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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Last but not least: sorvete de doce de leite!


O calor tá demais, inclusive na minha cozinha, já que amanhã é dia de festança com os amigos. Adoro o dia 31, não porque é o último dia do ano, mas porque já é tradição comemorar o 365o. dia aqui em casa, com os amigos de longa data. E a festa começa com a arrumação: nosso amigo Xan vem logo que pode e arruma as frutas do jeito mais lindo que já vi; eu e o marido cuidamos das panelas; nossa amiga T fica com a bebida; a Leiloca com as compras e petiscos. E assim se faz uma festa!
Para adiantar o expediente, hoje já farei uma receita de sorvete, que inventei há uns dias, com base nas receitas maravilhosas desse livro aqui.
Usei um dulce de leche bem cremoso e caramelado e, da primeira vez, foi sucesso de público e crítica (na verdade, nem tinha dado tempo de gelar ainda e a galera já meteu a colher!).
Então, deixo pra vcs a minha última (e deliciosa) receitinha do ano!

Sorvete de doce de leite
1 pote de doce de leite de boa qualidade (usei cerca de 350 a 400 grs)
3 gemas
1/4 xícara de açúcar vanille (deixei uma fava de baunilha no meio do açúcar há uns meses atrás, para aromatizar)
1 xícara de leite integral
500ml de creme de leite fresco bem gelado
Bata as gemas com o açúcar, usando o fouet, até ficar um creme esbranquiçado e claro. Ferva o leite e vá derramando aos poucos sobre o creme de gemas, sem parar de bater. Leve novamente ao fogo e cozinhe mexendo com uma colher de pau, até que o creme cubra as costas da colher e não escorra, ao passar o dedo (não precisa ficar um creme duro, apenas firme. Passe por uma peneira fina para evitar possíveis pedacinhos de ovo cozido. Junte o doce de leite, misture bem e deixe esfriar. Junte o creme de leite gelado, misture tudo e leve para gelar (deixei umas 2h no freezer).
Quando estiver bem gelado, bata na sorveteira de acordo com as especificações do seu aparelho. Sirva com frutas.
Enjoy!
E boa passagem de ano!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

WP #15: o último do ano!

Não é bem um projeto de final de semana, mas como os meus últimos sábados e domingos foram tomados por trabalho, acho que vale a troca por uma quarta-feira pré Natal, né?
Desde segunda, venho tentando correr atrás do prejuízo e organizar meus presentes, apesar do cansaço. Consegui comprar coisas bem lindas nos bazares em que estive (só não vou mostrar aqui para não estragar as surpresas!). Não deu pra fugir totalmente da muvuca do shopping lotado, mas mantive o foco e não saí do meu script mental: comprei só o que não tinha jeito mesmo.
Todo o ano, eu tento fazer o máximo possível dos meus presentes mas, confesso, dessa vez quase rolou um #epic fail. Então, pra não decepcionar os queridos, corri pra cozinha e preparei receitas variadas de biscoitos, inclusive aqueles, os melhores biscoitos do mundo.
E ontem corri até uma loja de embalagens, procurando caixinhas bonitinhas para acomodá-los. Decepção! A vendedora me disse que nunca vendeu tanta embalagem e que não havia sobrado uma caixinha sequer.
Eu já estava indo embora quando me lembrei de um presentinho especial que ganhei da meiga Patrícia Toyama, a menina da flô di pá. Tive a alegria de encontrá-la de novo no Ó Gente 3 e, mais uma vez, me encantei pelos aventais e demais belezurinhas da moça. Somos clientes e colegas, o que me dá uma alegria imensa. E, pra terminar de conquistar meu coração, a Patrícia ainda me deu uma mini-marmitinha decorada e recheada com brigadeiros: Fofura demais, né?
Eu tinha visto a ideia como sugestão de embalagem na última Casa & Jardim e achei que seria a solução perfeita. Então, encapei um lado das tampas usando cola branca e pedaços de tecido, aparei os cantos e montei os presentinhos usando fitilhos de cetim e enfeitinhos de Natal, desses de R$1,99. E gostei do resultado:
Aproveito para desejar um Natal de paz e luz a todos os navegantes!
E que venha mais um ano criativo pela frente!
Até 2012 (ooops! 2011! é muito cansaço, gente!)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Férias e panquecas de ursinho


