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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Algumas mancadas e uma espiadinha...

Hoje eu acordei com o pé esquerdo. Pior, acordei muito cedo com o pé esquerdo e, ainda por cima, acordei o marido e o caçula. Sei lá por que, achei que hoje era o primeiro dia de aulas dele. Levantei, fiz lanche, arrumei mochila, roupa, até apontei lápis e guardei no estojo, bem bonitinho.
E lá fomos nós pra escola. Nós e o porteiro, porque não tinha mais ninguém quando chegamos. Como diria minha avó, fiquei com cara de tacho. Ou de cachorro que soltou pum dentro da igreja e depois percebeu que a missa ainda não tinha terminado (minha avó tinha umas tiradas muito boas!).
Acho que sou do tempo em que as aulas eram que nem dieta e tinham as segundas-feiras como data fixa pra começar.
Claro que eu não sairia ilesa dessa. O povo aqui de casa já me encheu o saco, riram até da mãe maluca. E eu tive que me manter resignada, com cara de quem deu mancada mesmo. Fazer o que?
Mas ao longo do dia, qualquer mancadinha virou pretexto pra zoação. E hoje minha mão estava particularmente podre, mas nem vou contar aqui, por puro desânimo.
Só para constar: além da gripe e da dor de garganta que me acompanham desde semana passada, ganhei de brinde uma herpes no nariz e uma dor no olho que temo ser uma conjuntivite.
Será que não tem uma diarreiazinha pra acompanhar também? Ou alguma pereba?
Humpf!
Enfim, eu devia mesmo era ter dormido até mais tarde ou, pelo menos, voltado pra cama. E hoje não vai ter projetinho de final de semana (de novo), porque fomos pra casa da sogra.
Mas, como ainda sou boazinha apesar das marcas da vida, vou mostrar um pedacinho do próximo lançamento Ana Sinhana, ainda em fase de criação: Se tudo der certo, logo mostro o resto.
Por enquanto, vou ali tomar um banho de sal grosso e procurar uma benzedeira nos classificados.
Boa semana!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Na cozinha: pipoca!

Vou contar um segredo: não sei fazer pipoca na panela direito. Sempre queima, fica um tanto de piruá no fundo, e dá um trampo lascado pra limpar depois. O pior é que as pipocas de microondas, por mais práticas que sejam, são cheias de sódio, fora aquela essência de manteiga que deixa o microondas fedido por um tempão.
O pipoqueiro oficial da casa é o marido. E foi ele quem apareceu com a receita supimpa, que ouviu no rádio junto com um grande interessado no assunto: nosso caçula doido por pipoca!
Fotografei o passo a passo do marido da receita mais simples, eficaz e light que já vi de fazer pipoca:
Você vai precisar de um saquinho de papel kraft, daqueles de pão da padaria, e de meia xícara de milho de pipoca. Faça uma dobra de mais ou menos 1/4 no fundo do saquinho; coloque o milho de pipoca sem preencher a parte da dobra. Feche o pacote com umas três dobrinhas e coloque sobre um prato (clique nas fotos pra ver melhor): Leve ao microondas na potência alta. O tempo necessário depende de cada aparelho. Aqui em casa, marido testou e chegou aos cinco minutos como tempo ideal pra estourar tudo (dá tempo até de fazer uma dancinha feliz enquanto o milho estoura!). Depois abra o pacote com cuidado, porque fica muito quente. Aí é só servir com o par perfeito da pipoca, o chá mate com limão e gelo. Ou, pra quem preferir, também vale um guaraná bem geladinho. Se tiver um filminho bacana pra completar, a sessão da tarde de férias vai ficar melhor ainda, mas hoje o caçula preferiu um livro dentro do seu atual brinquedo favorito: duas enormes caixas de papelão! Ver o pequeno se divertindo com coisas tão simples só me dá mais certeza ainda de que é preciso pouco pra fazer uma criança feliz!
Ah, também dá pra fazer a versão plus, adicionando tequinhos de manteiga ao pacote.
Enjoy!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Novos jogos


Jogos novos, em outras cores. Lá na loja!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Miau, miau!

