Páginas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mãe coruja



Enquanto eu esboçava o desenho dessas corujinhas (que são um pedido especial vindo por intermédio de uma amiga querida para uma surpresa que mostrarei se der certo), fiquei matutando sobre a minha própria corujice.
Também pudera: meus filhos são lindos, educados, nunca tiram meleca do nariz em público, nem ficam com chulé. Mas todos os filhos de coruja são assim mesmo, né?
E lembrei da fábula de Esopo recontada por Monteiro Lobato, A coruja e a Águia, que deu origem ao termo mãe coruja (e tia, avó, pai...). Aliás, pesquisando sobre a fábula, descobri que OMO (sim, aquela marca conhecida de sabão em pó) é um nome inspirado na fábula e a sigla significa Old Mother Owl.
Meus gêmeos nasceram antes da hora, como é comum no caso de gravidez múltipla. E eram tão, mas tão pequenos, que eu tinha que enrolar os pezinhos dos macacões muitas vezes, pra depois prender com meias e sapatinhos. Digamos que eles não eram assim, bebês de comercial de shampoo. E eu percebia no olhar das primas e tias que vinham nos visitar que isso impressionava. Mas santo é o leite materno e logo os dois ficaram enormes, gordinhos e lindos. E hoje estão grandões de não caber mais no colo da mãe (mais fácil me carregarem no colo, especialmente o Juca, hoje com 1,75m).
Já o meu caçula nasceu grandão, pelo menos do ponto de vista da mãe e do pai corujas, acostumados com recém-nascidos miudinhos. Lindo, guloso e com cara de que já sabia como era o mundo, pronto para aguçar ainda mais a minha corujice.
Uma vez, estávamos no carro vovó coruja, o caçula já grandinho e eu, esperando pelos irmãos na porta da casa de um amigo. Desci para tocar a campainha e a avó me chamou de volta, reclamando que os moleques da rua haviam jogado pedrinhas no carro. Mãe coruja virou onça: fui até os meninos e dei a maior bronca, daquelas de deixar vermelho mesmo. Os meninos, estarrecidos, negaram tudo. Fiquei fula da vida com a cara de pau. Peguei os filhos e fui embora soltando fumacinha.
Quando cheguei em casa, fui tirar o pequeno do cadeirão e senti um peso nos bolsos da bermuda que estavam cheios de... pedras!
E o moleque ria, mas ria muito. Juro que, se não fosse do outro lado da cidade, teria voltado lá na tal rua pra pedir desculpas pros meninos. Baita vergonha.
Moral de história?
Bem, a da fábula sinceramente não se aplica ao meu caso. Aliás, vocês já viram corujinhas mais lindas do que as minhas?

23 comentários:

Céres disse...

nunquinha!!!!
beijos e bom dia! :))

Bárbara Lopes disse...

as corujinhas de sua casa são uma graça mesmo e mãe é mãe né? eu fico pensando no lado dos filhos que ficam achando por muito tempo que as mÃes são exageradas demais e ficam fazendo a gente pagar mico e depois de um tempo quando os papéis começam a se inverter é que a gente vai dar o devido valor a cada gesto desse... vida engraçada.

As corujas da encomenda ficaram uma graça tb! Fiquei imaginando elas pequetitas, apesar que a trabalheira deve ser multiplicada né? porque é cheia de detalhes lindos!

Parabéns pelas corujinhas!

Dani Moreno disse...

que linda postagem!!!
É difícil escrever poucas linhas a respeito dos filhos, né??!! Já tentei (tenho vários rascunhos) escrever um pouquinho sobre cada um dos meus 4 filhos, mas acabo quase escrevendo um livro!!! A gente começa lembrando de uma historinha que se emenda noutra e assim vai...
Vc escreveu muito bem, parabéns!!!
Agora, cá entre nós... tuas corujinhas ficaram MARAVILHOSAS!!!

beijinhos encorujados!!!!! rsrsrs

Dricca Kastrup disse...

Nunca vi tão lindas mesmo !! Estão de babar !

E a história é ótima, ri um bocado, aliás, to rindo ainda, eu, mãe coruja de 3 também.

bjobjo

Luciana B. disse...

Ana, que post lindo!! Adorei saber a história da fábula e do nome do OMO, super interessante :-) Também sou mãe-coruja e já paguei um mico igual ao seu. Beijos, saudades,
Lu

rosana sperotto disse...

