Páginas

domingo, 24 de janeiro de 2010

Fama de mau

Ontem fiquei sabendo que fui caluniada. Sim, falaram mal de mim pelas costas, sem direito a réplica. E sim, foi horrível, um ato vil e impiedoso.
Mas antes de prosseguirmos com a indignação, um detalhe: a semeadora da cizânia tem cerca de meio metro de altura e ainda não tem 2 aninhos. E é t-e-r-r-í-v-e-l!
Foi assim: ela esteve aqui um dia antes, acompanhando o pai e o irmão mais velho (que é meu afilhado querido). E já chegou de bico porque papai não tinha bolacha no carro. Claro que levei a pequena pra cozinha e, por sorte, tinha uma caixa de mega cookies sortidos em cima da mesa. A baixinha começou a comer um, logo enjoou e quis outro. E eu, com a minha mania de mãe, disse: "primeiro tem que terminar esse, Juju".
Foi o qua bastou.
Ela foi direto bater no ouvido da avó e da comadre que "a Pola (ela me chama assim, não é uma fofa?) é malvada, não deu biscoito e ficou bava!". E também sobrou pro compadre, claro.
Então, eis que ontem veio toda a família almoçar aqui em casa. E fiquei sabendo da mini-vilania. E fui conferir com a própria, que confirmou: "a Pola é bava!".
Me vi numa situação emergencial, que precisava ser revertida. E comecei a campanha. Como se fosse uma desbravadora recém-chegada ao novo mundo, enchi o bracinho da pequena selvagem de pulseirinhas (ou melhor, identificadores de taça convertidos em biju). Também passei batom (da MAC, pra não deixar dúvidas do meu desprendimento) e sombra na mocinha.
E não insisti com o prato de comida, mas dei todos os cookies que havia. E ela quis café, pro horror do marido. E ainda quis a água preta do imperialismo, aquele refri terrivelmente delicioso que a gente odeia amar. Eu dei. Fiz tudo que a pequena déspota pediu.
O saldo? Perguntei na hora em que eles estavam indo embora: "Juju, a Pola é brava?" e ela: "não, a Pola é bózinha!".
Tá certo que a comadre e o compadre devem ter tido uma noite do cão, com uma princesa super acordada e ligadona. Mas isso é só um detalhe, pois logo será aniversário da pequena, que deixou escapar o que gostaria de ganhar de presente: um "CALAFO FOSA". Pesquisei no google translator e vi que significa "CAVALO ROSA" na língua dos babies.
Vai ser difícil, mas estou em campanha, oras. Tudo pelo amor de uma pequena.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Antes e depois: o improvável amarelo

Podem me jogar pedra, falar que me atraquei ao lugar comum. Mas acredito piamente na arrumação de ano novo. Em abrir a janela, tirar os tapetes, limpar os armários que, aliás, é coisa que não tive tempo de fazer. Em jogar o velho fora pra deixar o novo entrar e bla-bla-blá.
E nesse surto feng shui de começo de ano, encomendei um armarinho pros tecidos, que antes ficavam acomodados em duas caixas de madeiras com rodízios, embaixo da bancada. Mas as caixas foram ficando cheias e bagunçadas. E cada vez que eu tinha que achar "aquele" determinado tecido, era uma luta e muito tempo perdido.
E não é que, bem no comecinho da rua da minha mãe tem aquela loja meio cafona, de móveis populares e tanquinhos. E entre os móveis feiosos, lá de longe, vi um armarinho de madeira, até que bonitinho se não fosse pelo verniz escuro e brilhoso. Resolvi estacionar e perguntar o preço. E descobri que vinha de Santa Catarina e era razoavelmente barato. E que eu poderia encomendar, por um preço ainda mais em conta, um armarinho "no osso", sem aquele verniz horrendo.
Não tive dúvidas e mandei vir o bichinho, que ficou atravancando o progresso do meu ateliê até que eu e marido tivéssemos tempo de mudar a escrivaninha, a prateleira e o quadro de avisos de lugar. Pior, esperou até que eu tivesse tempo de pintá-lo.
Olha só o antes:

Numa rápida enquete no twitter, confirmei meus sentimentos mais profundos: branco não rola. Aquela cara de falso provençal não anda convencendo as moçoilas descoladas, então, mandei ver na cor. Já que a parede é bem neutra e rústica, arrisquei um improvável amarelo, mas mantive o branco na parte interna (até por uma certa preguiça):

Usei esmalte sintético acetinado (sempre uso acetinado). E não é que a gemada me gustou? Fiquei bem feliz com o resultado e vou continuar nessa paleta de cores primárias.
Só arrumei uns 2/3 dos tecidos. E ainda falta pintar a estantezinha ao lado (de outra cor, claro!), arrumar as cestas de aviamentos, de moldes, de papéis e... socorro!
Mas, por ora, está tudo ótimo. Tanto que pendurei o quadrinho com o postal do Y. Nara, presente da minha amiga-do-peito-irmã-camarada. E também o pôster gentilmente oferecido pelo de(couer)ação. E ainda liguei a lanterninha vermelha fofa, presente temático vindo com outras nipo-fofuras dessa sala amada aqui.

