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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Diário de uma reforma - parte 8: dois tons de cinza!

A parede que liga a sala antiga e a parte nova é de madeira e foi cortada para fazer a abertura. Antes, ali havia uma porta e uma janela que abriam para a varanda (que virou a sala de jantar). Depois do quebra-quebra, a abertura recebeu uma viga e parte do acabamento; ainda faltam os benditos rodapés, que meu marido está instalando conforme o tempo permite e umas madeirinhas finas, arredondadas  (1/4 de cana).
E, claro, faltava pintar. A passagem estava bem feia, com massa nas imperfeições, uns pedaços com verniz, um pouco de cara de obra, assim,  meio sujinho...
Sei lá porque, protelei fazer essa tarefa que nem era tão complicada. Primeiro, comecei a pintar de branco, mas achei que daria muita diferença com relação ao teto e as outras paredes, que são brancas, mas estão com a pintura mais velhinha (e me dava um preguiça monstro pensar em refazer tudo). Daí, optei por um cinza escuro nessa parede da passagem, já que eu já havia pintado a parede que faz quina com essa de um tom de cinza mais claro há algum tempo.
E, numa tarde fria e chuvosa, a sala ficou com outra cara:
O cinza, por incrível que pareça, é uma cor ingrata de acertar. A parede que pintei de cinza claro ficou mais para o lilás do que pro cinza. Isso é comum acontecer, dependendo da luz e das outras cores, o cinza pode tender para o lilás ou para o azul.
Mas, com a parede cinza do ladinho, acho que consegui transformar o lilazinho num cinza claro, do jeito que eu queria:



Adoro a luz do fim de tarde e esse efeito aconchegante na sala.
É engraçado como, no fim das contas, cada decisão tenha sido acertada e criado efeitos muito melhores do que a gente poderia esperar - e esse é o lado bom de tocar uma reforma assim, de forma caseira. Mesmo que os caminhos sejam tortuosos e demorados, a gente mesmo decide e faz tudo acontecer da melhor maneira possível.
=)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Na cozinha: bolo mármore

Ontem, no finalzinho da tarde, bateu uma vontade de comer um bolinho simples com chá quentinho. Daí, lembrei do bolo mármore, tão simples, mas tão gostosinho. Foi o bolo que levei de presente pra minha mãe na maternidade quando meu irmãozinho temporão nasceu (eu já tinha 12 anos e era uma boleirinha principiante).
Tentei localizar a receita original nos cadernos daqui de casa e não achei; tentei achar um receita bacaninha por aí e achei todas meio secas demais.
Então, resolvi arriscar e fiz uma massa básica, da minha cabeça e preparar o "mármore", que ficou mais chocolatoso do que deveria, mas ninguém reclamou (tanto que hoje cedo restava menos de meio bolo no prato...).

Bolo Mármore:

3 ovos (temperatura ambiente)
1 1/4 xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de manteiga sem sal (temperatura ambiente)
2 xícaras de farinha de trigo peneirada
2/3 xícara de leite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 colher (chá) de fermento
3 colheres (sopa) de cacau em pó peneirado

Pré-aqueça o forno a 180°. Unte com manteiga e enfarinhe uma forma de buraco no meio.
Bata o açúcar com a manteiga até ficar claro e fofo (usei um fouet). Junte os ovos, um a um, batendo bem.
Alterne a farinha peneirada, a baunilha e o leite, misturando bem. Acrescente o fermento em pó.
Coloque metade da massa de baunilha na forma preparada.
No restante da massa, junte o cacau em pó peneirado. Depois de misturar bem, junte à massa branca na forma e, usando uma faca, faça misture as duas massas levemente, para formar o efeito de mármore.
Leve para assar e faça o teste do palito quando o bolo estiver bem coradinho.
Desenforme depois de morno, faça um chazinho e chame a família pro lanche!


Fazer bolo me diverte e desestressa desde menina. E, sinceramente, acho que as pessoas deveriam fazer essas coisas prosaicas da rotina caseira com mais prazer. Não só pelo resultado em si ou pela comilança, mas pela alegria de saber que, juntando uma listinha de ingredientes dá pra ter a casa quentinha e perfumada de baunilha. E um bolo gostoso pra compartilhar com quem você ama numa tarde de domingo.
Simples assim.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Diário de uma reforma - parte 7 (ufa!)