Pode ficar coruja também das suas corujinhas! Tudo o que nasce aí, dona Coruja, é lindo demais! E a história do OMO, adorei conhecer. Beijo grande

Erika disse...

Suas histórias são sempre gostosas, Ana!

E as corujinhas...são LINDAS!
Você aceitaria mais encomendas??
Minha mãe ama corujas e as coleciona. E acho que vou ser "obrigada" a pedir uma para mim também...

beijos

Evelize disse...

Adorei!
Vc disponibiliza os moldes?
Um beijo.

c r i s disse...

Ana! Que lindo! Fiquei morrendo de vontade dessa coruja! Adorei o texto, tava com saudade, mas já vi porque...criação tá à solta né?? Bjo, boa semana e bom trabalho!!

Roberta M. disse...

Suas corujinhas são as mais lindas rsss, amei, e olha, mesmo nosso filho sendo o danado que é (são, no seu caso), a gente nunca vai deixar de corujá-los né?? Sina de Mãe....ainda bem!! Beijocas

cristina disse...

Oi Ana,
Amei as corujinhas, quero uma, please!! Asorei o post que pra variar tem histórias fantásticas de crianças, adooooooooooro!
Eu também faço parte do clube das mães corujas, principalmente com os olhos bem abertos e prestando muita atenção em tudo que cerca meus filhotes. Adoro esse negócio de ser mãe, nasci pra isso!
Beijocas,
Cris João
(www.recomadres.blogspot.com)

harumi disse...

amei as corujinhas!!!
e acho que vc nào é coruja, nào. suas crias (as humanas e as de pano, rsrs) são realmente lindas! (e quem sou eu pra discordar??)
beijocas,
da harumi
(www.sati.art.br)

Elika Lopez Vecchietti disse...

Lindas corujinhas! Eu acho que vou querer uma... bjbj!

Lu Gastal disse...

adorei o texto! por acaso, hoje acordei (em plena praia) com a incumbência de fazer uma coruja a tempo de viajar no sedex até o fim da tarde, prá revista Crescer.
Agora li teu post e ri sozinha.
Super beijo, amiga, saudade!

♥ Carine Calé ♥ disse...

Mamãe coruja,

suas corujinhas são as mais fofas que já vi, AMEI!!!!

Vc é super criativa, caprichosa e original, está de parabénsssssssss!!!

Beijinhos com carinho...
Carine

Carolina Carol Bela disse...

Confesso que adorei o desfecho dessa história, acho que se fosse comigo eu daria uma boa risada com tudo isso...

Realmente achei linda as corujas, e vc tem muito talento!!!! Beijos

calma que estou com pressa disse...

oi ana! sempre venho aqui namorar e rir das tuas histórias- mas hoje resolvi comentar - por causa das corujas fofas- fiz umas com um casaco que minha mãe fez - agora fiquei até com receio de posta-las - as minhas vão ficar com vergonha rsrs elas já estão até no rascunho para postar - tomara que naõ vejam as tuas! adorei a história do OMO - e da mãe coruja que vira onça - não precisa ficar com vergonha porque geralmente as mães fazem isto - eu não -jamais - coruja daqueles filhos lindos, educados, fofos...
viu porque eu não comentava - falo demais
bjs
e adoro gatos de verdade e os teus de tecido são fofos demais!

ana sinhana disse...

Oi meninas!
Obrigada pelos elogios aos filhos de pano e aos filhos de carne e osso. A mãe coruja agradece, muito envaidecida!
Aproveito para ressaltar que as produções que mostro aqui estão disponíveis para venda em minha loja virtual, mas não dou aulas, nem disponibilizo moldes (para isso, tem pencas de revistas nas bancas pra se comprar, né?).
Beijos,
Ana

Denise disse...

começou bem o ano...
que arteira maravilhosa vc é!
bjs
denise

Bel disse...

Adorei as corujinhas e a história da mãe-coruja também!
bjs

Laély disse...

Precisa concorrer comigo, Ana, em matéria de corujisse de mãe. Em matéria de fazer corujas, não dá pra competir com você.
Olha, eu preciso de uma dessas. Reserva logo a minha, pois eu quero pegá-la, pessoalmente.

Véia da Teia disse...

eu sou uma coruja assumida!
(adorável, amável, pegável, as suas!)

Roberta Granada disse...

Oi, tudo muito lindo por aqui como sempre , parabéns,
http://agulhaetricot.com
http://agulhaetricot.blogspot.com