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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bazar Ógente 9 - edição de primavera

Amanhã acontece a edição de Primavera do Ógente, o bazar mais florido da cidade!
Ódelicia! Rever os amigos, conhecer gente nova, ver coisas bonitas e comer gostosuras!
Gostou da ideia? Aparece lá!

Bazar Ógente 9
Data: 28/09/2013, das 11 às 18h30
Local: Templo Busshinji
End: Rua São Joaquim, 285 - Liberdade (a duas quadras do metrô São Joaquim)
São Paulo/SP

Espero vocês!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Segunda colorida

A segunda amanheceu cinza, com uma carteira desaparecida logo cedo, que atrasou a vida da casa, uma gripe chata e um monte de coisas pra resolver. Típico das segundas, que são o dia oficial das reclamações no facebook e na hora do café da firma.
Mas, exercitando um pouco a Pollyana pentelha que existe muito lá no fundo do meu ser, eu decidi que o dia pode ser mais colorido. Afinal, segundas trazem a expectativa de uma semana nova, cheia de trabalho, mas também cheia de possibilidades.
Boa semana!
=)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Vejo estrelinhas por toda parte...



Eu tenho trabalhado em ritmo alucinante, o que significa que foi dada a largada para o final do ano: tudo pra ontem, com urgência. E vejam, isso não é uma reclamação, até porque a gente se acostuma com a batalha e acaba gostando, mesmo quando a intensidade é grande, a tensão é muita, os prazos apertados e eu acabo vendo estrelinhas por todo lado.
Nesses momentos, eu paro e penso o quanto é bom trabalhar em algo que a gente gosta. Dá pra imaginar fazer coisas pra bebê reclamando e xingando? Nem pra bebê, nem pra mais ninguém, né?!
Se você gostou do kit estrelinhas da foto ou quer entrar na fila das minhas loucuras de fim de ano, o e-mail é ana@anasinhana.com.
Beijo, me escreve.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Faxina: ativar!

Desde que voltei a trabalhar em casa, não tinha feito uma arrumação de verdade no ateliê. Fui me ajeitando como pude. Depois, começou a correria do final de ano, a reforma... e continuei me arrumando no espaço que dava, junto com as estantes de (muitos) livros do marido.
A ideia da reforma era que cada um tivesse seu espaço e, no final de semana passado, o escritório ficou praticamente pronto!
Faltava fazer a instalação do ar condicionado e, depois de muito estudo, marido e nosso super amigo Xandão abriram a parede, instalaram fios e caninhos, colocaram suporte no telhado e... uhu!! acabou a parte da bagunça!!
Sem o pó, a entrada dos livros foi permitida e começamos a mudança no domingo (levamos duas estantes pro escritório novo). Ainda falta tirar um móvel enorme cheinho de livros do ateliê mas, mesmo assim, já deu pra rearranjar o meu espaço, organizar meus tecidos num armário grande que tirei da sala de casa e levei pra lá e guardar as linhas num armarinho fechado (onde eu havia entulhadoguardado mais ou menos metade dos meus tecidos).
Que alívio!!!
Depois da primeira arrumação e faxina, as coisas ficaram assim:



Engraçado, esse espaço sempre foi meio meu (meio porque a gente dividia, eu e o marido) mas, agora, sinto que tenho um espaço realmente meu!
Ainda pretendo pintar as paredes de branco, fazer mais uma bancada, prateleiras. Coisas simples, que serão feitas aos poucos, na medida do tempo e do orçamento.
Mesmo que os móveis não sejam novos e que não tenha rolado uma grande reforma, tudo foi feito com carinho e me vejo cercada de presentes de pessoas queridas e boas energias dos amigos amados que me ajudaram a colocar me ordem esse pedaço da minha vida.
Isso tudo não tem preço e, honestamente, meu ateliê é um dos lugares mais gostosos de passar o dia. As costuras rendem, as fotos ficam com uma luz linda... e, sobretudo, reina a paz e a alegria de saber que eu sigo o meu caminho do jeito que deveria ser.
=)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13!

Hoje, sexta-feira 13, dia dos gatos pretos, das bruxas soltas e da estréia do filme mais assustador do ano, também é dia do meu aniversário!
Então, vou aproveitar o restinho do meu dia pra contar 13 coisas assustadoras a meu respeito:

