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sábado, 28 de maio de 2011

Chá + bemcasado

Bemcasado (já falei que adoro casamento que tem bemcasado de presente?), chá e um pouco de costura... até agora, a melhor parte do dia. E ainda tem festa na casa de amigos queridos!
Então, bom final de semana.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Deu bolo: maçã e aveia

Ontem eu tive uma visita muito querida aqui em casa. O papo foi muito bom e o tempo muito curto para quem mora tão longe, tanto que nem lembramos de tirar foto. Comprei queijinhos gostosos, vinho e fiz risoto de funghi. E no meio da comilança, rimos muito, falamos muita bobagem e matamos um pouco da saudade.
Hoje cedo minha visita teve que ir embora, infelizmente. Mas antes de levá-la, tomamos café com o bolinho de maçã com aveia que deixei preparado. Esse bolo, bem gostosinho, é uma receita light que a nutricionista que fez meu plano de reeducação alimentar me ensinou, e é feito com farinha de aveia, aveia em flocos e sacarose.
Não vou dizer que mata aquela vontade desesperadora de comer um doce bem doce. É mais daquele tipo de bolo simples e fofinho pro café. E o mais importante: o pessoal de casa aprovou, tanto que é a segunda vez que faço (só que dessa vez coloquei açúcar de verdade).

Bolo de maçã e aveia

3 maçãs descascadas e picadas (usei 4 maçãs Gala, bem miúdas)
3 ovos
3/4 de xícara de óleo de canola
1/4 de xícara de açúcar light (ou 3/4 de xícara de açúcar mascavo)
1 colher (sopa) de canela
1 xícara de farinha de aveia
1 xícara de aveia em flocos finos
1 colher (sopa) de fermento em pó

Préaqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma média de buraco no meio com óleo e farinha.
Com o fouet, bata os ovos com o açúcar. Junte o óleo e a canela e bata até ficar um creme claro. Junte a farinha de aveia e os flocos aos poucos, misturando bem. Acrescente as maçãs picadas e, por último, coloque o fermento em pó.
Leve ao forno até que o palito saia sequinho. Ah, se vocês ficaram curiosos pra saber quem é a querida que me visitou ontem, é só visitá-la aqui!
E como eu não sou de ferro, hoje de tarde uma outra amiga querida, que é minha vizinha, veio aqui em casa para fazermos um bolo nada light. Mas isso eu conto depois!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Brincar de lousa é bom!

Quando eu era criança, a melhor parte da brincadeira de ser professora era apagar a lousa pra escrever de novo com o giz colorido. Delícia sentir o giz deslizando macio no quadro verde, soltando aquele pozinho direto no nariz da gente!
Tanto era bom que muitas meninas crescidas hoje em dia pintam portas e paredes com tinta de lousa, só pra brincar com giz de novo. Aqui em casa, não posso fazer isso (infelizmente), porque as rinites, bronquites e outros ites dos meus meninos não permitem.
Outra paixão de muitas meninas grandes são os armarinhos. Me fala se aqueles antigos, com um monte de gavetinhas cheias de pequenas preciosidades não são demais? Eu a-d-o-r-o!
E foi juntando essas duas paixões que pensei nesse pequeno projeto: juntar gavetinhas e lousa:
O gaveteiro eu já tinha há um bom par de anos, esperando pacientemente pela boa ideia. Sob a poeira, apareceu até o preço: R$13. Comprei spray vermelho e esmalte preto fosco. A lixa, solvente e o contact, já tinha em casa. Preferi o spray por que as camadas ficam mais finas, não resultando em nenhum risco de emperrar a caixinha na hora de colocar as gavetas. Mas, confesso, não gosto muito de trabalhar com o spray; acho mais gostoso e relaxante pintar à moda antiga.
Depois de umas quatro camadas finas, cobri todo o móvel, lixei de leve depois de seco e passei mais uma camada bem de longe pra finalizar. Deixei secando durante a noite e ficou assim: Colei o contact em torno do móvel e risquei as mini lousas nas gavetinhas à lápis (usei o cartão do ateliê como molde!). Pintei os contornos com a tinta preta, usando um pincel chato: Deixei secar o dia todo: Depois de seca, a tinta perde o brilho e fica bem com cara de lousa, prontinha pra ser desenhada com giz colorido: Acomodei o gaveteiro de lousa ao lado do outro bem lindo que comprei e já está com as gavetas todas cheias. E, claro, enchi as novas gavetas com os itens descritos nas lousinhas! Agora posso guardar as minhas miudezas de amante de armarinhos e, de quebra, usar o giz colorido nos mini quadros negros, sem o risco de atiçar nenhuma alergia. E minha escrivaninha está ficando bem como eu queria. Ainda preciso de tempo pra pensar se recoloco o quadro de rolhas antigo com a prateleira, ou se penduro os quadrinhos novos.
Ainda sobrou muita tinta preta, algum spray (até porque comprei também um verde, que acabei achando muito claro e não usei) e mais um tantinho de contact, então, se eu ficar repetitiva, me perdoem!
E viva o quadro-negro e o giz colorido!