Pensem numa pessoa cansada. Na verdade, pensem em duas pessoas cansadas dormindo pesado numa manhã de domingo. E num menininho que acorda cedo, mesmo nas férias. E que sabe que domingo é dia de café da manhã em família. E que te acorda falando no ouvido: "mamãe, podemos fazer panqueca?".
Não vou mentir e dizer que acordei prontamente e fui pra minha cozinha linda logo cedo. A cena era outra: fui me arrastando pra cozinha bagunçada, com louça do dia anterior por lavar, com a cara amassada e o cabelo desgrenhado. Mas não há nada como uma xícara de café e o som de desenho animado vindo da sala pra despertar mesmo a mãe mais sonolenta.
Então, lá fomos eu e o pequeno estrear a frigideira nova de cara de urso, com a receita especial de panqueca de maçã, perfeita pra comer com frutinhas, geléia, maple e suco de laranja.
Uma dica: a panqueca é igualmente deliciosa no café da tarde. É tudo uma questão de acostumar os meninos...
Panqueca de maçã
(rende mais ou menos 15 panquecas pequenas)
1 maçã grande descascada e picada (usei 2 galas pequenas)
2 ovos
1 xícara de leite
1/4 xícara de açúcar
1 pitada de sal
1 xícara de farinha de trigo
Bata todos os ingredientes juntos no liquidificador. Unte levemente a frigideira com manteiga e doure a panqueca dos dois lados. Sirva com frutas, geléia, mel etc.
Enjoy!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ó gente de Natal!

Tem bazar bacana no próximo sábado, lá em SP. É a edição de Natal do Bazar Ó Gente!
Além de comprar aqueles presentinhos fofos de Natal, você ainda contribui com a ong Move.
Para saber mais, vai lá no blog do ó gente!
Espero vocês lá!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Tradição emprestada

Quando passei a ter a minha própria casa e minha família, me dei conta de que não trouxe comigo grandes tradições de Natal, exceto a da comilança desenfreada, o que não deveria ser bem uma tradição (é mais um mau hábito, né?).
Mas com os filhos e o dia a dia, os menores hábitos acabam se transformando em costumes familiares.
Um desses costumes é o de fazer os "melhores biscoitos do mundo". Foi assim: há alguns Natais, minha amiga Lu nos mandou uma caixinha com um pacote de perfumados biscoitos de mel. Meu caçula, já acostumado a "biscoitar" comigo, ficou enloquecido e deu o título para a receita da Lu, gentilmente compartilhada conosco. Nunca mais fiz outros biscoitos no Natal.
Então, no momento em que a pequena cozinha daqui de casa é invadida pelo cheiro de gengibre, mel e cravo, é como se fosse dada a largada para a noite feliz!




Obrigada Lu, por nos emprestar a preciosa tradição da sua família!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cor do dia: rosa

A semana começou cor-de-rosa, mas foi ficando cinzenta...fazer o que?
Pelo menos, guardei a foto das luvas de cozinha, encomenda mais rosa dos últimos tempos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Corações remendados...

...para refeições apaixonadas!

Na loja, junto com outras novidades!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sorvete pra encarar o agreste!

Eu fui uma criança paulistana transparente feito lagartixa, que nunca tomava sol. Minhas pernas eram do tipo branco total radiante e eu morria de vergonha quando ia visitar os primos, que eram bronzeados de tanto sol e piscina.
Na praia, a minha branqueleza mudava rapidamente para um tom de rosa e mais rapidamente ainda para o vermelho, com a contribuição da minha mãe, que me lambuzava de Rayto de Sol, importado diretamente do Paraguai. E, logo depois da insolação, eu ficava com a pele descascada e horrorosa. Era assim todo ano.
Outros tempos. Hoje em dia isso poderia ser considerado abuso infantil.
Enfim, verão nunca foi muito a minha estação preferida, até que me mudei para o interiorrrr, descobri minha porção moreninha e deixei a branquela no passado.
Mas, confesso, ultimamente anda difícil aguentar o calor agreste que tem feito por aqui. Ainda bem que junto com o verão vem a safra das framboesinhas no meu quintal:
A colheita tem sido generosa e depois de bem lavadas, as suculentas framboesas vão direto pro freezer e rendem sobremesas geladinhas:
Frozen yogurt de framboesa:
1 garrafa de iogurte integral líquido, bem gelado (deixe por mais ou menos 1h no freezer)
1 porção generosa de framboesas ou amoras ou morangos congelados.
açúcar
Bata as frutas congeladas com o açúcar. Se quiser que o sorvete ganhe mais cor, pode fazer uma calda com a mistura, levando frutas e açúcar ao fogo. Depois de frio, é preciso levar novamente ao freezer para gelar bem. Eu pulei essa etapa, por preguiça de ter que lavar a panela depois (calor=leseira).
Ligue a sorveteira e vá despejando o iogurte líquido, depois a mistura batida. Assim que ganhar consistência, leve novamente ao freezer.
Para quem não tem sorveteira também dá certo, embora não fique tão cremoso.
Enjoy!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nos bazares da vida...


