Páginas

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Zoiudas

Minha avó, minha mãe e todas as mulheres com quem convivi acreditavam em banho de sal grosso contra mau-olhado. Em riscar a faca caída no chão três vezes em cruz pra evitar briga na família. E em defumar a casa com as janelas bem abertas.
E eu, mulher mudéerna, disfarço cruzinhas tímidas e discretas ao pegar facas no chão; acendo incenso de rosa e tomo banho com sais, mas não o de churrasco e sim o que ganhei de dia das mães, que tem cheirinho de lavanda e foi feito pelas mãozinhas abençoadas do meu caçula. Mal não há de fazer, né?
Lembrei de tudo isso porque me peguei pensando numa amiga que, de vez em quando, apelida as pessoas de "zóio de lula" e eu acho graça. Só não gosto quando ela faz isso e meu bolinho cai no chão no minuto seguinte (xô, olho gordo!).
Mas, fala se os olhos da gente não crescem ao ver umas zoiudas tão bonitas assim como as corujinhas recém-chegadas na lojinha?

Olhos grandes (e do bem) como esses só se for dessa outra moça zoiuda!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Inesquecível

O aniversário dos filhos grandes foi há uns dias. E junto com os quinze anos veio o conflito de gerações: mamãe e papai festeiros querendo farra, filhos caseiros firmes na recusa de fazer o gosto dos progenitores. Na verdade, nem posso reclamar, pois sou festeira pras comemorações alheias, mas bem mais reclusa com relação ao meu próprio aniversário.
Durante as negociações, lembrei do primeiro aninho deles. E de todos os erros que incorri naquela festa. Só vou contar aqui porque meus enganos do passado podem servir de exemplo para as gerações futuras.
Então, pais desavisados, nunca, mas nunca mesmo, caiam na conversa da dona do buffet (aliás, não contrate buffet, faça a festa na sua casa, que é um motivo a mais pra fazer algo pequeno), que te enrola dizendo que conhece um palhaço SUPER legal, que faz um show que é o máximo, anima o parabéns e, ainda por cima, cobra bem baratinho.
Só uma mãe muito trouxa cairia nessa. E essa mãe soy yo.
O começo do show até que foi razoável, embora o palhaço tivesse aquela cara de "ai-meu-saco". O cara chegou com roupas normais e armou todo um cenário pra se trocar na frente das crianças; se maquiou e, quando foi se trocar, tirou as calças e estava de cuecas, felizmente. Mas não era uma cuequinha de coração, ou algo assim engraçadinho. Era uma cueca MESMO, com jeito de que havia sido vestida há muitas horas. Daí, claro, rolou um certo desconforto da platéia adulta, que era maioria.
Depois dessa apresentação inesquecível, vieram as pretensas palhaçadas.
Até hoje, me sinto em falta com as tias e primas platinadas que o maldito ofendeu com uma lista interminável e ofensiva de piadas de loiras. E morro de vergonha só de lembrar que ele abordou meu orientador, um sujeito bem formal, perguntando se ele queria ver o pinto do palhaço. Meu professor, todo constrangido, disse que não mas, mesmo assim, o bobão tirou do bolso um docinho que tinha pego na mesa, em formato de passarinho. E ainda enfiou o quitute na fuça mais que horrorizada do outro, enquanto fazia "piu" sem parar!
Como se não bastasse o embaraçoso show de horrores, acho que sou culpada pelo trauma do meu filho que, por anos, apertou mais forte a minha mão diante de outdoors anunciando a chegada de todo e qualquer circo na cidade, ou quando via o cartaz do remake do "Palhaço Assassino", na parede lá do fundo da locadora.
Mas até que fui rápida e aprendi com o primeiro erro que crianças pequenas precisam é da tranquilidade do lar, dos colos mais chegados da vovó/vovô, tios e padrinhos. Festa grandes são cansativas e um tanto assustadoras. Também aprendi que bebês não precisam ser simpáticos. Forçá-los a ir no colo daquela tia da prima da sua vizinha, que quase arranca a criança dos seus braços para aparecer na foto de família carregando o pimpolho é, no mínimo, traumático. Não faça isso, pois a conclusão óbvia é que se você não aguenta o papo furado da pessoa, o colo dela também não deve ser agradável.
Muitos anos depois, a pequena comemoração de nascimento (percebam que ninguém por aqui falou em festa de aniversário de quinze anos, ok?) da minha filhota e do meu filhotão foram assim, caseiros, só com a família e alguns amigos queridos.
Fiz comidinhas mexicanas (embora o México não tenha contribuído com um belo jogo contra nuestros hermanos argentinos), bolinhos e os tradicionais brigadeirinhos. E foi bom demais. Provavelmente, porque os filhos da gente nunca cresçam, só mudem de tamanho e fase da vida. E continuem inocentes diante de palhaços perigosos e senhorinhas mal-intencionadas.

domingo, 27 de junho de 2010

Lá no Tanlup!

