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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Negócio criativo versus trabalho: como faz?

Certa vez, quando postei uma foto de um bordado no Facebook, uma amiga falou algo como: "ah, como eu queria bordar ao invés de trabalhar!"
E em menos de um segundo eu respondi: "mas eu estou trabalhando!"
Depois fiquei pensando o quanto as pessoas estão imbuídas da noção de que o trabalho prazeroso não é trabalho. Ou seja, a minha dor no ombro por passar horas cortando, costurando, estampando e bordando é puro insistência num hobby diário, nada a ver com o fato de que eu tenho uma profissão que envolve essas atividades.

Por outro lado, se o trabalho manual nos faz sentir tão bem, a consequência é que ele deveria ser uma doação pro mundo, um presente em troca de tanta satisfação...
Ah, é bebé? Mamar na vaca cê não quer, né?
Produzir implica  material, energia elétrica, equipamentos. Tudo isso custa dinheiro. Mais importante ainda: o tempo que se leva pra criar e produzir é precioso e também custa dinheiro. Além disso, tudo o que fazemos com nossas próprias mãozinhas, com carinho e amor, tem um valor intrínseco que não tem medida. Não é o botão de liga/desliga da máquina de produção em massa da fábrica chinesa, é uma atitude bem menos racional e muito mais emocional, que envolve, memórias, referências e todo um modo de vida.

Então, se há um impasse tão grande entre o quanto se gasta em termos de tempo, dinheiro e amor e o valor que se dá a esse empenho, porque continuar?
Loucura, insanidade, obsessão, coco na cabeça ? hahahaha
Sinceramente, acho que cada artesão encontra suas próprias respostas, pois a caminhada é muito pessoal. Mas acredito que dê pra ser menos frustrante e dolorido.

Não tenho uma receita, nem um passo a passo pra isso e acho muita graça quando alguém escreve perguntando, porque ninguém conhece os detalhes e as dificuldades do próprio trabalho do que quem faz, e é muito difícil dar pitaco na caminhada do outro.
Mas, genericamente, acho que o primeiro passo é listar etapas para que o caminho seja o mais profissional possível, desde a produção, passando pela apresentação do produto até a relação com o mundo.
Daí, vem a primeira tarefa, antes de qualquer atitude: como é que você, colega artesão aí do outro lado, enxerga seu próprio trabalho? tá tudo certo, fluindo direitinho?
Qual é o principal (ou principais) gargalo ou dificuldade do seu processo de produção? São os desenhos/projeto, falta de equipamento, espaço, pessoal, material? É algo físico ou emocional?
Depois da lista de chorumelas feita: dá pra melhorar?
Lembrando que pensar sobre tudo isso também faz parte do nosso trabalho, então, aproveite os momentos de solidão do seu processo produtivo, aquele momento em que o trabalho fica repetitivo, sabe? Pega essa horinha e pensa, pensa até sair fumacinha!
É assim que a gente dá os primeiros passos pra tornar o trabalho mais profissional, ganhar respeito e condições de ser feliz sem ter que se desculpar por passar o dia fazendo o que gosta. Fica a dica.
=)

44 comentários:

Mônica Maflé disse...

Ah... concordo muito... sabe que uma vez eu ouvi de uma cliente, em tom de deboche que ela estava me pagando pra eu fazer terapia... tomei o produto da mão dela, e falei com ela pra ir comprar um produto chinês pra incentivar a escravidão então... já que ela não tem o costume de comprar porque gostou do produto ou porque vai ser util... ninguém merece!

Marcella Ferreira disse...

