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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Agenda de Bazares 2012


Eis que chega dezembro, mês da correria pelos presentes perfeitos, estacionamentos lotados, barbas falsas de papais noéis idem, neve artificial e luzinhas piscantes. Mas também é mês da Noite Feliz, de encontrar os amigos e celebrar em família.
Eu, como boa crafter, tenho a tradição de comprar presentes de quem faz com as próprias mãos e o coração, evitando o consumo desenfreado e sem consciência. E o melhor momento para isso são os bazares de Natal, então anota aí na sua agenda:

Em São Paulo/SP:

Bazar Ógente 6: dias 01 de dezembro, das 11 às 19h; 02 de dezembro, das 11 às 18h.
End:  Rua São Joaquim, 381 - Liberdade (duas quadras do metrô São Joaquim)
aceita cartões de crédito
www.bazarogente.com.br

4° Marché Jardim Leopoldina: dias 04, 05 e 06 de dezembro,  das 11 às 21h.
End: Rua Mofarrej, 707 - Vila Leopoldina
aceita cartões de crédito

Bazar Kohii de Natal: dia 08 de dezembro, das 11 às 18h.
End: Rua da Glória, 326 (subsolo) - Liberdade
aceita cartões de crédito

Em Campinas/SP:

ResGatinhos: 08 e 09 de dezembro, das 10 às 18h.
End: Av. Cel. Silva Telles, 132/136 - Cambuí
www.resgatinhos.com.br

Espero vocês!



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Uma luz no fim do ano...


Estive bem ocupada durante as últimas duas semanas, tentando colocar a vida em ordem. Sim, aprendi a deixar pra trás muitas coisas ao longo desse 2012, simplesmente porque se tornaram pesadas demais.
Também aprendi que um sonho é feito de tentativas. Afinal, se o sonho fosse baseado na certeza, deixaria de ser sonho rápido demais.
Então, num mesmo ano, saí de mala e cuia do meu ateliê em casa para acomodar meus amados panos e máquinas num local comercial. E devo dizer que estava bem feliz com cada pequeno pedacinho de conquista. Só que não embarquei nessa sozinha e, se num trio dois não estão felizes, a coisa se complica.
A decisão de não manter mais a loja Café com Pano nos moldes iniciais não foi exatamente minha mas, confesso, tenho uma enorme dificuldade em viver mortes anunciadas. Por isso, preferi retornar para o meu antigo ateliê caseiro (não sem antes soltar fumacinha da cabeça de tanto pensar no que fazer).
Quando retornei, no meio da maior bagunça possível, me surpreendi trabalhando com uma tranquilidade que há tempos eu não sentia. E entendi que o maior ativo que um negócio como o meu não pode prescindir é a criatividade, não um imóvel. 
É claro que um lugar bonito e agradável de se trabalhar ajuda. Mas os lugares agradáveis e bonitos a gente também inventa, cria e recria. Uma mente inventiva é capaz de mudar um ambiente e deixá-lo ainda mais propício ao trabalho. E, mais ainda, se beneficiar de todo esse processo, pois a criatividade se alimenta  e se diverte fazendo.
Nunca recebi nada de graça nessa vida, o que me faz acreditar que a recompensa vem do trabalho. E não descarto a possibilidade de repensar minha decisão no futuro e partir para outra empreitada, mesmo que isso signifique um esforço enorme de novo. Porque percebi  o quanto cresci profissionalmente ao longo desse ano e o quanto fui capaz de fazer, aprender e entender. Mais do que sair de casa, o ateliê Ana Sinhana ganhou nome, documento e contabilidade.
Agradeço muito, do fundo do coração, aos amigos que estiveram comigo em ambos os momentos, me dando a maior força (alguns, literalmente!). Sem vocês, minha força e casca grossa não seriam super poderes!
Aos amigos virtuais, sou grata pela torcida animada, mesmo que de longe. Entendi o quanto essa conquista foi parte da vida de vocês também. Obrigada!
Também agradeço aos clientes queridos que apareceram por lá e se tornaram reais. Foi tão legal conhecê-los ao vivo!
Aos parceiros, super criativos até na hora de negociar, meu super obrigada! Foi e sempre será uma alegria trabalhar assim, com base na amizade e confiança!
E, sobretudo, me sinto feliz e grata pela minha família amada, que me apoiou/suportou e acolheu em todos os momentos. Sem vocês, meus amados, nada disso faria sentido.
Nesse recomeço, já anuncio que terei uma reforma pela frente. E muitas novidades, porque criar faz parte do meu dia-a-dia, seja lá onde eu estiver.
=)