p.s.: entre as meninas crescidas que curtem lousa, tem a Glau, do quitandoca, que pintou a Fifi na sua casa nova; a Cláudia, do superziper que fez a lousa na porta da cozinha e a Viv Pontes, do dcoração, que realizou o sonho infantil num quadro branco, na parede do escritório (esse é o preferido do meu marido, que é professor e sempre reclama que o giz dá alergia nas mãos). Todas lindas!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Continua lindo...

Aqui na cidade maravilhosa, tudo lindo. Volto amanhã pra casa e mostro mais.
Boa semana!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Porquinho


Hoje quando fui limpar o filtro da máquina de lavar (sim, amigas donas de casa, eu faço esse tipo de tarefa nada glamourosa), achei uma pequena fortuna em moedinhas vindas dos bolsos das calças. E mais algumas presas entre a porta e a borracha de vedação. Já propus algumas vezes de adotar um porquinho cofre pra esses pequenos tesouros não ficarem perdidos, mas ouvi um baita sermão do marido, porque tirar moedas de circulação não é legal e traz prejuízos e blá blá blá.
Meu amado se esquece que eu também me formei em Economia (na mesma turma que ele, inclusive) e sei disso tudo. Mas guardar umas moedinhas e ensinar os filhos a poupar não deixa de ser bacana e saudável, né?
Outra coisa que ele parece ter se esquecido é que já fizemos muito isso, numa época da nossa vida em que o dinheiro era pouco e a gente nem tinha conta em banco. Mas tínhamos muitos sonhos pra nossa vidinha juntos, começando pela aquisição de um meio de transporte próprio. Então, durante um ano, juntamos todo nosso dinheirinho pra comprar uma linda, maravilhosa... Mobylette!
Isso mesmo, nosso primeiro sonho tinha duas rodas, era super econômica, valente e vermelha e nos carregou por muito tempo pelas ruas de Araraquara City, onde fizemos graduação.
Comprá-la não foi nada fácil. A gente guardava todos os trocados, mas não era num porquinho e sim dentro de (pasmem!) uma luminária! Até o dia em que descobrimos que o dinheiro estava com uma baita marca de queimado, quase furando. Por pouco não torramos, literalmente, nosso mirrado patrimônio!
Muito tempo depois da Mobyla vermelha, veio um Chevette marrom cor de burro quando foge, pra não usar outra metáfora escatológica pro tom de marrom do possante. Um luxo, ainda mais pra um jovem casal de estudantes sem crédito na praça.
É claro que, hoje em dia, nossos sonhos são mais caros e mais complicados, ainda mais porque de dois, viramos cinco. Mas eu ando treinando meu lado muquirana como posso, pra realizar alguns sonhos. Falando em sonho, vou realizar um pela segunda vez no começo da semana. Alguém adivinha?
Para os grandes sonhos, hoje temos conta no banco. Já para as moedinhas perdidas, estou bem pensando em ser rebelde e inventar um porquinho. Se eu tiver alguma boa ideia, prometo que mostro.
E bons sonhos a todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tudo tem sua hora...