1) não gosto de roda de samba. se tiver pandeiro, piorou (mas se os amigos queridos convidam, eu vou, porque sempre tem caipirinha);
2) eu xingo no trânsito (de vidro fechado, mas o que vale é a intenção);
3) estou entre o 0,00001% da população mundial que não curte Nutella, nem avelã, o que deixa meus filhos revoltados. O pote permanece intacto no armário e, mesmo nos momentos de larica aguda, prefiro até tomar (eca!) água de pêssego em calda;
4) eu tinha cabelo lisinho, lisinho. Daí, fiquei grávida e o danado ficou seco e meio ponhonhóim (haja creme);
5) quando eu era criança e me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, eu respondia: "chefe" (não confundam com chef). Por que? Pra poder mandar em alguém, oras;
6) um dia, meu dichan* malvado falou que, depois que morresse, voltaria pra puxar meu pé. Voltou mesmo e quase me matou de medo. Véio ruim;
7) ainda quando eu era criança, eu sabia quem estava vindo nos visitar antes da pessoa aparecer no portão (e não tinha whatsapp, nem facebook, nem sms naquele tempo);
8) meu marido sempre me chamou de coisas bonitas, como Maligna, Tarântula, Tamanco e Buscopan;
9) eu jogava joguinhos sanguinários na gravidez, do tipo que explode cérebro com bazooka. E comia quilos de mexerica;
10) eu sou doida pra ficar velhinha, de cabelo prateado (que pretendo deixar roxinho de rinsagem). Só pra falar todas as loucuras que eu penso, especialmente quando vejo alguém de bunda grande com aquelas calças legging de listras grossas em P&B (tomara que a moda volte daqui uns 40 anos);
11) o bicho que mais me dá medo é sapo. vira e mexe, aparece um por aqui;
12) eu não passo embaixo de escada, faço o sinal da cruz na porta do cemitério e 3 cruzes quando cai uma faca no chão. Mas não tenho medo dos gatinhos pretos;
13) contrariando meu único aniversário memorável numa sexta-feira, em que São Paulo inundou, ninguém apareceu, e eu e minha mãe comemos o bolo de chocolate solado que ela fez, hoje foi um aniversário delícia. Melhor sexta ever!

*dichan ou ditian é avô japa!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Negócio criativo versus trabalho: como faz?

Certa vez, quando postei uma foto de um bordado no Facebook, uma amiga falou algo como: "ah, como eu queria bordar ao invés de trabalhar!"
E em menos de um segundo eu respondi: "mas eu estou trabalhando!"
Depois fiquei pensando o quanto as pessoas estão imbuídas da noção de que o trabalho prazeroso não é trabalho. Ou seja, a minha dor no ombro por passar horas cortando, costurando, estampando e bordando é puro insistência num hobby diário, nada a ver com o fato de que eu tenho uma profissão que envolve essas atividades.

Por outro lado, se o trabalho manual nos faz sentir tão bem, a consequência é que ele deveria ser uma doação pro mundo, um presente em troca de tanta satisfação...
Ah, é bebé? Mamar na vaca cê não quer, né?
Produzir implica  material, energia elétrica, equipamentos. Tudo isso custa dinheiro. Mais importante ainda: o tempo que se leva pra criar e produzir é precioso e também custa dinheiro. Além disso, tudo o que fazemos com nossas próprias mãozinhas, com carinho e amor, tem um valor intrínseco que não tem medida. Não é o botão de liga/desliga da máquina de produção em massa da fábrica chinesa, é uma atitude bem menos racional e muito mais emocional, que envolve, memórias, referências e todo um modo de vida.

Então, se há um impasse tão grande entre o quanto se gasta em termos de tempo, dinheiro e amor e o valor que se dá a esse empenho, porque continuar?
Loucura, insanidade, obsessão, coco na cabeça ? hahahaha
Sinceramente, acho que cada artesão encontra suas próprias respostas, pois a caminhada é muito pessoal. Mas acredito que dê pra ser menos frustrante e dolorido.

Não tenho uma receita, nem um passo a passo pra isso e acho muita graça quando alguém escreve perguntando, porque ninguém conhece os detalhes e as dificuldades do próprio trabalho do que quem faz, e é muito difícil dar pitaco na caminhada do outro.
Mas, genericamente, acho que o primeiro passo é listar etapas para que o caminho seja o mais profissional possível, desde a produção, passando pela apresentação do produto até a relação com o mundo.
Daí, vem a primeira tarefa, antes de qualquer atitude: como é que você, colega artesão aí do outro lado, enxerga seu próprio trabalho? tá tudo certo, fluindo direitinho?
Qual é o principal (ou principais) gargalo ou dificuldade do seu processo de produção? São os desenhos/projeto, falta de equipamento, espaço, pessoal, material? É algo físico ou emocional?
Depois da lista de chorumelas feita: dá pra melhorar?
Lembrando que pensar sobre tudo isso também faz parte do nosso trabalho, então, aproveite os momentos de solidão do seu processo produtivo, aquele momento em que o trabalho fica repetitivo, sabe? Pega essa horinha e pensa, pensa até sair fumacinha!
É assim que a gente dá os primeiros passos pra tornar o trabalho mais profissional, ganhar respeito e condições de ser feliz sem ter que se desculpar por passar o dia fazendo o que gosta. Fica a dica.
=)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um bolo de morango com gosto de aconchego