Oi Ana!
Sempre gosto demais dos seus posts! E esse então? Vc tá certíssima!
Essa linha que separa o trabalho criativo de um hobby muitas vezes parece super indefinida. Pra quem olha de fora é muito mesmo, quase sempre. Até porque nem imagina quantos processos estão envolvidos na manutenção de um trabalho como esse. Além de toda a parte de criação e da produção no ateliê (sem dúvida a parte mais prazerosa!) tem um tempo dedicado à compra de material, às vendas, à divulgação, à administração de tudo isso. E isso tudo geralmente nem aparece pra quem não está por dentro do negócio. Tem a questão de quem faz isso esporadicamente, de modo que funciona como um hobby mesmo, e daí a pessoa vende num preço que mal cobre os custos, porque pra ela basta que se compre mais material para produzir mais quando aparecer a vontade outra vez. Tem também essa sensação por parte do profissional muitas vezes , de ser estranho cobrar por uma atividade que é tão prazerosa. Mas que se a gente pensar, teoricamente todo mundo devia escolher para si uma profissão capaz de fazer seus dias de trabalhos muito gostosos. Bem , o que acho é que o mais importante é estarmos nós bem seguros de nossas escolhas né? Porque se temos isso bem resolvido, fica mais fácil passar essa segurança a diante nas relações com o público. E como vc bem disse, ter uma atitude profissional com cada pedacinho do seu negócio deixa tudo mais claro e definido pra todo mundo. Pelo que vejo vc alcança lindamente o difícil equilíbrio que é trabalhar ao mesmo tempo com muito profissionalismo sem perder a alegria e o calor que só tem quem trabalha com o coração. Um grande abraço!

rose japan disse...

Ola Anaaaa!!! Qt tempo e saudades de te ver ...Ana q trabalho lindo e de ser admirado, suas costuras sao lindas e super bem feitas p isso exige amor, dedicação e êh trabalhoso sim..pena q muitos n valorizam ou n sabem valorizar pois sao horas dedicadas...

Linda a colcha Ana..e parabéns pelas palavras

Bjsss rose jp

Denise disse...

Texto perfeito, Ana! São perguntas que tb não saem da minha cabeça...

Kika Diniz disse...

Oi Ana, adorei o texto!
Sabe, tenho uma amiga exatamente assim, quando falo que tenho que desligar o telefone pois preciso costurar, ela me responde dizendo: E eu tenho que trabalhar!!
Reconhecimento zero!!rsrs
Bjks

Kika Diniz disse...

Oi Ana, adorei o texto!
Sabe, tenho uma amiga exatamente assim, quando falo que tenho que desligar o telefone pois preciso costurar, ela me responde dizendo: E eu tenho que trabalhar!!
Reconhecimento zero!!rsrs
Bjks

Telma - Minha casa. Minha Vida. disse...

Concordo com você.
Parabéns!!!!!
Beijos
Telma Linhares

Lia Gloria disse...

Perfeito, Ana!

Não vendo o que faço, apesar de muitas pessoas perguntarem 'porquê não?'
É que não sei dar preço. Vejo minha irmã, artesã, labutando dia e noite. E de vez em quando ouve alguém lhe falar: 'custa tudo isso? mas é só tecido...' dói, viu!

bjs

Ana Matusita disse...

Oi meninas!

Na verdade, nem falei do comentário sobre trabalho em tom acusatório, apesar de entender o que algumas de vcs disseram: magoa mesmo.
O que eu acho é que está na hora de mudar o jeito como as pessoas encaram o trabalho artesanal e, de fato, quem tem o poder de iniciativa pra isso é quem trabalha no meio. Vcs não acham?
Por exemplo, Kika, quando vc estiver falando com a sua amiga, não fale que vai costurar, fale que vai trabalhar. Sabe aquela velha história? Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!

E Monica, a gente nunca tira produto da mão da cliente! vc podia ter ironizado com delicadeza, mas deixado a criatura colocar a mão na carteira e levar o produto!

bjs,
Ana

Lílian disse...

Oi Ana !
Excelente texto : )
Tô começando um negócio. Aliás, citei você como um dos blogs que curto. Semanas atrás descobri uma moça que fez uma série sobre empreendedorismo criativo na web. Vale a pena ver pra quem tá começando. Não é o seu caso, claro ! Adoro te ler. E vamos que vamos : ) Beijos
http://www.youtube.com/watch?v=UwUlt7zXXr0

Lola disse...

Pôxa Ana...queria eu ter escrito esse texto...ótimo por sinal!
É incrível como o trabalho feito em casa, com as mãos, em forma de artesanato, com prazer, é tão desprezado. Quantas vezes ouvi dos meus próprios filhos enquanto estava toda torta na máquina de costura: "Mãe, você não trabalha!" só porque não saio todos os dias de casa num determinado horário e bato cartão. Aff!
Além disso tem sempre os espíritos de porco que, quando você fala o preço de algo, acha caro. Mas ninguém contabiliza o capricho, as horas em cima de uma peça só, o gasto de tempo e do próprio dinheiro para produzir. Enfim, vc desabafou por mim e por muitas!
Bjs

Pat Coutinho disse...