Tudo tem sua hora. Foi pensando nessa máxima que guardei por meses o tubo de papel kraft que veio com a luminária, aquela que coloquei na minha cozinha.
E ontem, andando bem blasé pela Kalunga (blasé que nada, tava numa pressa daquelas), meu olhar seletivo foi fisgado por alguma coisa de bolinhas: um rolo de contact!
Na hora, senti aquele saudosismo dos anos 80, quando a minha alegria era encapar meus cadernos e finalizar com contact transparente. Desde aquela época, eu já era uma customizadora mirim!
Vim para casa bem feliz com o contact, mas sem a menor ideia do que fazer com ele (e a crafter que nunca comprou material sem saber pra que, que atire a primeira pedra). Até que hoje, no final da tarde depois de uma sessão de empacotamento de encomendas, pensei que precisava guardar melhor meu barbantezinho vermelho e branco, meu xodó das embalagens, junto com as folhas de papel de seda colorida.
Pensei nisso no momento em que os pedreiros do fofo do meu vizinho serravam a milésima sei lá o que do dia, mandando aquela nuvem morfética de poeira pra dentro do ateliê (desculpem o desabafo, mas já se vão três meses de reforma aqui do outro lado do muro e, sim, eu estou contando).
Enfim, a inspiração é uma coisa engraçada. E quando dei por mim já estava abrindo o rolo e procurando a embalagem de papelão.
Não tem segredo nenhum e eu nem usei régua pra medir e cortar, porque o contact, esse lindo, tem marquinhas quadriculadas no avesso. Então, o único passo a passo pra mostrar aqui é o da tampa.
Marquei o centro e fiz um furinho na tampa, usando uma agulha grossa de costura e depois uma média de crochê: Cortei o contact redondo para a tampa e furei o centro usando furador para o acabamento ficar mais bonitinho: E é só colocar o rolo dentro do tubo, passar a linha pelo furinho está pronto. E o barbante, protegido da poeira: E ainda ficou bem bonitinho na minha mesa recentemente arrumada (preciso tirar uma foto de tudo pra mostrar as pequenas mudanças que fiz por aqui). Gostou? Então libera a sua inner teen e sai por aí, grudando contact em tudo!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Menina prendada

No sábado, como tinha casamento de uma prima querida, fomos pra Ribeirão Preto, terra do meu marido, do Botafogo e da Ju Padilha!
Eu tenho que contar para vocês o quanto essa menina prendada é querida, talentosa, linda, divertida e organizada (Ju, quando você vier aqui, quero ser avisada com 1 mês de antecedência, pra alugar uma caçamba e organizar toda a bagunça do ateliê!).
Fui lá com a intenção de arrumar uma presilha para o cabelo, mas recebi muito mais que isso; foi uma horinha de carinho, café gostoso, muita conversa sobre escolhas e mundo craft e a vontade de repetir o encontro muitas outras vezes!
Só para dar um gostinho do ateliê da moça:
E a própria, linda e sorridente: E eu, clicada pela Ju enquanto experimentava uma Georgette (foto que eu surrupiei do blog dela!): E mais tarde, junto com a filhota, na festa (nós duas de Ju Padilha na cabeça!): Ju, além de você ter nos deixado lindas e poderosas, preciso dizer que adorei te conhecer!
Seu espaço é lindo e sei que é uma grande conquista. E isso é sempre um alento, pois encontrar alguém que fez a mesma opção que a gente, sofreu com as mesmas dúvidas e angústias e, ainda assim, continua na luta de todo dia dá ainda mais certeza e alegria de que pode valer muito a pena!
Boa semana a todos!
p.s.: para quem está admirado em me ver em duas fotos numa única postagem, já adianto que isso continuará sendo coisa rara. Foi só pra aproveitar o cabelo arrumado e com o arremate lindo da Georgette da Ju! E para quem ficou com vontade de conhecer mais o trabalho dela, vale visitar a loja ou, se você for de Ribeirão, marcar uma horinha com a moça!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pequenas alegrias domésticas: rosas na galocha

