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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cara de festa todo dia!


Algumas moçoilas me escreveram perguntado sobre o fio de corações que pendurei na parede da cama. Embora eu não seja lá uma expert no crochê, foi invenção minha e acho que com alguma habilidade dá pra reproduzir, porque é simples: fiz círculos de crochê e depois variei entre o ponto alto e o baixo para dar o formato de coração, sem muita contagem de ponto (só testei a simetria dobrando o coraçãozinho ao meio).

Mas falando em enfeites pendurados, outras moçoilas me pediram bandeirolas para enfeitar paredes em dias de festa. Na verdade, acho que a comemoração pode ser qualquer uma, em qualquer dia e as bandeirinhas penduradas deixam esse toque festivo pela casa.
Não tenho foto das bandeirolas de aniversário, mas já soube que uma delas agora enfeita o quarto da aniversariante, bem acima da cama. Essa era laranjinha e tinha o nome da princesa aplicado.

Se o motivo da festa for um piquenique, essa de maçãs fica perfeita para compor o cenário (mesmo hoje, com um ventinho gelado e um céu cinzento):
Mas, se a intenção é dar o ar de festa a um canto qualquer da casa, como me pediu essa moça aqui, as bandeirolas também valem:
Gostou e quer encomendar as suas? Vai lá na loja!
E com ou sem bandeirolas, que venha um final de semana festivo pra todos nós!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cama e coração

Nessa minha vida de crafter-sacoleira, dona de um modesto negócio e patroa e empregada de mim mesma, nunca sobra tempo pra dar aquela ajeitada básica nos panos da casa. Se eu fosse tudo isso e ainda uma pessoa disciplinada, tiraria um tico do meu tempo e faria uma pecinha de jogo americano de vez em quando, pra substituir uns que ganhamos de Natal de uma tia e que tá podre de desbotado.

Mas o que eu careço de disciplina, me sobra em teimosia. Então, de vez em quando, passo um feriado costurando loucamente alguma coisa pra casa. E foi o que fiz na segunda e terça de carnaval. Decidi que tinha que dar uma geral no meu quarto, que tinha que dar um basta na bagunça e na desarrumação.

Em casa que tem criança pequena, é sabido que a cama da mamãe do papai é coletiva. E, com o passar dos anos, corre sério risco de desmontar, porque sempre tem algum filho carente (ou mais de um), querendo um "meinho". Aqui em casa não é diferente. Tem dias em que é preciso refazer a cama mil vezes antes de deitar, tomando o cuidado de não se esticar em cima de algum livro, Nintendo DS, Playmobil ou, ainda pior, pipoca, refri ou afins.

Já teve uma ocasião festiva em que, exausta, repousei a cabeça no travesseiro e senti uma coisa grudenta pregando no meu cabelo: era um brigadeiro. Dali pra frente, tomei o cuidado de trancar as portas do quarto.

Mas nessa semana, achei que a minha cama merecia algo mais que o protetor de edredom que pintei há tempos (e que, por sinal, adoro). Resolvei escolher tecidos amados e partir para uma empreitada ambiciosa: fazer uma colcha.
Não foi bolinho. A bicha foi ficando pesada e meu braço dolorido. Não é lá muito so easy forrá-la sem ajuda, mas até que dei conta:
Vejam que na foto aparece meu caçula, eterno habitante do quarto, procurando qualquer coisa, mas doidinho pra pular em cima da cama arrumada com a colcha nova.

Como fiz a colcha maior do que devia, pude tirar uma fileira de quadrados que acabou se transformando num par de almofadas, que foram recheadas com travesseiros pequenos, daqueles bem baratinhos, que comprei no supermercado daqui do bairro mesmo por um precinho camarada (paguei menos de R$12 por dois deles). E ainda aproveitei para estrear um jogo de lençóis novinhos em folha, daqueles de trocentos mil fios, coisa que há muito minha cama não via. Pequeno e belo luxo:
A arrumação não durou muito mais que o momento da foto. Mas, como sempre digo, minha casa não é showroom. Aqui se come, se bebe, se faz bagunça. O meu quarto, aliás, nada tem de especial que justifique tamanha frequência. Acho que é meio como coração de mãe: por mais singelo que seja, é acolhedor e convidativo. E sempre cabe mais um.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

DiY: tutu rosa

Lembram da menininha do "calafo fosa"?

