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sábado, 14 de dezembro de 2013

Mercado Ciranda, amanhã em Campinas!


Amanhã tem Mercado Ciranda aqui em Campinas, com muitos expositores bacanas, atividades e comidinhas gostosas! Apareçam!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Bazar Ógente 10

Apareçma por lá!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Amarelo e colorido!

No final de agosto, comprei uma cadeira  num site desses de ofertas (já deu pra notar que tenho mania de cadeira, né?) e, como toda compradora, fiquei ansiosa para recebê-la. Agosto acabou, veio setembro e...nada. Em outubro comecei a ligar e as datas de entrega nunca eram cumpridas.
Até que, agora em novembro, depois de xingar muito no facebook e descobrir que havia um bom número de amigos que tiveram problemas com a mesma empresa, fiz uma reclamação no Reclame Aqui e, quando já me preparava para reclamar também no Procon Digital, recebi a tal cadeira, mal embrulhada e com a etiqueta que acusava que tinha ficado por longo tempo num conteiner vindo do outro lado do mundo. Me senti meio besta, apesar da cadeira ser bonitinha.
Daí me lembrei do Meu Móvel de Madeira, loja online nacional, com produtos fabricados no Brasil e entregues com o maior cuidado, no prazo certinho, com instruções detalhadas e mensagens simpáticas (eu e marido sempre ficamos admirados com o detalhamento. E achei que era muito mais bacana, ao invés de falar mal da loja que me deixou sem nenhuma informação sobre a entrega do produto que paguei à vista, falar bem de quem é correto, produz e entrega direitinho.
O banquinho da foto foi comprado bem depois da cadeira. E chegou bem antes, no prazo informado pelo site. Veio bem embalado e bonitinho.
Achei até que merecia ganhar o patchwork de bolinhas que fiz há uns dias, que minha mãe transformou nessa capinha.

Eu gosto demais de cuidar da minha casa, de comprar coisas bacanas e tal. Mas, gente, temos que ter cuidado e pensar muito, para fazer compras inteligentes, que valham a pena não só pelo preço, mas também pelos resultados que essas compras podem gerar localmente. Então, optar por produtos nacionais, sempre que possível, é a melhor alternativa.
Não vou ser hipócrita e dizer que nunca compro nada ching ling, mas tenho tentado reduzir (com sucesso) o tanto de tranqueira que consumimos.
Com a chegada do Natal, acho que vale a pena refletir. E a postagem-declaração-de-amor ao Meu Móvel de Madeira foi de graça, um jeito de indicar uma empresa brasileira, que nunca deu mancada comigo e que tem coisas bem legais por um preço razoável.
Assim, a gente pode adotar a prática de falar bem de quem merece, pesquisar sobre a fama da empresa antes de clicar no botãozinho de comprar e, sobretudo não comprar (e nem citar) quem tem má reputação, práticas bem mais simpáticas que evitam sofrer horrores com prazos não cumpridos, produtos errados ou de má qualidade.
Que tal?
=)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Malzbrot (ou um pão muito especial)

Daí, vocês vão dizer assim: "lá vem ela, com mais uma receita de pão".
Não é bem assim. Esse pão é especial, porque simboliza uma parceria que já acontece há muito tempo, baseada na cumplicidade e num amor que nem precisa de fermento.
<3 p="">O fato é que cada vez vez gosto menos dos pães industrializados, que se auto denominam integrais mas grudam no céu da boca fazendo uma maçaroca nojenta. Simplesmente não consigo engolir, tanto pelo gosto quanto pela enganação.
Mas eis que tenho um marido com o mesmo problema com outro item importante da nossa despensa: a cerveja (ou, como ele gosta de dizer, pão líquido!). Por achar que estava sendo enganado com produtos de baixa qualidade ou, no outro extremo, com produtos carésimos, meu amado resolveu fazer um curso de cervejeiro!
Foi todo feliz e voltou com um baita kit de produção para a primeira leva, que ele começou a fazer no sábado. E o subproduto da cerveja é um tantão de malte (ou, cevada germinada), sobra limpa e perfeita pra virar pão!
Eu sei que é algo bem específico, mas a receita ficou tão boa que achei que valeria a pena contar aqui (vai que tem mais marido/esposas cervejeiros  por aí, né?).

Malsbrot (pão de malte - receita levemente adaptada daqui)

300grs. de malte de cevada moído (bagaço)
cerca de 800grs de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de mel
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 cubo de 15grs. de fermento fresco
1 colher (sopa) rasa de sal
350ml de leite morno
2 colheres (sopa) de óleo de girassol

Em uma bacia, dissolva o fermento no açúcar e deixe ativar um pouco. 
Bata o malte com o leite morno no liquidificador.
Depois,  misture todos os ingredientes e,  com as mãos amasse  juntando a farinha aos poucos,  até que forme uma massa homogênea. Daí amasse bem por cerca de 15 a 20 minutos.
Cubra com um pano seco e limpo e deixe a massa descansar por no mínimo 1 hora. Amasse novamente e coloque em forma para pão untada com óleo (usei duas formas médias).
Cubra com um pano novamente e espere crescer bem (cerca do dobro do tamanho).
Faça cortes com uma faca afiada (isso vai ajudar o pão a crescer no forno e não rachar, além de dar um aspecto bem bonito).
Asse em forno alto (250ºC) por 45 minutos a 1h.
Logo que retirar do forno, desenforme e mantenha sobre uma superfície arejada para não suar a parte de baixo do pão.

