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sábado, 27 de março de 2010

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Tempo de Quaresma. Tempo de reflexão e oração. E, por mais que eu sempre ouça aqui em casa que culpa é coisa de católico, sinto um certo pesar nos últimos dias. Pois bem nesse momento termina um julgamento terreno e uma sentença é dada.

Qualquer um que se sinta tocado pelo significado da Páscoa é capaz de se recolher e pensar um pouco na via dolorosa, no calvário. Como a Mãe, sinto a dor impossível de ver o Filho perecer como humano de forma tão cruel.
E a tal sentença, tão esperada e comentada nos últimos dias, só me faz pensar na dor da mãe, que viu seu coração arrancado e caído num gramado de um prédio qualquer.

Entendo que o sentido do recolhimento é recuperar a fé no ato da oração, que nos aproxima do amor de Deus. E entendo que a vida cristã é a busca pela paz, amor e justiça na terra. O difícil é aceitar que a justiça dos homens seja suficiente diante de tanta vilania.
Então, perdoa, Pai, para que como filha, a mãe possa sentir de novo o amor imenso do renascer.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Atualização na loja

Gatinhos e corujas lá na loja!



segunda-feira, 22 de março de 2010

Mini Bazar

Na semana passada, teve o Dia do Artesão. A notícia chegou por e-mail, pois não sou nada ligada em datas. Fiquei foi com a sensação de prêmio de consolação com a pompa e circunstância de constar no calendário. Pra falar a verdade, não vejo lá muitos motivos pra comemorar.

Todo o povo que vive de criação rala muito e tem as mesmas dificuldades em expôr, vender, receber, divulgar. São muitos os detalhes que envolvem o trabalho, embora não pareça. E, no fim das contas, nem todo mundo percebe e valoriza. Ossos do ofício.

Mas não vim aqui fazer palanque para os problemas da minha categoria (será que podemos chamar assim?). Vim falar que até mesmo as questões práticas da profissão ficam mais divertidas quando encontramos soluções criativas.

E foi conversando sobre isso com outras crafters queridas, que pensei em abrir o quintal de casa para um mini-evento, em que a gente pudesse se encontrar, trocar ideias, mostrar nossas últimas produções e, claro, vender um pouquinho.

O mini-bazar aconteceu há dois finais de semana e espero que seja o primeiro de muitos, afinal a lista de amigos criativos é grande, assim como deve ser a solidariedade entre quem vive do que faz, sem carteira assinada.
Nessa primeira edição do mini, vieram a Su, amiga daqui de perto que trouxe roupas indianas; a Maricotinha com seus meiosos fofos e a Paty, com os mimmos fofos de crochê. O público convidado foi pequeno e acostumado ao espaço da minha casa. Quem sabe um dia a gente não aumenta o evento e divulga em um imenso outdoor no centro da cidade?

Alguns dos momentos:
A lichieira foi enfeitada de festa, pra receber o pessoal!
A mesa de comidinhas gostosas fez sucesso:
Tinha gatinhos: E uma cachorra doida, escondida debaixo do fogão:
Os meiosos multicoloridos fizeram a alegria da galera: Assim como os mimmos fofinhos:
O ateliê virou um grande provador das mil e uma noites:
Enfim, o que era pra ser uma visita de amigas, virou uma festa maior. E lembrei de uma coisa que marido me disse outro dia e achei graça: uma mão lava a outra e as duas juntas lavam o rosto. E espero, em breve, poder repetir a dose.

p.s.: as fotos foram gentilmente cedidas pela Mari e Paty, com exceção da mesa de gostosuras. Em dia de "festa" eu fico feito doida, parecendo mãe neurótica da noiva no dia do casamento. Simplesmente não consegui fotografar.