Enfim, ainda tem chão pras coisas ficarem arrumadinhas de novo. E nem sei por quanto tempo. Aliás, há muito tempo que nada fica arrumadinho por aqui. Mas bancada bagunçada é sinal de uso. Que é sinal de trabalho. E isso é bom.
Enquanto isso, olho pro pôster, me acalmo, e vou levando.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A bola, o esmalte e o zumbi!


Passei parte do final de semana na capital (tão caipira falar assim, né?), numa mistura de trabalho e prazer. Obrigações cumpridas, fomos (eu e essa minha amiguinha aqui) encontrar tuiteiros queridos. Como é de praxe, ficou só a mulherada, com as honrosas exceções do sempre galante e pontual Renato, que estava lá para tomar café com a gente, mas não aguentou o excesso de hormônio feminino à mesa e foi embora cedo. E do gigante gentil faso, que encontramos no final da tarde e que nos proporcionou muitas risadas.
Lá pelas tantas, comentei que o marido, naquela hora, deveria estar pulando feito doido em outra cidade na estréia do time dele no campeonato paulista. E, claro, eu e as meninas começamos o mimimi feminino, já que escapa ao nosso entendimento o por quê de tanta euforia futebolística. A antenadíssima, moderna e querida Danny, que é uma pessoa muito poderada, me perguntou se tinha alguma coisa, alguma pequena diversão que eu adorasse muito (fora ficar com filhos, marido, trabalho, etc). Quase soltei fumacinha pela tampa do cérebro de tanto pensar. E não consegui achar nada comparável ao amor pelo futebol no meu singelo universo feminino.

Aqui, abro um parentesis pra contar que a Danny ama... ZUMBIS! Sim, aquelas criaturas que retornaram do mundo dos mortos, para arrancar cabeças ou partes mais carnudas de nós, pobres mortais. Aliás, ela, o faso e mais uma galera curtem o assunto, que é tema de tese e tudo (Danny, esqueci o nome do seu amigo sociólogo que estuda o tema, depois conta de novo?).
Enfim, quando você acha que já viu de tudo nessa vida, sempre aparece alguém com manias ainda mais inusitadas. Fecha parentesis.

Mas enquanto eu queimava a mufa de tanto pensar, olhei para as minhas mãos apoiadas no copão de café do Starbucks e, como não poderia deixar de ser, me ative às minhas unhas amarelas. Não, gente, não estou sofrendo falta de nenhuma vitamina, nem tenho hepatite. Era esmalte mesmo. Na minha adoração por cores, me rendi na última semana ao amarelo.
E, apesar desse momento de pouca discrição na cor das unhas, não é esse o ponto que quero ressaltar. O fato é que marido implica toda vez que resolvo fazer as unhas. Implica, tira sarro e acha o dinheiro mais mal gasto do planeta. E sempre diz que eu teimo em fazer as unhas nos momentos menos convenientes. Ele se refere a dias de festa mas, olha que injustiça!
Qualquer ser do sexo feminino há de concordar que o momento imediatamente anterior à festa é "a" hora de ir na manicure, pois toda a louça, nessa altura, estará lavada e a moçoila não correrá o risco de estragar o esmalte. Lógica (feminina), né?
Mas o moço não entende. A falta de concordância sobre o tema é tanta que, lá na praia, estávamos os dois dentro de um mercadinho, eu na fila dos frios, ele colocando cerveja no carrinho (típico!). E eis que vejo uma moça, logo à frente, com as unhas verdinhas muito bem feitas. E toda a vez que eu ensaiava de perguntar o nome do esmalte (adoro nome de esmalte!), marido aparecia. E, claro, eu ficava quieta, temendo retaliações na forma de risadas escandalosas. E saí de lá sem engatar o assunto com a colega e sem saber o nome da cor.
Em outra situação, sozinha ou acompanhada de uma amiga, eu não teria a menor dúvida em abordar delicadamente a desconhecida da fila.
Eu simplesmente adoro esmaltes e amo ganhar de presente das amigas viajantes. Acho que cor de esmalte entre as mulheres é tal como futebol entre os homens: um assunto universal, nivelador, que agrega desconhecidos e os torna melhores amigos de infância instantaneamente.
Mas, pensando bem, perderia totalmente a graça ter um marido que fosse comigo à manicure (afinal, alguém tem que acender o forno de pizza a churrasqueira ou o fogão à lenha, gelar as bebidas, montar a mesa e o guarda sol pesados. Ou seja, serviço de macho, que estraga as unhas).
Também devo ser honesta numa coisa: sou uma moça à moda antigo e prefiro ser casada com um homem rústico, do tipo que coça as costas na parede de chapisco, ama futebol e cerveja (juro que não sou casada com o Homer Simpson). E que não sabe de cores de esmalte, nem leva jeito pra pintar as minhas unhas, mas é bom de cozinha e de outras coisas que não vou contar, pois não sou mulher de levar bolo em festa. Esse bolo é só meu. E eu amo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vamos a la playa, o-o-o-o-ô!