Como resultado, obtive dois pães lindos, com uma casquinha firme, porém macios. E que não grudam no céu da boca, nem viram uma massa esquisita.
A sobra do malte é grande e a parte boa é que é possível dividir em saquinhos de 300grs. e congelar para as próximas fornadas.
Fala se essa parceria com o marido cervejeiro não é perfeita?
=)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Modo de fazer: cortina colorida


A cortina do fundo de casa estava muito, mas muito batida. Pelo tempo, pela chuva, pelo uso e pelo tanto de vezes que compartilharam uma foto dela no facebook sem créditos. Coisa irritante, mas que acontece com frequência: a pessoa gosta de determinada foto, salva ou compartilha sem crédito; vem outro e faz a mesma coisa e a história segue até que começam a vender a cortina usando a foto da sua casa!
E, se você reclama, a pessoa fala: "mas tava na net e é tão fácil de fazer..."
Então, vai lá na sua máquina, faz, prepara a foto e vende a SUA cortina, não a da minha pia. Simples, né?
Enfim, nessa confusão de compartilhamentos, o pessoal da revista Sou + Eu me pediu para fazer o tutorial e, aproveitando que tinha mesmo que trocar a cortina antiga, eu fiz e, embora a revista tenha saído bem na semana em que eu estava fora, mas vou explicar o tutorial. Eu achei bem bacana a repórter ter me procurado, porque sim, estou "na net" e, quando seu trabalho é autoral, tem as suas características impressas nele, o que faz cada produto (mesmo que seja a cortina da sua cozinha) ter a sua cara. E a parte bacana dessa história toda é que muita gente comentava nas fotos falando "é a cortina da Ana!".
Para essas pessoas legais, dedico o tutorial e todo meu carinho e respeito!

É um patchwork realmente simples, de juntar quadradinhos coloridos. Mas algumas dicas são importantes:
1) meça a sua pia, do varão até o chão; dependendo de como for o varão, as alças poderão ter acabamentos diferentes; como o da pia do fundo de casa é fixo, eu só poderia fazer com lacinhos ou com botões prendendo;

2) o número de quadradinhos depende da metragem total, assim como o tamanho deles;


3) depois de costurá-los, abra bem as costuras com o ferro quente. Uma boa dica é, na primeira fileira, jogar todas as costuras para o mesmo lado e inverter na próxima fileira. Assim, na hora de juntar as fileiras, fica fácil achar o meio das costuras;







4) caso você não tenha o balancim para aplicar os botões, leve a um bom armarinho da sua cidade (em geral, eles fazem esse serviço e não é muito caro;










5) o ferro de passar é sempre um super aliado na hora de um serviço de costura bem feito. Use!
 E deixe sua casinha arrumada e colorida!
=)





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Negócio criativo: como ser dono do seu próprio tempo.


Semana passada eu escapei para umas mini férias. E foi tão rapidinho que vocês nem perceberam, né?
O hotel em que eu e minha amiga Paty ficamos hospedadas era de um casal muito simpático, que tornou nossa estadia ainda mais legal. Numa de nossas conversas, eles me perguntaram porque eu estava de vacaciones sem o resto da família. E tive que explicar, usando todo o meu portunhol, que eu faço meu próprio horário e sou dona do meu próprio negócio, o que torna a minha vida bem mais flexível. 
Também expliquei que, logo depois da volta, a porca ia piar! hahaha!
Sim, porque deixei as coisas programadinhas para a volta, para chegar e começar a preparar o final do ano.
Depois da conversa, fiquei pensando e entendi coisas muito importantes que queria compartilhar aqui.
Pra começar, depois de tomar a decisão de trabalhar com as mãos, por conta própria, qual o "ativo" mais importante do seu patrimônio?
Acho que, num primeiro momento, a gente diria que são as máquinas, seja qual for a função delas. Ou o espaço em que trabalhamos.
Na verdade, o "bem" em questão é muito subjetivo, pois não podemos retê-lo de forma concreta: estou falando do tempo, esse danadinho que escapa das nossas mãos e nos deixa enlouquecidos com os prazos e a correria.
Quando nos tornamos donos do nosso próprio tempo, é muito tentador trabalhar a qualquer hora, fazer as coisas desordenadamente (ainda mais quando se trabalha dentro do espaço doméstico). É quase uma cilada: ao mesmo tempo, somos donos e também reféns dos dias, horas e minutos.
 Então, como faz? Como é que se domina o relógio?
Até hoje, confesso que ainda estou tentando. Mas tenho algumas estratégias que, aos poucos, me ajudaram a facilitar um pouco a vida:
*organização: sabe aquele ditado que diz "nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje"?
Pois bem, no caso de quem vive do trabalho das mãos acho que dá pra ir além e, no fim dia, deixar preparada uma parte das tarefas do dia seguinte.Talvez nem seja algo muito efetivo em termos de ganho de tempo, mas a sensação é ótima. É como se, ao começar as tarefas do dia seguinte, você se sentisse com uma parte do caminho andado, o dá aquele ânimo de seguir em frente;
* ferramentas adequadas: se a primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos nos bens mais importantes das nossas oficinas e ateliês são as máquinas é porque elas facilitam em muito a nossa vida. O uso do tempo fica mais tranquilo quando a gente tem as ferramentas adequadas, que nos fazem ganhar horas preciosas;
Portanto, para quem trabalha em casa e não paga aluguel e nem tem despesas extras, vale investir em todo e qualquer maquinário que melhore e ajude no trabalho. Fica a dica!
*valor: quanto vale o seu tempo? você sabe o valor da sua hora de trabalho? eu me acostumei a pensar assim quando era professora e ganhava por hora-aula. Naquele caso, era fácil saber o quanto valia a minha hora mas, quando a gente começa a trabalhar por conta e se perde em procrastinações fica complicado, né?
Um sugestão que acho que vale para tentar descobrir  quanto vale o ouro é pegar seu produto principal e ver o tanto de tempo que você gasta para produzí-lo, do começo ao fim. Isso facilita muito, tanto na hora de compor preços quanto na hora de negociar encomendas;
*horário: mesmo trabalhando em casa, é legal ter um horário fixo, nem que seja um período, uma parte do dia que seja exclusivamente dedicada à produção. É claro que, quem cuida do próprio negócio tem muitas tarefas administrativas também e várias delas fora do espaço de trabalho. Pra dar conta de (quase) tudo sem enlouquecer, a gente volta lá no primeiro ponto: organize seu dia e separe as horas direitinho, o que nos leva ao próximo ponto:
*disciplina: trabalhar em casa tem muitas vantagens. Porém, é muito fácil se deixar seduzir e fazer as coisas da casa em detrimento do trabalho. O único jeito de evitar isso é ser disciplinado, que é algo que eu persigo todos os dias. À medida em que o seu trabalho evolui, isso vai ficando menos complicado, porque encomendas tem como contrapartida prazos de entrega. A melhor coisa é enfrentar as feras sem medo: se uma tarefa é chata, não deixe por último; o truque é fazer a parte mais complicada primeiro, assim o resto do trabalho vai ser molezinha. E reservar horários pré-determinados para as outras tarefas (pra quem tem filhos, por incrível que pareça, é mais fácil: afinal, criança tem hora pra almoçar, pra brincar, pra dormir...).
*equilíbrio: o oposto da procrastinação é só trabalhar loucamente, sem dar espaço pra mais nada. Daí, foi se a vantagem da flexibilidade, né?
A gente precisa ter um espaço, um respiro. Isso é importante até para a criatividade fluir melhor. Outro dia, comentei com meus amigos crafters que as nossas bobagens no Facebook eram minha "pausa pro cafezinho da firma com os colegas". E é bem isso, tem que ter alguns pequenos respiros ao longo do dia, umas feriazinhas de vez em quando, momentos com a família. Então, nem tanto ao céu, nem tanto a terra, ok?