Ana, tudo bem?
Excelente texto. Amei.
Bjs.

http://claudiaaoextremo.blogspot.com/ disse...

Perfeito Ana!
É isso mesmo!
Infelizmente não há respeito, reconhecimento...
São raras as pessoas que elogiam o trabalho (sem esperar nada em troca) e reconhecem todo o esforço, todo trabalho dedicado!
Ótimo texto!

Bia Jubiart disse...

Oi Ana!

Texto muito coeso e ao mesmo tempo encantador! O trabalho têm milhares de possibilidades de escolhas e fazer o que gosta, só que nem tudo que gostamos de fazer as vezes sai bem feito, são os reversos das nossas escolhas e prioridades.
Sou artesã e dou oficinas também, as pessoas sempre falam, "vc tem o dom", rebato que dom não existe, existe a vontade de aprender uma técnica, estudar e praticar (ai o "dom" surge rs).
Hoje a profissão de artesão e artista plástico implica tantas questões de gestão administrativa, que somente o fazer o objeto em si, não basta, existe sim um trabalho muito sério que até chega a dar impressão que não é trabalho, de tão bonito e encantador que fica, a arte as vezes dá essa visão do prazer e não de trabalho.

Bjoooo

Eliane Lima disse...

OI eu já ouvi o seguinte no domingo a tarde depois do almoço na minha casa vou para casa pois amanhã cedo tenho que trabalhar como se na segunda eu fosse descansar a única diferença é que eu trabalho no que gosto e isto me dá muito prazer beijos Eliane Lima.

Márcia Balz disse...

Uau! Toda a artesã deveria ler isso.
Bjim!

Beth Salvia disse...

Ana eu mesclo o trabalho de professora universitária, com costurices e colares, adoooro criar, pensar nas cores, deixar a mulherada bonita, feliz. Mesclo não por não ter coragem de romper com um dos dois trabalhos, é amo os dois, valorizo os dois e quem compra sabe que não é apenas um lazer, é um graaaande prazer, sempre deixo isso bem claro.

Adooorei seu texto e ainda acredito que as pessoas irão entender que o artesanato é mesmo arte, é criação, portanto não tem preço, o que nos pagam é simbólico, perto do que nos envolvemos, bjusssss

Ana Matusita disse...

Oi Beth! eu discordo de vc. Acho que é uma atividade profissional e, como tal, não pode ter valor simbólico, deve ser remunerada apropriadamente. E também acho que o envolvimento emocional deveria existir em qualquer profissão.

Oi Claudia, oi Lola!
Eu entendo a frustração de vcs, mas o ponto é exatamente esse: a gente tem que ser mais objetivo em relação ao que os outros pensam e tornar nossa atividade profissional. Só assim se conquista respeito.

Oi Lilian! cadê seu blog?

Oi Eliana, oi Pat, oi Marcia!

bjs,
Ana

Larissa Dias disse...

Olá Ana!!
Acho que nunca tinha deixado recadinho aqui, mas faz um tempão que te acompanho! rs
Segui tua dica sobre a Printi, já estou com meus cartões e também adorei o trabalho deles. Obrigada!
Hoje te vi na edição de Set/2013 da revista Minha Casa.... Te vi não, vi a fachada linda da sua casa depois da reforma (que também acompanhei por aqui!), nem precisei ver tua fotinho pra saber que era tua! Ficou linda!!
E sobre o post, super concordo com você! Somos nós quem devemos mudar nossa postura para que os demais entendam que apesar de amarmos fofurar, estamos empregando tempo, materias, corpo e alma para executar nosso TRABALHO!
Um beijo, lindona!!!
Larissa {Josefinas}.

Gislene disse...

Oi Ana, parabéns pela paciÊncia QUE VC TEM COM O PATCHWORK ! Eu fiz o curso duas vezes , mas não tenho paciência pra criar projetos elaborados como esse seu ! As únicas peças que fiz que são patchwork mesmo foram uma manta e uma toalha de mesa ...
Realmente as pessoas estão acostumadas a encarar como trabalho somente tarefas chatas e enfadonhas ... Sorte de quem pode executar seu trabalho com prazer e criatividade né ? Bj e parabéns novamente !

Kika Diniz disse...