Embora a última postagem tenha sido feita em maio, a reforma não acabou, nem a gente desistiu de deixar a casinha em ordem. Esses últimos meses foram tão, mas tão cansativos. Tanta coisa atrapalhada aconteceu e ficamos sem a ajuda única e imprescindível do Seo João.
Desanimei e a reforma ficou meio de escanteio.
Só que, um belo dia, caiu a ficha: essa é a nossa casa, aquela em que plantamos cada pedacinho de grama. Foi aqui que meus filhos cresceram, andando pelos muros, brincando na casinha do quintal, subindo na árvore que a gente viu crescer desde mudinha.
Não dava simplesmente para ceder ao impedimentos que surgiram e atrapalharam nossos planos.
Então, a primeira coisa que fiz foi contratar uma caçamba para recolher o entulho da calçada e da lateral da casa, coisa que me dava o maior desânimo. Fiz isso sem ter quem fizesse o serviço pesado e cheguei a carregar umas pedras pra dentro da caçamba (coisa de doida). Felizmente, apareceu uma pessoa de confiança e a caçamba foi embora, carregada de restos de construção.
Também impermeabilizei os tijolinhos da sala e, juntos, eu e marido pintamos o escritório dele de branquinho, teto e paredes (usamos esmalte sintético acetinado para a madeira e acrílica para as paredes, ambas Branco Neve da Coral).
Juntos, nosso amigo-de-fé-camarada e engenheiro Xan e marido fizeram as instalações elétricas da sala,e do jardim e colocaram todos os interruptores e tomadas. Quem tem amigos como os nossos tem tudo: de instalação elétrica a diversão garantida! Valeu de novo, Xandão!
Hoje, marido passou o dia colocando rodapé na sala dele e o combinado é que eu vou envernizá-los e, assim que estiver tudo pronto, as estantes de livros dele sairão do meu ateliê pra sala nova  e vou ganhar um baita espaço (uhu!).
Semana passada, marido instalou as luminárias num fim de tarde, depois de voltar do trabalho (olha o detalhe da roupa de professor... pelo menos, ele tirou o paletó!):




E eu e meu filho pintamos o muro. Serviço pesado esse, que me deixou de braço doendo (no pain, no gain).
Escolhemos uma cor próxima da cor dos tijolinhos (Decora Terracota, da Coral). Foi uma baita economia, já que o orçamento de pintura profissional estava totalmente fora das nossas possibilidades: o pintor me pediu  8mil pilas para fazer os muros e as janelas da casa. Simplesmente agradeci, comprei o material e estou fazendo tudo aos poucos.

Agora, temos luz e muro pintado. Pelo menos, um comecinho dele, porque ainda  precisamos esperar que Seo João volte e termine de passar massa no restante. Além disso, a trabalheira é grande e ainda terei alguns fins de semana de mão na massa, ooops, tinta. Mas já deu uma cara totalmente diferente pra frente da casinha (cor é tudo, gente!).

Outra novidade é que pintei o portãozinho de vermelho. E Seo João, nesse meio tempo, também conseguiu reunir forças e trazer o portão maior, que está instalado e ficou lindo, mesmo sem pintar. Logo que for possível, vamos tirar o portão de madeira da lateral da casa, que vai ficar lá no fundo, no finalzinho desse mesmo corredor, mais para evitar que a Lucy, nossa cachorra, fique zanzando pelo jardim da frente.