domingo, 21 de março de 2010

Domingo encorujado

A ideia para o domingo era um almoço carnívoro com direito a banho de piscina (vulgo, churrasco no clube). Mas chove sem parar e deu aquela esfriadinha boa para ficar em casa, prolongando as horas de pijama no corpo, tomando chá e comendo torrada com geléia. E trabalhando no meu mais recente projeto de crochê enquando assisto ao último capítulo de Life Unexpected, série bonitinha pras órfãs de Gilmore Girls como eu.
E alguém reclama disso?
Não. A única coisa chata do tempo virado é que terei, em algum momento do meu lazy Sunday, que ir buscar o leite que acabou e os bezerrões da casa estão reclamando (eu viveria sem leite numa boa, já que não tolero e não tomo desde os 6 meses).
Enquanto isso, fico aqui, encorujada com minhas amigas zoiudinhas!
Bom domingo.

ps: tem corujas e gatinhos novos lá na loja!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mini-felicidade com granola, por favor!


Ontem fui jantar com o marido (nem se animem, não foi nada romântico, apenas um temaki com coca zero enquanto esperávamos o filho grande terminar a aula de basquete) e ele me disse, sem mais nem meio mais e na cara dura, que está um pouco decepcionado com o Ana Sinhana. Que já cansou de entrar nesta casa esperançoso e dar de cara com as últimas curtinhas aleatórias. E, ainda por cima, que meus outros seguidores devem estar com a mesma sensação. Dormir junto com o ombudsman do próprio blog não é tarefa fácil: me sinto cobrada o tempo todo.
Mas ele está certo. Estou ausente e, uma vez mais, tenho a tentação de culpar a falta de tempo, o sono atrasado e a correria. É que tenho dormido com as corujas (quase que literalmente) e acordado com as galinhas (não levem ao pé da letra!), mas a vida é assim, né não?

E os dias são tão, tão corridos, que me pego pensando que na maioria deles a gente não é feliz, nem triste. Simplesmente não dá tempo para parar e pensar, em meio a tarefas e rotina. Por sorte, tem aquelas pequenas alegrias do cotidiano, como as da mocinha de Montmartre.

Mas, como não moro em Paris e não ouço sanfoninhas incidentais tocando no meu dia-a-dia, enfiar a mão em sacos transbordantes de cereais não está incluso nas minhas mini-alegrias. Morreria de medo de encontrar um ratazana ou outro bicho nojento e infectado (imaginem o ridículo da cena, euzinha gritando com um ratão pardo pendurado no dedo, em pleno mercadão). Enfim, melhor buscar alento em outras diversões.

E eis que num meio de semana comum, em que a maratona começa levantanto às 5h40 pra dar conta de levar todos pra aula, recebo uma visita. E vou passear, mostrar o que gosto para a convidada querida. E a trago para conhecer minha casa.
Quem também a segue, já sabe que estou falando da Laély, que vem mostrando suas aventuras paulistas e (honrosamente) me incluiu no roteiro.

Tive um dia delicioso, como se tivesse atracado numa pequena ilha paradisíaca num mar de caos e correria. Foi daquelas alegriazinhas que a gente guarda no coração e que tem cheiro e gosto de café com bolo, de pão com geléia. Conforto e aconchego puro!

Como ganhei geléia de cupuaçu e granola caseira, nos únicos momentos de calmaria das minhas manhãs de semana, quando sento à sombrinha da lichieira para o café com pão e geléia, sinto perdurar essa mini-felicidade.

E assim não é a vida? Um conjunto de mini-felicidades, alguns infortúnios, de vez em quando uns grandes acontecimentos de tirar o fôlego mas, no fim do dia, um sono tranquilo, que nos faz agradecer e sonhar colorido, pensando que a vida é boa, apesar de todo e qualquer pesar.
Obrigada, La.

terça-feira, 9 de março de 2010

Curtinhas aleatórias: na calçada da fama!


* a agenda por aqui tá cheia: nunca vi uma semana já começar tão lotada de eventos: mini-bazar, três aniversários, reposições, show-cover dos Beatles e visitas ilustres!
A gataria está reunida e em polvorosa, esperando a chegada da dona de um gato famoso hoje. Não, não é o Jon do Garfield.
E, no final de semana, terei mais visitas queridas. Tô que não me aguento com essa agenda estelar. Se alguém quiser falar comigo, deixe um recado que eu entrarei em contato assim que puder.


