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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Amarelo e colorido!

No final de agosto, comprei uma cadeira  num site desses de ofertas (já deu pra notar que tenho mania de cadeira, né?) e, como toda compradora, fiquei ansiosa para recebê-la. Agosto acabou, veio setembro e...nada. Em outubro comecei a ligar e as datas de entrega nunca eram cumpridas.
Até que, agora em novembro, depois de xingar muito no facebook e descobrir que havia um bom número de amigos que tiveram problemas com a mesma empresa, fiz uma reclamação no Reclame Aqui e, quando já me preparava para reclamar também no Procon Digital, recebi a tal cadeira, mal embrulhada e com a etiqueta que acusava que tinha ficado por longo tempo num conteiner vindo do outro lado do mundo. Me senti meio besta, apesar da cadeira ser bonitinha.
Daí me lembrei do Meu Móvel de Madeira, loja online nacional, com produtos fabricados no Brasil e entregues com o maior cuidado, no prazo certinho, com instruções detalhadas e mensagens simpáticas (eu e marido sempre ficamos admirados com o detalhamento. E achei que era muito mais bacana, ao invés de falar mal da loja que me deixou sem nenhuma informação sobre a entrega do produto que paguei à vista, falar bem de quem é correto, produz e entrega direitinho.
O banquinho da foto foi comprado bem depois da cadeira. E chegou bem antes, no prazo informado pelo site. Veio bem embalado e bonitinho.
Achei até que merecia ganhar o patchwork de bolinhas que fiz há uns dias, que minha mãe transformou nessa capinha.

Eu gosto demais de cuidar da minha casa, de comprar coisas bacanas e tal. Mas, gente, temos que ter cuidado e pensar muito, para fazer compras inteligentes, que valham a pena não só pelo preço, mas também pelos resultados que essas compras podem gerar localmente. Então, optar por produtos nacionais, sempre que possível, é a melhor alternativa.
Não vou ser hipócrita e dizer que nunca compro nada ching ling, mas tenho tentado reduzir (com sucesso) o tanto de tranqueira que consumimos.
Com a chegada do Natal, acho que vale a pena refletir. E a postagem-declaração-de-amor ao Meu Móvel de Madeira foi de graça, um jeito de indicar uma empresa brasileira, que nunca deu mancada comigo e que tem coisas bem legais por um preço razoável.
Assim, a gente pode adotar a prática de falar bem de quem merece, pesquisar sobre a fama da empresa antes de clicar no botãozinho de comprar e, sobretudo não comprar (e nem citar) quem tem má reputação, práticas bem mais simpáticas que evitam sofrer horrores com prazos não cumpridos, produtos errados ou de má qualidade.
Que tal?
=)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Malzbrot (ou um pão muito especial)

Daí, vocês vão dizer assim: "lá vem ela, com mais uma receita de pão".
Não é bem assim. Esse pão é especial, porque simboliza uma parceria que já acontece há muito tempo, baseada na cumplicidade e num amor que nem precisa de fermento.
<3 p="">O fato é que cada vez vez gosto menos dos pães industrializados, que se auto denominam integrais mas grudam no céu da boca fazendo uma maçaroca nojenta. Simplesmente não consigo engolir, tanto pelo gosto quanto pela enganação.
Mas eis que tenho um marido com o mesmo problema com outro item importante da nossa despensa: a cerveja (ou, como ele gosta de dizer, pão líquido!). Por achar que estava sendo enganado com produtos de baixa qualidade ou, no outro extremo, com produtos carésimos, meu amado resolveu fazer um curso de cervejeiro!
Foi todo feliz e voltou com um baita kit de produção para a primeira leva, que ele começou a fazer no sábado. E o subproduto da cerveja é um tantão de malte (ou, cevada germinada), sobra limpa e perfeita pra virar pão!
Eu sei que é algo bem específico, mas a receita ficou tão boa que achei que valeria a pena contar aqui (vai que tem mais marido/esposas cervejeiros  por aí, né?).

