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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Antes & Depois: galocha

O final de semana foi de muito trabalho mas, mesmo assim, rolou um Antes & Depois rapidinho, meio mequetrefe mas de efeito fofo. Afinal, a galocha já era linda branquinha.
O único problema é que eu não dou conta de nada branquinho por muito tempo. Aliás, vou confessar: acho as casas escandinavas profundamente brancas que pipocam pelos blogs de decô um tanto quanto boring; meu negócio é cor!
E uma cartelinha de decalque (aquele antigo, lembra?) e um buquê de flores depois, a galocha ficou com outra cara: Nada trabalhoso, nem caro. E antes que alguém venha dizer que não vai durar, que tal lembrar do poetinha?
Acho que a graça de alguns jeitinhos domésticos está na eterna mudança, com suas infinitas possibilidades de trazer cor pro lar e pro cotidiano. E se tiver flores, melhor ainda! Boa semana!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Antes & Depois: luminária

Sinceramente, hoje a minha vontade era de permanecer calada. Sério, o dia foi tão cansativo que eu queria mesmo era ficar quietinha e dormir cedo.
Mas promessa é dívida e cá estou eu para mostrar o Antes & Depois da semana, que quase não saiu.
Continuo tentando equilibrar a vontade de mudar uma ou outra coisinha aqui em casa sem gastar muito tempo e dinheiro, evitando tudo que some três dígitos ou três dias.
A luminária do quarto da filha era a mesma de quando o quarto era do caçula, ainda bebezinho. E não combinava mais com a ideia romântica com toques de rosa da atual moradora. Então, lá fui eu tentar um makeover na bichinha! A ideia inicial era só pintar tudo com tinta de tecido vinho e colar o grelot na beiradinha. Só que o tecido era totalmente sintético e não aceitou bem a tinta, e o que era pra ser feito em um capítulo, virou uma minissérie. Tive que tirar todo o tecido azul com solzinho e lua depois de já ter tentado pintar um tanto. O resultado é que o acetato ficou manchado, então forrei tudo com algodão cru, colando bem certinho com cola branca extra forte. Ficou assim: E depois de pintar com a tinta vinho, fiz o acabamento por dentro com fita na mesma cor, colando com cola quente. E, por fora, colei o grelot turqueza do mesmo jeito. Deixei secar embaixo da parreira, linda de morrer e carregadinha de cachos! E já pendurada no quarto da filha, que ainda tem muita coisa pra ser feita, então não vou mostrar mais que o teto: Talvez as mudanças por aqui tenham que sofrer uma pequena pausa, já que o ritmo de trabalho está naquele momento alucinante do ano. Espero aparecer com uma outra mudancinha mas, se eu faltar, saibam que não é por falta de vontade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Leões e outros bichos

Domando um leão por dia e mais outros bichos (e totalmente sem tempo pra qualquer coisa). Mas amanhã eu apareço com o Antes&Depois da semana. Prometo!
Ah, o leãozinho vai enfeitar uma festa bem selvagem, junto com outros animaizinhos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bolo de chocolate para o marido!


E o marido fez aniversário e fiz dois bolos, um de pêra com amêndoa para o dia D e outro de chocolate para receber os amigos. Mas como hoje é segunda-feira, dia nacional do mimimi e das reclamações infundadas, achei que a receita do bolo de chocolate cairia melhor. Afinal, chocolate é cura certa para muitos males, além de melhorar o humor e fazer a segunda parecer sexta (#not).
A receita é do Panelinha, livro que ganhei no dia das mães e achei lindo mas parco em explicações mais aprofundadas. Pura implicância de primeiro momento, confesso. O livro é lindo e, no fundo, o fato de ser escrito de forma bem direta acaba sendo sua grande virtude, pois dá aquela impressão de caderno de receita de uma amiga querida, que você pega emprestado depois do chá para copiar a receita do bolo, ainda na mesa posta. E as receitas funcionam, como o subtítulo promete (no mesmo dia do bolo, fiz também o homus e o babaganouch para acompanhar o quibe com coalhada, um dos pratos prediletos do aniversariante. Depois preciso repetir e postar aqui).
O bolo de chocolate é bem do tipo que agrada meu marido: honesto, simples e sem muita informação. Porém, com a quantidade enorme de chocolate (usei o belga Callebaut, como a ocasião pedia) ficou perfeitamente festivo e fez a alegria da noite. Além de ter me dado ânimo extra no café dessa tarde de segunda cheia de trabalho (tem coisa melhor que bolo gelado no dia seguinte?).