* A corujinha muito fofa pousou lá na Revista Crescer, na seção Primeiras Palavras, entre um monte de colegas igualmente fofas. Preciso dizer que estou corujíssima?
Obrigada, Viv e Fátima!

* A-D-O-R-O saber o paradeiro dos bichinhos que saem daqui do ateliê e fiquei toda prosa, pois acabei de ver uns pinguins muito fofos na casa toda bela e reformada da Flávia. Obrigada, querida!

* De resto, sabe quando vem visita em casa e vc quer deixar tudo lindo em uma tarde? Pois é, tem coisa que cola quente, fita dupla-face e remendo não resolve. Meti uns pregos errados e tortos na parede do meu quarto e quase posso espiar o banheiro, tamanho o rombo. Meleca. Aguardo a chegada do marido pra tomar a bronca. Ai.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Corujas na loja!


Corujas são símbolo de inteligência, talvez pelos seus olhos enormes e arregalados, que as fazem parecer sempre muito atentas aos acontecimentos noturnos. E embora não sejam animais domésticos, tem quem seja muito apaixonado por elas.

Aqui na minha casa, na época em eu dava aula à noite, sempre tinha uma me esperando em cima da mureta. Depois as crianças descobriram um ninho de corujinhas brancas num terreno aqui perto mas, como uma mãe coruja entende a outra, não deixem ninguém chegar perto dos filhotes.

A versão de pano é fofa, colorida e zoiuda, pra alegrar qualquer cantinho da sua casa e te fazer lembrar que saber brincar com as cores também é sinal de sabedoria!
Se no muro da sua casa não pousam corujas e você se apaixonou por uma delas, vai lá na loja!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amor de amigo


Eu já entendi que vocês, seguidores e seguidoras do meu Brasil varonil, adoram vir aqui pra chorar e rir (ou chorar de tanto rir) das minhas desventuras cotidianas. Porque acontece da vida ser muito engraçada nas suas mini tragédias diárias e eu sou bem do tipo que acha que as melhores histórias, por mais triviais que sejam, são as que a gente vivencia como protagonista ou coadjuvante.

E, como não poderia deixar de ser, atraímos pra nossa novela um elenco que combina, que dá liga ou, como diria minha avó que está no céu, "orna" conosco. E o magnetismo da minha loucura não nega: temos amigos bem doidivanas, que embarcam de cabeça nos nossos micos e programas de índio. E digo "temos" porque chega uma hora na vida em que ou os amigos são amigos da família toda, ou não são amigos. Depois de casar e ter filhos, a individualidade vai pro espaço e nem amigo imaginário escapa. Ou ele senta à mesa e almoça com todo mundo, ou vai ter que comer o pão que o marvado amassou lá fora.

Recentemente, recebi permissão de amigos queridos de trazer as histórias engraçadas que vivemos aqui pro blog. Eu sempre fico meio ressabiada em falar algo que não devo, ferir suscetibilidades e perder a amizade, sei lá. Então, a permissão foi benvinda.

Por isso, senta que lá vem história:
Once upon a time, in a far far away kingdom... meus filhos pequenos foram para uma pré-escola e conheceram dois grandes amigos, que hoje são seus amigos de infância mais antigos. E eu e marido ficamos amigos dos pais das crianças: Mr. X e a Mrs. L, pais da bela R e a Miss T, mãe do L (isso tá parecendo um daqueles artigos dramáticos de jornal popular). As crianças cresceram, vieram mil mudanças nas vidas de todos, mas a amizade continuou. Pra falar do primeiro casal, será preciso um longo capítulo à parte, pois as duas figuras são protagonistas de tantas histórias que nem sei se consigo listar a mais divertida.

