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sábado, 31 de julho de 2010

Pistache: uma (ou muitas) paixão(ões)!

Eu adoro cozinhar. Mais que isso, adoro ler sobre o assunto, ver programas, comprar gadgets de cozinha. E, junto com tudo isso, tem os ídolos. Aqui em casa, filhos e marido tiram sarro da minha admiração pelo Jamie (o Oliver, claro) e pela Nigella.
Do primeiro, eles dizem que é só pode ser pelo sotaque inglês, pois na vida real "a mamãe nunca comeria a comida de um cozinheiro babão e lambão, que cospe enquanto fala e limpa a boca no pano de prato".
Perdigotos à parte, acho o jeito dele cozinhar o máximo e acabei de declarar meu amor culinário aqui, nesse blog adorável. E ainda tem o fato do cara ter uma horta e, se é marketing ou não, nem me interessa, plantar e colher verduras lindas e frescas tem algo de bucólico e encantador.
Aos sábados, adoro a horinha antes do almoço, em que assisto os programas dos dois ídolos e venho inspirada pra cozinha. Já fiz de pronto algumas receitas que tinha acabado de ver e fizeram sucesso. Hoje, aproveitando que os homens viajaram para um final-de-semana duplamente masculino (futebol e pescaria, que graça tem?) e fiquei eu e minha princesa em casa, pensei em fazer um ensopado de lentilha com carne, que ambas gostamos. Infelizmente, fui checar e achei o pote vazio; pensei em substituir por grão-de-bico (o marido fez a maravilhosa descoberta do grão-de-bico em tetra pack, que é uma mão na roda, já que o grão seco demora horas pra cozinhar). Decepção de novo: acabou.
Enfim, enquanto penso na questão fundamental do que fazer para o almoço, lembrei de uma outra paixão olhando para a despensa: pistache. Ainda tenho meio vidro desse grão verdinho que eu tanto amo, apesar de ter usado em duas receitas nessas férias, que vou compartilhar aqui.
Não sou das mais chocólatras e diante de uma vitrine de doces, minha primeira escolha nunca é por chocolate: se tiver alguma sobremesa envolvendo nozes, pistaches ou damasco, provavelmente será essa a escolhida, seguidos de maçã (fruta que prefiro cozida, quase sempre), morango ou algum cítrico. Chocolate fica com a medalha de bronze, portanto!
Ainda assim, quando vi essa receita no chocolatria, quase babei no teclado: pistaches e cranberries afundados numa massa puxa-puxa de chocolate é pra comer nas nuvens, né não?!
E essa semana, apesar da dieta sem doces pós-férias, tive visitantes ilustres para o almoço. Nossos amados amigos e ex-colegas de república da graduação vieram aqui!
Foi uma tarde de muitas risadas, muitas lembranças queridas, e outras nem tanto, sobretudo quando entrava na roda a minha braveza juvenil... uma horas dessas, eu conto sobre o passado que me condena, prometo.
Mas o fato é que eu precisava de uma sobremesa rapidinha pra depois do almoço. E escolhi de novo os pistaches, agora num brigadeiro mole que foi feito pela minha filhota:
Irresistível, não? Embora não resolva a minha questão do almoço!
Brigadeiro de pistache (de colher)

1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 xícara (chá) de pistache sem sal moído, alguns inteiros para enfeitar se quiser
1 lata de creme de leite sem soro.

Faça o brigadeiro como de costume: leve ao fogo o leite condensado, manteiga e pistache. Quando engrossar (mas sem dar ponto de enrolar), tire do fogo e mexa mais um pouquinho para esfriar. Junte o creme de leite, misture e coloque nos copinhos.
Simples assim. Gostoso assim!