Lá na loja.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pequenas alegrias domésticas: luzinhas de fruta

Sabem aquela máxima que diz que amor de verão não sobe a serra?
Pois, é, o Natal passou, a euforia do ano novo se esvaiu e a fatura do cartão de crédito venceu (ai!). E nem tudo dura mais que uma temporada, exceto as minhas manias.
Como eu sou uma pessoa obstinada, ganhei as luzinhas em dezembro e pretendo deixá-las iluminar minha cozinha ao longo do ano. Ou até que eu me canse e mude tudo.
Então, "que seja eterno enquanto dure"...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Na cozinha: purê de framboesas e uma geladeira nova

(café da manhã de hoje: granola, iogurte e purê de framboesa)

Segunda semana de um ano novinho em folha. Depois de tanta festança, 2011 finalmente parecia ter começado, com muita animação na faxina, nas novidades pra casa e muitos planos. Mas eis que surge um barulho esquisito vindo da cozinha, na noite de sábado. Era nossa geladeira, dando os primeiros sinais de aposentadoria.
Entre achar um técnico pra nos dizer que não tinha mais jeito porque a rebinboca da parafuseta havia quebrado pra sempre até a chegada da nova, foram cinco dias de sacos de gelo comprados no posto de gasolina, muita comida extra na mesa e mais um tanto jogado fora, já que o freezer que usamos de vez em quando resolveu pifar também.
Não vou dizer que a revolta dos eletrodomésticos foi levada na boa. Um carnê novo no mês dos impostos não é bolinho. E embora eu ache essa coisa de ser grata, boazinha e politicamente correta o tempo todo uma chatice, tentei não reclamar tanto. Antes de abrir a bocona, melhor lembrar dos últimos noticiários, né?
Então, enquanto marido fazia a limpa, prometi que usaria as framboesas estocadas no congelador, que começavam a descongelar e pintar a pia do fundo de casa de roxo.
Lá pela meia noite, lembrei da promessa. E, só porque o ano mal havia começado, resolvi me levantar e ir pra cozinha.
Era uma boa quantidade de framboesa, que eu e as crianças colhemos desde setembro. Resolvi fazer um purê, mais rápido que uma geléia e um pouco mais demorado que uma calda.
Levei as framboesas descongeladas pra panela com um pouco de açúcar. E marido apareceu pra ajudar (ele sempre aparece! e sempre ajuda!). Deixamos na panela até reduzir o líquido e engrossar um pouquinho. Então desligamos o fogo e tampamos a panela até o dia seguinte. Como as frutinhas tem muitas pequenas sementes, de manhã bati tudo no liquidificador e passei pela peneira grossa.
Agora tenho uma geladeira nova e um pote cheio do purê mais saboroso e do magenta mais lindo do mundo, pra comer com iogurte, sorvete, bolo ou outra gulodice qualquer.
E mesmo que vc não tenha uma geladeira quebrada, nem framboesas descongelando, dá pra fazer com outras frutas da época.
Enjoy!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