Rosas amarelas, as minhas preferidas, no vaso galocha (é de louça, não é de pisar! haha). Pra deixar a casa mais alegre nessa sexta 13!
Bom final de semana!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Parede pra lembrar da gente...

Entre uma parede perfeita, sem nenhum calombinho, marca de mão suja ou amarelo do tempo e outra nem tanto assim, mas cheia de lembranças penduradas, com qual você ficaria?
Numa antiga pasta, a gente vem guardando pequenas lembranças há anos, sem nem se dar conta do tempo que faz desde o primeiro beijo naquele 08 de maio.
E eu resolvi que era hora de fazer um resuminho de tudo isso, usando uma moldura caixa e uma folha de papel enfeitada de bolinhas. Barato, rápido e fácil. Levei 5 minutinhos pra cortar o papel e testar a disposição dos recuerdos: Mais uns 3 minutinhos metendo um prego na parede e pendurando (esperei você sair pra fazer isso... não fique bravo, por favor!): O que demorou mais nessa brincadeira toda, foi construir essas lembranças tão ricas. Já se vão 21 anos desde aquele dia e, no domingo quando me senti meio nostálgica, percebi que em todos os momentos mais importantes da minha vida, você estava lá, meu amor.
Você estava lá, gastando o chão da sala de espera do hospital enquanto todos os estudantes de medicina corriam para ver o "parto da gemelar"; você estava torcendo por mim quando finalmente entreguei a dissertação, aos trancos e barrancos, e também quando saí batendo a porta com estrondo pra começar tudo de novo. Você estava lá, segurando a minha mão gelada quando nosso pequeno olhou o mundo pela primeira vez. E quando o Paul cantou para todos os namorados a música da gatinha Linda dele.
E você continua comigo em todos os momentos de alegria ou de crise, aturando minhas imperfeições e manias, me dando tanto amor que nem sei se mereço. Você é minha rocha, minha certeza, o lado positivo e bem humorado da minha existência. E foi você quem me ensinou que sim, pode dar certo ("we can work it out", lembra?).
Então, essa parede é pra você, Gu, porque você continua aqui para tudo isso fazer sentido. Te amo!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Oficina de vela

Na Páscoa, enquanto a família toda andava a cavalo e eu olhava a grama crescer, vi um pessoal fazendo velinhas na oficina do parque. Nem pensei em propor achando que ninguém toparia mas a filhota e o pequeno se animaram e lá fomos nós:
Depois me lembrei que já fiz uma oficina assim numa festa de escola e as crianças curtiram bastante. É claro que alguns cuidados devem ser tomados com a parafina líquida: só dá para fazer com crianças maiores e sempre com a supervisão de um adulto. No mais, é só derreter a parafina numa caneca funda (que deverá ser utilizada apenas para isso) e adicionar o corante específico para vela e essência, se desejar.
O barbante pode ser do tipo comum. A única recomendação para esse tipo de vela é que não seja grosso, pois a chama da vela é maior quanto mais grosso o barbante (e essa vela será mais ou menos fina).
A cada mergulho do barbante na parafina, você deve esperar esfriar e endurecer um pouquinho para mergulhar (rapidamente) de novo em etapas sucessivas até a vela ter o tamanho desejado.
O material é barato e bem fácil de achar em casas especializadas em essências e coisas do tipo. Aqui em casa, temos um fogãozinho de duas bocas que já usei pra isso, mas acho que dá para fazer num rechaud daqueles de fondue, desde que a parafina já esteja derretida.
A nossa está num vasinho na velha nova mesinha, esperando um parabéns ou apagão!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Soupe du jour: abóbora, maçã e gengibre