Como toda família de classe média paulista, tivemos nossa sagrada semana ao sol em janeiro. É quase como um compromisso, uma cláusula contratual depois que você se casa e tem filhos. Mesmo que eles reclamem do momento em que são acordados de madrugada pra começar o processo de saída, até a hora de subir de novo a serra.
E sim, a saída é de madrugada, porque a ida para a praia é o momento em que toda a neurose, toda o distúrbio obssessivo-compulsivo por aqui é liberado. Trocando em miúdos, marido fica doido.
Começa assim:
1) revisão do carro, entre o Natal e Ano Novo. Coisa que ninguém merece, muito menos os técnicos da concessionária;
2) ida a algum atacado da cidade, pra compra de mil caixinhas de suquinho, achocolatado, batata frita, arroz parbolizado (que ninguém come) e amendoim (o detalhe é que todos os saquinhos de amendoim voltaram intactos. acho que vou fazer uma promoção e dar de brinde na loja virtual, que tal?);
3) momento de tensão pré-grand finale: encaixar todas as cinco cadeiras, três guarda-sóis, três conjuntos de pés de pato e máscaras de tamanhos variados, malas, travesseiros, três notebooks (sem os quais a revolta seria certeira), coleção de gibis, compras e muitas outras coisas úteis que certamente seriam usadas, se a gente estivesse de mudança pra passar alguns anos na praia). Nessa hora, ninguém se meta a incomodar o homem da casa que, por sorte, jogou muito TETRIS durante a faculdade e sabe como ninguém aproveitar cada milímetro do porta-mala;
4) estudo meteorológico da semana: esse é feito pelo marido e pelo sogro (mesmo à distância, ele nos mantém informados das previsões, inclusive dos meteorologistas americanos que, pelo menos dessa vez, acertaram mais que os nacionais);
Depois de tudo encaixado, filhos resmunguentos no banco de trás, celulares carregados e tanque cheio, começa a descida da serra. Sempre otimista, marido afirma que a chegada será em menos de três horas, a tempo de irmos para a praia ainda pela manhã para, logo depois, almoçarmos deliciosos camarõezinhos na beira do mar. Lêdo engano, pois aí entra a segunda cláusula contratual do verão: o congestionamento na serra.
Cinco horas mais tarde, acontece o desembarque no cafofo, tirando malas e tranqueiras debaixo daquele sol de lascar.
Logo depois, a sessão me-besunta-que-eu-gosto. E lá fomos nós pra praia propriamente dita, com protetor solar até nas orelhas, prontos pra empanar as bundas na areia feito coxinhas gigantes. Só alegria!
Juro que, no primeiro dia, me senti meio como se estivesse presa num episódio daquela série de filmes ridiculamente engraçados, Férias Frustradas (I, II, III, IV, V...). Tive um bad feeling, que ficou pior à noite, quando a filha resolveu dar um chilique de madrugada, tossindo, chorando e reclamando do calor, de dor de garganta e de uma suposta alergia ao pastel de camarão. E eu tendo pesadelos, sonhando que uma ambulância do SAMU chegava com a equipe do Doutor House pra atender a menina. Coisa de maluca.
Mas o importante é que Ubatuba tem praias lindas, que eu adoro desde moleca. Aquelas mais escondidas, acessadas por trilhas à pé (nenhuma beleza vem sem esforço, né?). Mesmo que a volta tenha que ser feita por barco e, nesse caso, mesmo que o motorista do barco seja doido. E que o barquinho quase vire (tá, exagero da big drama queen aqui). E que eu solte um palavrão cabeludo, mortificada de medo. E que marido filme tudo.
Passado todo e qualquer susto, ainda encontramos amigos queridos na cidade e pudemos passar uma tarde deliciosa juntos, em terra firme.
E, pra finalizar com chave de ouro, marido finalmente cumpriu uma velha promessa e fomos até Paraty, cidade que é tão linda quanto eu imaginava. E essa ida ainda me rendeu um contato bacana (depois eu conto aqui se der certo). Juro que nunca levo lição de casa pras férias mas, de vez em quando, tenho a sensação que as oportunidades ficam à espreita, esperando que a gente as abrace. Tomara!