Enfim, sei que essas não são dicas de verdade, porque cada trabalho tem suas especificidades, detalhes que só quem faz conhece. Mas, de modo geral, acho que é importante entender que dá pra se organizar e ser feliz trabalhando em casa. Sem enlouquecer e sem deixar de pagar as contas.
E vocês? Como se organizam e encaram o trabalho em casa?
=)

p.s.: antes que alguém pergunte, a belezinha da foto foi comprada durante a viagem, mas isso é motivo pra outro post.




terça-feira, 29 de outubro de 2013

O que fazer com: um monte de triângulos

No sabadão pós faxina, pedi pro meu marido montar os novos cavaletes do ateliê, que tinham chegado no começo da semana e a gente não tinha tido nem tempo de abrir as caixas (prometo que depois que tudo estiver arrumadinho de verdade, eu mostro). E, na arrumação, achei um saco plástico cheio de triângulos que sobraram desse projeto aqui.

Para não ter mais uma sacola rodando de lá pra cá, e também porque acho os tecidos de estrelinhas super fofos, resolvi que tinha que fazer alguma coisa.
Fui brincando de quebra-cabeça, pra ver o que poderia aparecer das estrelinhas:
A ideia não era formar nenhum desenho, nem seguir nenhuma regra, até porque não havia muita regra nos triângulos que sobraram. Só juntar as cores e ver o que rolava. E o resultado foi esse:
Depois de tudo junto, bainhas feitas, costurinhas em alguns pontos pra unir com o forro e tals, ficou bem bonitinho.E foi pra mesa da cozinha, momentaneamente vazia e limpinha (tem como manter tudo limpo em casa o tempo todo? se alguém tiver uma fórmula mágica, por favor, me conte!):

De vez em quando, a mágica está em juntar os pedacinho da melhor forma possível, de um jeito que, mesmo não seguindo as regras da simetria, haja harmonia e beleza. Coisas que a gente aprende com a nossa vida imperfeita.
Em tempo, quero muito agradecer os depoimentos e as palavras de carinho na postagem anterior. Juro que li e me emocionei, inclusive com alguns e-mails de leitoras antigas e queridas. Peço desculpas pela falta de disposição de conversar sobre o assunto, mas acho que vocês entendem, né?
Só quero fazer uma única observação: as crianças estão tristes e comentam a cada ida ao quintal. Foi bem complicado recolher as coisas da Lucy, tarefa que tive que fazer sozinha. Então, não pretendemos ainda adotar nenhum outro bichinho, porque não tem essa de, simplesmente substituir uma história de mais de dez anos por outra nova. Pelo menos, não por enquanto.
=)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Na cozinha: torta de abacaxi

Ontem foi aniversário dele, o marido mais amado, melhor e mais divertido pai, amigo querido e botafoguense (de Ribeirão Preto/SP) encardido!
Então, terminei o expediente mais cedo, coloquei as cervejinhas especiais na geladeira e fui pra cozinha fazer as comidinhas prediletas do meu amado. A mesa, super farta, tinha kibe, coalhada, babaganuch, homus, tabule, arroz marroquino... exagerei um pouquinho! Como diz uma amiga minha, devo ter sido cozinheira do exército em outra vida, porque só sei cozinhar mexendo panelão com remo! hahaha!
Era tanta coisa que não sobrou espaço para a sobremesa. E foi ótimo, porque a torta de abacaxi ficou melhor no dia seguinte, super geladinha.


A receita eu fiz meio de cabeça, inventando um pouco e pegando uma ideia emprestada do creme de abacaxi que, na verdade, é feito com gelatina. Ficou bem gostoso e o aniversariante ficou feliz, um pouco pela sobra de comida, que rendou um belo almoço, um pouco pela sobremesa geladinha, perfeita pro calor de matar que fez hoje.