Em tempo: notei pelos comentários que algumas meninas acharam que eu "perdi" meu ateliê e isso não é verdade. O ateliê Ana Sinhana continuou a todo vapor, recebendo encomendas e trabalhando. Eu apenas deixei a loja-café da qual era parceira, ok?



p.s.: a luminária foi feita a partir de um pendente daqueles usados em obras e reparos e um suporte de vaso pintado de amarelo. Paguei baratinho numa loja de material de construção, pintei com spray e troquei o fio por outro vermelho, de uma luminária antiga. Só pra dar uma luz pro novo velho cafofo criativo!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Dia de faxina, mental e física; de mudar coisas de lugar e deixar pra trás o que não serve mais. E, por mais que o desapego, especialmente o emocional, possa ser difícil, o aprendizado é valioso e deve ser um exercício constante na nossa vida.
Ontem eu deixei pra trás a fase do que "poderia ter sido ótimo" nesse ano, mas não foi bem assim, porque nada é como a gente planeja. "Poderia ter sido" não combina comigo; meu negócio é arregaçar as mangas e trabalhar, porque tentativas e erros fazem parte da própria existência. E a melhor das consequências é assumir a responsabilidade e poder seguir em frente mais forte.
Hoje eu abraço o aprendizado e a possibilidade de recomeçar fortalecida, usando plenamente os dons com que fui presenteada.
"Sinto muito, obrigada, eu te amo."
Bom feriado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

No varal: kits para uma noite do pijama

Semana passada, muita coisa bonita passou pelo varal daqui do ateliê. E, entre as belezuras, os kits para a festa de aniversário da Luli, uma noite do pijama com as amigas que, sortudas, ganharam nécessaire, camisola e avental pra brincar.
Eu me diverti pensando na delícia que seria a festa, nas meninas brincando e tal, porque é sempre muito legal fazer coisas pra crianças.
Engraçado que todas as encomendas tem sido assim, infantis e alegres, o que é um presente no meio do momento transitório que anda a minha vida, com muitas coisas em suspenso de um jeito que me incomoda e tem me deixado um pouco em dúvida sobre o que fazer a seguir.
Só que, quando as perguntas são muitas, você tem que apurar os ouvidos, porque a resposta vem de onde menos se espera. E logo que a Luli recebeu o pacotão na casinha dela, eu recebi um telefonema inesperado, naquela vozinha infantil e doce, pra agradecer. E, em momentos bruscos, receber um carinho inesperado ou te desmonta, ou te faz levantar de vez e seguir...
Fiquei tão tocada e emocionada com aquela conversa simples e sincera, que só uma criança consegue conduzir, que entendi que devo estar fazendo algo certo nessa vida.
Definitivamente, amor com amor se paga.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Chá de cadeira