Olá Ana, na verdade meu comentário foi mesmo só uma constatação do que acontece mas, com certeza não isso não me desanima nem faz com que eu enxergue meu trabalho de outra forma. Na verdade acho que muitos amigos não entendem o fato de que eu posso ter prazer em trabalhar!
Mas acho que vc está super certa em dizer que nós é que devemos mudar a forma como ELES encaram o trabalho artesanal!!
Bjs

Kika Diniz disse...

Olá Ana, na verdade meu comentário foi mesmo só uma constatação do que acontece mas, com certeza não isso não me desanima nem faz com que eu enxergue meu trabalho de outra forma. Na verdade acho que muitos amigos não entendem o fato de que eu posso ter prazer em trabalhar!
Mas acho que vc está super certa em dizer que nós é que devemos mudar a forma como ELES encaram o trabalho artesanal!!
Bjs

Luciana ♥ disse...

Amo o que faço,mas vivo numa contante confusão...quero trabalhar fora,mas penso muito no meu dom,acho que Deus me abençoou muito tudo que faço aprendi do nada,faço coisas artesanais bem antes do You tube ter videos ótimos para aprender,antes dos blogs serem recheados de diy,que eu amo...mas como uma das pessoas que comentarm disse eu não sei dar preço,eu sou péssima vendedora,e o que mais pega,o dinheiro,quero investir mas nunca consigo...quero muito viver disso,mas...será que alguém me entende!Nunca ninguém me falou esse isso,ah vou costurar,é eu vou trabalhar,sempre recebo motivação,mas nunca valorização de quem compra,sempre acham caro,elogiam acham tudo perfeito,mas não compram....grrrr,que raiva...ma sigo não consigo parar

Lílian disse...

Oi Ana, acho que não entra automático no comentário. Tá aqui: http://www.picoledepipoca.com.br/blog
Beijo!

Mulher Vitrola disse...

Eu faço trabalhos artesanais por hobby e trabalho como ilustradora. E demorei eras para que pudessem entender que sentar na frente do computador e tocar um blog para divulgar meu trabalho não era moleza, e eu não estava "precisando de um emprego". Até mesmo por parte do marido, que custou entender e só depois de me ver recusar tantas ofertas de trabalho para trabalhar fora, hoje em dia responde com clareza para quem pergunta: "Sua esposa não trabalha?" ele responde na lata "Trabalha sim, ela é ilustradora!". Adorei esse post. Um beijo,
Re.

Ana Matusita disse...

Oi Re! mas é bem isso, é a gente se assumir! eu demorei um tempão, apesar de parecer que sou super corajosa. Tinha uma outra carreira, que larguei sem saber muito bem o que vinha pela frente. E, como vc, tenho um marido bacana que dá aquela força!
bj,
Ana

Ana Matusita disse...

Oi Lilian, já entrei! que blog fofo!
bj,
Ana

Ana Matusita disse...

Oi Luciana!

Então, acho que essas dúvidas acontecem mesmo. E as dificuldades são enormes, não vou negar. Quem sabe vc não segue com as duas atividades, até quando conseguir se estabelecer melhor nos crafts?
bj,
Ana

Ana Matusita disse...

Oi Kika! pois é, as pessoas deveriam ter prazer em qualquer que fosse a atividade, né?
Parece que trabalho tem que ser sempre um fardo, senão não é trabalho. E isso tem que mudar!
bj,
Ana

Ana Matusita disse...

Oi Gislene! se vc me conhecesse, saberia que sou a pessoa mais impaciente do universo! hahaha!
Mas acho que a costura tem isso, de disciplinar, concentrar... a paciência a gente dá um jeito!
bj,
Ana

Luciana Portella disse...

Seu texto era tudo o que eu precisava ler hoje. Qdo descobri seu blog, li desde o primeiro post e fiquei encantada com tanta simplicidade e verdade. Obrigada por fazer o meu dia melhor!! Bj
Luciana

Teresa Aparecida de Aquino Soranso disse...

Adorei, Ana! Atingiu o ponto certinho. Antes de tudo, nós devemos valorizar e respeitar nosso trabalho. Não é porque fazemos o que gostamos que não podemos ganhar bem! Bjs

CamomilaRosaeAlecrim disse...

Ah...que post ótimo e o assunto as vezes tira o sono da gente, hehehe!
Adorei suas dicas, eu particularmente fico sempre na dúvida de valores...quanto cobrar e como colocar valor no meu valor.
Adorei!
Beijos
CamomilaRosa

Lílian disse...