Torta de Abacaxi

Massa:

4 ovos (claras e gemas separadas)
4 colheres (sopa) de açúcar branco
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
manteiga sem sal para untar, açúcar para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 180°. Unte um refratário (usei um redondo de 30cm de diâmetro) com manteiga sem sal e polvilhe com açúcar (cerca de meia colher).
Bata as claras em neve na batedeira. Junte as colheradas de açúcar, uma a uma, sem parar de bater. Quando o merengue estiver durinho, gente as gemas, também uma a uma e sem parar de bater.
Retire da batedeira e, com uma espátula, junte as colheres de farinha peneirada, também uma a uma, misturando delicadamente de baixo para cima.
Coloque no refratário e leve para assar até dourar (ou até que o palito saia limpo).

Creme:

1/2 abacaxi picadinho
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
1/2 xícara de leite frio
1 colher (sopa) de amido de milho
baunilha a gosto.

Leve o abacaxi para ferver junto com um pouco de água (cerca de meia xícara). Deixe cerca de 5 minutos depois de levantar fervura, então separe o líquido, que servirá para regar a massa depois de assada e fria.
Na mesma panela, junte aos pedacinhos de abacaxi o creme de leite, leite condensado, o amido diluído no leite e a baunilha. Leve ao fogo médio, mexendo sempre.
Quando engrossar, tire do fogo e coloque sobre o bolo regado com a caldinha do abacaxi. Deixe esfriar e leve para a geladeira por, no mínimo, umas 4 horas (de um dia pro outro fica ainda mais gostoso).
Sirva para quem você ama!
p.s.: os jogos americanos lindos que acompanham a torta estão lá na lojinha!


sábado, 19 de outubro de 2013

With tangerine trees and marmalade skies...

A Lucy chegou aqui em casa depois de uma experiência traumática, de ambos os lados. Eu estava grávida do caçula e tínhamos o Pongo, um dálmata absurdamente agressivo e traiçoeiro. Meu marido, que sempre teve dálmatas e todos muito bonzinhos, levou o Pongo pra uma fazenda sem crianças por perto, depois que ele mordeu o rosto da minha filha e me fez pular a janela grávida de sete meses para salvá-la.
Nesse momento, decidimos que as crianças só poderiam ter um cachorro que fosse uma manteiga derretida, uma banana madura, uma bobona.
Daí, apareceu a Lucy, que tinha sido abandonada sem coleira numa avenida movimentada, assustada, pequenininha e doente (quando levamos na veterinária, descobrimos que ela estava com o baço comprometido por picada de carrapato; ela foi operada e ficou em coma, com hemorragia, mas foi salva e veio pra casa com o abajur no pescoço).
Eu sempre fui durona com ela, que morria de medo da Tarta, a tartaruga das crianças, latia pros mosquitos, revirava o lixo (só o reciclável, porque ela era fina), roubava meus tecidos e havaianas (só as minhas, humpf!). Sempre falei que não gostava dela e que só dava a comida, levava pro banho e para a veterinária porque não sou tão ruim assim e me comprometi com os cuidados.
Mas não era verdade e eu só descobri isso há pouco tempo, quando percebi que ela não ia ficar mais na porta do ateliê, nem ia fazer festinha na hora em que eu trocava a água do pote por água fresca e colocava comida. Ela ficou ceguinha, surda, passou a dormir o dia todo e, de um momento pro outro, parou de comer.
Acho que isso é a coisa que mais me desespera no mundo: alguém que não come.
Levamos na veterinária mais bacana da cidade, a pessoa mais doce e iluminada que conheci nos últimos dias, que se encantou com a doçura da Lucy e cuidou dela com muito carinho (na clínica, ela ficou conhecida como Lady Lucy, porque era muito educada e boazinha). Obrigada pelos cuidados com a Lucy e com a gente, Tania!
Mas veio o diagnóstico: insuficiência renal. Fizemos o tratamento com soro e passamos a fazer a papinha caseira indicada pelos nutricionistas, porque a ração era cara e não conseguiríamos bancar. Ela voltou a comer e eu, no meu otimismo, achei que a gente tinha ganho pelo menos mais um ano de Lucy no quintal.
Enfim, quando o rim parou de vez e ela deixou de andar, de tão fraquinha, vimos que era hora. Mas entre entender, racionalmente, que é hora, e deixar o bichinho partir tem tanta dor, tanta tristeza... e eu nunca imaginei isso, nunca sequer pensei que seria tão difícil ver os olhinhos dela fechando pra dormir e não voltar mais.
Um dia antes, meu caçula reclamou que não tinha nenhuma foto junto com a Lucy. E eu entendi que o amor canino é uma coisa muito misteriosa, porque foi a última vez em que ela ficou de pé, como se soubesse e estivesse atendendo o desejo de um irmão mais novo, mesmo que fosse um esforço além da conta. Recebeu o carinho, tirei as fotos e ela voltou a dormir.
Hoje, logo cedinho, o quintal estava silencioso. Parece até que as maritacas deram um tempo, em respeito à passagem da Lucy pro céu canino.
Sei que meus filhos tem grandes amigos e a Lucy foi um deles. Era ela que escapava para acompanhá-los nos passeios de bicicleta; era ela quem pulava de sopetão na piscininha de plástico junto com eles em dias de muito calor; e era ela quem pedia carinho e, quando eles paravam de dar, levantava a patinha pedindo mais. Isso tudo em troca de um quintal, ração e água.
 E eu fico me perguntando:  como pode existir amor assim, em troca de tão pouco? como um ser pode ser tão doce (embora tão fedidinha...), tão cheio de bondade?
Acho que sempre vou lembrar da Lucy assim, como a mocinha danada que fugia pra ver o Chico, o namorado vira-lata da casa da frente. E que dormia na porta do meu quarto, fazendo os barulhos mais esquisitos. E que era companheira das brincadeiras e de todos os momentos dos meus filhos. Mesmo quando eles cresceram e pararam de brincar, ela continuou lá no quintal, esperando e se alegrando com pequenas doses de carinho.
Hoje, eu sinto saudades e entendo que vida desses pequenos seres é muito curta, muito pequena. E que a Lucy veio para amolecer meu coração de pedra e me fazer perceber o quanto o amor é importante, mesmo concentrado nesses poucos anos. E que a gente tem que viver e cuidar desses bichinhos, sabendo que eles se doam e amam e se entregam como mais ninguém. Sou muito grata por esse amor que vai ficar na nossa lembrança para sempre.
Fique em paz, Lucy in the Sky with Diamonds. Você cumpriu sua missão.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novidadezinha...

