segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pequenas alegrias domésticas

É meio besta, mas adoro: tapete novo, super colorido no chão branquinho, limpo e cheiroso.
Nessa pequena produção doméstica, fui responsável apenas pela faxina. Comprei o tapete na loja mais frufru que já vi e lá me contaram que é uma senhorinha que os faz há muitos anos.
Bom feriado!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fruteira cheia!

A fruteira aqui do ateliê está cheia de bichos. E não são drosófilas, nem bichos brancos de goiaba, não senhora!
São novos mascotes de pano fofinhos, nos sabores maçã, morango e cereja. Todos lá na loja!
Tem corujinha de maçã: Tem miau de cerejinha: E ainda tem pinguinzinho de maçã vermelha: E até totó de morango!
Vai lá na minha banca de frutas fazer a feira, vai?!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pequenas alegrias domésticas e uma lição

Se um homem que você nunca viu antes de repente lhe oferecer flores, provavelmente não terá nada a ver com a sua marca de desodorante (os mais velhos certamente lembram da propaganda, né? acho que ando nostálgica ultimamente...).
No meu caso, as flores vindas de outro homem foram um agradecimento pela noite do pijama (calma lá, pervertidos, estou falando da festinha promovida pelo caçula e seus amiguinhos do terceiro ano aqui em casa. Mentes sujas!).
Explico: os pais de um dos meninos que dormiu aqui são produtores de flores, então ganhei dois inesperados maços de margaridas e fiquei toda feliz da vida.
Receber flores é das coisas que mais adoro. Na verdade, amo flores de qualquer jeito: colhidas no quintal, compradas na oferta do supermercado ou apanhadas no mato. Dão uma alegria imediata à casa e são um antídoto contra as chatices da rotina do lar.
E olhando pro vaso bem recheado em cima da mesa, me lembrei que esse mesmo amiguinho do meu filho foi o primeiro a recebê-lo quando o pequeno retornou à escola antiga, depois de uma tentativa frustrada e traumática numa escola mais perto aqui de casa. E o fez com um abraço amigo, demonstrando uma alegria muito sincera, que só um coração puro de menino é capaz de sentir. Foi de dar água nos olhos.
As flores não eram necessárias, mas as recebi de bom grado, como quem acolhe uma sutil cortesia e sabe que seu valor vai além da singeleza das margaridas. Já o abraço do amiguinho só me confirma que carinho e amizade são lições aprendidas em casa e passadas de pais pra filhos. E o exercício dessa cartilha familiar só faz aprender, de cor e salteado, o valor da generosidade entre os pequenos alunos, futuros adultos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cookie face!


Em época de eleição é bom não bobear e cumprir os compromissos de campanha. Ainda mais quando envolvem um garotinho muito amado de grandes olhos pidões, sedento por brincadeiras sem fim com os amiguinhos.
Então, na sexta passada, cumpri uma antiga promessa e promovi uma "noite do pijama" aqui em casa. Caçula convidou três amigos: uma menina e dois meninos, montamos a barraca de camping lá no quintal (só pra brincar, pois a suíte cinco estrelas foi a sala mesmo, com os quatro colchões espalhados...) e a brincadeira com lanternas, jogos e gibis se estendeu até bater a fome, saciada com pizza, pão de queijo e refrigerante, que ninguém é de ferro e no fim de semana pode. Depois, mais brincadeiras já dentro de casa, com lego e wii...
E como festa que se preze tem que ter doce, consultei o mini-anfitrião, que me pediu pra fazer cookies. Não quis desapontá-lo, mas fiz um "ai, caramba" mental. Enrolar 60 bolinhas de cookies numa sexta-feira de encomendas e correio pré noite do pijama não estava nem um pouco nos meus planos. E ainda tinha a massa da pizza pra resolver, os amiguinhos pra chegar. "Oh! E agora quem poderá me defender?"
Mas aí baixou El Chapulin Colorado: "palma, palma, não priemos cânico!"
Olhei pras formas de pizza, enquanto se acendia a luzinha em cima da minha cabeça... chequei os ingredientes e, sem mais delongas e num (quase) instante, fiz os maiores cookies que aquela garotada já viu e, certamente, não irá esquecer!
A receita é antiga, anotada numa página já amarelada pelo tempo e pelos dedos sujos de manteiga, mas me lembro que foi das primeiras que anotei das páginas da Revista Gula que, algum dia da vida inventamos de colecionar.
"Não contavam com a minha astúcia", né?

