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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chega mais, 2013!


Que 2013 seja um bom ano para quem é malabarista, equilibrista, um pouco palhaço... e que a corda bamba tenha  a rede de proteção que esqueci de solicitar no ano anterior.
Enfim, que seja um ano novinho em folha, cheio de acertos, erros e novas tentativas, como deve ser a vida. Afinal, um ano novo nada mais é do que um calendário cheinho de grandes possibilidades!
Bom 2013 pra todos nós!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Noite Feliz!


Depois de um ano e tanto, é hora de pensar que estamos todos bem, que a alegria de viver e ser amado se renova e a gente segue em frente, sabendo que sempre vale a pena.
Então, que hoje o maior presente seja estar em família, entre amigos e amores.
Feliz Natal a todos (mesmo a quem passa por aqui não pela amizade, afinal, hoje é a Noite de Amor)!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Na cozinha: doce de leite


E começa a temporada das festas! 
Eu falo isso como se, aqui em casa, a gente precisasse de motivo pra fazer festa... na verdade, qualquer pequeno motivo é suficiente pra chamar os amigos e passar um dia no quintal, cozinhando e papeando.
No domingo passado, o motivo foi um pacote de feijão preto e a necessidade de planejar a nossa já tradicional festa de reveillon.
Olha só o marido e nosso grande amigo Xan preparando a couve e a feijoadinha no fogão à lenha:

(já sei que vcs vão comentar que a paredinha atrás do fogão ficou linda, mas eu conto melhor sobre isso depois, ok?)
E já que o fogão tava aceso, aproveitamos pra fazer doce de leite. Cada um deu um pitaco e fizemos assim:
Caramelei 2 xícaras de açúcar na panela de fundo bem grosso. Depois, o Xan colocou 1 litro de leite e mexeu até o açúcar se misturar bem (nessa hora, tem que tomar cuidado, porque espirra pra caramba.
Juntamos mais 3 litros de leite, uma lata de leite condensado, 2 xícaras de açúcar, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio e 1 pires (dica da minha mãe para não transbordar).

A panela ficou borbulhando a tarde toda, até reduzir pra cerca de 1/3 da quantidade inicial e ficar bem escuro, com cara de bala de leite Kid's!

Quando começou a mudar de cor, tiramos o pires e começamos a mexer com colher de pau, até engrossar um pouquinho (não muito, pois ele endurece um tanto depois de frio).
Com os canudinhos (comprados prontos), foi a sobremesa mais sucesso da história desse quintal!
Delícia mesmo!
E quem nunca gostou de docinho simples, que atire o primeiro canudinho!
=)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Antes&Depois: lixeira

Como acontece todos os anos, estou aqui, às vésperas do Natal, quase enlouquecida para terminar tudo o que me pedem e ainda manter alguma sanidade para as festas.
Esse ano foi terrível mas, de alguma maneira, sinto que despertei para o que eu realmente sou e acredito só agora nesse finalzinho. Como se eu tivesse adormecido de um jeito conturbado, com sonhos perturbadores durante sono e agora tivesse caído da cama!
Enfim, de uma vez só, além das encomendas, bazares e finalizações, a gente está encarando um começo de reforma. E eu devo dizer que gosto disso. Gosto da possibilidade de recomeçar de um novo jeito, de mudar as coisas de lugar, refazer... por mais que, por enquanto, só tenha bagunça, cimento pelo chão e apenas uma nova paredinha erguida.
Não tem sobrado muito tempo para pensar em outras pequenas coisas, como os móveis que vieram da loja e atulham vários cantos da casa, por exemplo. Eu olho para eles com muitas ideias, mas nenhum tempo de sobra.
Só que, no meio do caos e da correria, apareceu no meu caminho essa lixeira de consultório, ainda com etiqueta (ela veio de presente junto com as cadeiras, lembram delas?). Marido amou e eu idem.
Mas claro que achei que ela podia ter mais cor, né?
E a solução rapidinha foi o velho e bom spray. Depois de uma boa lavada com água sanitária e sabão de coco, sequei bem e pintei só o baldinho (por enquanto). Mas já deu outra cara:
E agora a lixeirinha reina, linda e amarela, lá no cantinho perto da porta:
Ô coisa boa que é ganhar presente inesperado, né?
Bom final de semana.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