Semana passada, marido acordou todo chateado por causa de um pesadelo. No sonho, a protagonista e raiz de toda maldade era eu, que o mandei pra fora de casa. E, sem ter pra onde ir, meu marido teve que ir morar na casa da sogra. Não, não a minha; a dele! A minha mãe.
Digamos que, em termos de desespero onírico, meu marido não poupa esforços. Se separar e morar com a sogra? #wtf
O engraçado é que, normalmente, quem acorda de bico com esse tipo de sonho sou eu, inclusive com a participação de estrelas globais.
No mundo real, só me restou ser solidária e fazer uma bela sopa, das que ele mais gosta: abóbora com gengibre.
Para a sopa, usei meia abóbora cabotiá, 1 maçã verde e um teco de gengibre fresco, que vai a gosto do freguês, caldo de legumes e sal a gosto. Refogue o gengibre em um fio de azeite, então junte a abóbora e a maçã. Refogue mais um pouquinho e junte o caldo e o sal. Deixe cozinhar até a abóbora ficar bem macia (não demora muito). Bata no liquidificador e sirva com salsinha picada, se gostar.
Estranharam a combinação?
Pois deixem qualquer preconceito de lado que a sopinha é bem boa. O adocicado da abóbora é realçado pela acidez da maçã (fica melhor com a Granny Smith, pois as vermelhas são muito doces) e o gengibre dá um toque ardidinho na medida. Delícia.
Não sei se a sopinha ajudou meu marido a dormir mais tranquilo, depois de um longo dia de trabalho. Só sei que hoje tem sopinha quente de novo esperando no fogão e a certeza de que ninguém terá que dormir no sofá da casa da sogra.
Boa semana!
p.s.: sei que a casca da abóbora cabotiá é um tormento pra tirar. O que eu costumava fazer era cortar a abóbora ao meio, colocar virada com a "bocarra" pra baixo numa assadeira e levar ao forno; depois de assada, era só tirar a polpa da casca com uma colher. Mas aí aprendi aqui com a dona Glau que dá pra fazer o processo todo no microondas, em menos tempo e sem uma assadeira difícil de limpar no final.
p.s.2: eu tenho um pezinho de gengibre plantado num vaso que tá uma beleza. Qualquer hora, mostro aqui.

sábado, 7 de maio de 2011

Resultado do sorteio!

Queridas meninas,

Primeiro, obrigada por compartilharem comigo um pouco da relação mãe e filha. Foi bem legal!
Foram 83 comentários válidos, descontando quem comentou duas vezes (como a moderação está ativada, a demora pro comentário aparecer pode ter confundido algumas pessoas; desconsiderei as duplicidades, ok?).
Fiz o sorteio duas vezes... na primeira, o número sorteado pelo random.org foi o 35 e quando fui averiguar, tratava-se da minha amiga Paty. Achei a maior marmelada do destino, já que fiz um par de coasters pra ela e pra dona Tereza, que são nossa família escolhida.
Sorteio refeito e, de novo, a ganhadora me deixou muito feliz, pois se trata da fofys Carol Grilo, a décima participante!
A mãe da Carol é forte e ela é criativa (diga-se, muito criativa!). E ambas são bravas!
Eu também sou, Carol!
E como a Ana Vergara perguntou num dos comentários, uma palavra pra definir minha mãe é (extremamente) caprichosa!
Não consegui copiar e colar direitinho o quadrinho do random, porque ainda estou me entendendo com o iPad, desculpem!

True Random Number Generator
Min: 1
Max: 83
Result:
10
Powered by RANDOM.ORG

Feliz dia das mães a todos!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um faça você mesmo do amor e uma promoção!


