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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tá quente, tá frio, tá verde!

A insanidade do clima tá de deixar todo mundo doido, pelo menos por aqui. Ontem, no maior calorzão, passei o dia de vestido e rasteirinha. No fim do dia, vi uns abacates, uns tomatinhos-uva e um maço de agrião baby (que eu nem sabia que existia) no hortifruti do lado do correio, tudo lindo e vistoso. Lembrei dos sanduíches chilenos, sempre com uma pastinha de abacate deliciosa no lugar da maionese, e fiquei aguada!
E voltei pra casa pensando nessa saladona: Cortei o abacate em pedaços junto com uma cebola roxa (deixei os pedaços grandes porque não gosto de comer cebola crua, então dou uma de chata e separo no meu prato, mas acho que combina super bem pra quem gosta), um tanto de tomatinho uva (muito mais gostoso que o cereja). Temperei com sal e limão e coloquei em cima do agrião. Pinguei um pouco de azeite também. E ficou uma delícia.
Lá pelas tantas, quando fui dormir, senti um friozinho e começou a trovejar. E o dia amanheceu escuro, frio e chuvoso.
Então, passei o dia de calça, moletom e bota, num contraste absurdo com o calor de ontem. O cardápio também mudou com o clima: fiz um caldo verde, o mesmo que aprendi ainda menina com a dona Delminda, nossa vizinha portuguesa: Fiz assim: coloquei seis batatas pequenas para cozinhar, já descascadas (só pra poupar trabalho). Em outra panela, cozinhei uma linguiça calabreza (costumo usar paio, mas não tinha) para tirar um pouco da gordura. Depois da linguiça cozida, cortei em cubinhos e refoguei com uma cebola e um dente de alho bem picados. Enquanto refogava, lavei e cortei em tirinhas um maço de couve. Juntei com o refogado, misturando tudo (o cheirinho fica bommm!). Escorri a água das batatas, juntei ao refogado e cobri com caldo de legumes caseiro quente, mais um pouco de água fervendo, acertei o sal, coloquei um pouquinho de pimenta calabreza e deixei apurar.
Rendeu um panelão de sopa e, antes que vocês achem que já fui cozinheira de quartel, vou contar uma particularidade do senhor-meu-marido: ele é o maluco do caldo verde e não sossega enquanto não vê o fundo da panela. Metade dessa quantidade, alimenta os filhos e eu; outra metade, marido dá cabo logo que volta do trabalho. Certeza.
E entre o verde da saladona de ontem e da sopa de hoje, filho caçula ainda pediu panqueca de maçã (já dei a receita aqui). Eu fiz e devi estar bom (não comi nenhuminha), pois o faminto comeu uma dúzia: Enfim, a fome e a vontade de cozinhar aqui em casa independem do clima mas, de qualquer maneira, haja criatividade!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Antes & Depois: cortina colorida