5° Bazar Kohii de Natal


Amanhã tem o 5° Kohii Bazar, edição de Natal no delicioso Café Kohii. Se vc ainda não conhece, vale a pena (o almoço é uma delícia, assim como os sanduíches e as sobremesas).

End: Rua da Glória, 326, Liberdade  São Paulo - SP
das 11 às 18h.

Espero vocês lá.



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Na cozinha: refresco de mate e limão


Nesses dias de calor infernal, tenho mantido a geladeira abastecida de suco e chá gelado,  porque a agradável temperatura de deserto do Saara dá aquela sede.
Pra variar o mate gelado, lembrei de uma receita da sogra, que deixa o mate ainda mais refrescante: misturar o chá com um pouco de refrigerante de limão. Embora os meus amiguinhos Vitor prato fundo Hugo e Paty Mimmos tenham me trollado no facebook dizendo que eu estava tomando biru  no meio da tarde (biru=beer no Japão, segundo a Paty, também conhecida aqui como breja, cerva, loira gelada), juro que era chá mesmo, sem nada de álcool! 
Não tenho uma receita exata, mas fiz o chá mais concentrado (uso o mate seco, sem ser de saquinho), deixei esfriar, enchi 2/3 de uma jarra com o chá e completei com 1/3 de soda limonada. Espremi um limão e levei pra gelar. Na hora de servir, bati com um mini mixer no copo mesmo (fica melhor batido no liquidificador, mas calor dá preguiça, né?) e servi bem gelado!
Não coloquei açúcar  porque acho que o doce do refri já foi o suficiente mas, pra quem curte mais doce (como os meus filhos) é só acrescentar o açúcar antes de bater.

Simples (e gostoso) assim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Modo de fazer: banner caseiro

Sexta-feira, véspera de bazar e eu com tudo arrumadinho, catalogado, etiquetado e organizado, unhas feitas,  cútis descansada e cabelo com o balanço da Mulher Maravilha. Só que não.
A verdade é que tudo sempre parece lindo pra quem está de fora, mas a gente nunca dorme direito às vésperas de ir pros eventos, sempre esquece alguma coisa e alguma unha sempre lasca.
E, no último minuto do primeiro tempo, descobri que a placa adesivada com meu logotipo tinhas descascado na mudança, depois de ficar alguns dias no carro. Ai!
Como stand sem uma identificação bonitinha não pode ser, corri pra ver qual alternativa boa, bonita, barata e rápida eu poderia tirar da cartola. Então, me lembrei que tinha duas folhas A4 de papel para transfer. E corri pra fazer um banner caseiro.
Fazer transfer em casa é relativamente simples. Primeiro, caso haja alguma coisa escrita, é necessário espelhar a imagem antes de imprimir, já que ela será aplicada em outra superfície. Para isso, use um programa de edição de imagem. 
A impressão deve ser feita de acordo com as especificações do papel.
Depois de impressa, recorte em torno da imagem, deixando uma margem de meio centímetro. Isso é importante, porque facilita na hora de transferir e garante que você tenha uma área menor e um menor risco da transferência deixar falhas. E já que é necessário recortar a imagem, vc pode aproveitar todos os  espaços da folha com outras imagens menores, que também serão recortadas. Além do logotipo, fiz várias bolinhas e florzinhas e, depois de tudo recortadinho, ficou assim:
O tecido que vai receber o transfer deve ser de algodão. Na hora de transferir, uma boa dica é NÃO usar a tábua de passar e sim uma superfície lisa e dura, protegida apenas por algum tecido grosso. Eu forrei minha bancada com algodão cru (aprendi isso na marra pois, da primeira vez em que fiz transfer usei a tábua de passar, que é mais fofinha,  e perdi algumas imagens que não grudaram direito). Posicione as imagens com o papel de proteção voltado para cima.
O ferro deve estar quente e sem nenhum vapor. Pressione cada imagem por uns 20 segundos sem ficar passando/movimentando o ferro. E não retire nenhum dos papéis de proteção antes de ter terminado todas as imagens:


Depois de frio, retire os papéis de proteção e... voilá!
Para fazer o acabamento do banner, fiz uma graça com alguns retalhos na barra, fechei as laterais e, na parte de cima, fiz um passador com uma tira de um tecido bonito, por onde atravessei uma madeirinha dessas que a gente encontra na seção de armários de lojas de materiais de construção, pra poder pendurar.
Ah, depois de pronto não dá mais pra relar o ferro quente senão danifica a imagem, ok?
Então, se precisar repassar, faça pelo avesso. 
O meu banner caseiro ficou fofo assim:
Quem foi na 6a. edição do Bazar Ógente viu.
Aliás, os dois dias de bazar foram uma delícia! Como é bom estar entre pessoas que pensam e vivem os crafts com seriedade, como todo trabalho deve ser. Fico muito feliz nesses encontros e o Ógente é um dos melhores momentos pra encontrar tudo isso reunido.
Lembrando que,  durante essa semana (de hoje, dia 04/12, até quinta, dia 06/12), está rolando o 4° Marché Jardim Leopoldina, em SP, que eu participo junto com as queridas da máfia japa (Mimmos, Tupã, Flô di Pá, Cuttinstudio). Já no sábado tem o bazar Kohii de Natal, na Liberdade - SP, no café mais gostoso de lá. 
E sábado e domingo tem o Bazar Resgatinhos em Campinas (estarei por lá no domingo).
Algumas meninas tem me escrito pedindo dicas na hora de fazer bazares. Na verdade, já falei um pouco sobre o assunto aqui. E as meninas do superzíper também fizeram um craftcast há uns anos atrás, com várias crafters bazarzeiras falando sobre o assunto.
As minhas dicas não mudaram muito mas, quem puder, indico fazer uma lista básica de tudo antecipadamente: decoração, embalagens, quantidade de cada produto, divulgação, cartões de visita, etc.
Assim vocês não terão tanta correria na última hora, podendo chegar lindas, leves e fabulosas no evento!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Agenda de Bazares 2012


Eis que chega dezembro, mês da correria pelos presentes perfeitos, estacionamentos lotados, barbas falsas de papais noéis idem, neve artificial e luzinhas piscantes. Mas também é mês da Noite Feliz, de encontrar os amigos e celebrar em família.
Eu, como boa crafter, tenho a tradição de comprar presentes de quem faz com as próprias mãos e o coração, evitando o consumo desenfreado e sem consciência. E o melhor momento para isso são os bazares de Natal, então anota aí na sua agenda:

Em São Paulo/SP:

Bazar Ógente 6: dias 01 de dezembro, das 11 às 19h; 02 de dezembro, das 11 às 18h.
End:  Rua São Joaquim, 381 - Liberdade (duas quadras do metrô São Joaquim)
aceita cartões de crédito
www.bazarogente.com.br

4° Marché Jardim Leopoldina: dias 04, 05 e 06 de dezembro,  das 11 às 21h.
End: Rua Mofarrej, 707 - Vila Leopoldina
aceita cartões de crédito

Bazar Kohii de Natal: dia 08 de dezembro, das 11 às 18h.
End: Rua da Glória, 326 (subsolo) - Liberdade
aceita cartões de crédito

Em Campinas/SP:

ResGatinhos: 08 e 09 de dezembro, das 10 às 18h.
End: Av. Cel. Silva Telles, 132/136 - Cambuí
www.resgatinhos.com.br

Espero vocês!