Ontem, mexendo no celular, achei algumas fotos que fiz na última Baby Bum feira infantil. E lembrei que queria mostrá-las aqui, não só pra compartilhar os momentos prazerosos daqueles quatro dias, mas pra dividir um pouco da experiência de feirante.
De vez em quando, aparece alguém me pedindo dicas sobre o mundo dos bazares. Well, eu não nenhuma expert, mas minha intuição me diz que achar um bom bazar é um pouco como achar uma boa casa. E uma das primeiras coisas que olhamos quando procuramos nosso lar é a vizinhança, então se te convidam para um evento que você não conhece, é legal saber das outras marcas. A mesma coisa acontece com o tipo de público: o evento é infantil? ou voltado pro universo feminino?
Dessas questões vem a resposta crucial: meus produtos se encaixam no perfil do evento?
Outras questões relevantes de ordem prática: qual a porcentagem sobre a venda? dá para encaixá-la na minha margem? e quais as formas de pagamento aceitas pela organização? o caixa é livre ou centralizado?
Claro que empolgação é importante, mas a parte prática não pode ser deixada de lado, sobretudo pra quem produz em pequena escala (ou seja, se não vai dar pra ganhar na quantidade, pagar margens exorbitantes, de 70% por exemplo, é totalmente inviável).
Quando chega a hora de organizar o espaço, é como se estivéssemos de mudança, pensando nos detalhes da decoração da casa. E, como sempre, acho que as melhores soluções são as mais simples, com mais aconchego e apelo emocional. Ou seja, vale de novo a regra que usamos pro nosso próprio lar: se o espaço nos acomoda bem, também irá receber bem as visitas/clientes.
Pensando nisso e também em formas econômicas de montar o stand, usamos várias coisas de casa. E foi engraçado perceber que, vez ou outra, as pessoas vinham com a intenção de comprar objetos nossos!
Isso aconteceu mais de uma vez com os meus banquinhos vermelhos, que normalmente uso como apoio na sala de casa (pena não ter foto deles pra mostrar)!
Além dos banquinhos, usei um caixote de madeira com rodízios, que adesivei com meu logotipo e acomodou super bem as corujinhas. E também uma cadeirinha infantil turqueza, que habita a minha cozinha: Outra coisa que acho bacana é criar uma iluminação bonita. Usei e abusei das luzinhas de Natal. Escolhi as branquinhas pra destacar as sinalizações com as marcas e as de frutinhas vermelhas na estante dos gatinhos:
Um abajurzinho improvisado (feito pela Paty Mimmos, que dividiu o stand comigo) também fez sucesso, assim como a moldura antiga com o eucatex furadinho pintado (o da Paty acomodou os bastidores decorados; o meu, alguns grampinhos de cabelo):
Um outro improviso foi a plaquinha para a cesta de cartões com grampinhos, que fiz com um pedaço de papel paraná recortado como se fosse uma moldura e pintado com tinta acrílica preta. Funcionou como uma mini-lousa e eu guardei para bazares futuros: Sinto que ainda tenho um longo caminho a percorrer até achar as formas ideais de participar desse tipo de evento. Mas também sinto que, a cada nova feira, as coisas ficam melhores. "It's getting better all the time... getting so much better all the time"!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coisa de mulherzinha

Sábado passado foi um daqueles (raros) dias bem mulherzinha. Saímos daqui cedo, eu e a comadre, minha eterna companheira de aventuras com a difícil tarefa de comprar vestidos!
Foi quase um prêmio, um presente (na verdade, um pré-presente, já que marido e compadre viajaram no dia seguinte a trabalho e nos deixaram aqui como mães solteiras).
E ainda almoçamos num restaurante grego que eu morria de vontade de conhecer, o Acrópoles, que o Olivier Anquier mostrou recentemente no seu Diários de Olivier.
Cheguei até a fotografar meu prato (lula recheada e risotto de frutos do mar), mas fiquei constrangida com o tamanho nada delicado da porção, digna do Hércules depois da faxina nos estábulos de Áugias.
Pança cheia, seguimos para a segunda parte do passeio, a inauguração do Atelier Le Kawaii.
Já disse aqui muitas vezes que penei muito por conta da minha insistência em encontrar uma costureira que soubesse traduzir meus desejos em peças de vestuário. Pois então, meu desejo foi atendido!
A Elisa é modelista de mão cheia e vai atender e costurar roupitchas sob medida para moças exigentes!
Eu já deixei minha primeira encomenda, combinada há meses: uma nova versão do meu terninho preferido, que está velho e surrado.
E foi só entrar no universo fofo do Le Kawaii pra ter a certeza do capricho dessa menina, que eu já admirava pela garra, força e delicadeza (ela faz o tipo hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás!):
Uma pena que não tirei mais fotos. Mas hoje à tarde, lembrei dos presentes fofos da inauguração, super caprichados: biscoitos em formato de botão. Lindos de dar dó de comer (até a primeira bocada... depois passou!):
E anel de Cinderella. A brincadeira era assim: tinha um pote cheio deles, em tamanhos diferentes. O que coubesse no dedo, era seu!
No seu Le Kawaii, a Elisa atenderá com hora marcada. Quem quiser conhecer mais sobre o universo detalhista e fofo dessa moça, visite o site. Lá no colacorelinha também tem fotos lindas tiradas pela Ma.
E, para a Elisa, todo sucesso do mundo!