Aqui em casa, a cozinha é bem pequena, especialmente considerando o fato de que eu e marido gostamos de cozinhar. Então, a solução que encontramos há uns anos atrás foi construir uma cozinha aberta no quintal, com fogão à lenha, forno de pizza e churrasqueira.
Como tudo por aqui, as contas foram feitas na ponta do lápis, na base da grana contadinha. Mas conseguimos fazer tudo bem bonitinho, do jeito que queríamos. Contamos com a ajuda do meu querido tio Zé, que faz o cimento queimado mais caprichado que já vimos. Aliás, capricho e detalhe é com esse meu tio, que desenhava elefantes e cavalos com perfeição no meu caderninho quando eu era bem criança. Amo muito esse tio!
Em certos momentos, o tio Zé torcia o nariz pras nossas invenções, como quando eu cismei de caiar de amarelo a única parede que não era de tijolinho... o tio ficou inconformado, falando que a pintura nunca ficaria perfeita. No fim das contas, ele entendeu que a beleza das coisas, pra gente, estava nessas pequenas imperfeições.
E sempre saía com a máxima: "vocês, que são modernos, gostam de um serviço meio porco, mas garantido"!
Na hora de colocar a pia, tio Zé queria uma bem brilhante, de pedra. Marido disse que seria de cimento queimado e ele suspirou profundamente, disse que não daria certo. E marido: "deixa comigo, seo Zé"! E, num final de semana, montou uma caixa retangular, com uma bacia numa das extremidades para a cavidade da cuba de inox, cimentou e... taaaa-dá: na segunda-feira, nossa pia estava pronta!
Até tio Zé teve que concordar que ficou bem bacaninha. Serviço porco, mas garantido, que resistiu pelos últimos nove anos.
E que agora pedia uma cortininha nova.
Logo que inauguramos a construção lá do fundo com o chá de bebê do caçula, minha mãe fez uma cortina linda, toda de casinha de abelha, que usamos por muito tempo, até rasgar. Daí coloquei duas toalhinhas de mesa xadrez presas com alfinete de segurança. E assim ficou por um tempão. Casa de ferreiro, espeto de pau!
Estava assim: Mas há uns dias, ganhei um saco imenso de retalhos de uma amiga que partiu pra Austrália (hi Sandra!) e, no meio dos pedacinhos, algumas belas estampas vintage pediam pra ser usadas. Pedi ajuda pra minha mãe, que esteve por aqui ontem e enquanto eu cortava os quadradinhos de 15cm, ela foi costurando. Tudo bem brejeiro e colorido, misturando os tecidos da sacola com retalhos meus, sem grandes preocupações. Foram 45 quadradinhos. Para as alças, como o varão é fixo (uma barra de cobre que o tio chumbou na paredinha da pia), usei botões de pressão. Desse jeito: E a pia lá do fundo ficou assim, toda alegrinha: E vocês podem me peguntar: deu trabalho?
Claro que deu trabalho. E claro que dá trabalho cuidar da casa. Até por conta disso, negligenciamos um pouco alguns cuidados nos últimos anos, porque o envolvimento toma tempo, coisa escassa hoje em dia. Mas, aos poucos, temos feito (eu e marido) uma arrumaçãozinha aqui, outra ali... e isso me dá um ânimo enorme, me faz lembrar lá do começo, quando cada móvel e cada coisinha no lugar era comemorado como uma conquista.
E conseguir transformar os retalhos de outra pessoa em algo novo e bonito é, sem dúvida, uma conquista. Que faz bem pra casa, pros olhos e pro bolso!




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Na casa do cliente: Minhau e Miau!


A Babi me escreveu contando que o Minhau, seu gatinho preto, ficou encantado com o miau de pano!
E, claro, pedi pra publicar as fotos. Muito amor o Minhau brincando com o Miau no criado mudo da Babi, né?
Há um tempinho atrás, a querida Milena me escreveu pra falar que tinha acabado de ver um miau Ana Sinhana numa revista de decoração. Na correria, eu tinha folheado a revista e nem tinha visto, mas ei-lo, num quarto muito lindo: Mais um miau apareceu hoje lá na janela do ateliê da Ju Padilha, vocês viram?
Se você também quer um miau para enfeitar o seu quarto, dá uma olhadinha lá na loja. Prometo gatinhos em estampas novas no comecinho da próxima semana.
Bom findi!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crochezinho colorido

