Páginas

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pão sem culpa

Nesse carnaval, toda a minha folia foi em casa. Lá pela terça à tarde, percebi que cheguei em casa na sexta anterior à noite e não saí mais. Não posso dizer que foi um carnaval produtivo, mas fiz cozinhei e descansei bastante.
Uma das coisas que eu queria e consegui era fazer um pãozinho diferente, com a preciosa farinha de grão-de-bico que eu e meu marido conseguimos produzir, depois de uma trabalheira danada.
Tudo isso, porque tenho feito o esforço de reduzir a quantidade de glúten na minha cozinha, apesar de ninguém em casa ser celíaco. 

O fato é que, há um tempo atrás, consultei uma nutricionista que me perguntou qual era o meu maior fator de indisposição e, de pronto, respondi que era enxaqueca, uma companheira maligna que tenho desde a infância. Naquela época, ela me disse que populações de origem oriental toleram menos o glúten e que eu deveria testar e fazer um esforço em comer menos farinha de trigo e mais arroz pois, talvez, a raiz da minha enxaqueca estivesse aí.
Achei que fazia todo o sentido, mas não consegui levar o esforço adiante, pois não havia muitas alternativas no mercado para a farinha de trigo naquele momento (e, tudo que eu encontrava custava algo como os olhos da cara).
Agora, uns poucos anos depois, comecei a ver surgir farinhas diferentes nas prateleiras e um mundo de receitas sem glúten. E resolvi recuperar a ideia de comer menos glúten.
Ainda não tentei (e não sei se pretendo) retirar totalmente as opções com farinha de trigo da minha vida, mas reduzi muito e senti uma grande diferença: três meses seguidos sem a companhia da maligna enxaqueca! Uhu!
Minha maior fonte de receitas tem sido o instagram, e foi no perfil @viversemtrigo que encontrei a receita da Bisnaguinha. Não segui a risca; usei a minha farinha de grão de bico e não a farinha de grão de bico com favas que a receita sugere (até pesquisei, mas achei um tanto quanto salgada pro meu bolso).


O resultado foi um pãozinho um pouco mais massudo do que os pães caseiros que a gente costuma fazer, mas muito perfumado e gostoso!


Mistura de farinhas:

300 g de farinha de arroz
300 g de polvilho doce
200 g de farinha de grão-de-bico com fava (pode substituir por farinha de amaranto ou feijão branco. eu usei a farinha de grão de bico caseira*) 

 200 g de fécula de batata ou amido de milho

1 col chá de CMC - espessante
1 col Chá de Goma Xantana - espessante natural
(tanto o CMC quanto a goma são encontrados em lojas de produtos naturais ou de artigos para festa)

Essa mistura de farinhas rende 1kg e eu usei 3 xícaras para fazer o pãozinho.

Bisnaguinha


1 ovo inteiro e 1 clara

3 col sopa de óleo

1 col chá de vinagre de maçã

1 xíc de água morna

1 col sobremesa de fermento biológico seco

1 col chá de açúcar

3 1/2 xíc da mistura de farinhas (usei 3 xícaras)

1 col chá de sal


Pré-fermentação: dissolva o fermento seco e o açúcar na água morna, deixe descansar de 5 a 10 

minutos até formar uma espuma. Reserve.

Na batedeira, bata os ovos e o óleo. Adicione o vinagre, em seguida toda a água da fermentação e os ingredientes secos. Bata bem até obter uma massa lisa, homogênea e levemente grudenta. Unte as mãos com água ou óleo e modele a massa em assadeiras para cupcakes ou assadeira de bolo inglês untada com óleo.
Forno preaquecido a 180 graus.

Assar por 30 minutos.


Senti que, embora seja trabalhoso, é perfeitamente possível tornar o pãozinho francês, aquele que eu amo e que achei que nunca viveria sem, um exceção ao invés de regra do dia-a-dia. Hoje, há muitos substitutos tão saudáveis quanto gostosos para se experimentar e tem sido bem legal procurar alternativas diferentes.

*Farinha de grão de bico caseira:

Deixamos um pacote de grão de bico seco de molho em água por uma noite. Na manhã seguinte, escorremos e deixamos secando no sol, numa assadeira grande. Como ainda estava úmido, colocamos um tempinho no forno baixo, tomando o cuidado de olhar sempre para não queimar, e depois deixamos secando por mais um dia inteiro.
Depois de bem seco, meu marido bateu aos poucos no multiprocessador e peneirou.
Já fizemos um tipo de omelete com pimenta síria e outros temperos e ainda quero tentar fazer falafel, aquele bolinho árabe delicioso!  

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Janeiro, mês do patchwork aqui em casa!

E lá se foi janeiro, com os dias mais tranquilos de sol, piscina... rolou até uma viagem romântica pra praia que eu não esperava, mas que foi uma delícia. 
Durante o mês meio de férias, meio de trabalho, fiz uma porção de coisas pra casa, que queria fazer há tempos. Começando por uma antiga promessa, a manta para o sofá-cama do escritório/quarto de hóspedes, que deveria ser tricolor (cores do time do meu marido).
Comecei logo depois do Natal e, quem me acompanha pelo instagram pode ver todo o processo, feito na sala de casa (todo o trabalho grande de patchwork precisa de uma mesa igualmente grande como apoio, porque fica pesado. e isso foi bom, porque eu pude estar pertinho do escritório, o que facilitou as "provas"):


 O bloco é bem simples: optei em colocar o quadrado vermelho no centro, deixando as tiras de cor clara (branco) em dois lados e as tiras escuras (preto) nos lados opostos, como é tradição no log cabin. Ao longo do processo de fazer os blocos, fui organizando em cima da bicama para ver qual a melhor posição. Tive a ajuda do marido para alfinetar (mesmo sem manta acrílica, ficou bem pesadinho, porque usei uma sarja vermelha bem grossa na parte de trás, então, a ajuda foi muito benvinda!). Olha só o detalhe das pernocas de um menino que, provavelmente, estava usando a mesa de centro de apoio pro computador ou pra algum joguinho!
Depois de uns bons dias de trabalho intensivo, a bonitona ficou pronta, tarde da noite!


No dia seguinte, ainda fiz uma almofada pra poltrona, com quatro quadrados que cortei a mais. Segui mais ou menos o mesmo esquema dos quadrados da manta, mas usando os quatro quadrados juntos como centro. E ficou tudo bem arrumadinho!



Depois da dívida paga,  também fiz jogos americanos para a minha mesa (casa de ferreiro, espeto de pau... conhecem o ditado? pois é, até então, eu não tinha nenhumzinho dos jogos americanos que vendo na minha loja...).


E também fiz uma almofada de triângulos de presente pra comadre, na cor escolhida pra pintar uma das paredes da sala dela, o turqueza:


Janeiro foi um mês produtivo, entre algumas encomendas, viagens, o retorno das férias da loja e arrumação de casa. Agora é esperar passar o carnaval pra sair da folia e realmente recomeçar a rotina!
Bom fevereiro, galera!