Bom sábado a todos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

WP #7: cortina da cozinha

Não sei de vocês, mas eu estava com saudades dos meus pequenos projetos caseiros. Simplesmente não tive tempo de criar nada além de detalhes dos aniversários dos filhos nessas férias.
E já tem um tempinho que queria trocar a cortina da minha cozinha, que estava com uma das tiras rasgada, além do tecido fininho ter desbotado muito com o sol. Uma pena, porque era linda.
Mas nada nesse mundo é eterno, nem insubstituível. E quando eu encasqueto que quero trocar alguma coisa e me ponho a pensar em como, de que e quando fazer, fatalmente algo legal vai esbarrar no meu caminho.
Eu não conhecia a madame mo. Já tinha visto imagens net afora, mas nada assim, "olhando com as mãos". E quando minha amiga apontou em êxtase uma prateleira na simpática japonique, me cutucando e falando "olha, madame mo!", eu fiz meu ar mais blasé pra não parecer por fora.
Apesar de ter comprado um tecido branco um par de horas antes com a intenção 'cortina' em mente, caí de amores de cara por esse bandôzinho. E não é pra menos, pois a marca tem aquela pegada japa que eu adoro. Até a embalagem é linda, daquelas pra guardar.
Nem o tamanho menor que as janelas da minha cozinha me impediu. Na hora em que decidi pelos peixes gorduchos, lembrei de uma tecido que estava na sacola (doce destino!) e que combinaria perfeitamente com a estampa. Fiz um aumento dos lados e em cima (resolvi não fazer barrado, porque prefiro as cortinas da cozinha mais curtas, como um bandô mesmo, já que uso o batente da janela pra apoio). Ficou assim: Ainda preciso impermeabilizar o tecido (seria uma judieira deixar os peixinhos fofos pegarem gordura, né?), mas achei que a luz da cozinha ficou bonita com o filtro avermelhado:
E aí do outro lado? Como é que são as janelas das cozinhas de vocês?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sex and the city? Naaah! Sax and the cajueiro!

Então foi assim: arrumamos nossas matulas e seguimos rumo ao Nordeste, pra encontrar um pouco de sol, praia e mar. O primeiro destino foi João Pessoa, minha capital nordestina predileta até o momento (quem quiser me convencer do contrário, pode mandar as passagens que talvez eu mude de ideia!).
Tranquila e hospitaleira tal como eu e marido nos lembrávamos, a cidade conquistou também o coração dos meus filhos, que adoraram passear na orla de bicicleta (achei o máximo que agora é possível alugar as magrelas por celular e sair pedalando), tomar sorvete e, claro, conhecer as lindas praias.
Nossas eleitas foram a Praia do Coqueirinho, no litoral sul e a Ilha da Areia Vermelha, em Cabedelo, litoral norte. Essa última "aparece" na maré baixa a cerca de 1km avançando no mar; a parte chata é ter que ir de barquinho, coisa que não me agrada muito, mas vale a pena. O grande banco de areia avermelhada, cercado de corais tem um quê de paradisíaco. E o almoço é garantido pelos bares-barquinhos que atracam por ali.
Mas o passeio muito aguardado da galera aqui de casa era mesmo ir ver o pôr-do-sol na Praia Fluvial do Jacaré, também em Cabedelo.
Funciona assim: todos os dias ao pôr do sol, um músico local sai de barquinho de um dos bares, numa quase cerimônia, e toca o Bolero de Ravel. Se você só consegue pensar na música associando a imagem da Bo Derek de trancinha saindo do mar lá no baú nos anos 80, precisa ir correndo até a Paraíba pra ver o mini-espetáculo diário (acreditem se puder, eu já vi duas vezes).
Essa foi a apresentação 3529, se não me engano. E enquanto o sol caía lindamente "sobre" o Rio Paraíba, ainda pude me fartar de comer lagosta (embora o caldinho de polvo também seja delicioso), iguaria barata por ali, já que o estado é um grande produtor do bichinho.
Cada cidade tem suas peculiaridades, é claro. Mas acho que o combo pôr-do-sol mais bolero de ravel ao sax, tocado por um cara que é a cara do Mestre dos Magos, está entre os Top 10 dos passeios mais pitorescos de todos os tempos, quase empatado com o nosso segundo destino, no estado vizinho, para pagar uma antiga promessa feita há cerca de um ano atrás pros nossos adolescentes.
Então, alugamos um carro e seguimos rumo a Natal. Mais turística, cara e agitada que João Pessoa, a capital do Rio Grande do Norte até parece ser uma cidade maior, embora tenha mais ou menos o mesmo tamanho. As praias também são lindas, porém menos sossegadas. Por lá, uma novidade que espero que não desça até aqui foram os carrinhos que, de longe, parecem de sorvete, mas guardam caixas de som, todo tipo de cd pirata e a inscrição em letras coloridas: "alugo som"!
Sortudos que somos, nem precisamos desembolsar os cinco contos do aluguel. Um vizinho de guarda-sol nos fez o favor. E foram horas de praia ao som de axé music remix em elevados decibéis...
Porém, como promessa é dívida fomos conhecer o tal maior cajueiro do mundo, em Pirangi. Gente, o negócio é grande mesmo, só vendo pra crer:

Como "qualquer" família, programa inusitado é conosco mesmo. E se você, leitor dos confins do Brasil, tiver alguma sugestão insólita pro nosso Top 10, mande djá pra gente ir programando as próximas férias!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mais novidades fresquinhas!