Se você também clamou por chuva, mas junto veio o frio, um vento gelado e dias muito cinzentos, não reclame. A água foi muito benvinda (pelo menos por aqui).
Cada vez mais eu acho que as cores dos nossos dias dependem mais do estado de espírito que nos encontramos do que de qualquer outra coisa. Então, se o dia amanheceu cinza, sempre podemos mudar a paleta de alguma forma. Que tal fazer um bolo de cenoura bem laranja? Ou uma salada multicolorida?
Ou, ainda, encher um vasinho de flores de algum canteiro (olha eu aqui, incitando a criminalidade na vizinhança...hahaha!).
Aqui em casa é hábito ter sempre alguma florzinha (e, quando não tem, sinto falta). E ontem a sopa foi de abóbora, bem vibrante. Nada contra a cor, mas comida cinza não é algo lá muito apetitoso.
No sábado, enquanto via um filminho debaixo das cobertas com o caçula, aproveitei a sacola de restos de linha, de onde está saindo uma toalha-quase-manta, para fazer essa mini-bandeirola de crochê, projetinho fácil e colorido: Fiz assim:
1) Faça 215 correntinhas e arremate, deixando linha no começo e no final para pendurar (esse será o fio da bandeirola);
2) Conte 30 correntinhas e comece a primeira bandeirinha na cor que quiser; levante 3 correntinhas e faça 14 pontos altos (serão 15 pontos); para a próxima carreira, faça 3 correntinhas, pule um ponto e faça 12 pontos altos, deixando o último ponto da carreira anterior sem ponto nessa carreira (serão 13 pontos). A ideia é diminuir um ponto no começo e um no final, para formar o triângulo. Repita, sucessivamente: na terceira carreira, repita o mesmo processo; serão 11 pontos; na quarta carreira, 9 pontos; na quinta, 7 pontos; na sexta, 5 pontos. Na última, serão 3 pontos. Arremate e esconda a linha ao longo da lateral do triângulo, com a ajuda de uma agulha de tapeçaria ou da própria agulha de crochê. Está pronta a primeira bandeirinha.
3) Para a próxima bandeirinha, dê um espaço de 5 correntinhas e repita o processo.
Eu fiz 8 bandeirinhas, de cores diferentes, mas acho que deve ficar legal fazer todas em tons da mesma cor ou em duas cores. Usei vários restinhos coloridos de linha Anne e agulha para crochê tamanho 1,75mm.
Fala se não é fácil colocar um pouquinho mais de cor na janela?
Boa semana.

sábado, 20 de agosto de 2011

Chove!

(Via)
Um dia de chuva, graças aos céus!
Bora aproveitar pra fazer coisas calmas, dentro do aconchego do lar?
Bom sábado a todos!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bolo de banana nada diet

Faz tempo que não rola uma receitinha de bolo por aqui, né?
Na minha cozinha, idem. Estou levando a dieta bem a sério e não como doces há três longas semanas. Dureza.
Mas o resto da família não está de dieta, nem rompeu relações com o açúcar. E hoje, olhei para as bananas pintadas de preto na fruteira e fiquei com peninha de jogar fora e, então, resolvi testar minha força de vontade e fiz esse delicioso bolo de banana com chocolate (receita de uma Claudia Cozinha antiga, que achei entre os livros de receita na arrumação).
Entre as interjeições da galera na hora de comer o bolo (hummm!!! nhammm!!!), eu comi uma deliciosa mixirica, assim como, hoje à noite enquanto rolava uma pizza, no meu prato tinha salada e um franguinho miserável.
E como é que uma pessoa que adora cozinhar, receber amigos e comer faz para manter firme o propósito de ser light?
Bem, a cada vez em que penso em gordice, lembro do vestido que comprei e nunca usei e que agora me serve (meio apertadinho, mas serve). Essa tem sido minha meta, sem pensar tanto no peso e mais no meu bem-estar, já que, pela primeira vez na vida, me preocupei com meu colesterol (um pontinho acima do normal).
Claro que não pretendo seguir uma dieta restritiva por muito tempo; os doces devem voltar, numa quantidade pequena, aos finais de semana. Daí farei essa receita muito boa de novo pra poder comer um pedacinho!

Bolo Invertido de Banana e Chocolate
(ligeiramente modificado de Revista Casa Claudia)
Cobertura:
1/4 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/3 xícara de açúcar
canela
4 bananas
Unte generosamente uma fôrma redonda de 20cm de diâmetro com a manteiga, no fundo e dos lados. Polvilhe o açúcar e a canela e coloque fatias não muito finas de banana. Reserve.
Massa:
1/2 xícara de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de vinagre de maçã
3/4 xícara de manteiga sem sal
1 xícara de açúcar
3 ovos (usei 3 ovos caipira, bem pequenos)
1 colher (chá) de baunilha
2/3 xícara de chocolate meio amargo picado (usei gotas)
1 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 xícara de aveia em flocos finos
1 xícara de farinha de trigo.
Pré-aqueça o forno a 180º. Numa tigela, misture o creme de leite e o vinagre e reserve.
Bata a manteiga com o açúcar (como a manteiga estava bem molinha, bati com fouet) até ficar clarinho. Junte os ovos um a um, batendo. Junte a baunilha, o creme de leite e o bicarbonato, batendo mais um pouco. Misture bem e acrescente a aveia, depois a farinha peneirada. Por último, as gotas de chocolate.
Coloque sobre as bananas e leve ao forno por mais ou menos 40 minutos ou faça o teste do palito. Retire do forno e desenforme imediatamente.
Enjoy!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Antes & Depois: cozinha bagunçada