Eu sei, eu sei... estou ausente das postagem e sem mostrar nada do lado de cá há dias. Mas quando a vida real fica muito animada, é complicado conseguir tempo pra contar tudo. E quando eu digo animada, não pense em festas e glamour e sim numa quantidade enorme de tarefas no trabalho, na casa e na vida.
Porém, tem uma novidadezinha que eu queria muito compartilhar: a lojinha, apesar de continuar sob a mesma direção, está em endereço novo!
Ainda estou me acostumando, enchendo as prateleiras, ajeitando aqui e ali. Mas feliz, porque mudanças, arrumações e melhoria me fazem bem, na vida real e na virtual.


Então, vai lá no www.anasinhana.com.br e me faz uma visita!
Ou, se tiver alguma dúvida, me escreve: ana@anasinhana.com
=)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Branco e colorido!

 É engraçado como a mudança não precisa ser enorme pra surtir um grande efeito. Desde que o marido resolveu pintar o escritório dele de branco, resolvi que era hora de me render e pintar meu ateliê também. Resisti por muito tempo por gostar muito dos tijolinhos que, embora lindos, escureciam muito o cômodo e me faziam usar verdadeiros holofotes pra costurar no fim do dia.
No último final de semana, foi aquela bagunça: comprei dois galões de tinta acrílica branca (usei a Coralar), tirei tudo do lugar, limpei e comecei a pintura.
Foi uma trabalheira lascada, porque as paredes do ateliê são altas (a maior tem 4,5m) e o tijolinho, depois de pintado, ainda precisa receber uma camada de resina pra ficar bem impermeabilizado.
E foi tudo feito no corre, pra poder voltar ao trabalho na segunda.Ufa!
Mas valeu o esforço: o ateliê ficou iluminado, branquinho e pronto pra receber muitas cores nos detalhes e nos projetos que passam por aqui!
Marido também trocou as luminárias e ajudou na parte alta (eu não tive coragem de subir tão alto). Ainda faltam cavaletes novos e mais firmes pra uma das bancadas e prateleiras para os livros. Mas, de pouco em pouco, meu pequeno estúdio está ficando cada vez mais legal pra trabalhar (se eu já gostava antes, imagina agora...).
Mais uma vez, eu afirmo que vale a pena investir tempo e um pouquinho de dinheiro na sua estrutura de trabalho. Além do prazer que as mudanças estéticas trazem, há muitos detalhes que facilitam a vida e tornam a rotina mais tranquila.
Jeito bom de começar a semana, né?
=)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Bolo de cenoura coberto de culpa...

Mãe é assim: viaja a trabalho e volta com o sobrepeso da culpa na bagagem. Não tem jeito!
Eu fui pra SP no sábado, para o bazar, e voltei só na segunda, tarde da noite, morrendo de cansaço e saudade dos meus amados.
Antes de dormir, um caçula carente que sabe usar o charme em favor próprio como ninguém, me perguntou o que eu faria de gostoso no dia seguinte (de imediato, pensei que seria uma longa soneca mas, obviamente, o gostoso dele tratava de alguma coisa um pouco mais doce).
Perguntei, sem rodeios,  o que ele gostaria e, também sem rodeios, veio a resposta: "bolo de cenoura com cobertura de chocolate"!
E foi o que eu fiz.

Procurei a melhor receita que conheço, o Bolo de Cenoura do Padrinho (do caçula) e fiz esse bolo fofinho, com cara de a mamãe tá em casa, tá feliz, tá radiante!
A receita pedia açúcar comum, mas só tinha um fundinho no pote, então, usei mascavo; também achei a massa meio seca e acrescentei 1/4 de xícara de leite por minha conta e risco. Mas mantive um detalhe que meu compadre faz e dá toda diferença pro bolo: ralei a cenoura bem fininho e não bati no liquidificador, deixei os fiozinhos na massa.
Fica delícia. O compadre, o afilhado e eu garantimos!


Bolo de Cenoura do Padrinho

medida: xícara de 240ml
rendimento: 1 bolo grande

2 cenouras médias raladas na parte mais fina do ralador;
1/2 xícara de óleo
4 ovos
2 xícaras de açúcar (usei 1 1/2 de açúcar mascavo)
2 xícaras de farinha de trigo peneirada
1/4 xícara de leite
1 colher (sopa) de fermento em pó
manteiga para untar a forma de buraco no meio

Pré-aqueça o forno a 180°. Unte e enfarinhe uma forma de buraco no meio (a minha é alta; não use uma forma muito pequena, pois a receita é relativamente grande). Bata no liquidificador os ovos, o óleo e o açúcar. 
Junte a mistura com a cenoura raladinha numa tigela e misture com colher de pau. Acrescente a farinha aos poucos, alternando com o leite. Por último, misture o fermento.
Coloque na forma e leve para assar por cerca de 40 minutos ou até que o palito saia limpo da massa e o bolo esteja coradinho.
Fica bem gostoso sem cobertura mas, atendendo ao pedido do caçula, fiz uma caldinha de chocolate. Numa panelinha, coloquei 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal; 2 colheres (sopa) de cacau em pó diluído em 1/4 xícara de leite e 3 colheres (sopa) de açúcar. Deixei levantar fervura em fogo baixo, mexendo sempre e despejei sobre o bolo ainda quente.
A toalha lindona da foto é uma manta de piquenique toda de retalhos vermelhos, forradinha e pronta para ir ao parque dentro da cestinha. Para encomendar a sua, já sabe: ana@anasinhana.com
=)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bazar Ógente 9 - edição de primavera

Amanhã acontece a edição de Primavera do Ógente, o bazar mais florido da cidade!
Ódelicia! Rever os amigos, conhecer gente nova, ver coisas bonitas e comer gostosuras!
Gostou da ideia? Aparece lá!