Eu vou contar um episódio constrangedor que me aconteceu há uns meses porque, né, melhor rir do que chorar.
Foi num daqueles dias em que nada contribui para a sua auto-estima, em você acorda com dor nas costas, cabelo todo zoado, olheiras e ainda se depara com a pia cheia de louça. Mas eu, casca dura e teimosa de nascença, levantei e fui cuidar da vida. E a rotina até que ia bem, e eu fui me distraindo com as coisas até a hora do almoço.
Quando sentei pra almoçar... ploft! Lá se foi a Ana pro chão, numa cadeira espatifada. Gostaria de dizer que chorei pela dor moral mas, na verdade, eu chorei de dor mesmo. Caí que nem banana podre, com as pernas dobradas e fiquei por dois meses com hematomas enormes nas duas panturrilhas (quando eu digo enorme é algo do tipo duas laranjas pretas, roxas e esverdeadas ao mesmo tempo. Lindo, só que não) .
Até achei que tinha sido uma pegadinha de mau gosto, porque era público e notório que a cadeira tinha soltado os parafusos e a balofa aqui sentou achando que o marido tinha resolvido a questão.Pelo menos, na hora, ninguém nem riu, porque eu chorei de verdade.
Desde então, falta uma cadeira na nossa cozinha. E marido me disse que o problema são as cadeiras "fraquinhas" que eu compro naquelas grandes lojas moderninhas que a gente adora. Bem, pelo menos ele não botou a culpa na balança, né?
Então, decidi que só compraria uma outra cadeira que fosse forte o suficiente. E achei essas duas, antigas (segundo o vendedor, da década de 50. Será?), de ferro, pesadas à beça:
O mais bacana de tudo: as duas não custaram nem 1/4 do que custaria uma única cadeira nova. Vão precisar de um cuidado, claro. Mas o que é que não fica lindo com um pouco de dedicação?
Na verdade, minha vontade era manter meio assim, meio pintada, meio com cara de enferrujada, mas não sei bem que processo usar pra manter só a cara de velha, sem a ferrugem. Ou será que pinto bem colorida?
Universitários, me ajudem?
Um outro achado foi esse criado mudo:
Já coloquei tudo na fila das reformas aqui em casa e, devo dizer, minha mão tá coçando de vontade de mexer com as tintas e lixas de novo mas, por enquanto, estou amarrada ao pé da máquina de costura, se é que vocês me entendem...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Brunch reforçado pros nenéns

Quem tem filhos no ensino médio sabe que o último final de semana foi tenso por conta da prova do ENEM 2012. Aqui em casa, com um vestibulando e uma quase-vestibulanda, a ansiedade foi nível 10.
E eu, que sempre fui "a" nervosinha na hora das provas, fiquei só imaginando os meus nenéns fazendo prova, naquela tensão toda.
Na época da graduação, eu ficava tão, mas tão tensa, que cheguei a amassar uma folha de prova de contabilidade (meu maior terror naquela época) e jogar no lixo. Por sorte, marido (que, na época, era namorado), pegou a folha, desamassou e entregou ao professor, pedindo desculpas pela namorada maluca. E eu passei. Coisas que só o amor, né?
Claro que, dessa vez, tentei me controlar ao máximo e fui fazer o que mais me acalma ultimamente: cozinhar. Até porque os dois precisavam de um reforço pra aguentar a tarde de sabatina.
No sábado, fiz as panquequinhas americanas, comidinha mais comfy ever. A receita veio do infalível panelinha.
Depois que as crianças foram para a prova, comi uma com a compota de frutas que fiz na noite anterior e que é minha nova mania. Cortei maçã, ameixas e pêssegos frescos (uns três de cada fruta), coloquei duas boas colheradas de açúcar demerara, espremi uma laranja e misturei uma colher (sopa) de cointreau. Daí, levei pro forno a 180° em refratário coberto com papel alumínio. Só não é legal mexer muito durante o tempo de cozimento, pra não desmanchar as frutas mais molinhas (eu dei umas sacudidas na travessa). Deixei cozinhar por uns 40 minutos, depois coloquei num potinho junto com a calda deliciosa que se formou.
É uma alternativa ótima pros dias de gula sem culpa e vai bem com iogurte no café da manhã ou com requeijão de corte (ou sozinha mesmo, que é mais light).
Como eu disse outro dia no facebook, eu tento animar as pessoas com comida. Só não tem dado muito certo comigo mesma, por mais comilona que eu esteja nos últimos dias. Mas a vida tem fases e a gente vai seguindo, esperando momentos de pança e coração mais leve.
Boa semana!