Eu sei, eu sei. É dia internacional da mulher e vocês deveriam vir aqui pra ver fotos de rosas, mulheres magras e lindas pulando com a sensação refrescante de usar um calcinha que acabou de sair da gaveta.
Mas, convenhamos, a real é que ser mulher é muita dureza. É cuidar do outro o dia todo e ainda ter que cumprir a convenção de ser linda, bem sucedida, criativa e ter sempre as unhas e cabelos feitos, mesmo que, para isso, a jornada seja tripla. Fora a parte das cólicas, da dor do parto e tudo o mais.
Vamos combinar que dia da mulher podia bem ser, pelo menos, uma vez por mês em datas variáveis, para a comemoração nunca cair "naqueles dias". De qualquer modo, a gente gosta sim de um papo de mulher, de uma frescurinha, um agrado a mais e um carinho.
Então, feliz dia mulherada!
E como eu não perco a mania de querer reinventar a mulher maravilha, entre uma encomenda, uma reforma e o almoço no fogão, tirei fotos da luminária nova que estava por terminar há um par de dias. Vejam o antes:

Esse canto do quarto tinha uma luminária de papel rosa linda, que ganhei há uns anos. Quando rasgou, substituí por essa menorzinha, que ficou meio mais ou menos.
Daí que há uns dias comecei a fazer florzinhas de crochê baseadas no livrinho novo. Fui fazendo sem pensar muito, às vezes sem olhar as receitas e inventando um pouco. Depois, lembrei da luminária japa grandona de tecido e comecei a fazer a correntinha do tamanho da borda. E segui fazendo correntinhas formando "ondas", até encaixar bem no topo da luminária (prendi com uns pontinhos à mão com linha de costura):

Para continuar, coloquei a luminária montada com o ferrinho numa tigela e fui fazendo as correntinhas e prendendo as flores já prontas. Dá um pouco de trabalho mas, como é só correntinha, não é tão demorado.
E o depois ficou assim:

Não foram muitas flores. Só o suficiente para dar uma graça pro crochê de correntinhas. Aproveitei e pendurei umas molduras coloridonas super baratas que comprei na ETNA (entre R$8 e R$10) junto com alguns retalhos bonitos:

E o canto ficou bem mais alegrinho, bem mais no capricho:

Coisa de mulher, né?
UPDATE: o livro que citei se chama "100 Flores para Tricô & Crochê" e comprei na Livraria Cultura.