Então, a pequena Juju faz aniversário em pleno carnaval. E como é uma garotinha precoce, vai ter matiné e tudo. Será uma festa à fantasia e a princesa irá desfilar de borboleta rosa (ou será fosa?).
Tive a doce incumbência de fazer o tutu de tule rosa, pra combinar com o collant e as asinhas de borboleta (comprados em loja de fantasia).
Fazer o tutu é fácil. Basta um pouco de paciência na hora do franzido, muito tule (para se ter uma ideia, o tutu que fiz tem apenas 50cm e foram necessários 4m) e um tecido bonito para o cós e a fita que passará por dentro dele, dando o laço: Primeiro, junte tantas camadas de tule quantas achar necessário. Para esse tutu infantil, dobrei o tule ao meio, depois dobrei novamente. Ou seja, ficaram quatro camadas. Faça a costura de franzir, num ponto bem grande da sua máquina (costumo fazer duas costuras, porque não é raro a linha arrebentar e ter que começar tudo de novo). Corte o tecido para o cós, deixando uns 4cm a mais no comprimento, para o acabamento da abertura. Para esse tutu, fiz um cós de cerca de 2cm, então minha tira tinha cerca de 6cm para as dobras e costuras.Costure o cós na saia já franzida, deixando a largura que achar adequada (no caso, 2cm). Como o tecido era uma seda que desfia facilmente, fiz um zigzag de acabamento:
Dobre e alfinete o cós na saia, costurando do lado direito e tomando o cuidado de deixar a costura bem na beiradinha do tule, sem marcar o tecido do cós:
Faça o acabamento para as aberturas do cós, por onde irá passar o cordão. A saia já está quase pronta e deve ficar assim:
Feche a saia, unindo as laterais e deixando a abertura do cós livre:
Costure e vire uma tira de tecido com o dobro do tamanho da saia e largura suficiente para passar com facilidade pelo entrada do cós: Gosto de virar o cordão usando um hashi, aqueles palitinhos de comida japa. O importante é que a ponta não seja afiada e que o instrumento usado seja de material bem lisinho, o que facilita muito o trabalho. Passe o cordão pelo cós usando uma agulha de tapeçaria ou alfinete de segurança:
Et voilá! Está pronto o seu tutu:
Para as colombinas mais crescidinhas, o tutu pode ser feito com forro, ou com um cós mais largo (não sei como as modelistas chamam isso). Vi uma saia-tutu preta muito linda na Maria Filó. Achei o preço um pouco salgado, mesmo em época de liquidação, pois o tule é barato e a saia sai por um preço bem razoável se feita em casa, mesmo com muitas camadas (acho que paguei cerca de R$2,50 o metro do tule).
Um tutorial bem bacana é o do threadbanger, site gringo de faça-você-mesmo que eu adoro.
Apesar do vídeo em inglês, pra bom entendedor as imagens bastam:

Enquanto não tomo coragem para sair por aí de tutu de tule, fico embevecida olhando a pequena Juju-bailarina-borboleta-princesa desfilar de cor-de-rosa.
E, para quem é de samba, bom carnaval. Para quem é mais do rock e prefere ficar longe da folia, bom feriado!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Curtinhas e aleatórias: campeonato paulista e volta às aulas



Meu coração tá aflito. E nem consigo escrever a respeito. Então, vão algumas curtinhas aleatórias, pra marcar presença e vocês não se esquecerem de mim:

*marido tá famoso. Saiu no Globo Esporte, obviamente, num jogo de futebol. E xingando o juiz. Mas não vou colocar o link aqui pra não gerar superexposição, nem desgastar a imagem dele.

*fui reconhecida por outra blogueira/twitteira. Não é a primeira vez que acontece mas, desta vez, foi peculiar. Fui visitar uma amiga enquanto marido estava no estádio da Portuguesa. Vejam só o recado transcrito, que recebi logo que cheguei em casa pelo twitter:
@anasinhana te vi no "frango assado" perto de SP, seu marido chamou minha atenção pela camiseta do Botafogo (me lembrei do post no blog)!
A blogueira querida é a Taís Faleiros, do bacaninha follow the colours.