Bolo Fudge com Cobertura de Ganache:
(do livro Panelinha)
Para a massa:
150grs. de chocolate meio amargo
2 xícaras (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de água
110grs. de manteiga
1/3 xícara (chá) de óleo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de cacau em pó
1 pitada de bicarbonato de sódio
3 colheres (chá) de fermento em pó
2 ovos
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar
Modo de preparo:
1. Preaqueça o forno a 180°C. Unte uma forma redonda de 25cm de diâmetro com manteiga e polvilhe com farinha de trigo;
2. Numa tábua, pique o chocolate. Numa panela, coloque o chocolate picado, o açúcar, o leite e a água. Leve ao fogo médio, mexendo sempre. Quando derreter, retire do fogo;
3. À panela com a mistura de chocolate, junte a manteiga e o óleo. Misture apenas para incorporar;
4. Numa tigela grande, misture a farinha, o cacau em pó, o bicarbonato e o fermento. Regue com a mistura de chocolate e misture bem;
5. Adicione os ovos, um a um, misturando bem entre cada adição;
6. Transfira a massa para a forma e gire sobre a mesa, para nivelar. Leve ao forno preaquecido para assar por 30 minutos. Enquanto isso, prepare a cobertura.
Para a cobertura de ganache:
300 grs.de chocolate meio amargo
2/3 de xícara (chá) de creme de leite fresco
70 grs. de manteiga
Modo de preparo:
1. Numa tábua, pique o chocolate. Transfira para uma tigela e leve ao microondas por um minuto, apenas para amolecer;
2. Coloque a manteiga num recipiente e leve ao microondas por 30 segundos, para derreter.
3. Numa panelinha, coloque o creme de leite e leve ao fogo médio. Quando ferver, retire do fogo e despeje no chocolate amolecido. Misture bem até obter um creme liso (usei uma espátula mais firme). Acrescente a manteiga derretida e misture novamente.
Montagem:
1/2 xícara (chá) de lâminas de amêndoas torradas para decorar.
Modo de preparo:
1. Num prato redondo, maior que a forma, desenforme o bolo (eu deixei esfriar um tempinho já no prato definitivo);
2. Despeje a cobertura de ganache sobre o bolo e espalhe com uma espátula, deixando a cobertura escorrer. Já nas laterais, a cobertura que escorreu precisa ser espalhada com uma faca ou com a espátula. Polvilhe a borda do bolo com as amêndoas laminadas.
3. Quando a cobertura endurecer, transfira o bolo para outro prato ou limpe as bordas, retirando o excesso de cobertura (deixei esfriar fora da geladeira).
Enjoy!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Modo de fazer: catálogo coats


Essa dica é para quem é maluca pelos tais PAP's (aka passo-a-passo), moldes e afins. Desde abril desse ano, tenho feito vários projetos em parceria com a Coats, que lançou catálogos bem bacanas com as fotos de produtos de diversos ateliês, além de disponibilizar moldes e modos de fazer no site.
O catálogo de abril tem bichinhos, bolo, xícaras e bule e cupcakes de tecido feitos por mim com os tecidos de estampas delicadas da Coats:
Essas receitas estão no site. Também já estão lá alguns moldes de Natal, como o peso de porta de Papai Noel e a casinha de gingerbread, bem fofos e feitos com tecidos natalinos da Coats!
Então, aproveitem e mãos à obra!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Antes & Depois: da lata!


