o sonho já estaria tingido de vermelho, porque rolaria é sangue, minha gente! Só em sonho que eu fico de mosca morta chorando em recepção de hotel.
Então, veio o amigo me consolar, falando que era pra eu relevar, que era coisa de homem. Mereço, amigo mala, amigo da onça, amigo urso. Nem vou publicar aqui o nome dele, temendo represálias da mulherada.
Então, resolvi tomar uma atitude: peguei minha malinha e fui pro carro, decidida a vir chorar em casa. E qual não foi meu desespero ao ver a talzinha Helena saindo em disparada no meu possante?
Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!

(...)

Voltando à vida real, acordei num baita mau humor, com vontade de chutar as partes íntimas do ser humano que dormia tranquilamente ao meu lado, com aquela cara de inocente que desfruta do sono dos justos. Ai, que raiva!
Mas, calma, maluca, era sonho, se controla.
Quando levantei, olhando meio de esgueio pro marido, ele me pergunta se tinha dormido bem e eu solto os cachorros, contando o pesadelo. E ele, contendo o riso, me pergunta se a moça era bonita. E chinelo voa pelo quarto...
E aqui, abro um espaço para as gargalhadas. Isso, se divirtam às custas da minha insanidade, como fez a minha mãe na segunda à tarde, rindo de se dobrar do pesadelo dessa pobre filha.
Enfim, melhor dormir de olho aberto. E, já que o inconsciente revela o medo tamanho de perder a minha majestade doméstica, melhor ainda agradar a freguesia. Então, ontem fui pra cozinha, atendendo ao desejo de bolo dos pequenos. Claro, de chocolate (eta molecada que não varia!). Mas fiz uma mudancinha na receita por minha conta e risco e coloquei 1/3 de xícara de avelã moída na massa de chocolate. Ficou com aquele gostinho de Nutella, que foi pra cobertura também, arrematada com uma avelãzinha.
Galera se esbaldou por aqui:

E, por falar em cupcakes, semana passada, no meio daquela correria pré-bazar, teve aniversário duplo, da minha irmã e do marido. Minha irmã é uma mulher e tanto. Linda, inteligente e, segundo meu filho caçula, uma tia das mais divertidas. Sofro pensando em como agradá-la, porque ela nunca esquece da gente. Olha um dos presentes fofos que ganhei dela no meu aniversário:

Minha vontade era fazer uma das receitas do livro e levar pessoalmente, mas não pude. Então, encomendei dessa moça, que tem uma fábrica de delícias, muito mais elaboradas do que a dona-de-casa aqui conseguiria fazer. E ela ainda foi levar lá na casa da minha irmã. Impecável, delicada, profissional e talentosa!
E, pro marido, fiz a torta preferida dele, meio tarde da noite, mas fiz: pêra com massa de nozes.

Duvido que a talzinha da Helena consiga fazer torta igual. Duvido...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Onde está Ana?


Uma foto do bazar, pra mostrar um tiquinho de como foi. E eu perdida no meio do colorido da minha "banquinha".
Hoje serei assim, telegráfica, porque os computadores por aqui andam requisitados. Então, aproveito pra me retirar mais cedo.
Até amanhã!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pinguinzada

Tem pinguim novo lá na barraquinha da quitanda:

Passarinhos em laranja, lindos e coloridos!

Bolotas e xadrezinho vermelho!

Morango com chocolate!

Bacana, de chita com bolinhas!
E mais alguns outros.

Em tempo, sei que ando sumida, mas a correria foi grande e estou por aqui, no meu canto, reorganizando as coisas do ateliê e me preparando para o próximo evento. Logo mais volto com tempo pra conversar com calma.
E aproveito para agradecer aos clientes e amigos que apareceram lá no Bazar Mãos e Obras. Foi um final de semana ensolarado, cheio de boas risadas, música e boa companhia, apesar de toda a correria.
Em especial, agradeço a essa minha amiga do coração, que virou parceira e sempre me acolhe no apê mais charmoso do Braz!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bazar Mãos e Obras

É sempre assim: vai chegando a temporada dos bazares e eu fico submersa no meio dos panos, linhas e botões. Mas logo passa (até chegar o próximo!) e eu volto com a programação normal de casa, bobagens e atualizações da loja.
Aproveito para convidar as paulistanas e paulistanos do meu coração para o 12o. Bazar Mãos e Obras. Olha quanta gente bacana no convite:


Por aqui, uma bagunça colorida em ritmo de contagem regressiva:

E os pinguins mais coloridos do Ártico estão se preparando pra ir (e espero que não levem o frio junto!). Vamos também?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A casa, o livro, o caderno e a torta

Há um tempinho atrás, comecei a ler esse blog. De imediato, senti aquela empatia pela dona da sala, tão espontânea, alegre e cheia de boas idéias. E eis que a moça posta um texto bacana falando da casa, uma resenha deliciosa sobre o livro Arquitetura da Felicidade, do Alain de Botton. Sabe aquele texto que vc vai lendo e assentindo com a cabeça, do tanto que concorda com tudo?
Pois é. E, no final, ainda tinha uma pergunta, valendo prêmio (olha que luxo!):

"E pra você? Que significado tem a casa e o quanto ela é capaz de interferir no seu estado de espírito, pra melhor, ou pior?"