Bazar Ógente 9
Data: 28/09/2013, das 11 às 18h30
Local: Templo Busshinji
End: Rua São Joaquim, 285 - Liberdade (a duas quadras do metrô São Joaquim)
São Paulo/SP

Espero vocês!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Segunda colorida

A segunda amanheceu cinza, com uma carteira desaparecida logo cedo, que atrasou a vida da casa, uma gripe chata e um monte de coisas pra resolver. Típico das segundas, que são o dia oficial das reclamações no facebook e na hora do café da firma.
Mas, exercitando um pouco a Pollyana pentelha que existe muito lá no fundo do meu ser, eu decidi que o dia pode ser mais colorido. Afinal, segundas trazem a expectativa de uma semana nova, cheia de trabalho, mas também cheia de possibilidades.
Boa semana!
=)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Vejo estrelinhas por toda parte...



Eu tenho trabalhado em ritmo alucinante, o que significa que foi dada a largada para o final do ano: tudo pra ontem, com urgência. E vejam, isso não é uma reclamação, até porque a gente se acostuma com a batalha e acaba gostando, mesmo quando a intensidade é grande, a tensão é muita, os prazos apertados e eu acabo vendo estrelinhas por todo lado.
Nesses momentos, eu paro e penso o quanto é bom trabalhar em algo que a gente gosta. Dá pra imaginar fazer coisas pra bebê reclamando e xingando? Nem pra bebê, nem pra mais ninguém, né?!
Se você gostou do kit estrelinhas da foto ou quer entrar na fila das minhas loucuras de fim de ano, o e-mail é ana@anasinhana.com.
Beijo, me escreve.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Faxina: ativar!

Desde que voltei a trabalhar em casa, não tinha feito uma arrumação de verdade no ateliê. Fui me ajeitando como pude. Depois, começou a correria do final de ano, a reforma... e continuei me arrumando no espaço que dava, junto com as estantes de (muitos) livros do marido.
A ideia da reforma era que cada um tivesse seu espaço e, no final de semana passado, o escritório ficou praticamente pronto!
Faltava fazer a instalação do ar condicionado e, depois de muito estudo, marido e nosso super amigo Xandão abriram a parede, instalaram fios e caninhos, colocaram suporte no telhado e... uhu!! acabou a parte da bagunça!!
Sem o pó, a entrada dos livros foi permitida e começamos a mudança no domingo (levamos duas estantes pro escritório novo). Ainda falta tirar um móvel enorme cheinho de livros do ateliê mas, mesmo assim, já deu pra rearranjar o meu espaço, organizar meus tecidos num armário grande que tirei da sala de casa e levei pra lá e guardar as linhas num armarinho fechado (onde eu havia entulhadoguardado mais ou menos metade dos meus tecidos).
Que alívio!!!
Depois da primeira arrumação e faxina, as coisas ficaram assim:



Engraçado, esse espaço sempre foi meio meu (meio porque a gente dividia, eu e o marido) mas, agora, sinto que tenho um espaço realmente meu!
Ainda pretendo pintar as paredes de branco, fazer mais uma bancada, prateleiras. Coisas simples, que serão feitas aos poucos, na medida do tempo e do orçamento.
Mesmo que os móveis não sejam novos e que não tenha rolado uma grande reforma, tudo foi feito com carinho e me vejo cercada de presentes de pessoas queridas e boas energias dos amigos amados que me ajudaram a colocar me ordem esse pedaço da minha vida.
Isso tudo não tem preço e, honestamente, meu ateliê é um dos lugares mais gostosos de passar o dia. As costuras rendem, as fotos ficam com uma luz linda... e, sobretudo, reina a paz e a alegria de saber que eu sigo o meu caminho do jeito que deveria ser.
=)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13!

Hoje, sexta-feira 13, dia dos gatos pretos, das bruxas soltas e da estréia do filme mais assustador do ano, também é dia do meu aniversário!
Então, vou aproveitar o restinho do meu dia pra contar 13 coisas assustadoras a meu respeito:

1) não gosto de roda de samba. se tiver pandeiro, piorou (mas se os amigos queridos convidam, eu vou, porque sempre tem caipirinha);
2) eu xingo no trânsito (de vidro fechado, mas o que vale é a intenção);
3) estou entre o 0,00001% da população mundial que não curte Nutella, nem avelã, o que deixa meus filhos revoltados. O pote permanece intacto no armário e, mesmo nos momentos de larica aguda, prefiro até tomar (eca!) água de pêssego em calda;
4) eu tinha cabelo lisinho, lisinho. Daí, fiquei grávida e o danado ficou seco e meio ponhonhóim (haja creme);
5) quando eu era criança e me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, eu respondia: "chefe" (não confundam com chef). Por que? Pra poder mandar em alguém, oras;
6) um dia, meu dichan* malvado falou que, depois que morresse, voltaria pra puxar meu pé. Voltou mesmo e quase me matou de medo. Véio ruim;
7) ainda quando eu era criança, eu sabia quem estava vindo nos visitar antes da pessoa aparecer no portão (e não tinha whatsapp, nem facebook, nem sms naquele tempo);
8) meu marido sempre me chamou de coisas bonitas, como Maligna, Tarântula, Tamanco e Buscopan;
9) eu jogava joguinhos sanguinários na gravidez, do tipo que explode cérebro com bazooka. E comia quilos de mexerica;
10) eu sou doida pra ficar velhinha, de cabelo prateado (que pretendo deixar roxinho de rinsagem). Só pra falar todas as loucuras que eu penso, especialmente quando vejo alguém de bunda grande com aquelas calças legging de listras grossas em P&B (tomara que a moda volte daqui uns 40 anos);
11) o bicho que mais me dá medo é sapo. vira e mexe, aparece um por aqui;
12) eu não passo embaixo de escada, faço o sinal da cruz na porta do cemitério e 3 cruzes quando cai uma faca no chão. Mas não tenho medo dos gatinhos pretos;
13) contrariando meu único aniversário memorável numa sexta-feira, em que São Paulo inundou, ninguém apareceu, e eu e minha mãe comemos o bolo de chocolate solado que ela fez, hoje foi um aniversário delícia. Melhor sexta ever!