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Uma luz no fim do ano...


Estive bem ocupada durante as últimas duas semanas, tentando colocar a vida em ordem. Sim, aprendi a deixar pra trás muitas coisas ao longo desse 2012, simplesmente porque se tornaram pesadas demais.
Também aprendi que um sonho é feito de tentativas. Afinal, se o sonho fosse baseado na certeza, deixaria de ser sonho rápido demais.
Então, num mesmo ano, saí de mala e cuia do meu ateliê em casa para acomodar meus amados panos e máquinas num local comercial. E devo dizer que estava bem feliz com cada pequeno pedacinho de conquista. Só que não embarquei nessa sozinha e, se num trio dois não estão felizes, a coisa se complica.
A decisão de não manter mais a loja Café com Pano nos moldes iniciais não foi exatamente minha mas, confesso, tenho uma enorme dificuldade em viver mortes anunciadas. Por isso, preferi retornar para o meu antigo ateliê caseiro (não sem antes soltar fumacinha da cabeça de tanto pensar no que fazer).
Quando retornei, no meio da maior bagunça possível, me surpreendi trabalhando com uma tranquilidade que há tempos eu não sentia. E entendi que o maior ativo que um negócio como o meu não pode prescindir é a criatividade, não um imóvel. 
É claro que um lugar bonito e agradável de se trabalhar ajuda. Mas os lugares agradáveis e bonitos a gente também inventa, cria e recria. Uma mente inventiva é capaz de mudar um ambiente e deixá-lo ainda mais propício ao trabalho. E, mais ainda, se beneficiar de todo esse processo, pois a criatividade se alimenta  e se diverte fazendo.
Nunca recebi nada de graça nessa vida, o que me faz acreditar que a recompensa vem do trabalho. E não descarto a possibilidade de repensar minha decisão no futuro e partir para outra empreitada, mesmo que isso signifique um esforço enorme de novo. Porque percebi  o quanto cresci profissionalmente ao longo desse ano e o quanto fui capaz de fazer, aprender e entender. Mais do que sair de casa, o ateliê Ana Sinhana ganhou nome, documento e contabilidade.
Agradeço muito, do fundo do coração, aos amigos que estiveram comigo em ambos os momentos, me dando a maior força (alguns, literalmente!). Sem vocês, minha força e casca grossa não seriam super poderes!
Aos amigos virtuais, sou grata pela torcida animada, mesmo que de longe. Entendi o quanto essa conquista foi parte da vida de vocês também. Obrigada!
Também agradeço aos clientes queridos que apareceram por lá e se tornaram reais. Foi tão legal conhecê-los ao vivo!
Aos parceiros, super criativos até na hora de negociar, meu super obrigada! Foi e sempre será uma alegria trabalhar assim, com base na amizade e confiança!
E, sobretudo, me sinto feliz e grata pela minha família amada, que me apoiou/suportou e acolheu em todos os momentos. Sem vocês, meus amados, nada disso faria sentido.
Nesse recomeço, já anuncio que terei uma reforma pela frente. E muitas novidades, porque criar faz parte do meu dia-a-dia, seja lá onde eu estiver.
=)

Em tempo: notei pelos comentários que algumas meninas acharam que eu "perdi" meu ateliê e isso não é verdade. O ateliê Ana Sinhana continuou a todo vapor, recebendo encomendas e trabalhando. Eu apenas deixei a loja-café da qual era parceira, ok?