Claro que deixei meu pitaco por lá. E não é que ganhei? Recebi da Laély uma agenda fofa, com um marcador de matrioshka, tudo feito por ela mesma, no maior capricho, mais um livrinho instigante. Fiquei toda cheia. Depois de uns dias andando pra cima e pra baixo com a agenda, um infelicidade do destino: fiquei sem minha sacola, com a agenda, marcador, livro e outras coisas de menor importância. Fiquei arrasada.
E muito sem jeito de contar o que havia acontecido.

Até que criei coragem e mandei um e-mail daqueles longos, tão constrangida que mais um pouco escreveria ajoelhada no milho.
E a resposta foi tão delicada, tão acolhedora, que aquela empatia inicial pela moça do blog tornou-se um baita carinho e admiração pela Laély, mãe de três meninos, cozinheira de mão cheia, dona-de-casa, esposa, violinista e doutora (como é que ela arruma tempo eu não sei... deve dormir menos de quatro horas por noite, certamente).

Agora, passado um tempinho, recebo um pacote pesado vindo lá de Santa Tereza... um livro de receitas e o livro do Botton! Fiquei feito criança mais uma vez, embasbacada com o presente, que não carrego pra lado nenhum (pra não dar outra chance pro acaso...).

Então, no feriado, parti pra cozinha, pois há muito babava numa receita da doutora La. Uma torta de limão siciliano que parecia um manjar dos deuses (notem que a La postou a receita contando que havia feito à pedido da mãe e mandado via aérea). Foi a primeira receita anotada no meu novo caderninho:




E ficou assim, deliciosa (mais ainda com um cafezinho e com uma leitura legal pra saborear junto:


Não sei se a essa altura da vida ainda acredito em acaso. Fico é pensando que, por obra do destino, minha agenda foi levada e comecei a trocar longos e-mails com a La, que se tornou uma amiga de longe, daquelas que te coloca pra cima e vê o lado bom da vida, compartilhando dificuldades e ouvindo de longe. E a empatia inicial virou amizade, ainda que distante, de todos os dias.

Nessa minha vida de blogueira, costumo ser meio reservada. Até porque mal-entendidos e decepções na esfera virtual são tão ou mais constantes do que no dia-a-dia real. Mas dou o braço a torcer quando digo que encontrei algumas pessoas queridas que se tornaram amigos reais, de carne e osso. Fazem parte da minha vida e do meu coração e o fato de serem amizades iniciadas à distância virou uma mera peculiaridade dessas relações.
Então, querida La, agradeço pelo carinho com que vc sempre me acolhe, pela mão estendida e pela amizade espontânea. E espero muito pelo dia em que a gente possa se encontrar e trocar muitas e boas receitas de vida e de cozinha.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia de brincar



Chega uma certa altura da vida em que a gente quase se esquece como é ser criança. Fica tudo muito sério, vem o trabalho, a carreira, as contas e carnês. A vida vai ficando tão difícil quanto taciturna.
E então, chegam os filhos, com as fraldas, mamadas, noites insones, vacinas e viroses. E as primeiras palavras, os primeiros passos, o primeiro beijinho, as risadas, as gracinhas. E muita bagunça.
E, sem perceber, voltamos no tempo.



Tenho quase certeza de que, pelo menos aqui em casa, eles vieram com a missão de me mostrar que ser criança pode ser bom, mesmo que as suas próprias lembranças de infância não sejam boas, quantitativamente falando.
Esse amor tão profundo chega a não ter sentido, pois muitas vezes me pego pensando que seria capaz de tudo por eles.
Um amor tão grande assim é capaz de curar qualquer ferida de menina. É capaz de consertar a alma, de despertar alegria. E de fazer renascer o amor pela meninice, pelas brincadeiras, desenhos animados e bagunça na cozinha. E a gente sobrevive, resiliente, com mais força e fé na vida.
Sim, eu seria capaz de tudo por eles. Seria capaz de dar um braço, pernas, olhos.
Mas, sobretudo, dou de bom grado o meu coração.
Feliz dia das crianças.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Crochetando ando!