Como a permissão pra soltar o verbo veio da T, vou voltar lá pro começo, quando combinamos de fazer sushi aqui em casa. Tudo o que me lembro é que o sakê rolou solto e, se eu fosse agir de má fé, colocaria aqui provas incontestáveis de bebedeira, como uma foto de alguém dançando com uma cuequinha do Batman na cabeça (até hoje não entendi de onde veio isso, mas garanto que era uma cuequinha limpa).

Depois desse evento, vimos que nossos destinos estavam atados para-todo-o-sempre-amém. Não tinha volta e estávamos todos de rabo preso. E tantas outros episódios engraçados rolaram desde aquele dia, muitos aqui, no quintal de casa. Nos tornamos um grupo restrito, que até aceita a presença de amigos comuns, desde que passem pelo corredor polonês da avaliação coletiva.

E, recentemente, fiquei sabendo que Miss T tem uma certa mágoa com relação a isso. Como moça solteira e desimpedida, ela procura por um moço bacana, também solteiro e bem apessoado. E eu e o grupo acrescentaríamos, não necessariamente nessa ordem: que torça para o Botafogo ou Ponte Preta, ou ambos; que beba socialmente e sem excessos; que não seja fumante; que pratique ou tenha praticado alguma arte marcial; que toque algum instrumento musical e, de preferência, não seja pagodeiro; que tenha conhecimentos mínimos de informática; que goste de criança e de cachorro; que saiba fazer churrasco e pizza (e, portanto, que não seja vegetariano); que seja muito, mas muito bem-humorado; que jogue Wii; que tenha paciência e bons conhecimentos gerais para eventualmente ajudar em lições de casa e trabalhos em nível de ensino médio; que saiba desentupir caixa de gordura, mas sempre de luva; que adore festas juninas escolares; que tenha um bom emprego, mas que permita disponibilidade para viajar em caravana; que tenha carro grande (pois a gente, de vez em quando, as meninas curtem umas comprinhas nas viagens); que não tenha medo de andar (em cima) de elevadores, caso Mr X precise de alguma ajuda eventual (nosso amigo é engenheiro na área).

Fora esses pontos básicos do currículo, não somos muito exigentes e não entendo o por que de Miss T, de vez em quando, não nos apresentar eventuais namorados.
Certa vez, eu, marido, Mr. X e Mrs. L, combinamos de ir a uma pizzaria e não conseguimos encontrar Miss T por telefone, de jeito nenhum. Quando chegamos na pizzaria, qual não foi nossa surpresa ao vê-la com seu novo namorado, tomando vinho, no maior romance?

Foi um ataque coletivo de indignação (não pensem que foi ciúme). Miss T estremeceu diante dos nossos olhares de "a casa caiu, minha filha". Sentamos de longe, em silêncio, observando o casalzinho. Nem entendi por que eles foram embora tão rapidamente.

Não me lembro a inicial do nome do moço, mas poderia ser Mr. M, pois o apelidamos de Mudinho. O moço não falava nada, nadinha, a não ser que o assunto fosse futebol (ah, detalhe da lista de exigências: a vaga para fanáticos por futebol já está bem preenchida no grupo, então o gosto pela arte da bola deve ser moderado). O romance não deu certo, infelizmente. Também teve o Havaí 5.0 ou Franjinha. Sem maiores detalhes.

Sei que a vida de solteira nesse mundo globalizado e competitivo é muito complicada. E a gente tenta ajudar no que pode, ainda mais quando uma amiga amada se mostra assim, chateada. Em nome do grupo, prometo que vamos moderar nosso comportamento super-protetor e reduzir o grau de exigência. Tudo bem, Miss T, o carro dele pode ser pequeno.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Atualização da loja

Tem gatinhos novos na lojinha. Mas, se você não tem olhos de lince e precisa de uma luz nesses tempos de tempestades e quedas bruscas de energia, também tem novos kits apagão!