Bolsa tiracolo das amadas matrioshkas e bolsinha de mão roxa.
Logo mais, adivinha onde?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lar, doce lar!

Nos últimos dias, troquei o frio com chuva cinzento daqui do Sudeste por dias alaranjados de tanto sol, coloridos com tons de azul indo do celeste para o puro acqua do mar, entremeado com o amarelo da areia fofa de afundar os pés, toda pintada de muitos e multicoloridos guarda-sóis. Cores puras, de encher os olhos e a alma! Dias de alegria, de brincar com os filhos, passear, comer, descansar mais um pouquinho e comer de novo. Ainda preciso organizar as fotos e contar um pouquinho dos passeios inusitados que fizemos entre os momentos de descanso e comilança.
Mas voltar pra casa também é uma parte boa da viagem. Ter sua cama esperando (mesmo que você tenha que arrumá-la todo dia de manhã) é puro aconchego.
Confesso que já estava com saudades!
E, aproveitando a volta pra casa, tenho casinhas e uma coruja pra mostrar:


Essas foram lá pra Haus Design de Botucatu, mas você pode encomendar a sua lá na loja.
Logo, logo eu volto, com outras novidades.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ingredientes pra uma boa festança...

No momento, me sinto entre a pressa e o cansaço. Cansaço por conta de um semestre produtivo, porém interminável. Pressa porque amanhã sairemos em férias rumo ao sol!
De qualquer forma, as imagens da festança do caçula valerão pela postagem lacônica, tenho certeza.
Boas férias!











quinta-feira, 8 de julho de 2010

Festa em família


Chegou julho. E com o mês de férias, muita comilança, amigos em casa, noites prolongadas, alguma preguiça. Mas antes de depositar os pezinhos na areia pro merecido descanso, um grande evento acontece aqui em casa: o aniversário do caçula.
Vovó, papai, irmãos e eu estamos empenhados na tarefa de atender ao desejo do aniversariante: uma festa de kung fu com pizza. Claro, nascido nesta família o menino só poderia ser mesmo muito imaginativo!
Enfeite, roupa estão prontos. Lembrancinhas começam a ser preparadas no momento em que vos falo. E, mais tarde, brigadeiros serão enrolados e bolinhos sairão do forno para a animada festança de amanhã.
Mas a data mesmo foi ontem, comemorada em família num café da manhã com a preferida do pequeno: torta de maçã do papai, que quase nos enlouqueceu com o cheiro inebriante de maçã e raspinha de limão, lá pela uma da madrugada (afinal, não basta ser pai, tem que ir pra cozinha!):
Ontem, meu pequeno era só sorrisos com tanto agrado. Chegou a dizer que estava paralisado, logo que recebeu um pacote vindo pelo correio, com o tão desejado jogo/livro de monstros mitólogicos, presente dos padrinhos. E, pro nosso deleite, pediu pra almoçar no japa, especificando que queria "aquele" que serve um "salmão assim-assim"...
Menino esperto, que cresce sorrindo em seus devaneios de criança e nos faz tão, mas tão felizes... que nos faz rir com suas perguntas meio malucas e suas indagações filósoficas sobre as coisas do céu e da terra (tenho sempre a impressão de que você já veio com todas as respostas e só quer conferir)... que brinca sozinho, em cima da casinha... que lê gibis e livros cada vez melhor, apesar da letra H não ter a mínima lógica... amamos você muito profundamente!
Feliz aniversário!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Casinha de menina

Desde muito pequena, meu sonho era ter uma casinha daquelas que a gente desenha quando menina: uma portinha, janelinhas, cerquinha florida, arvorezinha, chaminé. Tive a sorte de realizar o sonho e realmente adoro minha casinha simples de desenho infantil. Não tem lugar melhor nesse mundo!
E pra traduzir em pano meu sonho de menina, comecei com a portinha: Depois, as janelinhas em cima da cerca:
Pintei as paredes de verde. A árvore ficou de fora, mas enchi o telhadinho de mini-macieiras:
A minha casinha de adulto tem chaminé, que ficou faltando nessa peça piloto. Mas quem sabe a próxima não ganha uma no alto do telhado, pra aquecer algum sonho de menina?
Beijos e bom findi a todos.