Estava assim (num dia de arrumação nível bom): O fio da lâmpada estava dando nos nervos, o quadro de recados lotado e uma papelada no meio dos livros de receitas. Para o fio, comprei esse kit de prendedores: Para a parede, comprei os quadrinhos lindos do Estúdio Cereja, que combinaram super com o poster antigo que tenho há tempos e usei adesivos de velcro, que dispensam os preguinhos (já tinham sido muitos para prender o fio). Claro que dei uma geral nas mil e uma coisinhas esparramadas, separei receitas soltas e papéis (para organizá-las, forrei uma caixa que está no meio dos livros, depois mostro o passo-a-passo). E ficou assim:


Fiquei especialmente feliz em ter arrumado lugar para todos os livros de receita, que gosto de deixar na cozinha. Aliás, esse móvel foi feito pelo marido, especialmente para abrigar os livros, cafés e cafeteira (já falei que somos viciados em café por aqui?) e, na prateleira de baixo, deixamos eletrodomésticos pesados, como a batedeira e a máquina de pão. Assim fica fácil alcançá-los quando é necessário: Bem melhor, né?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cabeleira nova...

Ontem prometi que hoje eu iria fotografar o cantinho da cozinha na luz do dia, mostrar os livros de culinária organizados, os quadrinhos e o fio de luz com os prendedores fofos. Mas daí corri o dia todo, pra variar. E quando fui fotografar, a bateria da câmera estava descarregada. E o filho usando a outra câmera... só faltou falar que o cachorro comeu a minha lição de casa, né?
De verdade, hoje não consegui. Fiquei costurando uma encomenda que está com prazo apertado e, no intervalo, fui cortar meu cabelón.
E eu estava na maior expectativa por esse dia de beleza. Entendam: não sou a pessoa mais vaidosa do universo. Acho até que sou excessivamente básica, porém fiel ao trio rímel, lápis e batom, às unhas feitas quando é possível e ao hidratante. Mas hoje foi dia de reencontrar o Artur, que cortou meu cabelo uns pares de vezes há muitos anos atrás e, em todas, senti o luxo, poder e glória na cabelereira. Inesquecível.
Depois, perdemos contato e eu só o redescobri há pouco tempo. E hoje, enquanto a tesoura do moço agia, pensei em algo que sempre me vem à cabeça no mundo crafter: trabalhar no que a gente gosta faz com que o tempo nos seja gentil, à medida em que o trabalho não é um fardo e sim uma bênção;
mesmo num dia corrido como sempre, o Artur me fez sentir mais bonita, dividindo comigo um pouco do seu talento.
Então, pra justificar a promessa não cumprida e a constante reclamação da ausência da minha cara por aqui, acho que é mais que justo aproveitar um dia de cabelo arrumado pra dar as caras: Marido, que está longe de casa, aprovou via facebook. E eu fiquei ainda mais feliz!
Se vocês ainda não acreditaram no quanto o Artur é talentoso, dêem uma olhada no blog dele (confesso, deixei escapar umas lagriminhas no vídeo do convite para a Magá ir a Paris).
E um viva aos reencontros!



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Caboclo arrumadô, mizifio!