Mal o coelhinho da Páscoa saiu de cena e já chegou o dia das mães. Particularmente, eu acho que mãe deveria ter um dia mensal, com direito a desconto no cabelereiro e na manicure, cinema com as amigas e calorias negativas (assim, você sai pro chá da tarde, enfia o pé na jaca de tanto comer gostosuras e o ponteiro da balança mexe pro lado oposto).
Porém, a rapadura é doce mas não é mole e um dia desses dias, vendo um episódio de Os Simpsons com os filhos, vi uma cena que é bem o dia das mães: a Marge acorda e a família está toda no quarto, carregando uma bandeja, ela se anima e o Homer fala, apontando pras caixas e embalagens: "trouxemos seu café da manhã na cama, querida! Agora só falta você preparar"!
De qualquer modo e porque as mães merecem carinho todo dia, pensei num projetinho amoroso para presentear a minha e mais algumas mães queridas que amamos. O projetinho começa com um coaster, aka descanso de caneca. E pra mostrar todo o nosso amor, só poderia ter o formato de coração!
Para o coaster, você vai precisar de:
retalhos de tecido;
um pedaço de manta acrílica;
sianinha, pompom ou algum outro enfeitinho de metro;
tesoura, lápis e alfinetes.
Usando toda a sua habilidade escolar, desenhe e recorte um molde de coração. O tamanho fica a seu critério, mas o meu eu fiz mais gordinho, pensando que deve acomodar uma caneca. Passe o molde para os tecidos e recorte deixando margem de costura de 1 cm: Essa etapa é opcional, mas achei que ficaria legal quiltar, que nada mais é do que fazer costuras para unir o tecido de cima com a manta. Segui o desenho e costurei sem marcar: A parte um pouco mais difícil é costurar tudo pelo avesso prendendo a sianinha. Nessa hora, vá com cuidado, pois a sianinha deverá estar alfinetada no lado direito. Deixe um pedaço sem costurar, para virar o coaster para o lado certo: Feito isso, picote em volta do coração, tomando cuidado pra não cortar a costura (isso é importante pra desvirar o trabalho sem deixar pregas). Alfinete a abertura, acerte os cantos e passe a ferro pra acertar tudo bonitinho antes de costurar a volta: E está pronta a primeira parte do presente! Ainda pretendo comprar umas canecas bonitinhas e encher de biscoitos caseiros. E, claro, mostrarei aqui!
E como eu sou uma mãe bacana, resolvi presentear mãe e filho/a aqui no blog. Será uma promoção relâmpago, então sejam rápidos. Para participar do sorteio de um par de coasters, é só contar nos comentários, NUMA ÚNICA PALAVRA, como é a sua mãe; depois, mais NUMA ÚNICA PALAVRA contando como você é (sou curiosa, e quero saber quantos filhos de peixe, peixinhos são tem por aí!). O sorteio será amanhã!
Boa sorte!
p.s.: já mostrei outros projetinhos com corações, aqui e aqui.
p.s.: se você prefere ser precavido, vai pra máquina fazer um coaster pra sua mamis!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A noveleira e a decoradora...