Ando com mania de crochê, o que se nota rapidinho nos cômodos daqui de casa. Na verdade, dos trabalhos manuais com fio esse sempre foi meu preferido. O legal é que ao fazer crochê rapidamente se percebe a peça ficando pronta, além de ser possível criar formatos diferentes com muito facilidade. E, como eu já disse, minhas mãos nervosas não se aquietam, então faço enquanto assisto TV, assim não sinto o ócio tomando conta das minhas noites.
Não costumo seguir diagramas, nem curto muito fazer tudo certinho, naqueles moldes tradicionais. Gosto mesmo é do efeito coloridão, de pontos simples e sem muito rococó. E quase nunca uso linhas brancas ou barbantes crus.
O resultado está por aqui, espalhado em casa:



As almofadas de lã colorida foram feitas pra aplacar a ansiedade enquanto eu esperava pela cadeira nova, uma Eames que me dei de presente de aniversário. Ela já apareceu aqui e me deixou toda cheia.



A mantinha colorida de granny square foi um desafio, um teste de paciência que terminou junto com o inverno. Agora a briga é saber com quem e onde ficará a bonitinha. Já fiz uma outra para a cama da minha filha, toda vermelha, que demorou uma eternidade para ficar pronta. Uma hora dessas eu fotografo.




E os tapetes de barbante colorido faço continuamente. Quem tem piso branco em casa sabe o quanto um pouco de cor é necessário. Mesmo em ambientes pequenos, como é o caso da minha cozinha, sinto que o chão branco pede uma corzinha pra ser feliz.
Meu próximo desafio provavelmente será fazer um pufe encapado. Ainda não achei nenhum no tamanho (e preço) ideal, mas prometo que mostro se fizer.
Para quem quer se aventurar pelo crochê, indico os vídeos das meninas do superziper, bem como várias das matérias que elas já fizeram por lá.
Para começar, basta linha, agulha e um pouco de paciência.
E vambora crochetar!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pequeno Bando


Nem só em geladeiras felizes vivem os pinguinzitos. Tenho tido notícias de muitos esparramados por microondas, armários, sempre em cozinhas fofas, como a dessa moça aqui. Fico muito feliz em saber que eles tem tido destinos felizes, em casas alegres e coloridas. Obrigada, meninas!
E adoro quando um pequeno bando como o da foto se junta na bancada do ateliê, todos muito posudos para o retrato!
Amanhã, alguns deles estarão disponíveis lá na loja.
Aguardem!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

2, 8, 18, 32...

Ontem foi um daqueles dias de vai-e-vem, em que faço o papel de motorista familiar. Entre compromissos e esperas, tive tempo de sobra pra ficar absorta em meus pensamentos, o que é raridade. Sou o tipo de pessoa que não dá conta de ficar parada. Até um tempo atrás, marido ficava me forçando a deitar na rede, ficar ouvindo o nada, limpando os pensamentos.

Não consigo, nunca consegui. Pra quem tem filhos pequenos, sabe aquela cena do Kung Fu Panda, em que o próprio, depois da batalha, deita ao lado do Mestre em silêncio? Pois é, sou o panda. Não consigo ficar deitada, nem contemplativa; já começo logo a planejar o que vou fazer depois ou a pensar em quanto tempo falta pra terminar o martírio e fazer um lanchinho.

Marido também tentou me fazer ouvir CDs de mantras antes de dormir. Mas aquilo me dava uma angústia, um aperto tamanho, que a vontade era de levantar e ir lavar o chão da cozinha.
Definitivamente, não nasci pra ser monja.

Meu avô usava um ditado para se autodefinir: "enquanto descansa, carrega pedra". Ele era marceneiro e nos momentos de folga construía galinheiros em casa, fazia móveis, brinquedos pros netos. Enfim, estendia o expediente como forma de lazer.
E é assim que eu sou. Só assisto TV com a mão trabalhando no crochê. Só consigo esperar lendo um livro ou usando computador.

E, ontem, não tinha livro por perto, mas levei o notebook, certa de conseguir ver o episódio do meu seriado favorito. Mas não consegui, porque sempre tinha que parar por algum motivo. Então, desisti. E aí, dá-lhe caraminholas numéricas na cabeça. Comecei a pensar em contas, contas e mais contas. Nas decisões que teremos que tomar nos próximos dias e que vão levar a contas ainda mais altas e em tudo o que tinha que fazer.
Resultado, quando finalmente fui dormir, estava um caco. Cansada e sem sono. E ouvi meu filho mais velho falando no corredor: "2, 8, 18, 32...".
Pensei imediatamente na solução tabajara pros meus problemas acabarem e chamei o meu grandão: "filho, são os números da mega sena pra gente jogar amanhã?". E ele: "Hã? Ah, nem mãe, são as camadas atômicas!".
Dãrrrr...