Lá na loja.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Bolo às escuras



Na quarta-feiras de cinzas, tão logo eu retomei o ritmo e a rotina normais pós-carnaval, uma ventania seguida de chuva fez cair uma árvore e ficamos sem energia a tarde toda e uma boa parte da noite. Sem poder trabalhar, me resignei e fui pra cozinha.
Não bastasse a ousadia de cozinhar no maior escuridéu, ainda resolvi pegar um dos sete abacaxis da fruteira (marido, que é um homem-econômico-racional, não resiste a uma boa oferta de abacaxi) e testar uma receita nova.

Devo dizer que meu bolo de abacaxi ficou delicioso, daqueles dignos de guardar um pedaço pra levar pra mãe. A receita era para cupcakes, mas não achei as forminhas na cozinha às escuras, então, fiz uma assadeira de bolo, dividi ao meio e deixei metade sem cobertura, para os básicos. Na outra metade, foi aquela esbórnia: cobri o bolo com creme de baunilha e abacaxi com calda de caramelo.

Alguns dias depois, resolvi repetir o sucesso da receita, já que ia receber visitas.
Em condições bem melhores, peguei o livro e fui pra cozinha iluminada, agora munida de batedeira e tudo o mais.
Foi um desastre. A massa ficou esquisita, talhada. Nem dei bola. Coloquei o bolo no forno enquanto fazia um caramelo para a calda. Queimei o dedo.

E teria ficado muito feliz ao tirar o bolo do forno, se estivesse preparando uma aula de geografia para o ensino fundamental e tivesse que falar sobre diferentes relevos.
Nunca vi um bolo ter tantos montes e depressões numa mesma assadeira. Um horror.
Resolvi experimentar um teco e me senti mastigando o lado amarelo da esponja de lavar louça. Nem ao jogar tudo no lixo fui bem sucedida: a meleca grudou de tal maneira na fôrma que achei que nunca mais a recuperaria.

E fiquei pensando que, de vez em quando, é impossível repetir uma receita com sucesso, mesmo aquelas que são velhas conhecidas e que a gente é capaz de fazer totalmente no escuro, com os olhos vendados. Talvez porque nem sempre dá pra ter a certeza do acerto, talvez porque as variáveis sejam muitas e incontroláveis.

É claro que já estou divagando e nem se trata mais do bolo de abacaxi. A singela experiência doméstica me fez pensar em como os filhos da gente são diferentes, apesar de terem saído da mesma mãe e pai, na mesma casa, na mesma cidade e em condições bem parecidas.

Mesmo assim, não dá para repetir receitas dos mais velhos com o mais novo. E eu errei numa escolha importante que fiz. Achei que, entre tantas mudanças (já que os grandes necessariamente teriam que ir para outras escolas), uma mudança seria algo bom para o pequeno. Então, matriculei meu caçula na primeira escola dos mais velhos, pertinho de casa e onde eles fizeram grandes amigos e nós também. Achei que seria um repeteco da fórmula perfeita: escola do lado e amigos por perto,

Mas ainda que a gente não perceba, o tempo passa, chegam outras pessoas, as coisas mudam. E vi meu filhotinho se sentir castigado, passando as manhãs num silêncio triste, sofrendo a punição de ficar longe dos amigos antigos, de um espaço conhecido e de uma forma de aprender que fazia todo sentido do mundo pra ele. A receita já testada e aprovada, tão eficaz em outros tempos, se mostrou desastrosa.

Sou turrona, mas sei a hora de voltar atrás. E que mãe pensa nos quilômetros a mais rodados por dia quando vê o filho ser acolhido de volta com um carinho imenso, por amigos e professores?
Me senti feliz demais por vê-lo feliz de novo, indo para a escola com seu entusiasmo natural de menino. E lembrei da minha mãe dizendo que nem os dedos da nossa mão direita são iguais, então porque a gente insiste em achar que os filhos também devem ser?

Qualquer dia desses, se houver blecaute, espero ter abacaxi na fruteira para tentar de novo a receita do bolo. Enquanto isso, vive la différence!