Eu sou um bicho caseiro, ponto. Adoro viajar (e reclamo quando a gente aqui passa muito tempo sem ir pra lugar nenhum), mas adoro mais ainda voltar pra casa.
Não que eu tenha ido longe, nem por longo tempo. Foram só dois dias fora. Porém, pra esses dois dias funcionarem bem, são muito outros dias de horário estendido trabalhando. E quem faz bazares sabe bem como é essa vida de sacoleira moderna.
Enfim, cheguei em casa domingo, quase segunda, louca pra tomar um banho e cair na cama. Dormi feito pedra? Que nada, tive um baita pesadelo, que vou compartilhar com vocês, pedindo as seguintes ressalvas: considerem que eu estava cansada além da conta, dividida entre a agitação de um monte de gente falando comigo e a calmaria do lar e entre as amigas que adoro e minha família amada me esperando em casa.
Então, vamos lá.
Sonhei que eu e marido tínhamos saído pra uma viagem romântica, pra comemorar o aniversário de casório. Lindo, né? Isso se ele não tivesse levado um amigo junto porque precisava terminar algum raio de relatório de trabalho. Humpf!
Chegando lá, ele me fala pra esperar na recepção do hotel, porque o amigo havia preparado um presente pra ele. E, pasmem, era a Helena da novela das nove da Globo esperando peladona no quarto! Pqp!
(aqui, abro o parêntesis pra explicar que não assisto a novela, mas acompanho os comentários das noveleiras no twitter e adquiri ódio mortal da chata da Helena e do marido pelancudo, babão e mulherengo dela)
Claro, entrei em desespero enquanto meu marido se divertia no quarto com a piriguete. Outro detalhe: se fosse na vida real, a essas alturas, o sonho já estaria tingido de vermelho, porque rolaria é sangue, minha gente! Só em sonho que eu fico de mosca morta chorando em recepção de hotel.
Então, veio o amigo me consolar, falando que era pra eu relevar, que era coisa de homem. Mereço, amigo mala, amigo da onça, amigo urso. Nem vou publicar aqui o nome dele, temendo represálias da mulherada.
Então, resolvi tomar uma atitude: peguei minha malinha e fui pro carro, decidida a vir chorar em casa. E qual não foi meu desespero ao ver a talzinha Helena saindo em disparada no meu possante?
Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh!!!
(...)
Voltando à vida real, acordei num baita mau humor, com vontade de chutar as partes íntimas do ser humano que dormia tranquilamente ao meu lado, com aquela cara de inocente que desfruta do sono dos justos. Ai, que raiva!
Mas, calma, maluca, era sonho, se controla.
Quando levantei, olhando meio de esgueio pro marido, ele me pergunta se tinha dormido bem e eu solto os cachorros, contando o pesadelo. E ele, contendo o riso, me pergunta se a moça era bonita. E chinelo voa pelo quarto...
E aqui, abro um espaço para as gargalhadas. Isso, se divirtam às custas da minha insanidade, como fez a minha mãe na segunda à tarde, rindo de se dobrar do pesadelo dessa pobre filha.
Enfim, melhor dormir de olho aberto. E, já que o inconsciente revela o medo tamanho de perder a minha majestade doméstica, melhor ainda agradar a freguesia. Então, ontem fui pra cozinha, atendendo ao desejo de bolo dos pequenos. Claro, de chocolate (eta molecada que não varia!). Mas fiz uma mudancinha na receita por minha conta e risco e coloquei 1/3 de xícara de avelã moída na massa de chocolate. Ficou com aquele gostinho de Nutella, que foi pra cobertura também, arrematada com uma avelãzinha.
Galera se esbaldou por aqui:

E, por falar em cupcakes, semana passada, no meio daquela correria pré-bazar, teve aniversário duplo, da minha irmã e do marido. Minha irmã é uma mulher e tanto. Linda, inteligente e, segundo meu filho caçula, uma tia das mais divertidas. Sofro pensando em como agradá-la, porque ela nunca esquece da gente. Olha um dos presentes fofos que ganhei dela no meu aniversário:

Minha vontade era fazer uma das receitas do livro e levar pessoalmente, mas não pude. Então, encomendei dessa
moça, que tem uma fábrica de delícias, muito mais elaboradas do que a dona-de-casa aqui conseguiria fazer. E ela ainda foi levar lá na casa da minha irmã. Impecável, delicada, profissional e talentosa!
E, pro marido, fiz a torta preferida dele, meio tarde da noite, mas fiz: pêra com massa de nozes.

Duvido que a talzinha da Helena consiga fazer torta igual. Duvido...