Malsbrot (pão de malte - receita levemente adaptada daqui)

300grs. de malte de cevada moído (bagaço)
cerca de 800grs de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de mel
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 cubo de 15grs. de fermento fresco
1 colher (sopa) rasa de sal
350ml de leite morno
2 colheres (sopa) de óleo de girassol

Em uma bacia, dissolva o fermento no açúcar e deixe ativar um pouco. 
Bata o malte com o leite morno no liquidificador.
Depois,  misture todos os ingredientes e,  com as mãos amasse  juntando a farinha aos poucos,  até que forme uma massa homogênea. Daí amasse bem por cerca de 15 a 20 minutos.
Cubra com um pano seco e limpo e deixe a massa descansar por no mínimo 1 hora. Amasse novamente e coloque em forma para pão untada com óleo (usei duas formas médias).
Cubra com um pano novamente e espere crescer bem (cerca do dobro do tamanho).
Faça cortes com uma faca afiada (isso vai ajudar o pão a crescer no forno e não rachar, além de dar um aspecto bem bonito).
Asse em forno alto (250ºC) por 45 minutos a 1h.
Logo que retirar do forno, desenforme e mantenha sobre uma superfície arejada para não suar a parte de baixo do pão.

Como resultado, obtive dois pães lindos, com uma casquinha firme, porém macios. E que não grudam no céu da boca, nem viram uma massa esquisita.
A sobra do malte é grande e a parte boa é que é possível dividir em saquinhos de 300grs. e congelar para as próximas fornadas.
Fala se essa parceria com o marido cervejeiro não é perfeita?
=)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Modo de fazer: cortina colorida


A cortina do fundo de casa estava muito, mas muito batida. Pelo tempo, pela chuva, pelo uso e pelo tanto de vezes que compartilharam uma foto dela no facebook sem créditos. Coisa irritante, mas que acontece com frequência: a pessoa gosta de determinada foto, salva ou compartilha sem crédito; vem outro e faz a mesma coisa e a história segue até que começam a vender a cortina usando a foto da sua casa!
E, se você reclama, a pessoa fala: "mas tava na net e é tão fácil de fazer..."
Então, vai lá na sua máquina, faz, prepara a foto e vende a SUA cortina, não a da minha pia. Simples, né?
Enfim, nessa confusão de compartilhamentos, o pessoal da revista Sou + Eu me pediu para fazer o tutorial e, aproveitando que tinha mesmo que trocar a cortina antiga, eu fiz e, embora a revista tenha saído bem na semana em que eu estava fora, mas vou explicar o tutorial. Eu achei bem bacana a repórter ter me procurado, porque sim, estou "na net" e, quando seu trabalho é autoral, tem as suas características impressas nele, o que faz cada produto (mesmo que seja a cortina da sua cozinha) ter a sua cara. E a parte bacana dessa história toda é que muita gente comentava nas fotos falando "é a cortina da Ana!".
Para essas pessoas legais, dedico o tutorial e todo meu carinho e respeito!

É um patchwork realmente simples, de juntar quadradinhos coloridos. Mas algumas dicas são importantes:
1) meça a sua pia, do varão até o chão; dependendo de como for o varão, as alças poderão ter acabamentos diferentes; como o da pia do fundo de casa é fixo, eu só poderia fazer com lacinhos ou com botões prendendo;

2) o número de quadradinhos depende da metragem total, assim como o tamanho deles;


3) depois de costurá-los, abra bem as costuras com o ferro quente. Uma boa dica é, na primeira fileira, jogar todas as costuras para o mesmo lado e inverter na próxima fileira. Assim, na hora de juntar as fileiras, fica fácil achar o meio das costuras;







4) caso você não tenha o balancim para aplicar os botões, leve a um bom armarinho da sua cidade (em geral, eles fazem esse serviço e não é muito caro;










5) o ferro de passar é sempre um super aliado na hora de um serviço de costura bem feito. Use!
 E deixe sua casinha arrumada e colorida!
=)





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Negócio criativo: como ser dono do seu próprio tempo.