*dichan ou ditian é avô japa!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Negócio criativo versus trabalho: como faz?

Certa vez, quando postei uma foto de um bordado no Facebook, uma amiga falou algo como: "ah, como eu queria bordar ao invés de trabalhar!"
E em menos de um segundo eu respondi: "mas eu estou trabalhando!"
Depois fiquei pensando o quanto as pessoas estão imbuídas da noção de que o trabalho prazeroso não é trabalho. Ou seja, a minha dor no ombro por passar horas cortando, costurando, estampando e bordando é puro insistência num hobby diário, nada a ver com o fato de que eu tenho uma profissão que envolve essas atividades.

Por outro lado, se o trabalho manual nos faz sentir tão bem, a consequência é que ele deveria ser uma doação pro mundo, um presente em troca de tanta satisfação...
Ah, é bebé? Mamar na vaca cê não quer, né?
Produzir implica  material, energia elétrica, equipamentos. Tudo isso custa dinheiro. Mais importante ainda: o tempo que se leva pra criar e produzir é precioso e também custa dinheiro. Além disso, tudo o que fazemos com nossas próprias mãozinhas, com carinho e amor, tem um valor intrínseco que não tem medida. Não é o botão de liga/desliga da máquina de produção em massa da fábrica chinesa, é uma atitude bem menos racional e muito mais emocional, que envolve, memórias, referências e todo um modo de vida.

Então, se há um impasse tão grande entre o quanto se gasta em termos de tempo, dinheiro e amor e o valor que se dá a esse empenho, porque continuar?
Loucura, insanidade, obsessão, coco na cabeça ? hahahaha
Sinceramente, acho que cada artesão encontra suas próprias respostas, pois a caminhada é muito pessoal. Mas acredito que dê pra ser menos frustrante e dolorido.

Não tenho uma receita, nem um passo a passo pra isso e acho muita graça quando alguém escreve perguntando, porque ninguém conhece os detalhes e as dificuldades do próprio trabalho do que quem faz, e é muito difícil dar pitaco na caminhada do outro.
Mas, genericamente, acho que o primeiro passo é listar etapas para que o caminho seja o mais profissional possível, desde a produção, passando pela apresentação do produto até a relação com o mundo.
Daí, vem a primeira tarefa, antes de qualquer atitude: como é que você, colega artesão aí do outro lado, enxerga seu próprio trabalho? tá tudo certo, fluindo direitinho?
Qual é o principal (ou principais) gargalo ou dificuldade do seu processo de produção? São os desenhos/projeto, falta de equipamento, espaço, pessoal, material? É algo físico ou emocional?
Depois da lista de chorumelas feita: dá pra melhorar?
Lembrando que pensar sobre tudo isso também faz parte do nosso trabalho, então, aproveite os momentos de solidão do seu processo produtivo, aquele momento em que o trabalho fica repetitivo, sabe? Pega essa horinha e pensa, pensa até sair fumacinha!
É assim que a gente dá os primeiros passos pra tornar o trabalho mais profissional, ganhar respeito e condições de ser feliz sem ter que se desculpar por passar o dia fazendo o que gosta. Fica a dica.
=)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um bolo de morango com gosto de aconchego

Quando a gente viaja, as descobertas gastronômicas são sempre muito importantes pra conhecer melhor os lugares e se lembrar depois; parece que as memórias olfativas e gustativas ficam gravadas de uma maneira mais intensa, trazendo aquela sensação boa de saudade dos locais que visitamos.
Porém, num dado momento da viagem, as descobertas vão diminuindo e vem aquela vontade de algo familiar; tanto que, logo que chegamos em casa, meu filho fez duas refeições de prato cheio de arroz e feijão, sem querer mais nada.
Quando cheguei, combinei com a minha vizinha  Ângela de passar na casa dela pra devolver o guia de Paris, emprestado há meses. E, ao chegar lá, ela me recebeu com um bolo quentinho, se desfazendo de tão fofo, e uma xícara de chá reconfortante. Me deu aquela sensação boa, de coisa conhecida e nova ao mesmo tempo, já que eu nunca tinha provado o bolo de morango. Delícia!
Pedi a receita, que divido com vocês:


Bolo de Morango (receita daqui)

6 colheres (sopa) de manteiga sem sal amolecida
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 1/2 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara + 2 colheres (sopa) de açúcar
1 ovo
1/2 xícara de leite
1 colher (chá) de baunilha (usei 1/2 colher de baunilha em pó)
cerca de 500 grs. de morangos inteiros

Pré- aqueça o forno a 180° e unte e enfarinhe uma forma redonda (usei uma de 30cm de diâmetro).
Bata a manteiga com 1 xícara de açúcar (a receita pede batedeira, mas usei o muque mesmo).
Junte o ovo, o leite e a baunilha, incorporando bem.
Misture a farinha peneirada aos poucos.
Coloque na forma e arrume os morangos na massa. Polvilhe com as duas colheres de açúcar restantes e leve para assar (no meu forno, demorou cerca de 45 minutos, mas é legal ficar de olho. Quando estiver coradinho, está bom).