Eu fico meio assim sem jeito, meio corada que nem menina nova, mas tenho que confessar que adorei a proposta de ser a loja da vez lá na Calçada da Fama, do blog Tanlup!
Então, tô de mal se vocês não forem conferir!

terça-feira, 22 de junho de 2010

WP #6: porta-trecos


Eu sou do tipo que junta tranqueira. Quinquilharia é comigo mesmo. E também adoro tranqueiras para estocar outras tranqueirinhas. Então, latas e vidros bonitos fazem a minha alegria.
Aí, olhando pros lápis de costura espalhados pela bancada, achei que precisava de um porta-trecos novo para acomodá-los. E foi a desculpa perfeita pra mais um weekend project!
A ideia foi encapar uma lata de tomates, daquelas mais altinhas. Confesso que não sou muito fã de decoupage, então decidi que faria um tricô circular.
Na falta das agulhas apropriadas, aquelas usadas para se fazer meias, peguei emprestado 5 palitos do jogo que o caçula ganhou na festa junina no último sábado. Montei 10 pontos em cada agulha e tricotei em sanfoninha (2 meia; 2 tricô) por 5 carreiras:
Depois, passei para o ponto meia por 21 carreiras e finalizei com 10 carreiras em sanfoninha:
Para dar um charme extra, bordei um coraçãozinho pink (ando com mania de coração, né?), seguindo os pontos do tricô:
Et voilá, ganhei um porta-lápis novo:
Para quem está começando no tricô, não é necessário fazer com as 5 agulhas. Um retângulo com as laterais costuradas formando o "canudo" também vale.
E pra quem quer aprender, as aulas vídeo do sempre amado e reverenciado superziper são perfeitas, começando lá pela primeiríssima, que ensina a montar os pontos na agulha.
A Natália, do natzfirefly, deu vida nova a um vasinho de flores de tecido encapando-o com crochê. E ainda combinou com os pompons do berço da sua Cerejinha (uma dos projetos craft for babies que mais adoro). Ficou lindo!
Então, vambora encapar as latas de tomate enquanto digerimos a macarronada do domingo, amiga dona-de-casa?

domingo, 20 de junho de 2010

Deu bolo: cupcake de cenoura e laranja

Num dos dias intermináveis da última semana, fiz uma coisa que faço quando não estou lá nos meus melhores dias: assisti Amélie Poulain pela milésima vez. Aqui em casa é motivo de piada, mas eu não ligo.
Lá pela metade do filme, me dei conta que tinha esquecido de uma coisa importante: a manhã seguinte seria dia de lanche coletivo na sala do caçula e era a minha vez de alimentar 25 bocas famintas.
Não deu tempo nem de me lamentar. Eram quase 23h e corri pra cozinha, coloquei os ingredientes para o pão na máquina, lavei frutas variadas e, me sentindo muito ousada, comecei a fazer esses cupcakes pela primeira vez, contrariando minha própria regra de não testar novas receitas em situações desse tipo.
E o rasgo de coragem valeu a pena: em duas fornadas e meia, obtive bolinhos muito perfumados, fofinhos e de massa levemente úmida. Guardei dois para a foto, mas pretendo repetir a receita em breve.

Cupcakes de cenoura e laranja
rendimento: cerca de 12 bolinhos
xícara medidora de 240ml
Ingredientes:
08 colheres (sopa) de manteiga molinha, quase derretida
1/2 xícara de açúcar mascavo, apertadinho na xícara
suco e casca bem raladinha de 1 laranja
2 ovos grandes batidos
175 grs. de cenoura ralada (para duas receitas, usei 3 cenouras)
1/4 de xícara de avelã picada (usei lascas de amêndoa)
1 xícara de farinha de trigo peneirada
1 1/2 colher (chá) de fermento em pó