domingo, 28 de novembro de 2010

Desejo de chocolate

Sabe aqueles pequenos sonhos de criança, alimentados durante muitas sessões da tarde?
Eu tive muitos desse tipo. Não sei se era timidez ou falta de esperança de que a vida trouxesse alguma coisa boa depois da adolescência, mas nunca fui de contar pra ninguém. Ou seja, acumulei sonhos impossíveis através dos anos.
Eu sempre quis uma Polaroid. Daquelas brancas, com um arco-íris desenhadinho. Talvez seja meu lado japa, porque sempre gostei de fotografia. Na adolescência, eram rolos e rolos de filme pra revelar, que eu levava na lojinha do pai do meu amigo chinês, o J. Lee. Até o dia, lá pela quinta série, em que o J. Lee resolveu me acompanhar na volta da escola até a minha rua e na esquina, todo sem jeito, fez a fatídica pergunta: "você quer namorar comigo?". Falei um NÃO excessivamente enfático e ele nunca mais fez o trajeto comigo. E os filmes começaram a acumular numa caixa de sapato no armário.
Enfim, uma Polaroid parecia a solução perfeita. Pena que eu nunca tive uma.
Mas o bom da adolescência é que, um certo dia, ela vira uma lembrança cheia de passagens engraçadas, péssimos cortes de cabelo e músicas descartáveis. E então dá pra remexer no fundo do baú sem medo nem receio de antigos traumas ou mullets assustadores.
E, há uns dias, meu antigo desejo por uma Polaroid foi realizado através de uma Fuji Instax Mini Choco, maquininha instantânea tão mas, tão fofa que só poderia ter cor de chocolate, pra registrar momentos doces como hoje, mais um domingão de comidinhas boas com a família e os compadres e afilhados: Ou um outro dia da semana, em que o caçula pediu pra fazer uma coisa de chocolate juntos e comeu cookies até não aguentar mais: O outro lado bom de crescer é conseguir realizar pequenos sonhos, sem ter que escrever cartinhas, nem esperar o papai noel.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Corujas na loja!



Trio de corujas e kits apagão recém chegados lá na loja!
ana sinhana

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A minha trilha


Toda história de amor que se preze precisa ser escrita à mão, ter provas materiais de próprio punho. E junto com as cartas de amor, uma boa história precisa de uma trilha sonora. Sem trilha, sem clima pra ler as cartas...
Eu guardo comigo ambas as coisas, já que éramos de cidades diferentes e nos conhecemos numa terceira cidade. E tudo isso numa era pré e-mails, msn e sms (faz tempo, gente!).
A ida ao show do Paul foi como ouvir um resumo da minha história de amor, com o prêmio extra de ser cantada por um Beatle. É claro que outras 64 mil pessoas devem ter tido sensações parecidas, mas isso só tornou a coisa toda ainda mais especial.
Pensem no impacto do nana-nanananá de Hey Jude cantado em coro por um estádio inteiro, luzes apagadas e um monte de luzinhas de celulares, como se fossem estrelinhas...
Ou o refrão da chatinha (sorry fãs do John) Give Peace a Chance sob uma chuva de bixigas brancas invadindo a platéia.
Como disse meu filho: "chorei que nem uma mulherzinha!"
Um dos momentos em que mais me emocionei foi em Something, música que já ouvi muitas vezes cantarolada pelo marido, já que é do Beatle favorito dele, o George. Começou de um jeito esquisito, com o Paul tocando o ukulelê ganhado do amigo. Depois ganhou a força da guitarra, com o refrão lindo:
"You're asking me, will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know"