Semana passada eu escapei para umas mini férias. E foi tão rapidinho que vocês nem perceberam, né?
O hotel em que eu e minha amiga Paty ficamos hospedadas era de um casal muito simpático, que tornou nossa estadia ainda mais legal. Numa de nossas conversas, eles me perguntaram porque eu estava de vacaciones sem o resto da família. E tive que explicar, usando todo o meu portunhol, que eu faço meu próprio horário e sou dona do meu próprio negócio, o que torna a minha vida bem mais flexível. 
Também expliquei que, logo depois da volta, a porca ia piar! hahaha!
Sim, porque deixei as coisas programadinhas para a volta, para chegar e começar a preparar o final do ano.
Depois da conversa, fiquei pensando e entendi coisas muito importantes que queria compartilhar aqui.
Pra começar, depois de tomar a decisão de trabalhar com as mãos, por conta própria, qual o "ativo" mais importante do seu patrimônio?
Acho que, num primeiro momento, a gente diria que são as máquinas, seja qual for a função delas. Ou o espaço em que trabalhamos.
Na verdade, o "bem" em questão é muito subjetivo, pois não podemos retê-lo de forma concreta: estou falando do tempo, esse danadinho que escapa das nossas mãos e nos deixa enlouquecidos com os prazos e a correria.
Quando nos tornamos donos do nosso próprio tempo, é muito tentador trabalhar a qualquer hora, fazer as coisas desordenadamente (ainda mais quando se trabalha dentro do espaço doméstico). É quase uma cilada: ao mesmo tempo, somos donos e também reféns dos dias, horas e minutos.
 Então, como faz? Como é que se domina o relógio?
Até hoje, confesso que ainda estou tentando. Mas tenho algumas estratégias que, aos poucos, me ajudaram a facilitar um pouco a vida:
*organização: sabe aquele ditado que diz "nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje"?
Pois bem, no caso de quem vive do trabalho das mãos acho que dá pra ir além e, no fim dia, deixar preparada uma parte das tarefas do dia seguinte.Talvez nem seja algo muito efetivo em termos de ganho de tempo, mas a sensação é ótima. É como se, ao começar as tarefas do dia seguinte, você se sentisse com uma parte do caminho andado, o dá aquele ânimo de seguir em frente;
* ferramentas adequadas: se a primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos nos bens mais importantes das nossas oficinas e ateliês são as máquinas é porque elas facilitam em muito a nossa vida. O uso do tempo fica mais tranquilo quando a gente tem as ferramentas adequadas, que nos fazem ganhar horas preciosas;
Portanto, para quem trabalha em casa e não paga aluguel e nem tem despesas extras, vale investir em todo e qualquer maquinário que melhore e ajude no trabalho. Fica a dica!
*valor: quanto vale o seu tempo? você sabe o valor da sua hora de trabalho? eu me acostumei a pensar assim quando era professora e ganhava por hora-aula. Naquele caso, era fácil saber o quanto valia a minha hora mas, quando a gente começa a trabalhar por conta e se perde em procrastinações fica complicado, né?
Um sugestão que acho que vale para tentar descobrir  quanto vale o ouro é pegar seu produto principal e ver o tanto de tempo que você gasta para produzí-lo, do começo ao fim. Isso facilita muito, tanto na hora de compor preços quanto na hora de negociar encomendas;
*horário: mesmo trabalhando em casa, é legal ter um horário fixo, nem que seja um período, uma parte do dia que seja exclusivamente dedicada à produção. É claro que, quem cuida do próprio negócio tem muitas tarefas administrativas também e várias delas fora do espaço de trabalho. Pra dar conta de (quase) tudo sem enlouquecer, a gente volta lá no primeiro ponto: organize seu dia e separe as horas direitinho, o que nos leva ao próximo ponto:
*disciplina: trabalhar em casa tem muitas vantagens. Porém, é muito fácil se deixar seduzir e fazer as coisas da casa em detrimento do trabalho. O único jeito de evitar isso é ser disciplinado, que é algo que eu persigo todos os dias. À medida em que o seu trabalho evolui, isso vai ficando menos complicado, porque encomendas tem como contrapartida prazos de entrega. A melhor coisa é enfrentar as feras sem medo: se uma tarefa é chata, não deixe por último; o truque é fazer a parte mais complicada primeiro, assim o resto do trabalho vai ser molezinha. E reservar horários pré-determinados para as outras tarefas (pra quem tem filhos, por incrível que pareça, é mais fácil: afinal, criança tem hora pra almoçar, pra brincar, pra dormir...).
*equilíbrio: o oposto da procrastinação é só trabalhar loucamente, sem dar espaço pra mais nada. Daí, foi se a vantagem da flexibilidade, né?
A gente precisa ter um espaço, um respiro. Isso é importante até para a criatividade fluir melhor. Outro dia, comentei com meus amigos crafters que as nossas bobagens no Facebook eram minha "pausa pro cafezinho da firma com os colegas". E é bem isso, tem que ter alguns pequenos respiros ao longo do dia, umas feriazinhas de vez em quando, momentos com a família. Então, nem tanto ao céu, nem tanto a terra, ok?

Enfim, sei que essas não são dicas de verdade, porque cada trabalho tem suas especificidades, detalhes que só quem faz conhece. Mas, de modo geral, acho que é importante entender que dá pra se organizar e ser feliz trabalhando em casa. Sem enlouquecer e sem deixar de pagar as contas.
E vocês? Como se organizam e encaram o trabalho em casa?
=)

p.s.: antes que alguém pergunte, a belezinha da foto foi comprada durante a viagem, mas isso é motivo pra outro post.