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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Bolinhas coloridas

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa colorida; tenho a maior dificuldade com piso branco, parede branco, minimalismo e linhas retas (por "sorte", não nasci na Suécia, nem na Dinamarca, porque meu nariz se torce sozinho pro tal do estilo escandinavo de decorar. Sorry, tendência!
Eu gosto mesmo é de cor, de lembranças, de louças despareadas dentro do armário e de móvel antigo reciclado. Oi, tendência!
Por conta do meu amor às cores, já passei pela delicada situação de ser avistada andando na rua, bem looonge, por uma pessoa que eu achei que nunca mais iria ver.
Foi assim: uma potencial cliente me atordoou a cabeça num bazar, uns atrás, querendo que eu fizesse um porta-marmita de 50cm de altura. Segundo a moça, ela carrega sempre muita comida (haja hora de almoço) pra ela e pra filha. Eu tentei argumentar que ficaria um pouco estranho a tal marmita de meio metro, e achei que a moça tinha entendido mas, na correria do bazar, não nos falamos de novo.
Uns meses depois, estava eu passeando pela Vila Madalena com a minha mimmosa amiga Paty, quando vejo uma pessoa acenando desesperadamente de dentro de uma loja, do outro lado da rua. Era a moça da marmita!
E eu fiquei sem ação, até porque não dava pra me camuflar com um vestido mexicano amarelo gema e uma amiga de riso frouxo, que também estava presente no dia da encomenda. E, claro, a primeira coisa que a moça perguntou foi: "e a minha marmita, você fez?"
Errrrrrrrr...
Enfim, tudo isso pra contar que eu precisava usar as bolinhas coloridas que sobram dos grelots (ou pompom de metro). Quando vi o cobre bolo por uma pechincha numa lojinha do centro da cidade (acho que foi algo em torno dos R$4), achei que ficaria perfeito coberto de bolinhas.
Foi só costurar as bolinhas coloridas com linha branca, nada mais. E o cobre bolo ficou mais divertido, mais a cara da minha casa. Deu até vontade de fazer bolo!
=)

sábado, 22 de setembro de 2012

Bazar Kohii de Primavera

Hoje tem bazar lá no café mais charmoso da Liberdade, em São Paulo.
Aguardo vocês!
Kohii Café
Rua da Glória, 326
teL: (11) 32030624

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Os tomatinhos que não plantei e algumas constatações

Outro dia, estávamos eu e minha mãe costurando (que me ajuda nas terças e quintas), quando ela olhou pela janela e brincou comigo que tinha um pé de ouro carregado no quintal: pés de tomatinho cereja. Ouro, porque tomate anda com um preço proibitivo ultimamente; carregado, porque os galhos estavam até pesados.
De vez em quando, a vida nos faz dessas: uma semente que você não plantou dá frutos que você pode colher e saborear, como um presente no meio das dificuldades corriqueiras de sempre.
Mas é raro e a gente não pode apostar nessa possibilidade. E assim é em outros aspectos da vida (a minha, pelo menos): quando se quer ter uma farta salada na mesa, o melhor mesmo é plantar, regar e rezar pra que nada atrapalhe a colheita. Ainda assim, existem as intempéries, as pragas e o olho-de-seca-pimenteira.
Pode parecer ceticismo meu, ou até falta de gratidão, mas não é. Porque eu acredito na sorte sim, só que não como algo fortuito; eu acredito nos bons auspícios da gente nascer cheios de talentos e possibilidades. O que vem depois é trabalho duro, do tipo acordar cedo, estudar, planejar e usar seus dons pra algo produtivo. Ou seja, o universo te dá todas as chances, então, aproveite!
Todo esse discurso a partir dos pequenos tomatinhos é pra dizer que a vida nos coloca, todos os dias, o desafio de tentar teimosamente. E que, cada colheita, é uma pequena e saborosa vitória que deve ser recebida com o coração grato, mas que não garante despensa cheia pelo resto da estação.
Então, se a gente tem um sonho e quer realizar, o melhor conselho é trabalhar mais, reclamar menos e esperar pelo momento de colher os frutos, com toda paciência possível, porque tudo nessa vida chega na hora certa. E se você estiver semeando no tempo certo, os brotos hão de surgir!
Boa semana de plantio e colheita para todos.