p.s.: a luminária foi feita a partir de um pendente daqueles usados em obras e reparos e um suporte de vaso pintado de amarelo. Paguei baratinho numa loja de material de construção, pintei com spray e troquei o fio por outro vermelho, de uma luminária antiga. Só pra dar uma luz pro novo velho cafofo criativo!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Dia de faxina, mental e física; de mudar coisas de lugar e deixar pra trás o que não serve mais. E, por mais que o desapego, especialmente o emocional, possa ser difícil, o aprendizado é valioso e deve ser um exercício constante na nossa vida.
Ontem eu deixei pra trás a fase do que "poderia ter sido ótimo" nesse ano, mas não foi bem assim, porque nada é como a gente planeja. "Poderia ter sido" não combina comigo; meu negócio é arregaçar as mangas e trabalhar, porque tentativas e erros fazem parte da própria existência. E a melhor das consequências é assumir a responsabilidade e poder seguir em frente mais forte.
Hoje eu abraço o aprendizado e a possibilidade de recomeçar fortalecida, usando plenamente os dons com que fui presenteada.
"Sinto muito, obrigada, eu te amo."
Bom feriado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

No varal: kits para uma noite do pijama

Semana passada, muita coisa bonita passou pelo varal daqui do ateliê. E, entre as belezuras, os kits para a festa de aniversário da Luli, uma noite do pijama com as amigas que, sortudas, ganharam nécessaire, camisola e avental pra brincar.
Eu me diverti pensando na delícia que seria a festa, nas meninas brincando e tal, porque é sempre muito legal fazer coisas pra crianças.
Engraçado que todas as encomendas tem sido assim, infantis e alegres, o que é um presente no meio do momento transitório que anda a minha vida, com muitas coisas em suspenso de um jeito que me incomoda e tem me deixado um pouco em dúvida sobre o que fazer a seguir.
Só que, quando as perguntas são muitas, você tem que apurar os ouvidos, porque a resposta vem de onde menos se espera. E logo que a Luli recebeu o pacotão na casinha dela, eu recebi um telefonema inesperado, naquela vozinha infantil e doce, pra agradecer. E, em momentos bruscos, receber um carinho inesperado ou te desmonta, ou te faz levantar de vez e seguir...
Fiquei tão tocada e emocionada com aquela conversa simples e sincera, que só uma criança consegue conduzir, que entendi que devo estar fazendo algo certo nessa vida.
Definitivamente, amor com amor se paga.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Chá de cadeira

Eu vou contar um episódio constrangedor que me aconteceu há uns meses porque, né, melhor rir do que chorar.
Foi num daqueles dias em que nada contribui para a sua auto-estima, em você acorda com dor nas costas, cabelo todo zoado, olheiras e ainda se depara com a pia cheia de louça. Mas eu, casca dura e teimosa de nascença, levantei e fui cuidar da vida. E a rotina até que ia bem, e eu fui me distraindo com as coisas até a hora do almoço.
Quando sentei pra almoçar... ploft! Lá se foi a Ana pro chão, numa cadeira espatifada. Gostaria de dizer que chorei pela dor moral mas, na verdade, eu chorei de dor mesmo. Caí que nem banana podre, com as pernas dobradas e fiquei por dois meses com hematomas enormes nas duas panturrilhas (quando eu digo enorme é algo do tipo duas laranjas pretas, roxas e esverdeadas ao mesmo tempo. Lindo, só que não) .
Até achei que tinha sido uma pegadinha de mau gosto, porque era público e notório que a cadeira tinha soltado os parafusos e a balofa aqui sentou achando que o marido tinha resolvido a questão.Pelo menos, na hora, ninguém nem riu, porque eu chorei de verdade.
Desde então, falta uma cadeira na nossa cozinha. E marido me disse que o problema são as cadeiras "fraquinhas" que eu compro naquelas grandes lojas moderninhas que a gente adora. Bem, pelo menos ele não botou a culpa na balança, né?
Então, decidi que só compraria uma outra cadeira que fosse forte o suficiente. E achei essas duas, antigas (segundo o vendedor, da década de 50. Será?), de ferro, pesadas à beça:
O mais bacana de tudo: as duas não custaram nem 1/4 do que custaria uma única cadeira nova. Vão precisar de um cuidado, claro. Mas o que é que não fica lindo com um pouco de dedicação?
Na verdade, minha vontade era manter meio assim, meio pintada, meio com cara de enferrujada, mas não sei bem que processo usar pra manter só a cara de velha, sem a ferrugem. Ou será que pinto bem colorida?
Universitários, me ajudem?
Um outro achado foi esse criado mudo:
Já coloquei tudo na fila das reformas aqui em casa e, devo dizer, minha mão tá coçando de vontade de mexer com as tintas e lixas de novo mas, por enquanto, estou amarrada ao pé da máquina de costura, se é que vocês me entendem...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Brunch reforçado pros nenéns