Prepare 12 forminhas de papel na assadeira. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Bata a manteiga, açúcar e casca de laranja até ficar clarinho e fofo. Junte os ovos aos poucos, batendo após cada adição. Junte a cenoura ralada, as amêndoas e o suco de laranja, raspando os cantos da tigela com uma espátula.
Peneire a farinha e o fermento, incorporando com cuidado à massa. Coloque nas forminhas e leve ao forno por mais ou menos 25 minutos, ou até que estejam corados e firmes ao toque (o teste do palito também funciona bem).
A receita sugere uma cobertura de mascarpone mas, particularmente, acho desnecessário. Os bolinhos já são úmidos e gostosos, mesmo sem cobertura.
Bom domingo!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bolo, livros, tecidos e uma gaveta

Essa semana começou com um azedume particularmente difícil de engolir. Tudo doeu mais, tudo incomodou mais.
Na segunda, já me senti cansada logo cedo e depois culpada por ter dormido um pouco mais. Na terça, veio aquela sensação de impotência frente aos grandes e insolúveis problemas do mundo, somados a uma dúvida atroz sobre o cardápio do almoço. Claro que na quarta, tudo estava sem gosto e sem graça. E eu sem vontade nem de sal, nem de açúcar.
Mas eis que meu menininho apareceu por três vezes na janela do ateliê com a cara pidonha mais linda do mundo, pedindo pra fazermos bolo de chocolate juntos. Totalmente irresistível, até numa semana particularmente azeda. Entre farinha, ovos, manteiga e chocolate não encontrei a solução perfeita para a questão palestina. Mas a semana ficou mais doce.
E pude folhear os livros novinhos recém-recebidos com a vontade aguçada, como deve ser.
Até uma tarefa boba que eu adoro e havia adiado teve um gosto melhor ainda: lavar e passar os tecidos novos, fazendo uma pilha cheirosa e colorida, enquanto pensava no que fazer com eles.
Talvez o segredo para dias assim esteja em não "queimar a mufa", como diz a minha mãe, pensando tanto nos grandes problemas, nem se concentrar no cansaço estressante de não encontrar soluções mágicas, nem saídas estratégicas. De quando em quando, uma pequena trapaça (a de enfiar os problemas provisoriamente no fundo da gaveta) tem o poder de trazer algum equilíbrio, ainda que momentâneo.
E, nesse caso, as pequenas alegrias podem ser um ótimo coadjuvante.
=)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

WP #5: pijama do amado


E lá se foi mais um dia dos namorados junto do meu consorte (palavrinha engraçada, né? parece coisa de cartomante!). O fato é que o romantismo passou longe, pois os planos iniciais de cinema e jantarzinho a dois tiveram que ser substituídos por MacLanche Feliz e busca a três por um tal de Gormitz. E, claro, todos os lugares razoáveis pra se comer dentro do shopping estavam lotados.
Não faz mal. Cumprimos a função de pais junto com nosso caçula, que chegou em casa roncando. Daí, acendemos a lareira e assistimos um filme, só interrompido pela telefonema dos filhos grandes que estavam no teatro.
É, colegas, a vida muda!
Mas, ainda assim o amor é lindo. E meu namorado de muitos anos merecia ganhar um presente quentinho.
Há tempos, quase todos os meus presentes são feitos por mim. Dá pra imaginar que, com três filhos, a quantidade de festinhas por aqui sempre foi grande. Então, esse é um hábito antigo, bem anterior ao ateliê.
E, além da óbvia economia, acho que o carinho extra também fica evidente, embora já tenha visto um nariz torcido pra um presente meu (pior pra dona do narizinho arrebitado, que nunca mais ganhou belezuras).
Enfim, resolvi fazer um pijama de flanela pro marido. Para isso, sequestrei uma calça de um pijama antigo, que ele considera confortável, e tirei o molde: Nessa hora, a falta de experiência me fez lembrar da Nigella Lawson e um trecho da sua receita de creme brulée que fiz outro dia: "se vc for medrosa, cozinhe em fogo baixo". Como não tenho medo de flanela, nem de tesoura, segui sem medo as instruções da minha mãe, que me ensinou como fazer o molde: virei a calça do avesso e embuti uma perna dentro da outra. Tirei o molde da parte de trás, que é mais alta. Depois, fiz o mesmo com a parte da frente.
Aqui, vale lembrar que é necessário deixar margem para a costura, barra e cós, que precisa de uma margem maior (deixei 3 cm) por causa do elástico.
Molde tirado, é só costurar as partes, tomando o cuidado de arrematar tudo com zig zag, porque a flanela desfia. Fácil.
Comprei 1,5m de flanela, mas acho que 1,30 é bem razoável, desde que seu marido, querida leitora, não seja o Kobe Bryant.
Para completar, achei que o meu amado precisava de algo a mais e customizei uma camiseta branca com alguns pedaços da mesma flanela da calça:

Para a camiseta, cortei o punho da gola e da manga e substitui por um corte de viés do tecido. Na frente, antes de costurar o viés do decote, apliquei uma tirinha dupla de flanela, arrematada com um botão simples.
E aí está: um presente bacaninha exatamente do jeito que marido gosta (ou seja, sem tirar o cartão de crédito da carteira, hehe).
Sei que o dia dos namorados já passou mas, levando em consideração o frio que anda fazendo, ainda dá tempo de presentear algum ente querido com pouca grana e algum empenho.
Boa semana!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Deu bolo: cupcake de morango

Finalmente consegui me encontrar com a queridona Paula, dona da loja imaginária mais doce do pedaço. E recebi em mãos meu glamouroso, delicioso e lindo livro, prêmio daquela promoção de aniversário, lembram?
Depois de devorá-lo com os olhos, achei que era hora de colocar em prática algumas das delícias. Como não sou de guardar as calorias todas só pra mim, vou dividir com vocês, leitores amados, as receitas e observações a cada execução. Ou seja, senta que lá vem coluna nova no blog: deu bolo!
Comecei com uma receita de morangos, porque eles andam irresistíveis nessa época do ano, carnudos, vermelhos e com bom preço.
Fiz a receita do bolinho seguindo direitinho as sugestões da tia Martha mas... empaquei na cobertura. Muita manteiga no tal do buttercream, até para uma eterna apaixonada pelo pãozinho quente cheio de manteiga derretida (sorte que a padaria mais próxima fica a 8km de casa). Não rolou.
Então, minha primeira solução foi essa ideia simples e linda da Chris Campos, do salve, salve amado e idolatrado Casa da Chris:

A receita rende bem (24 cupcakes), e pude colocar em prática uma outra vontadezinha que tive, a de fazer uma cobertura com gosto de cheesecake, usando cream cheese. Cheguei a perguntar pra mestra Paula, que me disse que ficaria molenga demais. E, de fato, ficou. Mas ficou bããão, bem do jeito que eu imaginava:
E os bolinhos: E, claro, a receita:

Cupcakes de Morango
rendimento: 24 bolinhos grandes
xícara de 240 ml
Ingredientes:
3 1/4 de xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
1 xícara de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
2 1/4 de xícara de açúcar
1 1/2 colher (chá) de extrato de baunilha
3 ovos inteiros mais uma clara
1 xícara de leite
2 xícaras de morangos finamente picados (cerca de 20 morangos), e mais alguns para enfeitar
Modo de Fazer:
Preaqueça o forno a 180 graus. Coloque as forminhas de papel nas formas de cupcake (se não tiver, use forminhas de empada).
Peneire a farinha, fermento e sal juntos e reserve.
Bata na batedeira em velocidade média a alta a manteiga, depois junte o açúcar e o extrato de baunilha. Junte os ovos um a um, batendo a cada adição e raspando os lados da vasilha com a espátula quando for necessário. Junte a farinha em duas vezes, intercalando com o leite.
Incorpore os morangos com a espátula, sem usar a batedeira.
Encha 3/4 de cada uma das forminhas e leve ao forno por cerca de 25 minutos (o truque do palito também se aplica a cupcakes!).
Depois de assados,deixe esfriar e retire as forminhas da forma.
Cobertura Cheesecake:
1 caixinha de cream cheese
1/4 a 1/2 de xícara de açúcar de confeiteiro
2 a 3 colheres de geléia de morango
Peneire o açúcar e incorpore ao cream cheese. Junte a geléia e leve para gelar. Cubra os bolinhos, enfeitando com os morangos frescos ou ofereça num potinho, para que cada um se sirva.
Para comer juntinho com o ser amado. Afinal, amanhã é dia de amor e carinho extras!
E fala se dá pra resistir?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

WP #4: pizza

Meu último final de semana literalmente acabou em pizza. Depois de dois dias em SP, um deles naquele bazar charmoso que contei antes, tive o aniversário do meu afilhadinho querido.
E a comadre colocou em prática uma ideia que vimos num outro niver e achamos o máximo: contratou uma equipe para fazer pizza para e com as crianças!
Então, o weekend project do último findi foi assim, cheio de mãozinhas fofas cozinhando, servindo e brincando:



Assim como eu acredito que os melhores mimos são aqueles que a gente prepara e pensa com carinho, senti que com as festas acontece a mesma coisa. E ensinar isso aos pequenos já é um presente.

terça-feira, 8 de junho de 2010

São tantas emoções...

