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quarta-feira, 26 de março de 2014

Um pão sem sova e as desculpas...


Oi gente, vocês ainda lembram de mim?
Sei que faz um tempão que não posto nada e, juro, não é por falta de vontade. É que, de vez em quando, a vida fora da telinha pega a gente de jeito e é tanta coisa pra fazer no mundo real que sobra pouco tempo para uma dedicação mais intensa no mundo virtual. Mesmo assim, quem me acompanha no instagram (@anamatusita) tem visto fotos que provam que ainda ando por aqui!
Mas tenho certeza que depois dessa belezura de pão fácil e delicioso da foto, ceis vão tudo me perdoar pela ausência!
Descobri a receita no belo bleubird e, depois de pesquisar um pouquinho, assistir um vídeo um padeiro, vi que era molezinha mesmo, como a moça fala.
Sempre quis fazer um pão com cara de pão da padoca em casa, mas com a certeza de que a farinha era boa e de que o padeiro não tinha batido a bituca de cigarro na massa (desculpem, esse é um trauma de infância, coisa que ouvi minha mãe dizer e que nunca mais saiu da minha cabeça: ela vivia dizendo que os padeiros eram criaturas grotescas, que fumavam enquanto faziam pão e uma série de outras coisas nojentas que não vou mencionar).
Enfim, maluquice à parte, a receita é boa, fácil, barata e dá certo. Só requer um tanto de paciência (e nada de cigarro na massa). E, conforme prometi pra mulherada do instagram, eis a receita:

Pão sem sova
xícara medidora de 240ml
rendimento: 1 pão médio

3 xícaras de farinha de trigo branca
1 1/2 xícara de água
1/2 colher (chá) de fermento seco para pão
1 1/4 colher (chá) de sal

Numa tigela grande, misture os ingredientes secos. Junte a água e vá misturando com o auxílio de uma colher de pau. A massa fica pegajosa e não é necessário amassar, nem misturar demais. Cubra a tigela com filme plástico e deixe a massa crescer entre 12 a 18 horas (sim, precisa crescer esse tantão de tempo mesmo. O que eu faço aqui em casa é preparar a  massa à noite e assar no dia seguinte; em dias quentes, 12 h é mais que suficiente para o crescimento).
Depois do tempo de crescimento, enfarinhe uma superfície (pode ser a mesa ou a pia limpas), coloque a massa delicadamente, enfarinhe um pouco sobre a massa, dobre e enfarinhe de novo (não trabalhe demais a massa para não destruir as bolhas lindas de ar que se formaram). Cubra com um pano e deixe crescer por mais 2 horas.
Durante a última meia hora, coloque uma panela de ferro esmaltada alta para esquentar no forno a 180° (a receita pede uma Le Creuset com tampa e eu uso a minha genérica coberta com papel alumínio, pois a tampa tem pino plástico). Creio que seja possível achar uma alternativa para quem não tem a panela, desde que seja alta e grossa o suficiente.
Depois de quente, coloque a massa dentro da panela, cubra e leve para assar por meia hora. Depois desse tempo, retire o papel/tampa e deixe dourar por mais uns 10 minutinhos.
A massa é bem molinha, mas não ceda, de maneira nenhuma, à tentação de colocar mais farinha ou sová-la.


Esse pão tem sido um sucesso aqui em casa e eu tenho feito bastante, alternando com a receita do pão de cerveja, que também é bem boa. E, embora eu não seja radical nem tenha ideias malucas sobre a higiene e conduta dos padeiros, acho ótimo saber certinho o que tem no pão que a minha família está comendo.
=)