Eu sou daquele tempo em que a mistura calça semi-bag, dockside, ombreira e mullets era bacaninha. E, por conta de certo acidente marítimo, tudo o que era bom demais era "da lata". Quem usou muito brinco verde-limão gigante numa das orelhas, há de me entender.
Ainda bem que tudo passa nessa vida. Só não passa a minha imensa vontade de dar um jeito no quarto dos meninos mas, confesso, ontem desanimei um pouco andando pela ETNA. Tudo pela hora da morte. Como é que dá pra ter uma casa arrumada desse jeito?
E eu mesma respondo: usando a mágica do que já temos mais um pouco de tinta!
A latona de chopp estava guardada desde meu aniversário; o spray amarelo sobrou da malaventurada experiência com o chapeleiro, lembram?
Então, achei que estava na hora da minha redenção com o spray. Afinal, diferente da primeira tentativa, não era nada de grande valor que estava em jogo, nada que me fizesse ficar triste ou perder a cabeça, só uma latona que iria pro lixo. O primeiro passo foi tirar a parte de cima da lata. Para isso, pedi ajuda pro meu filho e marido de braços fortes. Eles levaram a latona pro fundo do quintal e rasparam a borda de cima no chão de cimento até desgastar bem (acredito que com uma lixadeira e lixa grossa também seja fácil de fazer). Depois de raspar bastante, é só martelar o tampo pra dentro da lata e retirá-lo. A beiradinha fica com rebarbas, que retirei lixando até ficar tudo lisinho. Depois, foi partir para a pintura, respirando fundo e mantendo a distância. Se eu fosse uma pessoa mais chegada a etapas e processos certinhos, teria comprado um primer para a primeira demão, o que me faria gastar menos tinta depois, já que cobrir os escritos da lata foi tarefa demorada. Mas, como sou ousada, fui direto para a tinta e fiz várias demãos até cobrir tudo. Gostei do resultado: um amarelo bem brilhante: E lembrei de uns adesivos que meu caçulinha ganhou da tia e estavam guardados. Ele curtiu os monstrinhos e disse que ficou parecendo "vírus, que combina com lixo"! Só não deu pra mostrar a lata no quarto dos garotos, que hoje está uma verdadeira zona de guerra. Prometo que mostro depois, junto com outras novidades.
Aliás, eu sei que ando fazendo muitos Antes&Depois, o que mostra todo meu lado canguinha, muquirana, mão de vaca. Mas, de verdade, tenho pensado muitas vezes antes de trazer algo novo pra casa. Fui para o Rio de Janeiro semana passada e, confesso, vi coisinhas lindas que me deram o forte ímpeto de consumir loucamente. Mas me diverti tanto passeando com pessoas queridas que a vontade passou (embora eu tenha voltado pra casa com tecidos e zíperes do Saara!).
E um dos lados legais da minha muquiranice é que reformar o que já tenho me dá um grande prazer, além de custar pouco. Se eu estiver exagerando, podem reclamar, ok?
Boa semana!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Modo de fazer: capa de almofada

Quando fiz a cortina da pia, alguém perguntou lá na página do blog no Facebook se não teria um passo-a-passo. Achei uma certa graça, já que a cortina é de quadradinhos, sem muita ciência, nem complicação.
Mas daí pensei que, há poucos anos atrás, eu mal conseguia costurar em linha reta. Só que não me dei por vencida até vencer o medo da máquina e, aos poucos, me jogar de cabeça no maravilhoso mundo dos tecidos e linhas.
Então, quando comecei a fazer essa capa de almofada, achei que seria uma ajudinha boa pra quem quer se aventurar.
Fui bem metódica, pra mostrar direitinho como fazer a capa de retalhos. Comecei cortando um pedaço de papel no tamanho exato da frente da almofada. Depois, usando a régua, dividi o retângulo em pedaços marcando com a caneta, formando blocos: Depois, cortei os retalhos, lembrando de deixar 1cm de margem para cada lado (ou seja, se vc quiser um pedaço de 15x15cm, corte um de 17x17cm): Depois, é só costurar os retalhos em blocos, para finalizar a montagem do patchwork: E o patchwork, depois de quiltado sobre a manta acrílica, ficou assim: Quiltar é fazer costurar sobre os retalhos, para deixá-los mais firmes. No caso da capa de almofada, fiz apenas algumas costuras bem rentes em alguns dos encontros de tecido, pois a intenção era unir o patchwork à manta acrílica, sem fazer pontos decorativos (o que também fica bem legal em alguns trabalhos). Além de quiltar, é importante arrematar bem os retalhos (eu fiz usando overlock, mas pra quem tem só máquina comum, um ziguezague apertadinho tá de bom tamanho).
Para a parte de trás da almofada, cortei dua vezes a metragem do patchwork da frente em tecido mais grossinho (usei sarja). Desse jeito: Uni direito com direito, fiz uma dobra grande e costurei, repetindo o mesmo processo com a outra parte (as partes de trás devem ficar sobrepostas, formando uma abertura para a almofada.
Costurei todas as partes e o lado de trás ficou assim: E a capa prontinha ficou assim:
E eu me lembrei que, há um tempão atrás, eu tinha mania de fazer mosaico. Era mesinha e moldura de mosaico pra todo lado nesta casa! Ainda hoje, a placa com o número da nossa casinha é de mosaico (assim como de muitos amigos nossos pra quem eu fiz plaquinhas de presente).
Numa das vezes em que eu estava com os dedos cheios de cortes por causa dos azulejos picados, um grande amigo engenheiro apareceu aqui e, depois de olhar a mesinha de mosaico que eu estava fazendo, disse o seguinte: "Ana, cê sabe que com seis azulejos inteiros medindo tanto por tanto daria pra cobrir a mesinha sem quebrar nada, né?"
Claro que ele não entendeu o meu bico de contrariedade mas, né, amigo engenheiro...
Enfim, juntar pedaços dá trabalho, seja de tecido, de caquinho ou de coração partido. Requer boa vontade, coragem e amor pelo o que imaginamos que os cacos possam se tornar. E um bom tanto de fé sempre vai bem, para as pequenas e grandes coisas da vida.
Bom feriado!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Era uma vez uma toalha!