Hoje foi um daqueles dias em que baixa o caboclo arrumadô e eu nem relutei. Joguei muita coisa fora, separei outras pra dar e reciclar. Até beliche nós compramos (na verdade, saímos pra comprar uma escrivaninha e compramos um beliche, que vai solucionar o problema de espaço do quarto dos meninos).
Mas a minha atenção maior foi pra cozinha. Há tempos eu queria organizar o cantinho que eu adoro e que estava um caos. E também queria prender o fio da luminária, arrumar a estante com umas novidadezinhas e pendurar os quadrinhos fofos que vieram do Estúdio Cereja, onde a Ana e o Leonardo criam lindezas para as paredes. Fiz tudo isso, fora a limpeza e ó, me fez um bem danado (estou até mais leve e acho que logo poderei voltar a cozinhar uns docinhos... hahaha!).
Amanhã, mostro tudo com uma luz melhor, prometo.
Boa semana!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Detalhes tão pequenos...

Novidades, logo mais!
Bom final de semana.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Projeto para o dia dos pais: El Bigodón!

Hoje de manhã fiz uma enquete rápida no twitter e no facebook pra saber se o pessoal ainda usa lenço de pano; fiquei surpresa em saber que algumas pessoas bem das descoladas (oi Danny!) usam!
E, quem não usa, concorda que tem um certo romantismo no caso dos homens que carregam lencinho no bolso (desde que limpo) e oferecem pra alguma moça em apuros!
Fora o lado ecológico, preocupação que não sai da pauta. Mas a questão maior, para quem não usa, é que é um pouco nojentinho ter que lavar as próprias melecas...
De qualquer modo, me animei e, no (lindo) fim da tarde de hoje, executei um projetinho saudosista para o dia dos pais com a ajuda da minha filhota. Comecei com a busca de lenços de pano nas boas lojas de roupa masculina. Achei os mais tradicionais, da marca Presidente e escolhi a estampa mais colorida que encontrei (lenço de pano é coisa de homens sérios, gente!). A minha amiga Danny (@dannysse) me informou que a fábrica é em SP (na Radial Leste) e que eles também têm coleções femininas.
Como os lenços são bem sérios, quis brincar um pouco e torná-los mais divertidos usando o padrão da vez: el bigodón (já perceberam como tem bigode espalhado pra tudo que é lado?)!
Para o projeto, você vai precisar de: Desenhe quantos bigodes engraçados conseguir (quanto mais, mais divertida a brincadeira). Escolha um ou mais padrões e faça um molde de papel mais grosso, desenhando num tamanho que fique legal no seu lenço: Transfira o molde para o lenço, usando o lápis e preencha o desenho usando caneta para tecido: Na hora de contornar e preencher com a caneta, tome cuidado, pois o tecido é fininho e "espalha" a tinta facilmente. O ideal é fazer um traçado um pouco para dentro do desenho à lápis e usar um caderno por baixo, pra não manchar o lenço, nem a mesa.
E é só. Você já tem um presente diferente que pode atender vários tipos de pai: saudoso, ecologicamente correto ou, simplesmente, resfriado! E se o seu pai é do tipo gourmet, o mesmo processo vale para guardanapos de pano, que era a primeira possibilidade para esse projeto e tem a vantagem de ser possível fazer os guardanapos em casa, com o tecido que você escolher (como os lenços precisam ser fininhos, acho mais indicado comprar pronto mesmo):
E isso ainda não é tudo!
Tem também outro projeto bacana de presente para o papai que fiz a pedido do portal iG: um porta-retrato de parede forrado com tecido: Gostou da ideia?
Vai lá no iG ver e fazer pro seu pai!





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Na casa do cliente: Felipe!

A semana começou árida de tal maneira que deu vontade de me enfiar debaixo da coberta e esperar o sábado chegar logo. Sei lá, devo ter pulado da cama com os dois pés esquerdos ontem e hoje. Fiquei com aquela sensação de "ó dia, ó céus" e mesmo as tarefas mais corriqueiras, aquelas que faço de olhos fechados, deram meio errado.
Típico daquele dia em que o leite entorna, o direito é trocado com o avesso e qualquer coisa mais complicada (como pintar uma chapeleira...) se torna uma missão impossível. E, no meio desse quiprocó, fica a vontade de gritar "para esse bonde que eu quero descer"!
Mas aí vem a Milena, mãe recente de um temporãozinho lindo, e me manda essas fotos do quarto do Felipe, meu cliente mais jovem: E eu fico um tempão olhando esse berço vintage todo cheio de histórias de bebês lindos, muito orgulhosa da minha sugestão de não pintá-lo (por que é que eu só tenho esse bom senso quando se trata do móvel alheio?): E fico pensando no quanto tudo está lindo, com o protetor que eu costurei para esse pequeno e todos os detalhes que a família arrumou com tanto carinho: E penso na Milena com seu caçula no colo, disposta a amamentá-lo por meses.
E o que estava azedo, fica quase doce.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Na Make!