WP/2011 #02: saia de coruja para rodar a baiana

Meu final de semana foi agitado. Teve costura, jogo de futebol, amigos, festa de criança, bolo, comidinhas boas no fogão à lenha e até roda de samba. Aqui, abro o parêntesis pra explicar que eu e samba temos nada a ver mas, pelos amigos a gente faz tudo.
E a amiga pra quem fiz essa saia é uma pessoa muito amada e especial. Engraçado é que nossa amizade demorou pra acontecer, embora a simpatia mútua seja antiga, assim como a cumplicidade. Desde que os nossos filhos estudaram na mesma escola, a gente se encontrava na porta e o papo era sempre bom. Sabe aquela pessoa que faz você se sentir bem?
A Fa é desse tipo. E, mesmo não tendo a menor intimidade, já me vi chorando compulsivamente no ombro dela, num lugar público, coisa um tanto impensável pra alguém com a minha personalidade arredia. Foi um momento delicado. Logo depois, ela também viveu momentos delicados, numa situação diferente da minha, mas com o mesmo contexto e os mesmo coadjuvantes. Mais lágrimas, mais cumplicidade.
Até que a pequena distância entre as nossas casas (somos mais ou menos vizinhas) subitamente se encurtou. Os nossos pequenos ficaram amigos e as idas e vindas de pacotinhos de bolo e potinhos de mel ficou constante.
Na verdade, esse weekend project era pra ser sobre uma calça saruel pra um pirata moderno, que fez aniversário no domingo e é o caçula da Fa. Mas a calça não durou nem o começo da festa: nos primeiros pulos na cama elástica, fez-se um rasgo enorme. Nem deu tempo de fotografar!
Mas como a saia já estava em andamento, ei-la: Fiz a saia franzida, sem exageros, e com fio para amarrar na cintura. E babados de cabeção, por sugestão da minha mãe. Não tenho passo a passo, mas eis algumas dicas:
1) para a parte da cintura, meça o tamanho do quadril e acrescente mais alguns centímetros para dar o efeito franzido;
2) para passar a tira de tecido na cintura, meça e marque o meio da parte da frente e faça uma casa de botão, por onde irá passar a tira. Faça o acabamento e feche esse pequeno cós, para então passar a tira, usando um grampo ou alfinete de segurança;
3) além da tira aconselho a passar também um pedaço de elástico, sem franzir muito a saia. Dá mais segurança na amarração. Para isso, passe o elástico antes da tira e costure bem as pontas para prender;
4) para o babado de cabeção, fiz um arremate e dobrei a extremidade do tecido em 2cm. Passei uma costura com o ponto frouxo (usei o ponto 5 da minha máquina) e puxei uma das linhas com cuidado, formando o franzido. Alfinetei e costurei o babado. Aconselho sempre a fazer duas costuras de franzido, pra não correr o risco de perder o trabalho todo se a linha arrebentar. Enquanto não conserto o estrago da calça do pirata, aí está a saia de babados de coruja, pra minha amiga Fa poder rodar a baiana à vontade!
Boa semana!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fazer o bem sem olhar a quem

Pelo que percebi nos comentários da postagem sobre as arrumações de ano novo, a mulherada tá animada. Então, que tal aproveitarmos esse movimento estendendo a mão pra quem mais precisa?
As imagens que chegam da região serrana do Rio e daqui de perto, no interior de SP são de profunda tristeza e desespero. Toda ajuda é necessária. A cruz vermelha centraliza e distribui doações de todo tipo (roupas, alimentos não perecíveis, dinheiro e voluntariado).
Vamos ajudar um pouquinho? "The love you take, is equal to the love you make".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Arrumações de ano novo, de novo!

Em se tratando de crendices da sabedoria popular, confesso que sou mais do time do Negrinho do Pastoreio do que da turma do Feng Shui. Tenho amigos que curtem e aplicam as técnicas chinesas de equilibrar as energias dentro de casa, mas acabo achando tudo muito pouco prático.
Acredito sim, nas boas energias de uma casa bem cuidada, como cheirinho de lavanda nas roupas de cama e boa comida na cozinha, mas acho que não conseguiria viver de acordo com uma cartilha de arrumação. Até porque a bagunça faz parte de alguns momentos da vida e a intuição me diz que a casa é estado de espírito: se um dos donos é alegre e animado (aqui, esse é o marido), a casa está sempre em festa e cheia de amigos.
E também percebo que quando o trabalho me consome, a bagunça impera em todos os cantos da casa. Fazer o que... há muito que desisti de ser a mulher maravilha.
Porém, confesso que gosto dessa vibe começar de novo que vem junto com janeiro. E tenho me aplicado em colocar as coisas em ordem. Lá no ateliê, o caos se instalou desde novembro. Até tirei uma foto do antes da arrumação, mas nem sei se terei coragem de postar. Muita bagunça.
Senti que não conseguiria realmente começar a trabalhar enquanto as coisas não estivessem minimamente organizadas. E aproveitando um ímpeto de coragem, tirei todos os livros das estantes, joguei papéis velhos fora, mudei móveis de lugar, limpei, arrumei e limpei mais um pouco. Ainda falta arrumar tecidos e aviamentos, pendurar estantes e quadros, mas hoje já consegui trabalhar.
E não é que com o ambiente mais em ordem, as tarefas fluiram melhor? A cada dia, ajeito uma coisinha, como esse cabideiro na lateral do armário: Prometo mostrar mais da arrumação depois.
E já que voltei ao trabalho, tem corujas novas, prontinhas pra voar, lá na loja:
Boa arrumação de começo de ano pra vocês!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Passeio na Luz