Blackbird no violão, foi outro momento à parte. Fiquei pensando na filha tocando o solinho repetidas vezes, tão linda...
Em I've just seen a face, meu filho e meu marido cantavam hipnotizados a letra todinha. Essa era uma das nossas apostas, pois poderia ou não estar no setlist. E ainda bem que estava.
Eleanor Rigby foi demais. Exceto pelo passa-fora que dei no moço que, no meio da muvuca apertada, me cutucou pra pedir licença, interrompendo minhas lágrimas e meu desafino. Fui grossa, uma verdadeira cangaceira como disse uma amiga minha. Comprar cerveja nessa hora? Quase heresia.
Claro que teve o clímax, com os fogos em Live and let dye, a aula de rock que foi Helter Skelter, a emoção de Let it be...
E o bis sendo chamado com a platéia toda cantando um "hello, hello, I don't know why you say goodbye, I say hello".
Ver Sir Paul com um pique de menino-beatle, esbanjando simpatia e dizendo que estava se divertindo muito foi demais. Aliás, ele e a banda, que tocava com reverência, admiração. Os caras faziam gracinha o tempo todo; o baterista era uma figura à parte (a macarena improvisada de Dance Tonight foi divertidíssima).
Atrás de mim, um garoto gritou por duas vezes: "obrigado, Meu Deus!"
Acho que a sensação que permanece depois desse show é bem essa, a de ter recebido um presente dos céus. Um presente que começou entre cartas, beijos e LP's há muitos anos atrás.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O pré show

Confesso que ainda estou em êxtase e está complicado escrever sobre o show do Paul McCartney em SP. Digamos que foi uma experiência única e pessoal, embora vivida junto com outras 64 mil pessoas.
Por agora, separei algumas fotos dos momentos antes do ídolo subir ao palco. Foi muito tempo na fila, sentada no chão, deitada, em pé. E deu até pra fazer amizade com o povo em volta.
A fila: A espera:


Beatlemaníacos, na pele e nas roupas:


Fã de outro ídolo: A melhor camiseta:
Quando o coração acalmar e as palavras voltarem a fluir, eu conto mais!

sábado, 20 de novembro de 2010

Um minuto!

(foto tirada pelo filho)
Sempre temos a sensação de que o tempo não está do nosso lado. E no final do ano, com a invasão dos panettones e luzinhas de Natal nas prateleiras, tratamos o relógio quase como inimigo, como se estivéssemos numa corrida contra o próprio Papai Noel.
Mas a verdade é que um minuto da sua vida pode fazer toda a diferença. Um beijo bem dado de um minuto (ufa!) tira o fôlego e arranca um frio lá do fundo da barriga; um minuto a mais, no final de um jogo de basquete, pode significar uma diferença enorme, de muitas cestas (e o mesmo vale pros amantes do futebol, pois um minuto de prorrogação pode ser uma tortura).
No meu primeiro parto, eu tive a sensação de que virei mãe num minuto e mãe de novo no minuto seguinte (pra quem não sabe, fui uma premigesta gemelar aka mãe de gêmeos logo de cara. Tão rápido, tão intenso!
E na maior ingenuidade falei há uns dias que nada que acontecesse nesse novembro seria tão especial quanto o show do Paul. Lêdo engano...
Lembram do stop motion do filho, feito com música dos Beatles e em parceria com o melhor amigo?
Eu nem sabia, mas meu filho se inscreveu no Festival do Minuto e, pra nossa surpresa e deleite, o vídeo da joaninha teve uma nota alta da curadoria e é finalista!
A música teve que ser trocada por uma do amigo. E ficou melhor ainda, mais com a cara dos meninos, mais autoral e divertida!
E se você, querido leitor, tiver um tempinho, se inscreva na página do festival e dê nota pro vídeo nos meninos (ou para outro dos muitos vídeos divertidos que estão concorrendo)!
Falando em tempo, hoje estou em ritmo de contagem regressiva para o show de amanhã. Já ouvi o setlist e senti que vai difícil segurar o coração. E, depois do show, entrarei em contagem regressiva para vários resultados importantes na vida dos meus filhos. Afinal, ser mãe é torcer, sofrer na arquibancada e na retaguarda, de vez em quando xingar o juiz e arrumar briga com a torcida adversária. Mas, sobretudo, é ficar feliz por viver junto deles qualquer resultado e toda pequena conquista.
Depois de morder a língua nesse novembro, fico cá com meus botões pensando que, quando a gente tem um filho, as chances de uma grande surpresa a qualquer minuto são enormes. Quando se tem três filhos, como é meu caso, as chances se elevam à terceira potência. Pode até ser um pé quebrado, escarlatina ou dor de garganta, mas as fortes emoções são sempre uma certeza.
Bom sábado a todos!