Por aqui, os miaus e pinguinzitos estão todos pimpões de ver os irmãozinhos famosos nas páginas da edição de aniversário da revista Make!

E eu estou mais que orgulhosa, pois essas fotos revelam um pouco da parceria e da amizade com a queridona Lu, lá dos pampas: A minha história com a Lu começou com um calendário e uma operação de varizes (lembra, amiga?)... hehehe!
A Lu, recém-operada, viu um calendário de tecido que eu fiz e me escreveu um e-mail bacana, daqueles que a gente guarda na lembrança. Ainda mais porque a história da advogada crafter tinha muitas semelhanças com a da economista crafter!
Ao longo dos anos, nos visitamos, nos conhecemos, viajamos juntas com as famílias e aguardamos cada pequena oportunidade de encontro feito duas meninas.
E eu sinto que a Lu, lá de longe, me entende. Como eu, ela é danada, cabelinho nas ventas e pé de boi. Não teme trabalho, apesar das unhas impecáveis e do cabelo lindo!
Ela me dá bronca quando precisa (e eu nela), dá colo quando precisa, mesmo que virtual e se faz presente na generosidade e no carinho. E vê-la linda nas fotos, na sua loja colorida e charmosa me dá uma baita alegria, pois participei um pouquinho dos planos, do entusiasmo e até da primeira vitrine!
Lu, obrigada pela parceria. E, mais ainda, a família toda agradece a amizade e o carinho! E me aguarde para o churras da dona Lia!

p.s.: tem gatinhos e pinguins novos lá na minha lojinha!



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um antes ainda sem depois...

Lembram do chapeleiro daqui de casa? Lindo, né?
Tanto que foi coadjuvante em reportagem e em blogagem sobre como colocar papel de parede, empreitada de suar a camisa que fiz há um tempo atrás.
Mas daí que eu cismei que ele tinha que ser colorido, assim como já fiz com o armarinho da cozinha que chegou branco e ficou vermelho, ou com a cadeirinha de criança ao lado dele, que hoje é turqueza. Ou, ainda, com o armarinho do ateliê, amarelo da gema.
Aqui em casa, sou voto vencido quando se trata de pintar qualquer pedaço de madeira natural. Todos protestam. E, no fim, só venço se decidir que meu voto vale n+1...
Dessa vez, foi diferente. Cheguei e falei pro marido que queria pintar o chapeleiro, meio como quem não quer nada. Como ele é uma caixinha de surpresa, falou que a gente poderia comprar uma pistola de pressão, daquelas de pintura, pra facilitar. Foi o que bastou: no dia seguinte, saí e comprei tinta em spray, depois de uma pesquisada básica entre os blogs e as amigas experientes (tem quem aconselhe, tem quem desaconselhe, depois eu conto).
Comecei a pintura ontem. Fiz uma lambança descomunal (e, agora, tenho mais um problema pra resolver, que é limpar o piso da varanda que, mesmo com uma lona enorme, ficou com um pedaço pintado).
Como a tinta acabou, hoje corri pra comprar mais na imensa leroy. Qual não foi a minha surpresa ao ver que a cor que eu queria, no tipo de spray que comprei na sexta, havia acabado?
Perguntei pra mocinha se o spray geral servia e ela, apressadamente, disse que sim, claro. Calculei por alto e saí de lá toda pimpona com cinco latas.
Quando apliquei o que seria a segunda camada com o spray novo, o desastre: a pintura descascou inteira, como se eu tivesse mandado uma sprayzada de solvente.
E eu, sozinha em casa, fiquei com aquele choro preso na garganta e a latinha na mão. Désolé.
Cena perfeita pra uma segundona, né não?
Na hora, a vontade era de voltar na lojona e soltar os cachorros e estragar o dia de todo mundo, já que o meu já tinha ido pro vinagre. Não fiz isso. Fui pra cozinha e fiz o almoço. E os filhos chegaram e meu mais velho me deu o primeiro sinal de que nem tudo estava perdido dizendo: "mãe, não fica assim, eu te ajudo"!
Ownnn...
Só com a pança cheia e os filhos alimentados é que pensei na lojinha de tintas do meu bairros, em que os atendentes são sempre atenciosos e entendem do assunto. Fui até lá, com as duas latas de spray diferentes na sacola. E o moço se compadeceu do meu problema colorido, me disse até que isso acontece e tal, pra eu não ficar chateada, mas que, como os solventes dos dois sprays são diferentes, eu teria que lixar tudo, passar primer e começar de novo. E até se ofereceu pra trocar as latas de spray, caso eu desistisse.
Só que meu nome do meio é obstinada e, claro, não desisti. Agradeci muito a gentileza e terapia rápida que o pobre teve que me oferecer e voltei pra casa com o material.
O móvel, a essa altura, está lá no quintal, já lixado, com primer e a primeira camada de spray.
Não sei como vai ficar, se vai dar certo. Mas vou até a última latinha de spray...
... aguardem!
Boa semana!
p.s.: quem adivinha qual a futura nova cor do chapeleiro?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sonhos possíveis