Quando colocamos os vidros, eu tinha feito orçamento com um pessoal de uma vidraçaria de uma cidade vizinha. Eles vieram  e fizeram quase todo o serviço, mas ficou faltando o vidro duplo da estrutura em cima da porta (tem que ser duplo porque é uma espécie de sanduíche com uma película no meio para evitar que o vidro caia, no caso de quebrar).
Sei lá o que houve, mas os vidraceiros romeus (apelidamos os meninos que vinham fazer o serviço assim, porque eles mais pareciam modeletes do que vidraceiros... hahaha!), simplesmente sumiram do mapa (inclusive, desligaram o antigo telefone) sem colocar o tal vidro duplo (sorte que não paguei essa parte do serviço). No fim das contas, contratei uma vidraçaria aqui do bairro mesmo, mais cara, porém rápida (as medidas foram tiradas na sexta e o vidro colocado na terça seguinte).
Já as coisas que não temos como terminar e que exigem o conhecimento aprofundado de um profissional vão ter que esperar que Seo João se recupere. E não tem nem outro jeito, pois ele, mais do parte desse processo todo, ele está entre nossos amigos, entre as pessoas por quem torcemos e oramos. Porque a gente aprende a gostar e cria laços com quem realmente vale a pena e, sem dúvida, esse senhor bem humorado e cheio de ideias criativas agora faz parte da nossa história.
Enfim, depois de recobrarmos o ânimo, as coisas voltaram a caminhar  e a casa está ficando cada vez mais linda. Ainda mais porque tem sido um esforço da família toda, o que faz com que cada pequena conquista ganhe ainda mais sentido. Só tenho que agradecer por todos os empecilhos que surgiram e nos fizeram mais unidos e firmes no propósito de continuar uma vida feliz em família, cuidando juntos dessa casinha que é parte da gente.
Amor e fé nos definem, sempre.
=)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Cartões novos e uma indicação


Quando recebi a proposta de testar os serviços da PRINTI, gráfica online, achei que seria o momento perfeito de fazer cartõezinhos novos especialmente para a linha de bichos de pano do ateliê. Fiz a arte com o último dos bichinhos, a almofada GATUNO:


O que eu não imaginava era receber tanta fofura em quadradinhos!
Além da qualidade excelente da impressão e do papel, o atendimento do pessoal da PRINTI foi nota 10. O site funciona de forma fácil e foi muito tranquilo fazer a encomenda seguindo os passos depois da escolha do produto. Como o meu cartão estava fora dos padrões (quis fazer quadradinho), foi necessária a intermediação da Mariella, que me atendeu com a maior paciência e gentileza.


O envio também foi super rápido e o produto chegou bem embalado (a atendente da caixa de correio aqui do condomínio até comentou que parecia um presentinho!).
Achei a experiência bem bacana e, quando serviço e produto excedem as expectativas, a gente se torna cliente. Afinal, bons fornecedores não se acham facilmente e quando a gente é bem atendido vale a pena espalhar a boa nova.
A gráfica ainda ofereceu um desconto especial para os leitores do blog que quiserem testar os serviços. Basta inserir o código ANASINHA10 para receber um desconto de 10% no pedido.
Legal, hein?
Muito obrigada, Mariella e PRINTI!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Antes & Depois: sofá sessentinha renovado!

Acho que esse foi o Antes & Depois mais ambicioso de toda a minha carreira.
Sério, até eu mesma me perguntei (algumas vezes) se estava com a sanidade ok quando arrematei o sofá dos anos sessenta numa loja de usados. Na verdade, tive um empurrãozinho da minha amiga Vivi. Ela me pediu para acompanhá-la na busca de um móvel e eu fui, sem nenhuma intenção de comprar nada (tanto que esqueci de levar bolsa e carteira). Chegando lá, nada de móvel para a amiga, mas eis que ela me fala: "você não está procurando um sofá bacana? olha um ali!"
E lá estava ele:

Eu olhei, virei, mexi, cutuquei... me encantei pelo fato de ser um sofá de mola (coisa que acho que não se faz mais), inteiraço, com uma estrutura de madeira linda e perfeita, pés palitos... suspira!
Tirei uma foto e mandei pro meu marido, que me perguntou o preço, antes de qualquer avaliação. Quando respondi "com pechincha, R$250", recebi uma mensagem curta e grossa: "ok".
Então, me lembrei do fato bem relevante de não ter um centavo furado no bolso e disse que não, não levaria o sessentinha. Mas a Vivi continuou botando lenha na fogueira e disse que me emprestava o dindim... daí, já viu, né? vai oferecer banana pra macaco... perguntar pro padre se ele tá afim de rezar a missa... hahaha!
Cheguei em casa junto com o entregador da loja (essa é das coisas boas de tratar tudo diretamente com quem faz o serviço), doida pra colocar meu limpador multiuso em ação.
Depois de uma limpeza com bicarbonato, limpadores e água benta (não custa nada , né, gente?), comecei a ver a real situação do pobrezinho que, acredito, nunca passou por uma renovação. Me encantei com o capricho do estofamento antigo e fui desenhando, na minha cabeça, tudo o que queria fazer na nova versão.