Enfim, compromisso cumprido, cá estou eu de volta, um pouco mais morena. Embora meus cabelos não sejam tão negros quanto a asa da graúna, se eu ficasse mais uns dias na praia iria virar ume versão véia da Iracema, exceto pela parte do subtítulo do romance. E, claro, já voltei com força total ao trabalho, entregando encomendas e me preparando para mais um (bom) ano.
E que assim seja, para todos nós!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Voltamos!



De volta à programação normal, com os gatinhos, pinguins, sinhaninhas e o que mais me der na cabeça!
E pra começar bem o ano, um presentinho de verão: na compra de uma gatinho ou pinguim, o freguês leva pra casa um adesivinho irresistivelmente fofo!



Não percam, porque a promoção é por tempo limitado (até que esse calor passe ou acabem os estoques de vinil por aqui)!

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010 com muito rosa!


Primeira postagem do ano. E já estamos no terceiro dia de 2010. A leseira é normal e perdoável, porque depois de tanta comida e bebida, não há quem não se sinta um urso de pança cheia, com vontade de ficar hibernando na caverna pra só acordar na hora de ir para a praia.
E em se tratando de obviedades, não consigo escapar dos desejos de começo de ano. Fiquei matutando no que desejar a quem passou por aqui, comentou, ficou amigo ou, até mesmo, só espiou furtivamente.
Como já disse antes, nunca fui miss, então a paz mundial está fora de cogitação. Deixo essas questões maiores pra ONU, Obama e Lula. Sim, nosso companheiro metalúrgico é personalidade mundial, aplaudido em Copenhagen. Deve doer um pouco em quem tem vergonha do presidente de origem humilde, ou em quem tira sarro dos garis da vida pelas costas.
Prepotência, preconceito, reacionarismo, amargura. E, pra usar o bordão, "isso é uma vergonha" que não passa mais despercebida.
Felizmente, todos aqui somos do bem e sabemos que os chavões proferidos a torto e direito na hora dos fogos de artifício não escolhem classe, nem profissão. Então vamos lá:

Paz é mais batido que usar roupa branca pulando onda na praia (aliás, eu e marido usamos amarelo e não foi uma escolha consciente, foi na correria mesmo).

Saúde pra dar e vender, todo mundo quer, mas ninguém lembra dela na hora de se empanturrar
na ceia, nas festinhas da firma e nos amigos secretos. E ninguém vai escapar e ficar livre das febres e resfriados em 2010. Inevitável.

Fartura ou muito dinheiro no bolso. Que atire a primeira pedra quem não torceu pra mãe ter jogado na mega sena da virada (a minha jogou e ficou de mau humor, que só passou com o primeiro gole de champagne). Um pouco mais de grana resolveria muito sim. Mas, pra falar honestamente, nunca consegui achar que dinheiro vem sem labuta; meu lado parcimonioso e trabalhador não tem nada de weberiano. Só Freud explica mesmo. E nunca consigo fazer nenhuma fezinha em jogos (aliás, detesto apostas de modo geral, embora contribua com as idas à lotérica que a mãe adora).

Grandes realizações e felicidade. Desejos falaciosos, cá entre nós. Porque os grandes feitos da vida da gente são poucos, por isso são grandiosos. Com sorte, a gente os sente repetidos na vida dos filhos, mas aquela alegria imensa de ver um filho nascer e crescer é tão única que só pode acontecer de vez em quando, salvo nos casos de heroínas insanas com grandes proles. Mas logo a gente se envereda pelas questões práticas (criar um filho, dois ou três não é café pequeno) e o arrebatamento fica adormecido, na lembrança.
Não dá pra se alimentar a felicidade a toda hora, o tempo todo. Afinal, se não existir contraste, se não houver pedras no caminho, qual o valor que a gente daria pra tal felicidade?
O preto e o branco misturados é que vão compôr o cinza do dia-a-dia, aquele meio termo em que vivemos. Cabe a cada um dar suas pinceladas de muitas cores, que são as pequenas alegrias. Elas sim é que acabam preenchendo as lacunas entre a luz e a escuridão.

E o que poderia perpassar tudo isso? O que deve sobreviver no meio dessa confusão de entra-e-sai de ano que é a vida?
O maior de todos os clichês, aquele filtro rosa que buscamos sem parar todos os dias.
Então, meu agradecimento de ano velho e meu intento de ano novo é o bordão mais batido, porém sempre contemporâneo:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

(I Coríntios 13)

Sem amor, nada somos, nada valemos. E o que desejo é um ano novo em que haja amor suficiente para pintar de cor-de-rosa o cinza da vida, longe do ranço cor-de-burro-quando-foge do preconceito. Muito rosa pra vocês!

p.s.: aproveito para avisar que estou oficialmente de férias. Mas volto logo.