Mais uma novidade pra brincar, enfeitar e contar história!
Essa vai enfeitar a festa da Helena, que ama contos de fada com finais felizes, assim como eu. E no nosso piquenique de Chapeuzinho Vermelho, a Vovozinha faz os quitutes, a Chapeuzinho vem tranquila pelo caminho e o Lobo e o Caçador são veganos e super amigos!
Para criar a sua versão do piquenique/história, encomende a sua lá na loja!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pequenas alegrias domésticas: roseira em flor

Por aqui, como é de praxe nos finais de ano, o ritmo alucinante já começou. Tenho trabalhado até altas horas e corrido feito doida. E #adoromuitotudoisso!
Mas no meio do corre-corre não tinha como deixar de admirar a roseira que plantei há uns meses. Não sei se já contei, mas amo rosas, principalmente as amarelas, e tenho muitas mudas pelos canteiros aqui em casa.
A questão é eu que entendo nada do assunto e logo que plantei as duas roseiras nos vasos surgiram umas doencinhas esquisitas nas folhas, que começaram a ficar enrugadas e com cara de enferrujadas de um dia pro outro. Podei, sem muita fé, adubei e, seguindo os conselhos da Dona Tereza, uma jardineira de mão cheia, passei a colocar a borra do café na terra e a regar com a água da lavagem do arroz.
Uma delas ainda está se recuperando, meio mirradinha de folhas, mas já exibe uma rosinha cor-de-rosa. A outra, que é essa da foto, está a mais pura exuberância, até pesada de tantas rosinhas.
E, pra minha surpresa, surgiram rosas brancas e rosas amarelas no mesmo pé! E eu, entre uma costura e outra, dou uma olhadela na varanda e me sinto mais feliz que o menino do dedo verde!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Waffle e um extra: receita de mexerica na quitanda da vizinha!

Passamos duas semanas negras aqui em casa, com uma virose avassaladora da qual somente eu saí ilesa (ainda bem, porque alguém tinha que fazer o chá, medir a febre e dar antitérmico pro resto da família, né?).
Mas depois de dias de inapetência, vieram vontades diversas de comer isso e aquilo; o caçula fez até uma lista, que incluía coisas variadas como yakissoba, panqueca de maçã(sempre!), hamburguer, batata recheada e waffle. Fora chocolate, sorvete de manga e outras guloseimas.
Já marido chegou a brigar comigo porque dei de presente um vidro extra da geléia de mixirica que fiz há uns dias. Então, no final de semana, lá fui eu fazer a geléia de novo e tentei ignorar os waffles até o final do domingo, porque a preguiça de limpar a maquininha me faz evitar um pouco essa receita. Mas diante dos olhos pidões do pequeno, venci a leseira e fui para a cozinha.
E compartilho com vocês a receita-delícia:
Waffle doce:
(xícara de 240ml)

3 ovos
6 colheres de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/2 xícara de açúcar
1 xícara de amido de milho
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de leite
1 colher (chá) de sal
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

A receita pede para ser batida no liquidificador mas, como é grande, o melhor é bater à mão, com o fouet.
Bata os ovos, junte o açúcar e a manteiga e incorpore. Aos poucos, junte a farinha peneirada com o amido e o leite. Misture. Junte o sal e o fermento.
Transfira a massa para uma caneca ou jarra e coloque a massa aos poucos no aparelho de waffle untado com manteiga (o melhor é fazer um pouquinho de cada vez, para ficar crocante e bem assado), seguindo as indicações do fabricante.
Nunca fiz waffle antes de ter a maquininha, mas já vi aparelhinhos manuais, como aquelas sanduicheiras antigas que vão direto ao fogo. Também acho que dá para tentar fazer numa frigideira, apertando bem a massa com uma espátula. Porém, o bacana da máquina são os sulcos que a forma cria, que incorpora bem a geléia ou outro recheio delicioso!
E se a geléia linda, laranja e suculenta deu água na boca vai lá na casa da comadre Quitandoca que tem a receita!
Boa semana!