Primeiro, arranquei o forro antigo e refiz o revestimento de manta acrílica, que já estava toda desfeita. Achei que faria esse serviço com espuma, mas não foi necessário, já que mandei cortar uma espuma de densidade 33 para ser assento único, feito à parte.







As capas do assento e do encosto foram feitas separadas (depois, costurei as duas partes e prendi, pelo vão do meio do sofá, com grampos).
Tanto para o assento como para o encosto, usei sarja grossa pré-encolhida, na cor cinza (comprei numa loja de artigos para tapeçaria e gastei cerca de 5m) e manta acrílica, também da mais grossa. As laterais foram cortadas num tamanho maior para que a gente pudesse virar e grampear na parte de baixo e de trás do sofá.


 Na hora de grampear, contei com a ajuda do marido (não há mãozinha de costureira que resista muito tempo ao serviço pesado de grampear).








Depois de esticar e prender bem o assento e o encosto, grampeamos um tecido mais fino para fazer o acabamento das costas e da parte de baixo, que também foi colocado bem esticadinho.









A capa do assento de espuma , que foi colocado solto direto no assento do sofá, recebeu o mesmo acabamento de matelassê que o encosto. Fiz a capa com zíper, para facilitar a lavagem. E preferi fazer inteira ao invés de dividir em almofadas, porque achei mais confortável.
Também fiz rolinhos de almofada para os braços do sofá, para dar mais conforto na hora de apoiar os braços ou encostar a cabeça (no caso dos dorminhocos). Amo a estampa dos rolinhos e, há tempos, guardei esse tecido para alguma coisa especial da casa!

E o sofazão vintage ficou assim:

Ainda falta fazer as almofadas do encosto, mas ele já está em uso, fazendo par com a namoradeira amarela:

Em tempo: nunca achei que faria uma reforma desse tipo, pois sei que o trabalho de tapeçaria é bem complicado, caro e sim, dá medo de ficar horrível e perder dinheiro. Por outro lado, passei meses procurando um sofá bacana e não achei nada que justificasse gastar 5 mil pilas. Sério, gente, eu considero que não tem cabimento pagar tanta grana por um sofá novo, de estrutura de pinus e espuma que ninguém nem sabe te informar qual é a densidade. Em alguns deles, eu reparei que a costura era feita com pontos gigantes, que deixavam ver o fundo de tão esticados. Foi uma busca bem exaustiva e infrutífera.
Eu sei que sempre há riscos em se comprar um móvel tão antigo assim. Mas, daí, vale o bom senso: se a estrutura está boa, o gasto com material não é absurdo e você conta com mão de obra que sabe o que tá fazendo, acho que vale a pena. No nosso caso, contamos com o ânimo (meu e do marido) de colocar a mão na massa, mesmo sabendo que esse tipo de costura é pesada. E estamos bem felizes com o resultado!
Também preciso dizer que me inspirei muito no casal Tofu, a Emy e o Yuji do Tofu Studio. Eles foram bem mais ousados e fizeram um sofá (lindo, diga-se de passagem) do começo ao fim. Mais que a perfeição da obra, os dois são um exemplo de estilo de vida que eu amo, que é o faça você mesmo aplicado ao dia-a-dia.
Eu sei que tem gente que acha que iniciativas desse tipo, que levam semanas pra acabar, são coisa de gente doida. Sim, porque tem lá na loja, prontinho, feito por profissa e vendido por quem tá disposto a arrancar os zóio da sua cara. Sem drama, sem risco.
Por outro lado, acho que tomar pra si esse tipo de empreitada e fazer coisas que fomos acostumados a pensar que devem ser compradas prontas, é extremamente prazeroso. Acho uma delícia sentar no meu sofá com cara de cenografia de Mad Men e assistir as investidas do Don Draper confortavelmente.
Enfim, coisa de gente doida.
"People want to be told what to do so badly that they'll listen to anyone"
(Don Draper, Mad Men)
=)



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pequenas alegrias domésticas: suculenta

Eu tenho que contar uma frustração: sempre tentei ter um jardinzinho de suculentas, mas assassinava todas as pobres coitadinhas. Sei lá se colocava água demais, água de menos, sombra demais, sol demais. Embora eu sempre tenha alguma sorte com as plantas do jardim, dentro de casa a coisa nunca foi muito tranquila.
O fato é que, desde que ampliamos a sala e ganhamos muita luz, tem um vasinho que curtiu ficar na estante e está com as folhas gorduchinhas firmes e fortes, tanto que não a mudei de lugar nenhuma vez para não correr riscos.
Também não queria mudar o vasinho (e o medo de matar mais uma vítima indefesa?) então, lembrei das washi tapes lindas e achei que dava pra dar uma carinha mais bonita pro plástico feioso:
E, tadá! Vaso feioso mudou de cara e ficou com jeito de cachepô modernex!
Fala se não tá fofinho?
Nada como um pouco de luz e carinho pra vida dar certo, né?