Quem tem filhos no ensino médio sabe que o último final de semana foi tenso por conta da prova do ENEM 2012. Aqui em casa, com um vestibulando e uma quase-vestibulanda, a ansiedade foi nível 10.
E eu, que sempre fui "a" nervosinha na hora das provas, fiquei só imaginando os meus nenéns fazendo prova, naquela tensão toda.
Na época da graduação, eu ficava tão, mas tão tensa, que cheguei a amassar uma folha de prova de contabilidade (meu maior terror naquela época) e jogar no lixo. Por sorte, marido (que, na época, era namorado), pegou a folha, desamassou e entregou ao professor, pedindo desculpas pela namorada maluca. E eu passei. Coisas que só o amor, né?
Claro que, dessa vez, tentei me controlar ao máximo e fui fazer o que mais me acalma ultimamente: cozinhar. Até porque os dois precisavam de um reforço pra aguentar a tarde de sabatina.
No sábado, fiz as panquequinhas americanas, comidinha mais comfy ever. A receita veio do infalível panelinha.
Depois que as crianças foram para a prova, comi uma com a compota de frutas que fiz na noite anterior e que é minha nova mania. Cortei maçã, ameixas e pêssegos frescos (uns três de cada fruta), coloquei duas boas colheradas de açúcar demerara, espremi uma laranja e misturei uma colher (sopa) de cointreau. Daí, levei pro forno a 180° em refratário coberto com papel alumínio. Só não é legal mexer muito durante o tempo de cozimento, pra não desmanchar as frutas mais molinhas (eu dei umas sacudidas na travessa). Deixei cozinhar por uns 40 minutos, depois coloquei num potinho junto com a calda deliciosa que se formou.
É uma alternativa ótima pros dias de gula sem culpa e vai bem com iogurte no café da manhã ou com requeijão de corte (ou sozinha mesmo, que é mais light).
Como eu disse outro dia no facebook, eu tento animar as pessoas com comida. Só não tem dado muito certo comigo mesma, por mais comilona que eu esteja nos últimos dias. Mas a vida tem fases e a gente vai seguindo, esperando momentos de pança e coração mais leve.
Boa semana!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Modo de fazer: seminole