Quando a gente viaja, as descobertas gastronômicas são sempre muito importantes pra conhecer melhor os lugares e se lembrar depois; parece que as memórias olfativas e gustativas ficam gravadas de uma maneira mais intensa, trazendo aquela sensação boa de saudade dos locais que visitamos.
Porém, num dado momento da viagem, as descobertas vão diminuindo e vem aquela vontade de algo familiar; tanto que, logo que chegamos em casa, meu filho fez duas refeições de prato cheio de arroz e feijão, sem querer mais nada.
Quando cheguei, combinei com a minha vizinha  Ângela de passar na casa dela pra devolver o guia de Paris, emprestado há meses. E, ao chegar lá, ela me recebeu com um bolo quentinho, se desfazendo de tão fofo, e uma xícara de chá reconfortante. Me deu aquela sensação boa, de coisa conhecida e nova ao mesmo tempo, já que eu nunca tinha provado o bolo de morango. Delícia!
Pedi a receita, que divido com vocês:


Bolo de Morango (receita daqui)

6 colheres (sopa) de manteiga sem sal amolecida
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 1/2 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara + 2 colheres (sopa) de açúcar
1 ovo
1/2 xícara de leite
1 colher (chá) de baunilha (usei 1/2 colher de baunilha em pó)
cerca de 500 grs. de morangos inteiros

Pré- aqueça o forno a 180° e unte e enfarinhe uma forma redonda (usei uma de 30cm de diâmetro).
Bata a manteiga com 1 xícara de açúcar (a receita pede batedeira, mas usei o muque mesmo).
Junte o ovo, o leite e a baunilha, incorporando bem.
Misture a farinha peneirada aos poucos.
Coloque na forma e arrume os morangos na massa. Polvilhe com as duas colheres de açúcar restantes e leve para assar (no meu forno, demorou cerca de 45 minutos, mas é legal ficar de olho. Quando estiver coradinho, está bom).


O bolo é delicioso e meus amigos, que vieram almoçar em casa pra matar as saudades, também aprovaram.
Obrigada, Ângela, pela guia, pelo bolo e pela receita!
=)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Diário de uma reforma: nossa casa na Minha Casa!

Certa vez, a professora mais sábia e generosa com quem tive a honra de trabalhar, a dona Tiseko, me disse que a melhor maneira de manter a casa em ordem é receber muitas visitas, sempre. Segundo ela, casa cheia é casa com flores novas nos vasos, tapetes limpos e alegria.
Entre todos os conselhos que recebi dessa senhora tão vivaz, guardo esse com muito carinho, porque sei que é profundo e verdadeiro em toda a sua simplicidade. Quem tem o prazer de ter amigos por perto, estende o mesmo prazer ao cuidado com a casa.
Quando o pessoal da revista Minha Casa entrou em contato comigo pedindo para fotografar a nova fachada, nossa primeira resposta foi "NÃO!", afinal, a fachada não estava terminada: faltava o portão maior, tinha resto da obra pelos cantos, os muros não estavam pintados e o jardim estava por fazer...
Mas, depois de alguma insistência do outro lado, vi que era a oportunidade perfeita de dar aquele gás e terminar coisas que a gente mesmo poderia fazer.


Comprei mudas novas pro jardim, pintamos boa parte dos muros, colocamos luminárias, passamos verniz nas janelas (tudo o que mostrei no último capítulo do diário).  E, como o universo conspira e os pequenos milagres acontecem, recebemos a última visita do Seo João uns dias antes da foto para colocar o portão que faltava.
Valeu a pena! Achei que a matéria ficou bem fofa, apesar de valer alguns adendos: 1) marido não trabalha o tempo todo em casa, mas mantém um escritório com livros e mais livros, que ocupava boa parte do meu ateliê; 2) a foto da fachada do antes é bem antiga. Acho que tiramos um pouquinho depois da casa ficar pronto e uns dias antes de mudarmos. Ou seja, 16 anos atrás! Depois disso, fizemos algumas mudanças.
Mas, de modo geral, tá lá o resumo da obra!
Ainda que a reforma não tenha terminado e a gente esteja procurando novamente por mão de obra para finalizar muros, calçada e detalhes que foram deixados de fazer, fiquei muito feliz com esse desfecho. Foram meses complicados, de muito vai e vem e empecilhos que fugiam ao nosso entendimento. Mas achamos a força necessária para tocar em frente, porque se trata da nossa casa, que está sempre cheia de amigos e flores novas nos vasos!

p.s.: um obrigada bem grandão pra Fernanda, Levi e Juliana, pela matéria e pelas fotos lindas!