O bolo é delicioso e meus amigos, que vieram almoçar em casa pra matar as saudades, também aprovaram.
Obrigada, Ângela, pela guia, pelo bolo e pela receita!
=)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Diário de uma reforma: nossa casa na Minha Casa!

Certa vez, a professora mais sábia e generosa com quem tive a honra de trabalhar, a dona Tiseko, me disse que a melhor maneira de manter a casa em ordem é receber muitas visitas, sempre. Segundo ela, casa cheia é casa com flores novas nos vasos, tapetes limpos e alegria.
Entre todos os conselhos que recebi dessa senhora tão vivaz, guardo esse com muito carinho, porque sei que é profundo e verdadeiro em toda a sua simplicidade. Quem tem o prazer de ter amigos por perto, estende o mesmo prazer ao cuidado com a casa.
Quando o pessoal da revista Minha Casa entrou em contato comigo pedindo para fotografar a nova fachada, nossa primeira resposta foi "NÃO!", afinal, a fachada não estava terminada: faltava o portão maior, tinha resto da obra pelos cantos, os muros não estavam pintados e o jardim estava por fazer...
Mas, depois de alguma insistência do outro lado, vi que era a oportunidade perfeita de dar aquele gás e terminar coisas que a gente mesmo poderia fazer.


Comprei mudas novas pro jardim, pintamos boa parte dos muros, colocamos luminárias, passamos verniz nas janelas (tudo o que mostrei no último capítulo do diário).  E, como o universo conspira e os pequenos milagres acontecem, recebemos a última visita do Seo João uns dias antes da foto para colocar o portão que faltava.
Valeu a pena! Achei que a matéria ficou bem fofa, apesar de valer alguns adendos: 1) marido não trabalha o tempo todo em casa, mas mantém um escritório com livros e mais livros, que ocupava boa parte do meu ateliê; 2) a foto da fachada do antes é bem antiga. Acho que tiramos um pouquinho depois da casa ficar pronto e uns dias antes de mudarmos. Ou seja, 16 anos atrás! Depois disso, fizemos algumas mudanças.
Mas, de modo geral, tá lá o resumo da obra!
Ainda que a reforma não tenha terminado e a gente esteja procurando novamente por mão de obra para finalizar muros, calçada e detalhes que foram deixados de fazer, fiquei muito feliz com esse desfecho. Foram meses complicados, de muito vai e vem e empecilhos que fugiam ao nosso entendimento. Mas achamos a força necessária para tocar em frente, porque se trata da nossa casa, que está sempre cheia de amigos e flores novas nos vasos!

p.s.: um obrigada bem grandão pra Fernanda, Levi e Juliana, pela matéria e pelas fotos lindas!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Uma viagem, três cidades!

Demorei um pouquinho pra pensar como contaria pra vocês sobre a viagem de férias. Foram tantas coisas legais, tantas descobertas... ao todo, acho que tenho umas novecentas fotos da viagem e, nem de longe, pretendo me meter a me fazer de guia. No máximo dá pra falar como turista aprendiz!
Mas vamos lá!
A nossa viagem começou em Lyon, cidade encantadora onde moram meus compadres e afilhadinhos (lembram quando fiz um cachecol de presente de despedida pra comadre?). Foi bem difícil selecionar fotos, mas tem algumas que mostram a cidade, cheia de passagens secretas, jardins e uma vista maravilhosa na parte alta:


De Lyon, fomos de trem pra Paris, que merece o título de uma das cidades mais lindas do mundo. Não que eu conheça muitas, mas é impossível não olhar pros monumentos, jardins super bem cuidados, museus e cafés sem dar um suspiro diante de tanta beleza!
 (prainha na beira do Sena. a francesada também curte uma farofa...)



 (Jardin du Luxembourg: muitos suspiros a cada canteiro e um intruso na última foto!)

 (não dava pra faltar foto da torre mais famosa do mundo, né?)
 (A famosa Mona Lisa, pop star do Louvre. juro que era ela logo ali, depois do mar de asiáticos)



Essa primeira parte da viagem foi muito especial, porque era uma promessa antiga que fizemos aos compadres, desde a primeira vez em que eles moraram na França. Foi muito legal conhecer os lugares juntos, com nossos guias especiais mas, o melhor da viagem não dá pra descrever, nem mostrar em fotos. Estar com os compadres e as crianças, comer os queijinhos fedidos, os doces... tomar os vinhos e cervejas... rir... colocar a conversa em dia... andar e andar mais um pouco... foram muitos momentos carregados de afeto. Pra guardar naquele compartimento especial da memória, em formato de coração!
Depois de Paris, fomos pra Londres. E, se Paris é a mais linda, a terra da rainha é a mais bacana. De novo, foi uma viagem muito emocionante, pois andamos por museus e parques que meu marido sempre me descreveu com saudade (ele morou em Londres quando criança). Foi muito especial e fiquei com uma super vontade de voltar para uma visita mais prolongada (dá-lhe moedinha no porquinho)...




(London Eye: morri de medo, mas encarei a altura e a água, duas coisas que não sou fã)
 (Natural History Museum, o passeio mais aguardado do caçula)
 (Hide Park)
 (Covent Garden, um dos meus passeios favoritos, junto com o Borough Market)
 (batendo um pratão de English breakfast!)
(quando Hogwarts chama...)

Enfim, nem de longe eu tenho a intenção de dizer quais lugares são mais legais ou quais se deve visitar (talvez porque, a cada passo, essas cidades tenham coisas incríveis pra se ver e fazer).
Viagens são pessoais e intransferíveis e, por mais que a gente tenha conversado com os amigos e consultado guias,  acho que os melhores momentos foram aqueles em que a gente andou, andou, se perdeu um pouco e encontrou coisas super bacanas pelo caminho.
Mal posso esperar pela próxima...
=)