Nos últimos dias, um enxoval bem colorido me rendeu um monte de tirinhas. Ontem, numa crise de insônia, aproveitei que minha máquina de costura estava montada na mesa da sala e fiz um seminole, técnica fácil e bonita do patchwork tradicional. Esse é um jeito bacana de aproveitar retalhos estreitos, em tiras. Além de ser bem fácil pra quem está começando e render um belo efeito.
Comce posicionando duas tiras assim:
Costure a lateral menor da tira que está por cima, vire para o lado direito e passe à ferro pra facilitar. Você terá algo assim:
A próxima tirinha deve ser posicionada na lateral que tem as duas cores, assim:
Continue costurando as tirinhas, seguindo a mesma lógica, até que o trabalho tenha o tamanho desejado:
Daí é só refilar as laterais e deixar tudo retinho que seu seminole está pronto para ser usado. Esse trabalho fica legal em barrados, então aproveitei o meu num pano de prato, aplicando na barra.
Notem que, como eu usei tiras reaproveitadas de outro trabalho, não tive a preocupação em manter exatamente a mesma largura para todos os pedacinhos. Mas, se você for cortar os tecidos especialmente para fazer um seminole, eu sugiro que as tiras tenham todas o mesmo tamanho.
Também não me preocupei muito com as cores, mas acho que fica ainda mais legal se você usar apenas três estampas, que devem ser aplicadas revezadamente.
Uma outra dica que sempre vale repetir é que o ferro quente é um excelente auxiliar na hora de montar um trabalho caprichado. Nada de cortar e costurar pano amassado, hein?
E olha só o paninho, já em uso, na cozinha:
Eu adoro pano de prato bonito. Tenho três gavetas na cozinha, cheias deles. E me surpreendeu, outro dia, um comentário no facebook numa foto dos panos de prato que eu recém tinha colocado lá na loja. A pessoa dizia que só não tava encardido, porque era novo...
Bom, aqui em casa nem tudo é novinho, mas gosto de pensar e tratar as coisas com carinho, então, troco os panos todo dia e, uma vez por semana os panos acumulados vão pra bacia com sabão e alvejante sem cloro; depois tomam sol e vão pra máquina de lavar. Uma colher (sopa) bem cheia de bicarbonato na lavagem (se não tiver peças coloridas no meio) também ajuda a manter tudo branquinho. Depois é estender no varal, secar, dobrar e voltar pra gaveta (não, eu não passo pano de prato à ferro).
Enfim, dá pra manter as coisas em ordem sem se tornar escrava, suprimindo algumas tarefas menos necessárias e custosas pro meio ambiente.
#ficadica








quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Branca de Neve

"Era uma vez, uma rainha que costurava sentada em sua janela de ébano. Ao furar o dedo na agulha, três gotas de sangue caem sobre a neve, e ela diz para si mesma: "oh, como eu queria ter uma filha com a pele branca como a neve, lábios vermelhos como o sangue e cabelos negros como o ébano". Logo depois, a rainha dá a luz a uma menina, com a pele branca como a neve, lábios vermelhos como o sangue e cabelos negros como o ébano. Ela recebeu o nome de Branca de Neve e, logo depois do seu nascimento, a rainha morreu".
Eu devo ter lido essa história no meu livro quebra-cabeças pelo menos umas mil vezes, quando tinha lá meus seis anos. Mais tarde, vi o filme da Disney outras mil vezes, com a minha menininha vestida como a fantasia de Branca de Neve, repetindo as falas junto com os personagens.
Então, com muito amor, fiz a minha versão de pano da princesinha, para outras princesas brincarem de contos de fada.
As maçãzinhas fofas são da Mimmos, obra delicada da minha amiga Paty.
Tá lá na loja.
<3

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Bolo Old School pra matar a saudade de um velho amigo!