Obrigada, Ana ! Quero te agradecer também pela indicação da Printi. Usei o seu desconto : ) Os cartões ficaram lindos. Beijos

Cíntia Marcucci disse...

Oi, Ana, tudo bem? Trabalho na revista Sou Mais Eu, da Editora Abril, e estou querendo te convidar para uma matéria de decoração. Queremos ensinar a fazer essa cortina para usar embaixo de pias http://www.anasinhana.com/2011/08/antes-depois-cortina-colorida.html

Me escreve por favor? cintiamarcucci@gmail.com ou 11 3037-2629

beijos!

Biula disse...

Olá, Ana!

Muito oportuna sua observação sobre o costume que algumas (ou muitas?)pessoas têm de considerarem que apenas o seu próprio emprego é 'sério', o dos outros é fácil, não demanda esforço nem aprendizado.
Com a função do magistério ocorre esse desrespeito tb, um monte de gente considera uma função que qq um pode desempenhar, chamando até de 'bico', que avacalhação!
Concordo contigo, o trabalhador tem que se valorizar, por trás de um produto ou serviço há um longo investimento em aperfeiçoamento de técnicas e tempo de vida, isso não é brincadeira.
Desculpe o discurso, me empolguei com o tema.
Bjin,

Lilás - Mania de Tecido da Naná disse...

Muito bom mesmo!!!! Li tambem todos os comentarios!!! Hoje tenho um trabalho e um hobby, que algumas vezes me gera uma grana extra. Daqui a alguns anos terei uma aposentadoria e continuarei trabalhando na profissão que eu escolhi, ser artesa.
Também gostei da sua colcha. Você sempre faz o acabamento da bainha a mão? Que capricho!!!!

Bjs

Nana

Cris Nagawa disse...

Ana,

Lindo seu texto....me encaixo perfeitamente....muitas pessoas me dizem a mesma coisa como se o fato de fazer algo prazeroso, fosse somente hobby, sim ficamos muito tempo pensando na combinação dos tecidos, ou linhas, as noites que não dormimos, para dar conta de alguma encomenda, ou mesmo por conta de algum projeto que precisamos desenvolver...enfim....crafteiras...

Ana Matusita disse...

Oi meninas! obrigada pelo retorno sobre o texto. Quem sabe não continuo escrevendo uma pequena série sobre empreendedorismo criativo?
bjs,
Ana

Cris Nagawa disse...

Eba...
To esperando...

Vitor Hugo disse...

Mesmo sendo de uma área diferente, compreendo esse sentimento.

"Mas é só uma costura, só pano" = "Mas é só um bolinho".

Magoa, não. Dá raiva mesmo, hahahah Dá vontade de falar, vai lá fazer esse bolinho só.

Lilás - Mania de Tecido da Naná disse...

Ana

Uma dica; você pode qualquer dia falar como como e por quê dizer alguns nãos. Quando pessoas nos pedem pra fazer algo completamente fora daquilo que você produz. Eu procuro dizer não com muita delicadeza, mas a maioria não entende. Pensa que é fácil cruzar a cidade só para comprar 1/2 zíper por metro, sendo que não costumo trabalhar com esse tipo de material. Eu até já ouvi; -Você não quis fazer eu achei quem tivesse feito. E ainda trouxe a peça pra me mostrar. Enfim...
Pense nesse tema, eu já li sobre, mas é sempre bom ler mais e mais.
oh!! quero te dizer que já te conheci pessoalmente no ano passado, no Bazar O Gente... tenho uma carteira que comprei de você, pela internet.
Adoro seus trabalhos e o seu "faça-você-mesmo".

bjs

Naná

sara encarnação disse...

Lindo!! e 100% verdade, é fácil sermos depreciados!! Obrigada

Fê Dutra disse...

Ana, sem dúvida o meu principal gargalo é o tal do tempo. Crochetar, dar um prazer incrível, mas dói, cansa e causa LER. Então, minha dificuldade em me assumir como artesã, vem muito do medo em não conseguir cumprir os prazos, que é ponto fundamental em qualquer profissão. E isso, me levou a um impasse, só vendo o que já produzi. Raramente aceito uma encomenda.
Um dia faço igual a você. Largo tudo e me assumo artesã. Aí sim, poderei dizer: vivo um sonho! rs!
Te desejo suce$$o nas suas arteirices. Afinal, consigo imaginar a magnitude da sua escolha.