Cookies de baunilha e chocolate:
400 grs. de farinha de trigo
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
250 grs. de açúcar mascavo
100 grs. de açúcar cristal (usei o orgânico, que não é branquinho)
250 grs. de manteiga sem sal
2 ovos
1 colher (sopa) de essência de baunilha
300 grs de chocolate meio amargo picado ou gotas de chocolate ou confeitos
nozes picadas (não usei)

Peneire juntos a farinha, bicarbonato, fermento e sal. Na tigela da batedeira, bata os açucares e a manteiga até ficar uma pasta granulosa. Junte os ovos, um a um e continue batendo. Coloque a baunilha.
Junte a farinha aos poucos, até ficar uma massa uniforme.
Pré aqueça o forno baixo, a 150 graus.
Incorpore o chocolate picado (e as nozes, se for o caso), com a ajuda de uma espátula.
Para os cookies gigantes, dividi a massa em duas grandes bolotas e espalhei com os dedos em duas formas de pizza de 30 cm, forradas com papel manteiga. Assei por cerca de 30 minutos (o cookie deve corar nas bordas e ficar assado, porém molinho ao toque, no centro).
Se for fazer cookies individuais, faça bolinhas de massa e as coloque bem separadas no papel manteiga.
Enjoy!

p.s.1: a menina cookie face encantadora da foto é minha versão mais jovem, mais bonita, mais tudo!
p.s.2: a Paula, maga dos bolinhos fez cookies gigantes com coração pro dia dos pais. Ó só, se não é de babar!
p.s.3: e a Simone, maga dos chocolates e fada-madrinha das fãs da Hello Kitty, fez uma versão monster foliã-carnavalesca-colorida!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Lava roupa todo dia, que agonia..."


Casa sem empregada, trabalho dobrado, coluna dolorida e pés cansados. Mas como dizia uma antiga amiga, sabiamente versada nos trancos da vida, todo aprendizado chega por trás, sem avisar e... bem, não vou completar a citação ipsis litteris para não ferir ouvidos/olhos mais suscetíveis. Em outras palavras, depois que a gente leva pancada uma vez, ficamos espertos. Ou, gato escaldado teme a água fria!
Em meio aos caos doméstico, chamei uma estagiária durante a licença maternidade da oficial (que, ao que tudo indica, vai se estender numa licença eternidade) e o nervoso, a raiva, a peste e a irritação se infiltraram na minha existência de forma sorrateira.
Vou poupar vocês dos detalhes sórdidos da passagem da pessoa por aqui. Melhor ficar com a parte anedotesca e divertida (porque todo o resto foi grotesco e cheio de sujeira no sentido literal e no figurado também, infelizmente).
Depois de três faxinas, a senhora que contratei já estava se sentindo em casa, sem perguntar onde guardar ou qual produto usar pra que. E, no fim do terceiro e fatídico dia, todo mundo que passava pelo banheiro estranhava a sensação de exagerado frescor nos fundilhos, a cada descarga. E eis que marido grita, do outro banheiro: "cadê o Listerine?".
Todos caímos na risada! Meio vidro (dos grandes) de enxaguante bucal tinha ido vaso abaixo...
A dificuldade de ter uma pessoa estranha na rotina é fato notório em qualquer casa ou família. E até mesmo a oficial cometeu gafes enormes nos primeiros tempos (lembro das vésperas do meu aniversário, quando ela resolveu limpar a geladeira e veio toda orgulhosa me contar que tinha jogado todos "aqueles queijos podres e fedorentos" no lixo).
E da história (verídica?!) da amiga de uma amiga minha, que tinha o hábito de comprar lingeries carésimas. Num daqueles dias de TPM, a moça resolveu fazer um inventário na gaveta das "carcinhas" e sentiu falta de algum conjuntinho exótico. E como naqueles dias terríveis do mês o bicho pega e mocinha vira onça, lá foi ela colocar a serviçal contra a parede, que confessou que pegava emprestado algumas peças pra brincar com o namorado, mas devolvia tudo pra gaveta da patroa bem limpinho.
A coleção de histórias engraçadas sobre ter outra mulher nos nossos domínios é imensa e tenho certeza de que todos temos alguma passagem engraçada, trágica e memorável pra contar.
Mas, por agora, decidi dar um tempo, ficar sozinha e me entender com as vassouras, o tanque, a pia e a tábua de passar roupa. Por sorte, aprendi a ser uma moça prendada nas artes domésticas. E, sem dúvida, a primeira lição é saber que toda lady que se preze, deve cuidar das próprias calcinhas.
;)