(Paty Mimmos num raro momento em que se deixou fotografar)

Nem Roberto Carlos inteirinho de branco cantando Meu querido, meu velho, meu amigo daria conta das emoções do último final de semana. É sério, gente!
Fiquei super feliz com os velhos e novos amigos que foram lá no bazar ó gente. E correria o risco de esquecer alguém, então fica o meu agradecimento geral a quem foi e prestigiou e a quem mandou boas vibes de longe. Sim, porque pra cada cotovelo roxo e dolorido tem, no mínimo, uns três amigos entoando mantras mentais de paz e amor. E a gente conta mesmo é com a força dazamiga!
Mas, entre tantos agradecimentos de coração, ressalto alguns:
Minha simpatia eterna para as leitoras do blog que compareceram para conferir minha baixa estatura ao vivo ou, simplesmente pra dar aquele abraço;
Toda a gratidão do mundo pra uma família nipônica que me recebe e acolhe no aconchego do lar, o apê mais charmoso do Brás. Sem vocês, nada disso teria tanta graça assim, obrigada;
E um hip, hip, hurra todo especial para a Rosy Macqueen, que organizou o evento e pra Lili, dona do charmoso drosophyla.
Valeu!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ó Gente!

Vai ter muita barraca boa nesse arraial, sô!
Vai ter mimos da Paty, meiosos da Maricotinha e até o début jujubento do tio-marcamaria-faso!
Eu e esses fofos também iremos:
A primeira edição do ó gente foi linda. E a segunda promete!
Espero ocêis lá, sô!

terça-feira, 1 de junho de 2010

WP #3: um faça-você-mesmo do amor!


E eis que começa junho: pinhão, fogueiras, quentão, dia dos namorados e... Copa do Mundo!
Se vocês ainda não perceberam, a Copa começa bem no final de semana do dia dos namorados, só pra testar o amor e a paciência das moçoilas apaixonadas!
Eu, que já sou macaca velha e não boto a mão em cumbuca, nem penso em competir com a seleção brasileira. Ainda mais depois que marido me mostrou o depoimento que um amigo-sofredor, ooops, torcedor, escreveu no próprio Orkut: "eu AMO o Botafogo e TORÇO pra minha mulher".
Enfim, num casamento tem perguntas e testes que é melhor deixar passar.
Mas, mesmo com uma concorrente imbatível, não custa nada dar uma forcinha pro romantismo, né?
Pra todo lado que olho, só vejo coraçõezinhos (alguns em verde amarelo, é verdade). E fica quase impossível não se deixar contagiar pelo clima amor, i love you.
Como eu tinha que fazer um fio de bandeirolas pro próximo bazar, que vai rolar em clima junino, aproveitei pra juntar os temas e fiz bandeirolas de coração.
Lembram daquelas menininhas de mão dada que a gente recortava numa tira longa de papel quando criança?
Pois é, pensei em reproduzir em tecido. Olhem só:
Cortei uma tira dupla de um tecido fino, na largura do corte (1,40m). Para evitar que o tecido desfiasse e para facilitar o corte, passei cola diluída em um pouco de água. Usei um pincel largo, sobre a placa de corte, que é lavável. E liberei minha criancinha interior que ama trabalhinhos da terceira série (a lambança foi boa!).
Deixei secar a tira melequenta pendurada pra não encostar em nada. Notem a participação especial do Scooby Doo, todo blasé ali atrás, em cima da mesa!
Depois de bem seco, é hora de dobrar o tecido e desenhar o coraçãozinho (ou outra desenho simples qualquer). Achei que, por ter usado o tecido dobrado, a tira ficou grossa, o que dificultou na hora de dobrar e recortar. Então, fiz o corte por partes:
Depois, acertei as rebarbas e pedacinhos tortos com o fio de bandeirolas já aberto:
Para pendurá-las, fiz um furo e coloquei um ilhós de cada lado:
Pendurei as bandeirolas amorosas na minha janela, pra dar um clima love is in the air até o dia dos namorados, mas acho que ficaria bem legal num cenário doméstico, como uma café da manhã romântico. Que tal? Em tempo, quem for reproduzir, me manda o link ou mostra a foto?