Cada pequena conquista aqui em casa, seja uma parede pintada ou plantinha é uma alegria pra mim. Ver a minha casa ficando cada dia mais bacana com os nossos próprios esforços me faz acreditar que vale mesmo a pena, apesar das pedras infelizes que aparecem pelo caminho. Ser feliz é simples assim.
=)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Na cozinha: traditional brownie

Engraçado como a vida te pega de surpresa de vez em quando. E, nem sempre, as surpresas são boas. Nos últimos dias, descobri coisas tristes que, lá no fundo, eu já sabia. Essa suspeita confirmada de  que nem todo mundo consegue olhar a vida com bondade já vinha me dando uma raivinha, uma vontade de chutar o balde e ser malvada, preenchendo os espaços de ajuda ao outro com um pouco mais de egoísmo e do que é bom só pra mim. Afinal, quem liga? o que eu ganho com isso?
Quem nunca teve esse tipo de revolta que atire a primeira pedra...
Mas tive a grata surpresa de ter tanta gente boa cuidando de mim, se preocupando e me devolvendo com flores, sorrisos e carinho coisas que eu nem sabia que, um dia, lá atrás, tinha feito.
Enfim, vale a pena ser legal, gente. Nem sempre as coisas são justas na medida em que a gente acha que deveriam ser, ou no momento que a gente acha que precisa. O que nos esquecemos é que não somos nós os juízes do que acontece entre o céu e a terra e, no fim das contas, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá, já diziam uns carinhas muito sábios.
Falando em amor e em coisas boas escondidas, meu pequeno fez aniversário! Onze anos de pura sabedoria, sapequice e risadas! Tivemos bolo, festa, amigos e tudo o mais que ele merece, num domingo de sol que há tempos eu não via. Aliás, há tempos eu não via a casa tão linda, tão cheia de vida, tão radiante!
Meu caçula amoroso sabe como ninguém estender uma festa. E, depois do aniversário, pediu panquecas num dia (afinal, não teve café da manhã especial no dia do aniversário), depois cinema, depois sessão tarde da noite de Apenas um Show (nosso desenho favorito) e, ontem, brownie.

Daí, lembrei que, na arrumação da estante nova, "achei" um livro de doces que eu adoro e que tinha me esquecido que tinha: o Hummingbird Bakery Cookbook.

E foi desse livro delicioso que saiu a receita do brownie perfeito: cascudinho por fora, macio por dentro e super, mega, ultra chocolatoso!









Traditional Brownie

200 grs. de chocolate meio amargo
150 grs. de manteiga sem sal
1 2/3 xícara de açúcar (usei cristal)
1 xícara de farinha de trigo
3 ovos
açúcar de confeiteiro para polvilhar (não usei

Pré-aqueça o forno a 180°. Unte uma forma retangular (a minha tem 27x18cm) com manteiga e farinha.
Derreta o chocolate e a manteiga no banho-maria.
Coloque o açúcar e incorpore bem com uma espátula. Depois, misture bem a farinha.
Bata os ovos numa tigelinha separada e incorpore à mistura.
Coloque na forma untada e leve para assar. A receita pede 30 a 35 minutos de forno, mas é bom ficar de olho: o brownie estará bom quando formar uma casquinha, mas não deve ultrapassar muito esse tempo para não cozinhar demais e endurecer por dentro. Para esse tipo de "bolo", não vale o teste do palito, pois o brownie deve ficar úmido por dentro.
Parafraseando Che, hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás!

Então, tentemos ser mais doces e menos duros com as lições da vida. Sempre tem algo bom à espera de quem é bom. Mesmo que seja apenas um brownie numa tarde de férias.
=)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Por aí: notinha na Minha Casa

Pois é, ela ficou famosa e saiu numa notinha na revista Minha Casa desse mês:
Legal, né?