*ah, a imagem fofa da menininha brincando de passar roupa é do See and Sew, a sewing book for children, livro cheio de gravuras bonitinhas para ensinar crianças a costurar (tem também o Look and Cook, a cookbook for children, que espero ansiosa). O primeiro vale a pena!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mascotes de pano!


Os fofíssimos Totós são os mais novos mascotes de pano daqui do ateliê e estão doidinhos, correndo em círculos de alegria enquanto esperam seus donos!
Para adotar um deles, siga as pegadas!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

WP #10: o vidro gravado

Promessa é dívida. E o que é que vocês me pedem chorando que eu não faço sorrindo (ou vice versa)?
O projetinho dessa semana envolve mais uma vez a ferramenta nova, aquela do projeto anterior, da plantinha na xícara. Fotografei tudo: maquininha (aka retífica), caixa e estojo para satisfazer a curiosidade das moçoilas. E já conto logo: marido comprou no Atacado Makro, pela bagatela de R$29,90. E não, não estou ganhando nada pelo jabá, muito pelo contrário: ainda lasquei o esmalte da unha recém feita...
Além da retífica, você vai precisar de um vidro, um pano seco para limpar a poeirinha enquanto trabalha e uma caneta dessas de CD, do tipo "permanente".
Acabei escolhendo um vidro de palmito, apesar do meu incurável preconceito com esse tal vasilhame. Honestamente, acho vidro de palmito e latinhas de achocolatado reaproveitados a coisa mais núcleo pobre da novela que existe. Não me levem a mal; eu reutilizo muita coisa, mas os vidros e as latinhas vão direto pra coleta seletiva de lixo, reciclados sem perdão. É que acho que vivemos uma época de embalagens super elaboradas, lindas de dar dó de abrir. Ou seja, dá pra ter critério e escolher coisas legais pra manter em uso.
Porém, o talzinho tinha um rótulo de formato bacana, que achei que daria bossa se eu gravasse no vidro em torno dele. E foi o que eu fiz, usando essa ferramentinha aqui:


Assim: Depois retirei o rótulo e segui o risco mais duas vezes, fazendo uma marca mais fina entre duas mais largas:
A parte central, arredondada, deixei vazia para que eu possa escrever com caneta o conteúdo do vidro e, quando acabar, apagar e reescrever (caso seja outra coisa). Nas laterais, escrevi de um lado:
*"válido até (espaço para escrever de caneta a data de validade)" e
*"ou enquanto durar!!!"
E do outro: *"conservar em local fresco e arejado" e
*"bom apetite!!!"
Costumo guardar os grãos em vidros na despensa. Acho prático, higiênico e visualmente bacana. E costumo mesmo escrever com caneta permanente em alguns deles, em geral os que podem causar confusão na hora da correria (tipos de arroz, pro exemplo. Ou grãos parecidos, como cevada e trigo).
Sei que a ferramenta é algo bem específico, mas o projeto foi rapidinho: ao todo levou cerca de uma hora e meia (demorei mais pra fotografar e editar tudo do que propriamente para fazer) e foi mais para satisfazer a curiosidade geral. Não pretendo sair marcando todos os vidros, mas até que achei bonitinho na despensa: Gostaram?
Boa semana!
;)