*a semana passada foi punk. Parte da família voltou às aulas. E, hoje, o filho grande voltou também. Cada um dos três numa escola e num extremo da cidade. Me dá preguiça até de contar, apesar da vontade de compartilhar minhas desventuras maternas com vocês. Mas uma delas eu vou contar, pra tirar o peso do coração: o filho grande tá passando pelo primeiro trote da vida enquanto escrevo. E minha vontade era estar lá, com a espingarda carregada de chumbinho. Mas acho que a polícia não iria gostar, né?

*comprei material escolar do filho pequeno pela primeira vez na vida. Quase estapeei uma outra mãe por conta de uma pasta polinda 55mm, dentro de uma grande loja de material escolar. E me deu saudades das listas coletivas. Mas encapar cadernos e etiquetar tudo junto com o pequeno foi daqueles momentos deliciosos que não tem preço.

De resto, ando mais azeda do que o normal. E conheço bem aquele ditado que diz que "se a vida te der um limão, faça uma limonada". Mas, honestamente, a minha vontade era mesmo pegar os limões, fazer uma bela duma caipirinha e beber pra esquecer.

ps: os lápis são pra comemorar a volta às aulas, seja lá do jeito que for. E o bolo, na falta da caipirinha, é pelo 2° lugar do Botafogo de Ribeirão Preto no campeonato paulista, que só perde para o Santos no saldo de gols (fiz a lição de casa direitinho e olha a média com o marido, gente!).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mãe coruja



Enquanto eu esboçava o desenho dessas corujinhas (que são um pedido especial vindo por intermédio de uma amiga querida para uma surpresa que mostrarei se der certo), fiquei matutando sobre a minha própria corujice.
Também pudera: meus filhos são lindos, educados, nunca tiram meleca do nariz em público, nem ficam com chulé. Mas todos os filhos de coruja são assim mesmo, né?
E lembrei da fábula de Esopo recontada por Monteiro Lobato, A coruja e a Águia, que deu origem ao termo mãe coruja (e tia, avó, pai...). Aliás, pesquisando sobre a fábula, descobri que OMO (sim, aquela marca conhecida de sabão em pó) é um nome inspirado na fábula e a sigla significa Old Mother Owl.
Meus gêmeos nasceram antes da hora, como é comum no caso de gravidez múltipla. E eram tão, mas tão pequenos, que eu tinha que enrolar os pezinhos dos macacões muitas vezes, pra depois prender com meias e sapatinhos. Digamos que eles não eram assim, bebês de comercial de shampoo. E eu percebia no olhar das primas e tias que vinham nos visitar que isso impressionava. Mas santo é o leite materno e logo os dois ficaram enormes, gordinhos e lindos. E hoje estão grandões de não caber mais no colo da mãe (mais fácil me carregarem no colo, especialmente o Juca, hoje com 1,75m).
Já o meu caçula nasceu grandão, pelo menos do ponto de vista da mãe e do pai corujas, acostumados com recém-nascidos miudinhos. Lindo, guloso e com cara de que já sabia como era o mundo, pronto para aguçar ainda mais a minha corujice.
Uma vez, estávamos no carro vovó coruja, o caçula já grandinho e eu, esperando pelos irmãos na porta da casa de um amigo. Desci para tocar a campainha e a avó me chamou de volta, reclamando que os moleques da rua haviam jogado pedrinhas no carro. Mãe coruja virou onça: fui até os meninos e dei a maior bronca, daquelas de deixar vermelho mesmo. Os meninos, estarrecidos, negaram tudo. Fiquei fula da vida com a cara de pau. Peguei os filhos e fui embora soltando fumacinha.
Quando cheguei em casa, fui tirar o pequeno do cadeirão e senti um peso nos bolsos da bermuda que estavam cheios de... pedras!
E o moleque ria, mas ria muito. Juro que, se não fosse do outro lado da cidade, teria voltado lá na tal rua pra pedir desculpas pros meninos. Baita vergonha.
Moral de história?
Bem, a da fábula sinceramente não se aplica ao meu caso. Aliás, vocês já viram corujinhas mais lindas do que as minhas?