A semana começou cheia de lembranças boas, já que uma amigo das antigas veio nos visitar ontem. O Fidu foi nosso colega de república (sim, eu era modernex e morava numa república mista), parceiro de noitadas estudando matemática ou assistindo novela (a gente saía correndo da última aula da tarde pra dar tempo de ver Mulheres de Areia, pra xingar a Ruth de bobona e falar que tinha meda da Raquel).
O Fidu também era alvo inocente de muitas pegadinhas. Não que a gente fosse bully, era mais no sentido de errr, fazê-lo perder um pouco da ingenuidade pueril em meio ao mundo cão universitário.
Numa das vezes, aproveitamos um pé quebrado do sofá pra deixar que o nosso amiguinho se sentasse e tomasse a culpa por destruir o sofá-de-família-herdado pelo Fara, nosso outro amigo. Também foram muitos sustos escondidos atrás da mureta esperando o Fidu e o Johnny (mais um amigo muito amado), voltarem do cinema.
E também teve a vez em que todos nos arrumamos pra uma festa dos anos 50, na moradia estudantil da cidade. Lá pelas tantas, o Fidu, vestido de jaqueta de couro preta e gel no cabelo, caiu de maduro (também conhecido como: bebaço) e lá foi uma galera levar o amiguinho pro hospital. Detalhe: fomos no carro de um cara que a gente mal conhecia (estávamos no primeiro ano e, no máximo, a gente tinha um passe escolar na carteira). Alguém tinha que segurar o Fidu, então eu fui junto no banco da frente. No banco de trás estava o Johnny, marido, a namorada do dono do carro e a Sy, outra grande amiga. Lá pelo meio do caminho, o Fidu enrola a língua e me avisa que precisa fazer xixi E vomitar... bem... pra encurtar a história e poupar meus amados leitores de um momento escatológico, só vou dizer que, no dia seguinte, joguei um vestido rodado no lixo.
I-n-e-s-q-u-e-c-í-v-e-l, mesmo porque meu marido nunca deixou nosso amigo esquecer, inclusive quando estávamos no altar, sendo padrinhos de casamento dele!
Bons tempos!
Mas também foram muitas as brigas e as portas batidas um na cara do outro... ainda bem que a maturidade eventualmente chega e faz você rever atitudes infantis e birra, então você tem a chance de se tornar alguém um pouquinho melhor: lá pelo mestrado, tivemos uma conversa franca e resolvemos algumas diferenças, porque amigo de verdade faz assim.
Hoje em dia, o Fidu virou Prof. Dr. Fidu e dá aula no mesmo campus em que nos formamos. E ontem veio pras bandas de cá pra dar uma palestra sobre alguma tema certamente muito relevante.
Confesso que fiquei saudosa de coisas que, na época, eu nem sabia que gostava. E nada melhor pra curtir o saudosismo do que um Bolo Nega Maluca (coisa mais anos oitenta, em que o politicamente incorreto não ficava assombrando as nossas vidas).
Quem atiçou minha larica foi minha amiga Paty, que falou da receita esses dias no facebook e me deixou aguada.
Achei a receita aqui. E garanto que o bolo é perfeito para comemorar boas lembranças e amizades de ontem e de hoje.
=)
p.s.: Fidu, eu me mantive calada durante esses anos todos, você bem sabe. Quem sempre deu com as línguas nos dentes foi seu amigo. Então, tomei a liberdade de contar só pros meus 2570 amigos mais íntimos a nossa história, ok?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Feliz dia de brincar!

Um dia muito feliz, não só pra quem é criança, mas também pra quem sabe que ter criança por perto é garantia de alegria!
=)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

E lá vem mais um enxoval colorido pra receber uma menininha que vai se chamar Ana Lua!
A encomenda ainda está no comecinho mas, com a colcha já dá pra ver a alegria que vai ser esse quartinho modernex!
<3
Quer encomendar pro seu bebê também? Me escreve que eu te mando o orçamento. ana@anasinhana.com

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Antes&Depois: caixas+pés palito

Rapidinho, como tudo nos últimos dias: foi assim que eu fiz dois expositores pra um bazar no comecinho de outubro.
As caixas foram feitas sob medida por um marceneiro mas, mesmo assim, o preço foi amigo; os pés, uma amiga comprou pra mim em SP.
Marido fixou os pés com parafusos (dois em cada pé, pra ficar firme) e, depois de lixar tudo, veio a parte que eu gosto: fazer "lambreca"! hahaha
Escolhi turqueza e púrpura (ou latex coral azul marítimo e veludo russo, acabamento brilhante):
Pintei só o caixote, porque ainda não decidi o que fazer nos pés. Duas demãos e ficou tinindo:
Também coloquei papel de parede no fundo de uma das caixas, pra dar uma clareada. E, por enquanto, está assim:

Ainda falta passar uma camadinha de verniz pra proteger e decidir o que fazer com os pés (pintar de preto ou passar verniz?) mas, por agora, decidi deixar no meu quarto, no lugar do criado mudo.
Que tal?