Esse ano, nada de praia em janeiro, apesar da gente parecer ilhado a maior parte do tempo, já que a chuva não tem dado trégua. Como eu já disse antes, adoro o sossego de onde moro, mas também adoro saber que estamos a uma hora da capital (coisa mais jacú falar assim, né não?).
Então, semana passada aproveitamos uma ida a São Paulo para um passeio com os meninos. Começamos pelo Mercadão, numa parada estratégica pro almoço. A fome e a gula eram tantas, que nem fotografei. Mas aproveitei pra comprar pistache, ervilha com wasabi, que o marido adora e mais umas coisinhas que talvez rendam uma boa receita.
Eis o restante do circuito, em fotos:
Estação da Luz:
Será que os milhares de pessoas que passam por ali acham esse lugar tão lindo quanto eu, que nunca peguei o trem?
Museu da Língua Portuguesa:
Acho que o pessoal aqui de casa é mais cientista e uma ida repetida ao Catavento talvez fizesse mais sucesso. Ainda assim, vale a visita.
Pinacoteca:



Só pela beleza dos prédios e pela história, já vale o passeio. E, claro, poder voltar pra tranquilidade de casa depois agrada a qualquer caipira.

domingo, 9 de janeiro de 2011

WP/2011 #01: vestidinho de bebê

Confesso que estou aqui que nem uma lagarta no casulo, ainda tentando digerir toda a comilança das festas. Mas já tá na hora de tomar vergonha, né gente?!
No ano passado, foram quinze projetos de final de semana compartilhados aqui. É, eu não consegui honrar a tarefa semanalmente, mas não foi falta de vontade, juro. Senti que 2010 me escapou entre os dedos que nem areia fina.
E já que estamos num momento começar de novo, vambora reiniciar a contagem com um projetinho pra quem tem sobrinha, afilhada, filhota ou alguma bebê fofa por perto? Hoje foi aniversário da filha de uma amiga que está de passagem pelo Brasil. A chuva deu uma trégua, fez uma bela tarde de sol e a festa parece ter sido deliciosa. Como imaginei, só consegui chegar no finalzinho, bem na hora do parabéns, mas levei um vestidinho handmade pra fofa Serena levar na mala e usar lá na Austrália.
Contei com a ajuda da tia da princesinha, que me emprestou um macacão pra ser usado como molde básico, que recortei no papel e passei para o tecido.
Fiz alguns detalhes com zigzag, que acho que dá um ar serelepe, com cara de roupa de criança, e combinei um tecidinho verde com cerejinhas, combinado com outro vermelhos de bolinhas miúdas. Não sei se terei oportunidade de ver a pequena modelo usando o vestido. Mas sabe aquela alegriazinha de criar algo, pensar nos pequenos detalhes, imaginar tudo junto e, por fim, transformar a ideia num presente?
Quem é do mundo craft há de me entender.
E acho que a lagarta está novamente desperta!
Boa semana.

*Atualização: para quem escreveu pedindo um passo a passo, apesar de não ter PAP pronto, nem molde digitalizado, fiz assim:

1) montei a pala como se fosse um babador duplo, com um tecido mais encorpado na parte de dentro;
2) cortei a parte da frente do vestido com 40cm de comprimento e 50cm de largura.
3) tirei um triângulinho de cada lado pra fazer a cava;
4)fiz o acabamento da cava e franzi a parte de cima.
5) para as costas, cortei em duas partes de 40cm por 27, pra dar a abertura.
6) fechei a parte de trás até a metade do corpo, fiz um acabamento na abertura e coloquei botões de pressão, daqueles de roupa de bebê.
Fica mais fácil se vc tiver uma roupinha da criança pra ver as medidas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz 2011!

Que venha mais um ano de paz e amor. E pra tudo que for complicado, que a gente encontre formas criativas de superar com o máximo de leveza e alegria!
Feliz 2011!
ps: os bichinhos de massinha foram feitos a quatro mãos, com o ajudante de 8 anos mais fofo do mundo!