Lembram que eu contei uma vez de um sonho de criança, que alimentei por muitas sessões da tarde durante anos a fio?
Pois marido lê o blog (mesmo que, de vez em quando, ele suspire um pouco mais fundo, quando eu conto algum mico envolvendo questões internacionais...) e depois que contei aqui, ele lembrou que o avô dele teve uma polaroid, lá nos anos oitenta.
E numa ida à casa da avó, ele achou a câmera, ainda na caixa e tudo. E eu ganhei de presente!
Olha só a fofa (digo, a máquina): Me diverti muito! Mesmo que as fotos sejam só um borrão, o prazer do barulhinho e da maquininha dizendo "cheese" (sim, ela fala!) já me fizeram ficar feliz da vida pelo sonho de menina realizado.

E fiquei pensando que, de vez em quando, alguns sonhos batem na nossa porta quando já nem estamos pensando tanto nisso. Outras vezes, lembrar dos antigos sonhos e falar deles faz com que, de alguma maneira, a coisa toda se materialize. No meu caso, ter um marido que se empolga com meus sonhos tem me ajudado muito a ser feliz com essas pequenas coisas. Já os outros sonhos, que dependem de trabalho e, sobretudo, tempo para serem concretizados, vão sendo construídos de pouquinho, com trabalho de formiguinha. E eu tenho me sentido uma operária dos meus próprios devaneios...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Chá com formiga


Um frio com chuva e um ventinho gelado entrando por tudo que é fresta desse ateliê. Meus pés gelados, apesar das meias e do tenis, assim como as mãos e a ponta do nariz. E muitos porquinhos e lobos para terminar, com um dado curioso: algumas mães com mais de um filho pediram mais lobos do que porquinhos, porque acreditam que vai dar briga, já que a preferência é pelos lobos.
Então, fiz um chazinho quentinho, coloquei na térmica novinha em folha e fui tomando durante a tarde. Infelizmente, não teve biscoitinho, nem bolo, porque chutei o balde nas férias e agora é hora de sofrer. Mas as amêndoas e pecãs quebram um galho.
O jogo americano de formigas é meu, mas vai ser o próximo lançamento da lojinha. Aguardem!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crônica do cotidiano: micos de viagem!