Meu lado noveleira esteve em polvorosa nos últimas dias. Não, não gosto de dinossauros, nem de robôs. Mas me encantei por uma minissérie gringa e acompanhei os cinco capítulos de Mildred Pierce, produzida pela HBO.
A série foi baseada no livro (de 1941) e no filme (de 1945) com Joan Crawford. Na versão atual, o papel da dona de casa foi vivido pela estrela Kate Winslet.
A história é um dramalhão lascado: Mildred é uma mulher de classe média que se separa do marido em plena Grande Depressão americana e tem que sustentar sozinha as filhas, comendo o pão que o cão amassou com o rabo pra manter o padrão de vida. Determinada e trabalhadora, a dona de casa simplória se mostra uma self made woman e, ao mesmo tempo em que vence profissionalmente e enriquece no ramo da cozinha, sofre horrores em casa com a filha ambiciosa e sem nenhum escrúpulo.
A menina, Veda Pierce, faz a nossa Maria de Fátima de Vale Tudo parecer um anjo de bondade e amor filial.
Além do drama, da ambientação de época primorosa (é legal ver como a personagem vence a crise, num paralelo certeiro com o espírito de reconstrução da época), o guardarroupa é de babar, apesar da elegância singela da personagem, que muda de roupa mas não perde o jeitão de dona de casa ingênua ao longo dos anos.
E, claro, a decoração das casas, com todo o charme dos anos 30 e 40, me arrancou algusn suspiros, junto com os quitutes da personagem, que vão de frango frito a panquecas com blueberry.
Não vou contar muito mais que isso pra não cometer nenhum spoiler, mas preciso mostrar um pequeno diálogo entre Mildred e o rico, cafajeste, falido, porém charmoso e elegante Monty (sou do tipo que se envolve e adjetiva livremente os personagens, desculpem!) no momento da recuperação da mansão em que ele pendura na sala de jantar antigos cardápios e panfletos dos restaurantes dela, que fica em dúvida sobre a parede:

Monty: "Sente-se e tenha uma aula de decoração de interiores."
Mildred: "Amo aulas de decoração!" (a gente também, Mildred!)
Monty: "Sabe qual foi a melhor sala em que eu já estive?"
Mildred: "Não, conte-me."
Monty: "Aquela sua, ou do Bert, em Glendale. Cada coisa naquela sala significava algo para ele. E as coisas causavam algo em você, porque era tudo parte dele. E é por isso que a sala era boa. E você sabe qual foi a pior? Aquele seu living, na mesma casa. Nada ali, até o piano chegar, significou nada para você, ou para ele, ou para qualquer um. Veja só: um lar não deve ser um museu. Cheio de Picassos e tapetes orientais, como esse lugar aqui costumava ser. Deve ser mobiliado com coisas que realmente importam. Vamos deixar esse lugar do jeito que queremos!"
Nessa altura, eu quase aplaudi e achei mesmo que a sofredora Mildred teria um final feliz. E que o Monty era um cara legal.

...

Caindo na real, aqui em casa procuro há tempos uma mesinha para a sala. Minha sala (e minha casa toda) é pequena, mas encanei que precisava de um apoio um pouco maior do lado da Eames de balanço e que o criado mudo antigo deveria ficar do lado do sofá.
Depois de alguma procura casual por aí, me frustrei e deixei a ideia pra lá. Até me lembrar da mini penteadeira que pintei há alguns anos pro quarto da minha filha e que estava lá na casinha de brinquedos, já que a minha pequena cresceu, não ficou malvada como a Veda, mas virou adolescente e quis se desfazer do movelzinho infantil.
Ei-lo, já na sala:
E com as luzinhas acesas, de noitinha: Me lembro muito bem do dia em que busquei a penteadeirazinha, que tinha até banqueta. Lembro da dona da loja escrevendo no pedido "minipenteadeira NO OSSO", meio a contragosto, depois de eu falar que pintaria sozinha. E lembro do dia em que fiz essas florzinhas: Abrindo a gavetinha, antes cheia de lápis de cor, brilhos e fivelas de cabelo, achei o nome da minha princesa rabiscado: O tempo passa e as crianças crescem, mas as marquinhas de caneta, os rabiscos e lascadinhos do móvel feito com amor ficam como parte da memória da casa, como pedacinhos de uma construção agregados ao longo da vida, que fazem todo o sentido.
Então, antes de jogar alguma coisa fora, pense duas vezes e, se a sua memória afetiva acender alguma luzinha, arrume um cantinho e guarde mais um pouco, ou dê de presente para alguém que você realmente ama. Juro que é muito mais gostoso arrumar a casinha assim!