Algumas revelações aleatórias sobre a minha pessoa: eu tenho os quatro dentes do ciso e um dente de leite (e vivo a morte anunciada do miudinho desde menina); não importa qual o supermercado, eu sempre escolho o carrinho da roda podre, que vira pra direita quando eu quero ir pra esquerda; meu livro preferido é Dom Casmurro e eu sempre achei que a Capitu nunca foi adúltera, embora tenha certeza de que o Bentinho sempre foi manso e, por último: eu sou farofeira. #prontofalei!
Adoro um lanchinho, uma quentinha com torta de liquidificador, um tupperware com bolo gelado de côco e uma garrafa térmica com suco!
Lembro da primeira vez em que fui para Ribeirão Preto, conhecer a família do marido. Eu estava em Jaboticabal, na casa da tia Có (oi tia!) que, por sua vez, tem carteirinha carimbada quando se trata de farofa. Resolvi sair cedinho, mas a tia acordou antes e preparou um lanchinho simples pro caso de eu ficar faminta na longa viagem de meia hora: um baita sanduíche de pão com ovo e bife!
E lá fui eu conhecer os sogros, morrendo de vergonha do sanduba gigante e sem nenhuma fome pós-café da manhã. Quando cheguei, pensei em deixar o pacote no busão, mas a minha educação cristã me encheu de culpa e resolvi procurar alguma alma esfomeada. Só que nem tive tempo de agir... mal desci e já dei de cara com o namorado/marido. Éramos ele, o sanduíche e eu querendo morrer de vergonha!
Mas, nessas horas constrangedoras é que você descobre se realmente está diante da sua cara metade. Marido logo sentiu o cheiro, pegou o pacote de papel alumínio da minha mão, abriu e saiu comendo. Quando chegamos no carro do sogro, não tinha mais nem uma migalha pra provar minha farofice!
Esse preâmbulo todo foi pra mostrar que, embora os opostos sejam atraentes, a gente acaba é casando com o farofeiro master.
E foi com fome de farofa que pagamos um baita mico chegando no Chile, vindos do Uruguay. Cunhadinho tinha dito pro marido que os embutidos chilenos eram ruins e caros, nada a ver com os salames e jamóns uruguaios e argentinos. Então, na última passada pelo supermercado Ta ta, marido abasteceu uma sacola de bolachinhas, doce de leite, balinhas, chocolate e um salaminho afinal, tinha jogo do Brasil no domingo.
No aeroporto de Santiago, cada um pegou a sua mala na esteira e, quando vi, tava lá, maridão cercado pelos cães farejadores da polícia: Parecia cena de filme. E ele, na maior ingenuidade, foi fazendo carinho na cachorrada até que a policial perguntou se ele tinha carne na bagagem. Ele: "no!", enfaticamente; ela:"la canina sinalizó que tiene". E o caçula: "é o salame, pai!é o salame!".
Bom, pra encurtar a história, marido passou pela raio-x, os caras olharam a mala, se entreolharam e disseram: "jamón", como se fosse um pacote de crack. Ele foi processado (sim, processado!) e detido na imigração junto com outros perigosos meliantes, todos brasileños, claro: um, com uma maçã mordida; outro com um saco de feijão preto e um mineirinho com um queijim de nada, uai!
As fotos foram tiradas bem de longe com zoom e saídos rápido e de fininho. Esse é marido, com cara de no lo creo! No meio da confusão, marido teve que ler a acusação em voz alta, super sério, porque percebeu que a coisa não era brincadeira, nem pegadinha. Depois teve que assinar que compreendia a acusação e preparar sua defesa, em que afirmou ter se olvidado por completo que tenia lo jamón en su equipaje e os carabineros se reuniram numa salinha para o veredicto. Duas horas e meia depois, marido, réu primário no tráfico de embutidos, foi absuelto sem multa e convidado a assistir a destruição química do salame. E a canina Paloma, la fofoqueira, nem ganhou um teco!
Contando parece (e foi) engraçado, né?
Mas me fez pensar no exagero e na onipotência dos acusadores, aqueles mesmos que levavam estudantes pro estádio e, agora, na falta de comunistas pra perseguir, pegam salame em aeroporto. De qualquer forma, fica a anedota. Afinal, o que é uma viagem sem nenhum mico?